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domingo, 31 de março de 2013

O Xadrez de Alice...


Era uma vez… Alice no País da Páscoa
xadrez-alice6

As crianças contam as horas para o grande dia. Procurar o Ovo, reservado a cada um pelo misterioso coelhinho, implica prosseguir rumo à singela descoberta. O caminho é conduzido por olhos 'brincantes' que percorrem os cantos da casa, outra casa, agora renovada. Para todas as pessoas, que transformam-se reinventando o curso da vida, a Páscoa representa a passagem para o que se deseja; tempo que surpreende, ao despertar ingénuos sentimentos.

A vida parece agradecer, recebendo os impulsos vindos de onde moram os sonhos. A época merece ser celebrada e, por isso, nesta Páscoa a Casa do Xadrez de Alpiarça homenageia, com o jogo “Xadrez de Alice”, as aventuras da menina curiosa, que traz, da literatura, os incríveis lugares reservados às peripécias da pequena, grande Alice. Baseado no livro de Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas, o jogo encanta o olhar, envolvido, e por que não dizer, comovido, com o percurso das peças representadas por personagens da história.

A protagonista Alice assume o papel da rainha, o Bispo apresenta-se como o inesquecível Chapeleiro Louco e a torre é comandada pela sedutora dupla Tweedle-Dee e Tweedle-Dum, os gémeos hiperativos da história. A eterna aventura de Alice faz a ponte com o imaginário, colorindo as formas de estar no mundo. Um encontro com a incessante busca por recriar a Origem dos nossos sonhos!

in blog 'Origem'

Votos de uma Páscoa Feliz pata todos vós !



quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Àrvore de Natal...


A origem da árvore de natal

        A árvore de natal é de origem germânica. No tempo de São Bonifácio, foi dotada para substituir os sacrifícios ao Carvalho sagrado de Odin, adorando-se uma árvore em homenagem ao Deus-menino.

        No Carvalho sagrado de Odin, eram colocados presentes, para que as crianças pegassem, fato parecido com o que acontece hoje nas festas de Cosme e Damião, em que as pessoas oferecem doces e presentes à criançada.

        Odin era um deus da mitologia germânica, chamado também de Wotan. Era considerado o demônio do mundo. Tinha dois irmãos, Vili e Vé. Segundo a lenda, Odin e seus irmãos mataram o gigante Ymir e de sua carne formaram o mar; dos ossos, criaram as montanhas; dos cabelos, fizeram as árvores; e do seu crânio, a abóbada celeste. Fizeram, ainda, de dois troncos de árvore, o primeiro par humano, Ak e Embla. Esta é uma explicação groseira que o inferno usa para susbtituir os atos da criação que o nosso Deus realizou, tal como descritos em Gênesis I.

        A principal função "divina" de Odin era a de deus da guerra; trazia na mão a lança Gungir, cujo golpe nenhuma força poderria conter, e montava o cavalo Sleipnir, que tinha oito patas, e no qual cavalgou até Yggdrasill, árvore onde se sacrificou, para si mesmo, pendurado por uma lança nesta "Árvore do Mundo"(ou "Grande Árvore").

        Ele tinha, ainda, o Dom de tomar múltiplas formas. Quando surgia como humano, adquiria as feições de um homem barbudo, caolho, usando um chapéu de abas largas e se envolvia numa vasta capa.

        Como os "santos" romanos não conseguiam acabar com esta adoração fetichista, trocaram a adoração à "Árvore do Mundo" pela árvore de natal.



Estudo retirado da revista Carta Viva do Missionário R.R. Soares
Edição de Novembro de 1998 - Nº 39

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Halloween !



Hoje é dia de Halloween!


Mas afinal... de onde vem esta "coisa" do Halloween ?!

Sabemos que não é daqui. Muitos de nós temos a ideia que tomámos conhecimento desse Halloween através dos filmes de terror/ suspense Americanos... e costumamos assustar as pessoas à noite, dizendo «gostosuras ou travessuras»... e lembra-nos também aranhas e fantasmas e sangue e mortos-vivos, etc... Tudo culpa dos filmes Americanos e desse conceito que importámos: o Halloween.

