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quarta-feira, 15 de abril de 2009

« Meninos... Eu li ! » - parte II : Estado do Xadrez Nacional

Nota prévia:

" No ano em que estou a comemorar 25 anos de profissional de xadrez,resolvi escrever algo para a assembleia geral . Porém as minhas preocupações são exclusivamente com o Xadrez técnico.
Evolução Técnica é o meu tema .
Ou seja ,não vejo os portugueses a jogar nem a estudar, só os vejo a discutir as burcocracias do xadrez .
Sobretudo os jovens estão parados e jogam uma triste média de 30 partidas por ano .
Luis Galego continua a ser o jogador com mais actividade . É bom sinal sobre a vitalidade da carreira dele, mas mau sinal que os jovens joguem menos tonreios que ele.
Assim será completamente impossível esperar novas evoluções significativas nos nossos jogadores mais jovens .
Vejo "apatia total" da parte de pais ,clubes e dirigentes em relação a esta matéria."



Assunto:

Caros Amigos da Assembleia Geral da F.P X. :

Aqui vão algumas reflexões que gostava de partilhar convosco e que fossem lidas na assembleia.
Se o vão ser ou não é já não é assunto meu.

O Xadrez nacional inspira-me PENA .
Porquê ?

1--- Nacionais de Jovens no Algarve .

1A --- Não houve uma única preocupação técnica com os nacionais de jovens.
São em 5 dias e 7 sessões porque "assim é mais barato " .
Se há qualidade e justiça nos resultados não interessa .
Quando sugeri ao Director de prova fazer-se sistema suíço acelerado nas provas com mais jogadores ele disse-me não sem apresentar qualquer motivo, porque as questões técnicas não lhe tocam.

1B--- Porque é que se retiraram os desempates dos nacionais de jovens ?
No meu tempo eram matches de lentas e tínhamos de os preparar com um mês de antecedência.

Porque assim é mais barato e mais rápido. Não há qualquer preocupação técnica.

1C--- Pessoas com o conhecimento técnico do Mestre Vitor Guerra estiveram no Algarve a "tomar conta de cerca 50 jovens ao mesmo tempo , e não podem obviamente fazer nenhum tipo de trabalho técnico com os jovens . Não há qualquer preocupação técnica.
1D---Em Espanha os nacionais de jovens demoram cerca de 7 semanas , são separados por escalões .Para quê ?

Para que os treinadores possam trabalhar separadamente com os jovens e portanto fazer um trabalho mais sério e profundo.

1 E --Para que os jovens possam jogar mais de um campeonato nacional, e assim poderem jogar mais xadrez ,logo evoluirem mais..
Não há obviamente rondas duplas ,pelas razões anteriormente expostas.
Existem em Espanha muitas preocupações técnicas.

Como podemos esperar que os nossos jovens tenham boas prestações internacionais se nenhum deles ( nem o Ruben ) ,estão preparados para jogar competições de 9 ou 11 dias ?

Nestas férias da Páscoa apenas um jovem , ( Jorge Viterbo Ferreira ) ,aproveitou a segunda semana das férias para jogar xadrez . Todos os outros preferiram descansar dos cansativs nacionais de jovens .
Então quando é que irão jogar , se não for não férias ?.

2--- Eu sugeri a imensos alunos alternativas para jogar na segunda semana ,mas aspessoas não quereminvestir nos seus próprios filhos porque não acreditam no xadrez .

Depois de uma análise da posição do xadrez nacional chega-se à conclusão de que há muito pouco dinheiro para fazer as coisas .Aí parece estarem todos de acordo.

Então o diagnóstico "Botvinnik " está feito.Precisamos que entre mais dinheiro no xadrez nacional.

Plano da Posição--- Como gerar receitas :

1---- Vender a sede ,.Senão, vamos estar mais não sei quantos anos sem nos podermos mexer.

2---- Quem tem de investir no xadrez ? Quem está a aprender tem de pagar para saber de "Xadrez " .

Nos anos em que estive sem clube sempre me filiei individualmente para evitar comentários. Paguei 25 euros por ano para estar filiado.

Quantos de nós gastam essa verba num bom jantar fora ou numa prenda mais cara.Obviamente a taxa de filiação tem de ser 100 euros por pessoa por ano.
Menos de 10 euros por Mês para praticar a modalidade de que se gosta ????

