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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Faleceu Manuel António Martinho Lopes




in FPX
http://www.fpx.pt/web/nacional/noticias/1536-faleceu-manuel-antonio-martinho-lopes
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Era assim o Martinho Lopes... R.I.P.



Sobre este homem tanto há a dizer.
Algumas ficarão para sempre entre aqueles que mais de perto com ele privaram, outras pode ser que um dia possamos partilhá-las com toda a comunidade xadrezística.
Aqui deixo parte de um texto retirado do blog do Arlindo Vieira (AV) e de sua autoria (espero não ser processado porque não lhe pedi autorização, mas como se vê também o AV tinha em grande apreço o Manuel Martinho.
«Era assim o Martinho Lopes, explosivo, de mar largo, de onda bravia, mas também de um enorme coração, de uma franqueza, de uma simpatia que cativava. Um senhor do Xadrez, um Senhor que nunca mais tive o privilégio de ver, porque ao que parece, depois deste Campeonato Nacional o Martinho Lopes resolveu tirar umas longas férias de dezenas de anos do Xadrez, quando muito poderia ter dado ao xadrez. Talvez aquilo que em tempos escrevi: quem ama muito a coisa amada, por vezes necessita dela desprender-se para melhor a amar, ou no mínimo amar a memória da beleza dela».
E do blog da Casa Do Xadrez Alpiarca um texto respigado do jornal o Ribatejo.
«É uma figura de e em Santarém. Figura repleta de alacridade, contraponto das figuronas cinzentas, nos antípodas dos figurões interesseiros, manhosos e melífluos. Há mais de quarenta anos, depois de chegar à cidade, ouvi no recanto do café Portugal ressoarem formidáveis e escalonadas entonações; eram as gargalhadas do Manel. Abria os braços qual asas de águia em voo picado soltando às garfadas o riso de quem acabava de ganhar demorada partida de xadrez. Recordo o adversário, senhor de rosto severo, de olhar fundo, protegido por óculos de massa. Trabalhava no Governo Civil, jogava em posição Alekine, o Manel qual Capablanca fumava, bebia não mojitos, brandy, rasgava sorrisos, no fim a famosa gargalhada. Tropeçámos um no outro a propósito de livros, leituras, poetas, num repimpado desfile de nomes, por três vezes citei o Doutor Angélico. De chofre crismou-me São Tomás de Aquino para gáudio do ladino Cadima. Fui seu vizinho durante uns meses, fizemos séria amizade, soltei-me da capital do gótico, quando nos vemos repartimos motetos enquanto descreve pormenores pícaros do enfado citadino. Há largos meses encontrei-o no nosso benfeitor Gonçalves Izabelinha, não gostei do visto e observado a corroborar fugaz visão dando a ideia de estar doente. Na semana passada no campo do herói maneta voltámos a cair nos braços de um e do outro, vestia camisa azul bem passada, queixos escanhoados a preceito, olhar levantado, descontada a idade, seria o Manel da época de glabro oficial de cavalaria inventor de especial forma de bater o tacão dos militares do pelotão por ele comandado como um seu camarada me narrou.»...« Nunca irá receber uma medalha de mérito a realçar a sua acção em prol do ensino do xadrez a inúmeros jovens, os zelotas não o permitiriam, mas que a merece, lá isso merece. Admiro-o tal como é, esbracejante a lembrar pássaro louco enamorado, no caso dele montado num cavalo a derrubar torres e prostrar bispos, dando xeque-mate aos mais pintados.»

in Facebook - Pedro Vinagre
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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Adeus e até Sempre... Manuel Martinho Lopes





“O xadrez scalabitano ficou mais pobre. Partiu um dos maiores xadrezistas da região, talvez o maior de sempre: Manuel Martinho Lopes
Excessivo? Talvez, mas é o sentimento que fica (que é o que conta), é o sentimento que paira no subconsciente escaquístico neste momento doloroso para todos quantos tiveram a oportunidade de privar um pouco com esta figura do xadrez nacional.
Era uma figura imponente e de voz tonitruante, que via no tabuleiro (em segundos...!)  o que parecia impossível aos outros…

É sempre difícil fazer comparações com figuras ainda maiores, mas o seu estilo arrojado, as suas combinações inventivas e geniais, faz-nos pensar que, à nossa escala, seria um pouco de Fischer, um pouco de Tal, um pouco do Alekhine e um pouco de Capablanca…