Mas afinal o que é o Halloween e como
entram as bruxas nisto ???


A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase "Gostosuras ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão" na língua celta).


A celebração do Halloween tem duas origens que no transcurso da História foram-se misturando:


Origem Pagã


A origem pagã tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objectivo dar culto aos mortos. A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 A.C.) acabou mesclando a cultura latina com a celta, sendo que esta última acabou minguando com o tempo. Em fins do século II, com a evangelização desses territórios, a religião dos Celtas, chamada druidismo, já tinha desaparecido na maioria das comunidades. Pouco sabemos sobre a religião dos druida, pois não se escreveu nada sobre ela: tudo era transmitido oralmente de geração para

geração. Sabe se que as festividades do Samhain eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de Novembro (a meio caminho entre o equinócio de verão e o solstício de inverno). Eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana, e davam início ao ano novo celta. A “festa dos mortos” era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para nós seriam “o céu e a terra” (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. A festa era celebrava com ritos presididos pelos sacerdotes drui

da, que actuavam como “médium” entre as pessoas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.



Origem Cristã


Desde o século IV a Igreja da Síria consagrava um dia para festejar “Todos os Mártires”. Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio IV († 615) transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (panteão) num templo cristão e o dedicou a “Todos os Santos”, a todos os que nos precederam na fé. A festa em honra de Todos os Santos, inicialmente era celebrada no dia 13 de maio, mas o Papa Gregório III(† 741) mudou a data para 1º de novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Mais tarde, no ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente. Como festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de outubro). Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e “All Hallow Een” até chegar à palavra atual “Halloween”.


Outra hipótese é que a Igreja Católica tenha tentado eliminar a festa pagã do Samhain instituindo restrições na véspera do Dia de Todos os Santos. Este dia seria conhecido nos países de língua inglesa como All Hallows' Eve.



A relação da comemoração desta data com as bruxas propriamente ditas teria começado na Idade Média no seguimento das perseguições incitadas por líderes políticos e religiosos, sendo conduzidos julgamentos pela Inquisição, com o intuito de condenar os homens ou mulheres que fossem considerados curandeiros e/ou pagãos.


Essa designação se perpetuou e a comemoração do halloween, levada até aos Estados Unidos pelos emigrantes irlandeses (povo de etnia e cultura celta) no século XIX, ficou assim conhecida como "dia das bruxas", uma lenda histórica.

Se analisarmos o modo como o Halloween é celebrado hoje, veremos que pouco tem a ver com as suas origens: só restou uma alusão aos mortos, mas com um carácter completamente distinto do que tinha ao princípio. Além disso foi sendo pouco a pouco incorporada toda uma série de elementos estranhos.


Entre os elementos acrescidos, temos por exemplo o costume dos “disfarces”, muito possivelmente nascido na França entre os séculos XIV e XV. Nessa época a Europa foi flagelada pela Peste Negra (peste bubônica), que dizimou perto da metade da população do Continente, criando entre os católicos um grande temor e preocupação com a morte. Multiplicaram se as Missas na festa dos Fiéis Defuntos e nasceram muitas representações artísticas que recordavam às pessoas a sua própria mortalidade, algumas dessas representações eram conhecidas como danças da morte ou danças

macabras.