Meus amigos eu só vejo estas duas variáveis para se inverter a situação.

Queria dizer-vos outra coisa :

Estou no xadrez faz agora 32 anos e como profissional estou a cumprir 25 anos. dedicado ao xadrez.
Nunca a federação conseguiu para a horas a ninguèm .
Tornou-se uma regra e um hábito que as pessoas que trabalham com a federação tivessem de lutar,telefonar chatear ,mandar emails para receber aquilo a que tinham direito por trabalho efectuado.

Por isso ,António Antunes se afastou e dos mais destacados mestres quase nenhum joga assiduamente em Portugal.
Já o disse e escrevi a Joaquim Durão em 1988 : "a federação é ingovernável desta maneira ".
Note-se que isto não tem nada a ver com a boa vontade das pessoas nomeadamente o actual presidente António Bravo, pessoa com obra feita no xadrez e que considero imenso.
Simplesmente,a verdade é o que o xadrez actual exige não se compadece com o amadorismo das estruturas. Doa a quem doer.


Eu fiz a minha opção pessoal em 1984.
A jogada é vossa.
Um Abraço a todos

António Fróis

21 comentários:

Pedro Q. disse...

Concordo a 100% com o que o Frois diz. No tempo dele era assim, no meu era assim, e agora continua na mesma.

As estorias que tenho dos nacionais de juvenis e juniores em Portugal provavelmente davam para escrever um livro. E se acrescentasse os 2 mundiais em que estive, entao até um filme!

Tenho pena que estas coisas, que me afastaram da modalidade (alguem se lembra da "expulsao de todos os jogadores que nao sao de Lisboa" em 1996?) nao tenham melhorado com o tempo. Felizmente, estou longe, até fisicamente, desta realidade

Um abraco da Irlanda,
Pedro Quaresma

joao santos disse...

defendo que os nacionais jovens se joguem sem sessões duplas,com numero par de rondas,e haja match em caso de empate. o acesso ao nacional de jovens deve seguir um de dois sistemas: ou ser aberto, ou condicionado por apuramento. misturar os 2 sistemas, como aconteceu este ano, acho mal

joao santos

Paulo Topa disse...

Boa tarde.

Não foi só o Jorge que aproveitou para jogar xadrez. Houve outros jogadores que também o fizeram. Não num torneio tão forte, mas fizeram-no: http://www.axp.pt/torneios/noites_caissa_ponte_2009/index_html

Anónimo disse...

Fróis...
És bom rapaz,bom treinador mas...
O Bravo com obra feita? Que queres dizer com isto? O Bravo é dos tais dirigentes do xadrez que anda no mesmo há demasiado tempo! Figura anémica, secundária, que pela calada foi espreitando uma oportunidade para alcançar o poder!
Ah! Outra coisa caro Fróis: o Bravo é um ignorante do xadrez,não percebe nada do xadrez, nem da essência do Xadrez, nem de cultura de Xadrez, percebes?
Foste sempre assim , caro Fróis: palavras meias para meia palavras, sempre à espera de estares bem com quem está...no poder! Mesmo quando de mochila às costas, por essa Europa fora tiveste de comer m...quando outros tinham as mordomias todas para alcançar os títulos FIDE!
Dá o teu murro na mesa, tu e outros MI e GM, e deixem-se de mendigar...vocês têm uma responsabilidade ética neste miserável xadrez português, mas não...deixam correr à espera de umas migalhas federativas, ou a ver se a próxima Direcção tem uns amigalhaços!
Aliás, deixa-me perguntar: Que exemplos são vocês para os Jovens Xadrezistas caros titulados? Querem que abra o Livro sobre as vossas atitudes, os vossos comportamentos, as vossas rivalidades, as vossas invejazinhas, os vossos interesses pessoais acima do xadrez geral e nacional?
E mais , para a polémica : sois titulados fraquinhos, de 3ªou 4ª categoria! Por vezes fico com a terrível sensação que estão interessados em que o xadrez português não evolua, para continuarem a ser "Os maiores". Que torneios tirando a "mama" das rápidas, vocês põem a carne no assador? Que fazem vocês pela miudagem que quer progredir? Que têm vocês para lhes ensinar? Que sabem vocês de xadrez? Porque razão, das raras vezes que alguém (estrangeiro) competente no treino e ensino de xadrez, foi boicotado por Vª Excªs, os MI e GM portugueses? Porque razão vossos amigalhaços GM estrangeiros e péssimos profissionais, vêm a Portugal por vosso conhecimento para levar a massa, escoar umas garrafas de Whiskey por sessão e rebentar com os clubes ?
Pois é caro Fróis: os MI e GM não são nenhuns santinhos no estado a que chegou o Xadrez Português, não senhor! Aliás Fróis sabes muito bem com que votos e da forma como foram colhidos telefonicamente pela AMX, muitos votos que elegeram esta Direcção. Aliás..o que pensas da tua Associação de Mestres do Xadrez? Disso, nunca te ouvi uma palavra! Uma organização maravilhosa, cheia de vida, de estamina!! Ou ao nível dos titulados portugueses?
Acho piada que só agora descubras o estado de completo afundamento do xadrez português que vem dos anos 80 para cá!
O Bravo com obra feita...Bravo Fróis isso é que é uma análise do xadrez nacional! Gostava que me mostrasses a obra! Deve ser parecida como a do Plano de xadrez da CML vai para anos! AQuilo foi...Obra!