Lembramo-nos das suas análises, da sua gargalhada cáustica e da forma e estilo como proferia a sentença do destino do jogo…Aliás, quantas vezes ouvimos: "O quê? Jogaste o peão de rei?...´ Tás perdido!!!" A primeira jogada, um simples movimento de peão e a sentença pronta, sem apelo nem agravo! Dotado de humor corrosivo, alavancava os espíritos mais dolentes, envolvendo os demais numa batalha absolutamente fantástica, conferindo ao xadrez scalabitano um carácter único, vibrante, imaginativo, sorridente e festivo. Como se quer.
Manuel António Martinho Lopes estava muito para além do seu tempo. Homem do xadrez e de muitas outras áreas, de cultura invejável. "One of a kind"! Marcou uma geração inteira de xadrezistas, cujo estilo se perpetuou de tal forma que ainda hoje perdura.
Recordamos alguns jogos marcantes, como o que jogou contra o Sérgio Rocha e como na abertura ficou com torre a menos, e como conseguiu dar a volta ao jogo…Sem comentários.
E de tantos outros episódios, recordamos aqui particularmente aquele em que num campeonato por equipas de partidas clássicas, ao fim de meia dúzia de lances (e de minutos) o adversário não tinha lance útil, e o Martinho foi fazendo o jogo durar…durar...durar tanto que acabou praticamente ao mesmo tempo que os restantes jogos dos colegas de equipa. No final do jogo, questionado por que não tinha jogado “este lance” e “aquele lance”, que acabavam imediatamente a partida, encolheu os ombros e, no seu muito peculiar jeito, retorquiu: ”E ficava a fazer o quê o resto do tempo?”...Era Assim o nosso Martinho…

Despedimo-nos de um dos grandes que se junta a outros no Olimpo dos Deuses do xadrez, a que pertence por direito. A ti Manuel Martinho Lopes: P4R!

Adeus e até Sempre…”

Casa do Xadrez de Alpiarça
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RPX 1978 - Manuel Martinho Lopes




Simultânea de xadrez no Museu Distritalem Santarem - Manuel Martinho Lopes - 1991





Manuel Martinho em 2008-2009
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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Nota de pesar




A equipa da Casa do Xadrez de Alpiarça envia daqui condolências à família do Carlos.


http://www.fpx.pt/web/comunicacao/noticias/72-destaques/1307-faleceu-carlos-mendes#.WPZuQpCehug.facebook

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Portugal: Vitor Ferreira x Marino Ferreira (R.I.P.)








(foto obtidade um post no fcebook de Marino Ferreira)




A Casa do Xadrez expressa sentidas condolencias à família e amigos do Marino Branco Ferreira .

R.I.P.
 

[Event "POR-ChT2"]
[Site "?"]
[Date "1997.??.??"]
[Round "?"]
[White "Ferreira, Vitor"]
[Black "Ferreira, Marino"]
[ECO "B07"]

[Result "0-1"]

1. e4 d6 2. d4 g6 3. Nc3 Bg7 4. Bc4 Nc6 5. Nge2 Nf6 6. O-O e5 7. d5 Ne7 8. Bg5 h6 9. Bd2 c6 10. dxc6 bxc6 11. Qe1 O-O 12. Rd1 Qc7 13. Bc1 d5 14. exd5 cxd5 15. Bxd5 Nexd5 16. Nxd5 Nxd5 17. Rxd5 Qxc2 18. Rd2 Qc6 19. Nc3 Ba6 20. Ne2 h5 21. Qd1 Rac8 22. Re1 Bb7 23. f3 e4 24. fxe4 Qc5+ 25. Kh1 Bxe4 26. Ng3 Bb7 27. Rd7 Qc6 28. Ne4 Rfe8 29. Rxb7 Qxb7 30. Nd6 Rxe1+ 31. Qxe1 Qe7

0-1



sexta-feira, 20 de maio de 2016

Dragan Paunovic




O GM Dragan Paunovic, que por diversas várias vezes jogou provas em Portugal, morreu. Paz à sua alma.

Condolências da Casa do Xadrez de Alpiarça à sua família e amigos. 

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