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domingo, 13 de janeiro de 2013

Novas regras de Xadrez a partir de Julho de 2013





A FIDE (Federação Internacional de Xadrez) divulgou no seu site a nova Lei do Xadrez aprovado no Congresso de Istambul realizado entre os dias 7 e 10 de Setembro e entrará em vigor a partir do dia 1 de Julho de 2013 !  (vigorando até 30/06/2017)




Abaixo descritos alguns pontos que mudaram na Lei do Xadrez:
  1. A partida de blitz passa a ser aquela em que todos os lances tem de ser realizados em menos de 10 minutos. Quando a partida tiver incremento por lance, o cálculo é feito com base numa partida de 60 lances;
  2. A partida de xadrez rápido passa a ser aquela em que todos os lances devem ser realizados no intervalo de 10 a 60 minutos. Quando a partida tiver incremento por lance, o cálculo é feito com base numa partida de 60 lances;
  3. A regra ‘peça tocada é peça jogada’ está agora muito mais clara: é somente obrigatória se o jogador tocar na peça com a intenção de a jogar ou capturar (assim não é relevante o facto de esbarrar com a mão numa peça quando pretende jogar outra);
  4. Passa a constar do texto da lei, a opção de promoção, retirando o peão da penúltima (7ª ou 2ª) e colocando a peça escolhida na casa de promoção (8ª ou 1ª);
  5. Após realizar o lance no tabuleiro, o jogador deverá parar o seu relógio e accionar o de seu oponente. Isso quer dizer que terá obrigatoriamente de pressionar seu relógio e só assim completar o seu lance;
  6. Somente o jogador cujo relógio estiver com a vez de jogar pode ajustar peça(s) no tabuleiro;
  7. Perde a partida o jogador que chegar depois do horário marcado a menos que o árbitro decida adiar o início da partida devido a circunstâncias imprevistas (problemas de força maior);
  8. A punição para o jogador que reivindica incorretamente empate com base na repetição de jogada ou na regra dos 50 lances passa a ser de 2 minutos de bônus para o adversário ao invés de 3 minutos como previsto anteriormente;
  9. O lance anotado na folha da partida, nos casos de reivindicação de empate abordados no item anterior,  não poderá ser mudado e terá de ser obrigatoriamente executado no tabuleiro se o árbitro negar o pedido e determinar a continuação da partida;
  10. O jogador pode, durante o decorrer da partida, solicitar ao árbitro explicações sobre determinada regra da lei do xadrez;
  11. A menos que o regulamento técnico diga o contrário, o jogador pode apelar de qualquer decisão do árbitro (inclusive a de empate com base no art. 10.3) mesmo que tenha assinado a folha de partida;
  12. Foi mantida a regra de perda da partida para o jogador com telemovel ou qualquer equipamento electronico ligado durante o jogo. Todavia, o legislador faculta ao organizador estipular no regulamento técnico penalidade menos severa;
  13. Exceptuando jogadores e árbitros, qualquer pessoa somente terá acesso à área de jogo com permissão do árbitro da partida;
  14. No caso de irregularidades ocorridas, o árbitro poderá em determinados casos não mudar os tempos dos relógios. A vantagem é que a programação do torneio pode ser mantida. Isto é muito importante quando tem ser jogada mais de uma ronda num mesmo dia;
  15. O árbitro pode adoptar medidas especiais no que diz respeito aos jogadores deficientes bem como daqueles que necessitem de cuidados médicos;
  16. Não é permitido o roque em partidas rápidas e blitz nos casos de incorreta colocação de rei e/ou torre (após completados 3 lances) roque com a torre que tiver sido incorretamente colocada;
  17. Novo artigo sobre aplicação de penalidades (antigo 13.4 novo artigo 13.9) inclui multa pecuniária anunciada com antecedência e consulta ao organizador em caso de expulsão de jogador do evento (esta punição somente poderá ser aplicada em conjunto com o organizador);
  18. O legislador também deixou claro em partidas rápidas e blitz que nos casos dos 2 reis em xeque e de promoção não completada, o árbitro deverá intervir se presenciar o fato;
  19. Qualquer penalidade (mencionada nos artigos 7 e 9) a ser aplicada em partida blitz passa a ser de 1 minuto.
  20. O evento de rápidas ou blitz iniciado com supervisão inadequada deverá ser encerrado com supervisão inadequada, mesmo que a partir de determinado momento da ronda haja árbitros suficientes para a supervisão de todas as mesas. É importante aplicar as mesmas regras durante todo o evento;
  21. Foi criado apêndice H com glossário de termos escaquisticos.
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domingo, 8 de julho de 2012

Abolição do 'empate' ?