Pedro Q. disse...

É triste que a pessoa do comentário numero 4 nao tenha tido coragem para se identificar.

MAB disse...

Boas! Eu também concordo com o Frois.

Anónimo disse...

A pessoa que "não teve a coragem de se identificar" provavelmente também fez como o Pedro Quaresma: afastou-se da modalidade competitiva.
Cada vez há e haverá mais pessoas a deixar de se preocupar com a FPX, presidente da FPX, yes men's, e outros...
O anónimo anterior pelo que me parece está nessa onda, e o anónimo que agora escreve, está a caminho do mesmo. Possivelmente por GOSTAREM MUITO DE XADREZ não estão para assistir passivamente às situações que acontecem no xadrez português.
PAra que conste, existe óptimo xadrez para além das estruturas da FPX. Se existe alguém com legitimidade para falar, não é o Fróis nem os outros "reis" que neste país de cegos têm reinado.
Veja-se o xadrez pós 25 de Abril e questionem-se se acham normal que em 35 anos (tirando o Rúben e o Diogo Fernando) não tenha aparecido ninguém razoável neste panorama. Já não se fala de jovens com 17 / 18 anos com 2600 de elo. Não... ! Provávelmente os "treinadores" portugueses terão a mesma atitude que os jogadores do Benfica têm. Recebem ao fim do mês, e o clube que se lixe! Formar jovens, preocupar-se com os resultados, é assunto tabu. Isso não dá dinheiro!
Analise-se dos "treinadores" portugueses em 35 anos o que conseguiram formar e está tudo dito da sua capacidade de transmitir conhecimentos.
Treinadores da velha escola soviética (que apresentavam resultados) como o Chemeris, vão tentando sobreviver sem que a FPX ligue pêvea!

P.S: Outro anónimo

Anónimo disse...

Concordo completamente com a apreciação do Fróis aos jovens e ao respectivo nacional,mas discordo completamente da 1ª das suas duas soluções.
1. Os nacionais de jovens são actualmente uma quase lotaria, tal como o Fróis disse.
2. Os nacionais de jovens, tal como estão, pareçem ser uma fonte de receita para a FPX ,mas afinal não o são.
3. Se se pretende ganhar dinheiro com os jovens (os pais deles), organizem um torneio aberto para apurar um determinado número de jovens em cada escalão, posteriormente façam um fechado com 6 ou 8 jogadores por escalão.Podem ganhar dinheiro com o apuramento e já teríamos alguma justiça no apuramento do campeão. Esta medida parece-me sobretudo válida para os escalões de sub 14 para cima, embora por igualdade deva ser aplicada a todos. Talvez os nossos jovens se habituem a jogar mais e com campeonatos mais difíceis, possam ter algum êxito fora de portas, desde que exista algum apoio extra para a sua preparação, o que até ao momento não existe.
4.Vender a sede não resolve nada, seria sòmente um balão que se esvaziaria ràpidamente, ficando os velhos problemas de obtenção de patrocínios , para os que viessem as seguir.
A profissionalização do(s) dirigentes parece ser o único caminho a seguir. Resta saber com que dinheiro.
Saudações
Carlos Mendes

Pedro Q. disse...