Possivelmente, a tradição de pedir um doce, sob ameaça de fazer uma travessura (trick or treat, “doce ou travessura”), teve origem na Inglaterra, no período da perseguição protestante contra os católicos (1500 1700). Nesse período, os católicos ingleses foram privados dos seus direitos legais e não podiam exercer nenhum cargo público. Além disso, foram lhes infligidas multas, altos impostos e até mesmo a prisão. Celebrar a missa era passível da pena capital e centenas de sacerdotes foram martirizados.Produto dessa perseguição foi a tentativa de atentado contra o rei protestante Jorge I. O plano, conhecido como Gunpowder Plot (“Conspiração da pólvora”), era fazer explodir o Parlamento, matando o rei, e assim dar início a um levante dos católicos oprimidos. A trama foi descoberta em 5 de Novembro de 1605, quando um católico converso chamado Guy Fawkes foi apanhado guardando pólvora na sua casa, tendo sido enforcado logo em seguida. Em pouco tempo a data converteu se numa grande festa na Inglaterra (que perdura até hoje): muitos protestantes a celebravam usando máscaras e visitando as casas dos católicos para exigir deles cerveja e pastéis, dizendo lhes: trick or treat(doce ou travessuras). Mais tarde, a comemoração do dia de Guy Fawkes chegou à América trazida pelos primeiros colonos, que a transferiram para o dia 31 de Outubro, unindo a com a festa do Halloween, que havia sido introduzida no país pelos imigrantes irlandeses.Vemos, portanto, que a atual festa do Halloween é produto da mescla de muitas tradições, trazidas pelos colonos no século XVIII para os Estados Unidos e ali integradas de modo peculiar na sua cultura. Muitas delas já foram esquecidas na Europa.


A celebração do 31 de Outubro – muito possivelmente em virtude da sua origem como festa dos druidas – vem sendo ultimamente promovida por diversos grupos “neo pagãos”, e em alguns casos assume até mesmo o carácter de celebração satânica e ocultista. Hollywood contribui para isso com vários filmes, entre os quais se destaca a série Halloween, na qual a violência plástica e os assassinatos acabam por criar no espectador um estado de angústia e ansiedade. Muitos desses filmes, apesar das restrições de exibição, acabam sendo vistos por crianças, gerando nelas o medo e uma idéia errônea da realidade.




NOTA: A lanterna vegetal - a Abóbora - do dia d as bruxas no Brasil é uma tradição ancestral.



Claro que existe um Halloween Chess Set nesta história toda !



O tabuleiro é de plástico preto e branco. Os quadrados brancos têm
embebidos abóboras que brilham no escuro. Além disso as peças em vez
de brancas, são cor-de-laranja-halloween.




Existem ainda muito jogo de xadrez online sobre o tema "Halloween". Basta, como sempre "Googlarem" na net...



Dá vontade de dizer: E esta, heim ???? :)))


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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Cantinho de Mestre Antonio Curado [ 004 ]

A ORIGEM DO XADREZ - Parte III

Baseado no que diz o grande dicionário chinês "A Haipienne" o jogo do xadrez foi introduzido na China durante o reinado de Wen-ti, nos finais do séc.VI D.C.
Segundo a lenda, o jogo do xadrez chinês Sian-Ki( Jogo real ou jogo dos elefantes), foi inventado circa, ano 174 A.C. por um soldado mandarim, para elevar a moral e reanimar o valor dos guerreiros, abatidos pela crueza do Inverno e pela falta das mulheres e filhos durante a campanha.



O Império de Alexandre Magno


Comentando o que alguém escreveu....


“ou seja os indianos não são plagiadores e gostam de atribuir o mérito onde ele está, por isso nunca se diriam inventores de um jogo se não o fossem.”

  • · Não foram os indianos que afirmaram que o xadrez foi inventado na Índia, quem o afirmou foi Durcan Forbes na sua” HISTORY OF CHESS” de 1860 provavelmente para promover, a então “jóia da coroa britânica” a Índia.
  • · O Conde de Basterat no seu livro “Traité Élémentaire du Jeu des Echecs “ segunda edicção de 1880, comenta – que graças aos sábios ingleses sir Frederic Madden e o Doutor Duncan Forbes, temos noticias de documentos antigos, que nos dão exacto conhecimento da origem do XADREZ.
  • · Esta citação é baseada numa passagem de Bhavishya-Purana e já mencionada em 1801, por sir Guillermo Jones, presidente da Asiatic Researches or Transactions of the Society instituted in Bengal, que afirma – nunca ter visto mencionado o xadrez em nenhum dos livros clássicos da Índia.
  • · A escrita mais antiga que se conhece da Índia (desde Cabul ao golfo de Bengala, território banhado pelas bacias dos rios Indo e Ganges), é atribuída ao rei Asoka que reinava 250 anos A.C.
  • · Depois da conquista de Alexandre e muitos séculos depois parece ter havido na Índia, uma grande afeição pelas ciências e artes estrangeiras assim como pelas curiosidades, instrumentos de música, originárias da Grécia. Segundo Eliano e Dion Crisóstomo, indianos e persas tinham obras de Homero traduzidas para o seu idioma. Filostrato afirma que conheciam os heróis gregos. Os responsáveis por isto seriam provavelmente os gregos de Bactriana, que tiveram possessões no Punjab durante mais de 120 anos. Os reis de Magad´ha escreveram repetidas vezes aos sucessores de Alexandre, por quem foi repartido o território conquistado, pedindo-lhe filósofos e sábios gregos. Ultimamente, o famoso Jaya Singh (1700-1743) Rajá de Jaypur escreveu ao rei de Portugal pedindo-lhe sábios tendo mesmo o rei de França enviado o astrónomo P. Bondier. Este rajá tinha os elementos de Euclides traduzidos em sânscrito e constava em lenda que fora escrito pelo deus-artista Vis’vacarma ó Twashta, obra perdida, mas graças aos seus esforços, recuperada.

