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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Faleceu Manuel António Martinho Lopes




in FPX
http://www.fpx.pt/web/nacional/noticias/1536-faleceu-manuel-antonio-martinho-lopes
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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Adeus e até Sempre... Manuel Martinho Lopes





“O xadrez scalabitano ficou mais pobre. Partiu um dos maiores xadrezistas da região, talvez o maior de sempre: Manuel Martinho Lopes
Excessivo? Talvez, mas é o sentimento que fica (que é o que conta), é o sentimento que paira no subconsciente escaquístico neste momento doloroso para todos quantos tiveram a oportunidade de privar um pouco com esta figura do xadrez nacional.
Era uma figura imponente e de voz tonitruante, que via no tabuleiro (em segundos...!)  o que parecia impossível aos outros…

É sempre difícil fazer comparações com figuras ainda maiores, mas o seu estilo arrojado, as suas combinações inventivas e geniais, faz-nos pensar que, à nossa escala, seria um pouco de Fischer, um pouco de Tal, um pouco do Alekhine e um pouco de Capablanca…

Lembramo-nos das suas análises, da sua gargalhada cáustica e da forma e estilo como proferia a sentença do destino do jogo…Aliás, quantas vezes ouvimos: "O quê? Jogaste o peão de rei?...´ Tás perdido!!!" A primeira jogada, um simples movimento de peão e a sentença pronta, sem apelo nem agravo! Dotado de humor corrosivo, alavancava os espíritos mais dolentes, envolvendo os demais numa batalha absolutamente fantástica, conferindo ao xadrez scalabitano um carácter único, vibrante, imaginativo, sorridente e festivo. Como se quer.
Manuel António Martinho Lopes estava muito para além do seu tempo. Homem do xadrez e de muitas outras áreas, de cultura invejável. "One of a kind"! Marcou uma geração inteira de xadrezistas, cujo estilo se perpetuou de tal forma que ainda hoje perdura.
Recordamos alguns jogos marcantes, como o que jogou contra o Sérgio Rocha e como na abertura ficou com torre a menos, e como conseguiu dar a volta ao jogo…Sem comentários.
E de tantos outros episódios, recordamos aqui particularmente aquele em que num campeonato por equipas de partidas clássicas, ao fim de meia dúzia de lances (e de minutos) o adversário não tinha lance útil, e o Martinho foi fazendo o jogo durar…durar...durar tanto que acabou praticamente ao mesmo tempo que os restantes jogos dos colegas de equipa. No final do jogo, questionado por que não tinha jogado “este lance” e “aquele lance”, que acabavam imediatamente a partida, encolheu os ombros e, no seu muito peculiar jeito, retorquiu: ”E ficava a fazer o quê o resto do tempo?”...Era Assim o nosso Martinho…

Despedimo-nos de um dos grandes que se junta a outros no Olimpo dos Deuses do xadrez, a que pertence por direito. A ti Manuel Martinho Lopes: P4R!

Adeus e até Sempre…”

Casa do Xadrez de Alpiarça
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RPX 1978 - Manuel Martinho Lopes




Simultânea de xadrez no Museu Distritalem Santarem - Manuel Martinho Lopes - 1991





Manuel Martinho em 2008-2009
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

BAÚ DA NOSTALGIA (parte 5)






5) Embora já a largos anos de distância, recordo um Clube de Coruche (Grupo de Xadrez de Coruche ?) , do qual já não lembro o nome, mas esperando que algum dia possam reactivar a prática do xadrez; A minha homenagem pessoal ao saudoso Dr. Tavares da Rocha:


3 de Março de 1979     
 Brancas: C. Nascimento        Pretas:  Tavares da Rocha
(Campeonato Distrital por Equipas)    

1 – e4    e5    2 – Cç3   Cç6    3 – f4   Bb4    4 – Cf3    Bxç3? (Cede o par de bispos demasiado cedo) 5 – bxç3    d6     6 – d4     exd4    7 – çxd4 (Vantagem de espaço)     Bg4      8 – d5     C(ç)e7    9 – Bd3    Cg6?(f5)   10 – O-O    C(8)e7     11 – De1    O-O    12 – Dg3    Bxf3?(f5)    13 – Dxf3 Vantagem branca – par de bispos)   f5 (já tarde)     14 – Bd2     Dd7     15 -  T(a)e1     T(a)e8    16 – Dh3!    Dç8    17 – exf5(+-)     Ch8    18 – ç4    Cf7    19 – Bç3    Ch6     20 – g4     ç6    21 – Te6 (f6 também é bom)   çxd5      22 – T(f)e1    d4?     23 – Bxd4    Cç6 (Esperando ganhar um tempo, mas,)    24 – Bxg7 ! (Vantagem decisiva) Txe6        25 – Txe6    Rxg7    26 – Dxh6+     Rg8    27 – Dg5+     Rh8    28 – Th6    Dç7   29 – f6   Tf7    30 – Dh5    Cb4?? (Dd7 era a única)  31 – Txh7+    Txh7    32 – De8++.



[Event "Campeonato Distrital por Equipas"]
[Site "?"]
[Date "1979.03.03"]
[White "Carlos Nascimento"]
[Black "Tavares da Rocha"]
[Result "1-0"]


1. e4 e5 2. Nc3 Nc6 3. f4 Bb4 4. Nf3 Bxc3 5. bxc3 d6 6. d4 exd4 7. cxd4 Bg4 8.
d5 Nce7 9. Bd3 Ng6 10. O-O N8e7 11. Qe1 O-O 12. Qg3 Bxf3 13. Qxf3 f5 14. Bd2
Qd7 15. Rae1 Rae8 16. Qh3 Qc8 17. exf5 Nh8 18. c4 Nf7 19. Bc3 Nh6 20. g4 c6 21.
Re6 cxd5 22. Rfe1 d4 23. Bxd4 Nc6 24. Bxg7 Rxe6 25. Rxe6 Kxg7 26. Qxh6+ Kg8 27.
Qg5+ Kh8 28. Rh6 Qc7 29. f6 Rf7 30. Qh5 Nb4 31. Rxh7+ Rxh7 32. Qe8# 1-0




  por:  Carlos Nascimento





sábado, 30 de junho de 2012

Francisco Carapinha: Viagens na minha terra






O Francisco Carapinha publicou há dois dias no seu blog  - "Grande Roque" -  um artigo um faz uma espécie de Balanço da sua passagem pelo Xadrez. 

Penso que a sua ideia não era de fazer um "Balanço"... Até porque lhe deu um título bem diferente. Mas essa foi a minha interpretação principal e aquilo que eu quis salientar e trazer para este nosso blog da Casa do Xadrez. Uma vez que o Francisco Carapinha é um velho amigo e conhecido também, de muita gente do Xadrez em Santarém e arredores.
 
Saliento desse seu texto a sua passagem por terras do Ribatejo. Desde o Ulme - de onde é natural - à Chamusca e Coruche.

Nessa altura, presença habitual em muitos torneios onde fez amizade com muita malta de Santarém, que na altura jogavam em diversos clubes do Distrito. De onde saliento o Grupo de Xadrez de Santarém e o Clube RioMaiorense.


Boa leitura !