"Veja-se o xadrez pós 25 de Abril e questionem-se se acham normal que em 35 anos (tirando o Rúben e o Diogo Fernando) não tenha aparecido ninguém razoável neste panorama."

Nao é verdade. Houve muitos jovens de grande valor e grande potencialidade xadrezistica (potencialmente mais que os dois nomes mencionados acima) que por motivos vários nao conseguiram vingar em Portugal.

Concerteza em algum outro país evoluído, e sem sectarismos bacocos como os que havia nos anos 90, Portugal poderia ter neste momento muitos mais jogadores com valor reconhecido nacional e internacionalmente.

E volto a insistir que, quer para concordar, quer para discordar, as pessoas deveriam dar a cara. Com um bocado de jeito até nos conhecemos :-)

Aproveito e acrescento: poucas pessoas deve haver em Portugal que tenham mais razoes de queixa da FPX do que eu, que, apos 2 titulos nacionais de jovens, fui suspenso por 1 ano (juntamente com 30 outros jovens) por actos que nao cometemos.

Mais um anónimo disse...

Ó Frois, era escusado lamberes a mão ao Bravo. Depois admira-te dos comentários. Pediste, levaste!!

Anónimo disse...

"Houve muitos jovens de grande valor e grande potencialidade xadrezistica (potencialmente mais que os dois nomes mencionados acima) que por motivos vários não conseguiram vingar em Portugal. "

E que motivos foram esses? Não serão os mesmos que continuam actualmente e com os mesmos figurões? Que potencialidade estamos a falar? Que me lembre os únicos que chegaram aos 2400 ELO foram os 2 referidos?
Hoje em dia para que se possa fazer alguma coisa de jeito tem de se ter mais de 2600 ELO. Raro é o País que não os tem. A Grécia que era um País que servia de termo de comparação está agora a milhas do xadrez português. Outros países optaram por naturalizar fortes jogadores de Leste (aí próximo há exemplo disso). Nós optamos pela continuidade da mediocridade, como em quase tudo.

António Viriato Ferreira disse...

Caros Senhores:
Não há que ter medo.
Por intuição e reconhecimento do discurso e das suas ideias (que as têm como suas ao contrário de quase todos os demais !), o primeiro anónimo é o Arlindo Vieira e o segundo só pode ser o António Russo (Ambos, alicerces base do antigo forum de debate xadrezistico Lusoxadrez ).
Se, me enganei eles próprios que o desmitam aqui.

Por ser contra o anónimato, dando sempre a cara, aqui vai disto !

Caro, Fróis:
Como titulado MI que és, consigo ter-te respeito como jogador de xadrez, embora, se note nas tuas partidas muito trabalho duro e pouco talento.
MAs, isso no xadrez actual, serás tu e mais 99% dos titulados como MI ou GM.
Ainda assim, aqui e acolá justificaste no passado como jogador a tua opção de ser profissional de xadrez.

Como treinador, a coisa já fica um pouco mais dificil...
Por ter trabalhado com jovens, que tu supostamente treinaste anteriormente, não posso deixar de te dizer que és muito fraquinho e pouco me importa se és treinador titulado FIDE.
Mais grave, quando os rumores (vamos chamar-lhe boatos) de comportamentos menos adequados te relacionam com alguns dos "treinos"...

Como escritor de livros, comentador, analista e agora também administrador de um blogue de xadrez; mostras o que sabes como treinador...
E não avanço mais neste assunto para outros bem mais preparados que tu não sofrerem negativamente as criticas que a ti são dirigidas.

Quanto ao teu apoio ao Bravo;
fazes bem, meu caro.
Nunca devemos morder a mão que nos dá que comer...
No dia em que Portugal tiver um Presidente da FPX a sério será mais fácil avaliar o trabalho de todos os outros do passado...

Espero que percebas a resposta que o Ramiro Lopes te deu por email, que em alguns pontos toca na ferida.

Todavia, no alvo e certeiro como um "shutter" foi mesmo o primeiro anónimo dos que aqui publicaram comentário...

Compreendo perfeitamente os desabafos do Pedro Quaresma.
Dos 13 anos em que comecei a jogar xadrez até aos 40 que tenho agora, muita coisa também vi e diariamente me obrigo à contenção de palavras e assuntos para não desmascarar gente que continua por aí ditos xadrezistas e ou treinadores e ou dirigentes...