António Mendes Curado



terça-feira, 9 de setembro de 2008

Cantinho de Mestre Antonio Curado [ 003 ]

«Onde foi inventado o jogo de xadrez?»

A propósito do nosso último artigo o Mestre António Curado mandou-nos o seguinte artigo sobre a "Pergunta a 64 Dólares":

Como habitualmente, o apresentador começou com uma pergunta de $64 relativamente fácil. «Onde foi inventado o jogo de xadrez?», perguntou. «Na China», respondeu o garoto. «Errado!», disse o apresentador. «A resposta certa era a Índia». É assim que Mohammad Ismail Sloan, paquitanês que reside actualmente nos Estados Unidos, introduziu um seu estudo sobre a origem do xadrez cuja tradução em português se pode encontrar numa página da Internet (http://br.geocities.com/xadrezvirtual/historia).

- Se fosse a mim que fizessem essa pergunta responderia da seguinte forma: O xadrez foi inventado no Egipto, embora erradamente e baseado na Enciclopédia Britânica dos fins do século XIX, seja mencionado, que foi na Índia. Essa afirmação é atribuída, não a H.J.Murray com a sua “A History of Chess” de 1913 mas sim a Duncan Forbes com a sua “The History of Chess” de 1860.



Senão vejamos. Um dos jogos do antigo Egipto, cujo tabuleiro e peças chegou até nós, foi encontrado no túmulo de Tutankamon, em 1926. Há painéis com desenhos e escrita egípcia, de personagens famosas a jogarem tal jogo, como por exemplo no tempo de Karnak ( XIII séc. A.C.) e no livro dos mortos, no Museu Britânico (Papiro com o escriba Ani e sua esposa) e ainda Nefertari, esposa de Ramsés II



Os faraós egípcios anteriores à XVIII dinastia, expandiram as conquistas para lá da Pérsia chegando mesmo à Índia onde os nativos ainda desconheciam o uso da roda e por lá expandiram o conhecimento. (El AJEDREZ – Investigaciones sobre su origem, de D. José Brunet y Ballet – 1890).

Com a conquista do Egipto, por Alexandre Magno e a expansão também até à Índia de toda a cultura grega, foi natural que as tropas gregas levassem pela segunda vez as versões mais elaboradas deste jogo, que naqueles tempos, foi melhorado na antiga Bizâncio, mais tarde Constantinopla, e hoje, Istambul. Daqui a expansão do xadrez tomou dois rumos para ocidente, um pelo norte via Europa central, chegando ao pais dos sovietes, Germânia e Império Franco e mesmo à Catalunha antes dos árabes, e outro pelo sul depois da conquista da Pérsia pelo muçulmanos que o trouxeram de novo para o Egipto, Norte de Africa e Península Ibérica.

E aqui o círculo fechou-se, e as duas versões do xadrez reencontraram-se.


A minha versão da origem do xadrez, baseada nas mais antigas versões do mesmo jogo.


Coimbra, 2008-09-08 - António Mendes Curado