Várias pessoas defendem uma revisão das regras do Xadrez e a respetiva abolição da possibilidade do 'empate' ocorrer.

Uma dessas pessoas é Matt Bishop. Aqui fica a sua teoria e solução proposta.


« Simply put a "stalemate" in chess occurs "when a player, whos turn it is to move, has no legal moves left to make... this is deemed a draw". We "Anti-Stalematers" would like you to consider a few arguements for why the stalemate rule should be abolished. And then we will provide a simple, elegant alternative solution.
First look at why we should abolish stalemate. First of all stalemate used to be a win, until it was changed to be a draw in the 19th century. Before this standardization, the treatment of stalemate varied widely, including being deemed a win for the stalemating player, a half-win for that player, or a loss for that player; not being permitted; and resulting in the stalemated player missing a turn.
Secondly we must consider the contradictory and obscure nature of the current rules:
  1. You must move when it is your turn, i.e. you cannot "pass" on your move. Even if it will mean suicide you must move if you can. But: if you cannot move, its a draw! This is a contradiction. If you can move in zugzwang you must move, even if it meansa falling on the sword. But if you can't move (which is the highest level of zugzwang) you get out of jail on a free card with a draw.
  2. It is illegal to move into check. Even though a king may be surrounded in aan all-out attack, he sometimes can't be killed because he cant legally step into check. This is like a lawyer arguing a silly legal technicalities to get his defendent off the hook, when everyone knows the logical outcome of the court case.
  3. If you cannot move, you are powerless, without options, restricted, suppressed and dominated. It violates the spirit of the game if this saves you and gets you half a point.
  4. The whole plan and point of chess is to put an attack on the king. But at some stage the stalemate rule comes along and says: "great, but don't attack the king too well! Be careful to prance around him when you are totally dominating him, otherwise it could easily end in a draw!"
  5. Making a stalemate a win would in no way make endgame play any easier. In fact, it would probably make it harder. It's true that K+P vs K would be easier, but K+R+P vs K+R would be tougher. In general this endgame would still be drawn for most positions that are drawn under the current rules, but make a stalemate a win and a fair percentage of K+R+P vs K+R become winnable. The endgame K+B vs K or K+N vs K would now be winnable in some situations, but not in general – everything would depend on how close the opposing king is to the corner.
  6. Chess is, by nature, already very drawish to begin with. We don't need to give players who have been outplayed cheap tricks to save the game (and produce even more draws).
  7. Capablanca, Reti, Lasker, Nimzowitsch and many other top players have argued for a change as well. I've taught many people chess – they all laugh at the stalemate rule as illogical. Probably you did too, when you first saw it...
  8. Rules change all the time in other games (e.g. the offside in soccer). In chess the stalemate rule was changed many times in the past (see below), so why not do it one more time?
  9. * Some argue that draws by forcing stalemate can be "artistic". Agreed, however, winning by forcing stalemate can also be highly artistic.
Solution: The goal of chess should simply be to capture the king! It should be legal to step into check, after which the opponent would capture the king on the next move and win. This simple change would solve the whole stalemate problem and make the chess rules more logically consistent. It is much more logical, elegant and simple to have the one rule, "capture the king and you win", as opposed to the current definition of mate: "when the king can't legally move without moving into check". Which version sounds more in the spirit of the game? »

terça-feira, 14 de junho de 2011

Desportivismo e educação na prática do Xadrez

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Email enviado por Ricardo para a Casa do Xadrez, que passamos a publicar com autorização do próprio:

Mr. Barriga, como sabe sou desde há 40 anos um grande aficionado da modalidade dos cavalos e rainhas. Posso mesmo afirmar em voz alta e ao pé seja de quem for que sou a pessoa que em Portugal maior dedicação (estou a falar de dedicação financeiramente desinteressada, naturalmente) em todos os aspectos tenho dispensado à modalidade. Fundação de Núcleos, Organização de Torneios de âmbito nacional, divulgando a modalidade por todos os meios comunicacionais e participando eu próprio em todas as provas que se realizem num raio de 50 kilómetros à volta da minha residência em Lisboa.
Acontece Mr. Barriga que em qualquer modalidade desportiva e portanto também nesta de Xadrez que eu próprio pratico, eu vejo cada um dos jogos, vejo a disputa de cada uma partida entre duas pessoas como um momento de convívio social entre essas duas pessoas. Nesta conformidade, para mim agora e sempre MAIS IMPORTANTE DO QUE O GANHAR E O PERDER É O CIVISMO, A EDUCAÇÃO E O DESPORTIVISMO com que a relação de convívio, o ambiente humano que envolveu a disputa saudável da partida, seja ela uma partida de Café ou uma partida de competição oficial ou particular.
Ora há muito tempo que comecei a constatar que no mundo do Xadrez movimentam-se muitos indivíduos, bastantes pessoas, mais do sexo masculino, diga-se, que têm um comportamento muito longe do saudável desportivismo e da educação esperada. As suas falhas dizem respeito não só ao cumprimento das regras do jogo como à sua postura enquanto decorre o jogo, com natural desagrado da pessoa com quem está a joga.
São conhecidas atitudes minhas de repúdio e rotura imediata por comportamentos manifestamente antidesportivos e desiducados de algumas pessoas com quem na circunstância estava a jogar.

As atitudes condenáveis (indiscutivelmente condenáveis) registadas com mais frequência em provas de competição são:

----- O jogador que tem o seu peão mais avançado na 6ª ou mesmo ainda 5ª linha pegar na Dama manifestamente com a intenção enervar o oponente e levá-lo a fazer lances precipitados. Absolutamente abominável!
É evidente que o comportamento é antidesportivo e condenável porque é óbvio que a razão por que o jogador faz aquilo é exactamente a razão por que não deve fazê-lo! ... Nem mesmo que o peão já estivesse na 7ª linha....
Alguém consegue imaginar o Kasparov a ter semelhante comportamento para com o seu adversário em qualquer match.?

----- Quando um jogador deslocando a peça (que decidiu jogar) até determinada casa, coloca a peça nessa casa, mas não a larga imediatamente (como mandam as regras milenares sagradas) e mantém por tempo exagerado a mão agarrada à peça.
O jogador se não for estúpido perceberá que com a peça colocada na casa (mas não a largando) isso permite-lhe analisar da bondade ou da inconveniência do lance sem estar comprometido com ele, porquanto se o opositor protestar, pode sempre dizer que ainda não largou peça. Como se no Jogo Ciência se pudesse usar destas espertezas saloias.

----- Em relação agora a comportamentos de postura a mim sempre me fez muita espécie que em partidas de Torneios de Lentas determinados indivíduos que têm à sua frente o seu adversário (o seu parceiro... eu diria com mais propriedade o seu conviva) a pessoa com quem está a jogar a sua partida do calendário e sem que compreenda porquê se levante da cadeira e deixe o seu parceiro a "falar sozinho, isto, é desacompanhado" um número de vezes absolutamente inacreditável. Um jogo de xadrez entre duas pessoas é um momento de convívio entre essas duas pessoas, é um acto social... É absolutamente desagradável que num torneio um xadrezista esteja a jogar a sua partida com o seu emparceirado e se levante da cadeira e abandone o jogo não se sabe para onde... dez vezes, quinze, vinte... trinta vezes. Posso compreender que alguém que está a jogar uma partida de três horas que precise de ir uma vez, mesmo duas vezes à casa de banho, uma vez, duas vezes, três ou quatro vezes ir espreitar para um ou outro tabuleiro onde esteja a ser jogada uma partida de maior interesse...mas voltar as costas ao parceiro dez vezes... vinte vezes!?
Sabe o que é que me apeteceu fazer (e fiz ) hoje mesmo? Torneio da Primavera no Alekhine, 1ª Sessão, 20h30. Opositor:
Alexandre Santos. Estávamos a meio do jogo (35ª jogada) e ele já se tinha levantado umas 15 vezes. Em surdina disse para os dois concorrentes do tabuleiro do lado: " se ele voltar a levantar-se... da próxima vez quando regressar ao jogo já não me encontra aqui... e assim fiz... assim que voltou costas ao jogo, eu rubriquei o boletim de jogo, e abandonei a sala. Alguém me há-de contar depois a cara com que o tipo ficou quando chegou à conclusão que o seu opositor tinha desaparecido. Não era a primeira vez que aquele indivíduo tinha aquela postura desagradável. Nunca mais jogarei com aquele indivíduo.

" Mais importante do que o ganhar e o perder é a convivência saudável e o desportivismo praticado" e com esta me vou
Ricardo Balona