O xadrez português está podre meus senhores.
Já todos o sabemos, mas continua a interessar a muitos que o estado das coisas se mantenha.
Isto já lá não vai com criticas, propostas, debates, desabafos, procura de pintelhos nos regulamentos, opiniões de bom ou mau tom, ou o que seja.
O primeiro passo para o bem do xadrez em Portugal é a demissão imediata de quase todos os que estão a ocupar cargos federativos, associativos e mesmo na maioria dos clubes.
Isso permitirá com o tempo que outra gente se aproxime do xadrez com outra visão, com outra mentalidade, melhor preparados e sem virem marcados ou vinculados com vicios do passado.

Saudações xadrezisticas de:
António Viriato Ferreira
"Viriatovitch"

Anónimo tolo disse...

Ó Viriato, tu às vezes até consegues dizer duas seguidas sem começar a cuspir dislates, sim senhor! No entanto denoto aí algum ressentimento, talvez inveja. Se calhar é impressão minha.

És candidato?

It is I... Leclerk! disse...

Bolas! Este "ácido sulfúrico" do Viriato percebe-se à distância que deve ter muitos amigos. TANTOS que teve de "fugir" (ou terá sido "empurrado"?)para trás dos montes de Andorra !
:))))))

António Viriato Ferreira disse...

Hola, a todos.
Não sou candidato a nada.
Disse o que pensava e muito guardei para mim.

O unico ressentimento que tenho é um dia uma direcção federativa ter permitido que o elo que eu tinha aos 17 anos de idade (1949), passa-se para pouco mais de 1500 sem nunca ter sido feita a justiça desportiva devida.

Quem me conhece bem, sabe que há um mal que não tenho de ninguèm; a inveja.
Menos ainda, se aquilo que leva outros a pensar nisso não se enquadra nos meus objectivos pessoais.
Talvez, alimente a ilusão que um dia irá surgir um português com o nivel xadrezistico de um Magnus Carlsen.
Talvez, sonhe com a existência em Portugal de um torneio internacional com a magnitude do Bilbao 2008.
Mas, isto é esperança e não inveja do que outros já conseguiram a nivel mundial.
Mundial, meus senhores !
Não, proezas de campeão de bairro.

Serem sempre "empurrado" para onde tiver a possibilidade de viver melhor e de dar melhores condições de vida aos meus.

Amigos ?
O que é isso ?
Conheço poucos homens dignos dessa atenção.
Conhecidos tenho muitos e dependendo das circunstancias aproximam-se ou afastam-se mais, o que me faz considerar os mesmos de falsos "amigos".

Saudações xadrezisticas a todos, incluido aos anónimos que responderam de mascarilha ao meu comentário aqui publicado.
António Viriato Ferreira
"Viriatovitch"

Anónimo disse...

a criação de uma federação que englobasse o xadrez damas e outros jogos de tabuleiro conseguindo mais facilmente patrocinios

António Viriato Ferreira disse...

Hola, a todos.
Não sei quem escreveu o último comentário, mas seja quem fôr tem toda a razão.
O xadrez conciliado com outros jogos de mesa teria mais probabilidades de abrir algumas pottas em Portugal.
Acrescento, que se a precocemente extinta RPX tivesse ido por este caminho provavelmenete ainda estaria activa.
E essa ideia de transformar o xadrez num desporto não pega !
O xadrez é acima de tudo um jogo e essa treta dos testes anti-doping e regulamentos de alta competição para torneios onde jogam aficionados e semi-profissionais não faz sentido.
Que me perdoe o Arlindo Vieira por mais cedo não ter concordado com ele, mas hoje tenho a opinião que a actual federação Portuguesa de Xadrez devia acabar.
Se temporariamente ou definitivamente, não sei.
Já não tenho a ideia que tinha, que é possivel com o que há e tem havido de à muitos anos para cá alterar alguma coisa para melhor.
"Agitar sem mexer" como escreve com humor o meu amigo João Leonardo não é aqui possivel.
Saudações xadrezisticas a todos !

Anónimo disse...

olá a todos:
Caro Viriato, continuo sem perceber bem o que pretende do/para o xadrez.Seguindo a sua proposta de demissão de quase todos ?! os dirigentes, quem ficaria para gerir os destinos da modalidade. eu respondo - ninguém, pois não espera por certo que venha alguém novo para o xadrez. Depois de um período de paragem de alguns anos, recomeçaria com alguém cheio de vontade, mas depois de alguns anos tudo voltaria possívelmente ao mesmo. Portanto quer-me parecer que o melhor é mesmo criticar positivamente e tentar eleger as melhores pessoas e se errarmos, voltamos a tentar, até que alguma vez se consiga acertar por um grande período de tempo. Gostei muito da ideia de uma federação de modalidades, talvez fosse bom juntar também o berlinde (já o joguei em tabuleiros).
Parece mesmo candidato a nada.
Deixem de sonhar e ajam (construtivamente é claro).Mesmo que seja para dar um passo atrás, desde que talvez depois se possam dar dois em frente.
Saudações
Carlos Mendes

Anónimo disse...

concordo com o que o anónimo disse... e lá está a RPX se fosse uma Revista Portuguesa de Jogos de Tabuleiro com esse ou outro nome teria maior facilidade de persistir, de ter apoios e um maior publico alvo(o que prmitiria maiores tiragens e maior capacidade financeira) e intercambio de jogadores entre modalidades, visto partilharem algo comum o tabuleiro, o pensar, concentração... por ex as damas jogam-se com relógios como no xadrez há emparceiramento, há elo há títulos so mudam as peças e as regras... e lá está a representatividade seria de um universo de pessoas maior em comparação ao do xadrez exclusivamente o que teria maior peso no idp ou em qualquer outra entidade financiadora ou patrocinadora... por ex os campeonatos poderiam ser em simultaneo... quem diz federação de jogos de tabuleiro diz federação de jogos mentais que talvez englobe mais ainda...

Anónimo disse...

fui eu que escrevi a mensagem do anonimo sobre a criação de uma federação de jogos de tabuleiro por lapso nao assinei...

há semelhança de outras federações que englobam várias vertentes ou modalidades não seria misturar coisas mas agrega-las em prol de todas elas... concentração de recursos humanos e em vez de 5 ou 6 fatias de financiamento do idp uma só mais facilmente com maior capacidade para haver liquidez financeira para todas elas em vez da situação actual em que andam todas na banca rota... ( ex. de federações com várias vertentes/modalidades: fed. atletismo; fed. montanhismo e escalada)

Paulo Afonso

António Viriato Ferreira disse...

Hola, a todos !

Começo este comentário afirmando que do xadrez não quero e nunca quis nada para mim.

A única vez na vida que tive no xadrez
um cargo como dirigente
( no xadrez, não na vida profissional )
foi como seccionista de um clube e apenas por um ano.
A votação foi livre, por eleição de mão no ar e a condição em que aceitei era que todos os anos se voltasse a repetir essa votação e dentro do possivel incentivar alguma rotação nessa responsabilidade.
Por razões de ordem privada, anunciei no fim da época a necessidade da minha substituição tendo eu também votado para a eleição de um novo seccionista.
Este método tinha a vantagem de ser realizado o balanço da época ao grupo, sendo reflectido e discutido o que se podia melhorar ou corrigir no momento, na presença de todos os jogadores.
Todos tinham sido convocados para ajudar o seccionista eleito e por isso todos estavam conscientes do esforço que cada um tinha feito em prol do grupo
( ou seja, a ideia era eleger um chefe de equipa e ajuda-lo, ao contrário do que normalmente acontece; quem foi eleito que se amanhe de A a Z e nós cá estaremos para criticar se alguma coisa correr mal...)
Este método ajudava a não incentivar a criação prévia de facções a favor deste ou de outro antes do momento de voltar a reunir...
Esta maneira de fazer as coisas desaspareu do clube com a minha saida voluntária, como já escrevi motivada por razões privadas, assim como desapareceram as mais de 40 crianças que semanalmente frequentavam as aulas de xadrez que eram dadas por mim gratuitamente (com a ajuda daquele que acabou por me substituir como seccionista e que mais tarde também se deslocalizou por razões privadas para um dos nossos dois arquipelagos insulares).
Com a minha saida,
(agravado com a saida do seccionista seguinte eleito)
a nova ideia perdeu força e
voltou-se "ao sistema" local;
Quem teve "o poder" no clube anos e anos a fio voltou a tomar conta e o resultado, como tinha acontecido no passado, resultava no proveito pessoal de uma só pessoa e não no proveito de uma equipa e sendo a preocupação social de ensino e desenvolvimento mental de crianças inexistente na sua forma voluntariosa e gratuita.
Ensinar a miudos, só se fosse familiar
( o talento não importa, mas sim, o sangue)
ou a receber algum tachinho público (com a ajuda de outro familiar directo).
( Essa situação ainda hoje se mantêm localmente, para beneficio de outro clube do Distrito que a 60 quilometros lá vai tentando com a matéria-prima que possui fazer alguma coisa neste sector etário.)
Para quem leu os meus comentários anteriores aqui publicados,
estou a falar da mesma pessoa que me roubou 400 pontos elo, que me tirou a última oportunidade em idade útil de atingir metas pensadas no xadrez de competição e que nunca conseguiu que lhe fizessem justiça quer da drecção federativa da época, quer da que a substitui-o quer de quem seja.
(Foi inventando e enviado para a FPX um torneio interno que nunca joguei ou me inscrevi com mais de 20 derrotas minhas com gente de 1400 - 1500 pontos elo ou até sem elo algum...
ou ainda com gente que jamais jogou xadrez na vida e não passavam de nomes ficcionados para valorizar o elo de alguns amigos.
Mas, eram todos iguais na sua forma no papel;
Todos supostamente me ganharam e nenhum jogou contra mim, já para não falar que mais uma vez havia familiares de tenra idade a vencerem-me...
Nesse Distrito fui Campeão Distrital de Juvenis e Juniores dos 13 aos 17 anos...)

Uma segunda parte para me dirigir a um comentarista identificado...
Caro Carlos Mendes, (jogamos com o resultado de "tablas" tinha eu para aí uns 15 anos de idade).

Vou utlizar tudo o que escreveu para repetir a importancia da demissão imediata de quase todos os actuais dirigentes do xadrez em Portugal quer seja a nivel da FPX, quer de Associações Distritais, quer dos clubes de xadrez.
A dar passos atrás já estamos à muito tempo e não tenha esperança de passos à frente ("talvez"), com "o sistema" que está montado e com as pessoas que têm estado desde sempre nele.
Podia enumerar-lhe nomes de pessoas que estão no xadrez nacional à muitos anos e que numa escala maior ou menor considero como tendo feito um trabalho positivo ou muito positivo, mas não devo faze-lo.

Ainda assim, na esfera de cada uma das direcções, das suas responsabilidades nacionais, distritais ou locais, é facil fazer um dos tais balanços como homens (e mulheres)sentados numa mesa ou sala.

No quase seu todo, os senhores que estão à frente do xadrez em Portugal são claramente substituiveis desde que abram mão e deixem entrar sangue novo.
Não tenham medo !
Os senhores, nem ninguém são insubstituiveis.
Avançar, construir, é tanto ou mais necessário quanto mais se olha para o que não se consegue fazer actualmente nem pode haver prespectivas sérias de se conseguir fazer no futuro.
Olhem para fora da fronteira !
Há imensos exemplos por esse Mundo fora daquilo que os senhores dirigentes actuais não conseguem fazer por esta ou aquela desculpa.

Ponham a mão na consciência e batam com a porta !
Libertem-se desse fardo !
O xadrez em Portugal não morrerá com a vossa saida.

Uma última e terceira parte para me dirigir a outro comentarista identificado:
Sr. Paulo Afonso;
o que escreve é correcto e é partilhado por outros.
A primeira vez que li argumentos que se aproximam dos seus foi do António Russo,
(na fundação também editor da Casa do Xadrez)
em horas de cavaqueira no messenger.
Têm os dois toda a razão.

Conclúo:
Não me passa pela cabeça equilibrar o jogo das damas, com o jogo de berlinde jogado num tabuleiro...
Uma certa tendência mentalmente elitista dos jogadores de xadrez em relação a outros jogos de tabuleiro não me parece justificada.
Garry Kasparov, foi o melhor xadrezista do Mundo durante 20 anos, mas em outras jogos de tabuleiro com o mesmo empenho e preparação, poderia facilmente não ter sido campeão de coisa nenhuma.

Peço desculpa, pelos extensos comentários e mais uma vez deixo saudações a todos.