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domingo, 1 de maio de 2011

Crónica de uma sanha anunciada

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Finalmente concretizei o que me prometi há 3 anos, com o Manifesto Anti-Niza.

http://7ze.blogspot.com/2008/06/manifesto-anti-niza.html Bem sei que neste país a mentira, por muito descarada que seja, ganhou foros de lugar comum, apostando-se cada vez mais na memória curta do vulgar cidadão. Infelizmente para alguns, talvez, há verdades que considero inquestionáveis, que fazem parte da minha história e da minha identidade, das quais não poderia abdicar sem colocar em causa a minha dignidade. Aqui fica o relatório dos factos. Ontem, dia 16 de Abril, pelas 21h30, dirigi-me à Escola Prática de Cavalaria para um Colóquio sobre as senhas de Abril, com o Coronel Correia Bernardo (a Lusa difundiu o erro de lhe chamar «Bernardes»), Otelo Saraiva de Carvalho, Paulo de Carvalho, Joaquim Furtado e José Niza. Esperei pelo fim da conversa para pedir educadamente a palavra ao moderador, Joaquim Furtado, agitando o livro dos depoimentos de Salgueiro Maia, que ele obviamente conhecia, pois acabara de o citar. No entanto, após breve consulta ao organizador do evento, ao seu lado esquerdo, José Niza, «esqueceu-se» do pedido. Marchei pois em direcção ao palco, pois não estava disposto a deixar escapar a oportunidade. Face a uma tentativa de interposição do Joaquim Furtado, declarei que o 25 de Abril tinha sido feito a favor da liberdade de expressão e que o evento fora apresentado como Colóquio e não como Solilóquio. O Joaquim Furtado, por quem, aliás, tenho o máximo respeito como jornalista (bastar-me-ia lembrar os programas sobre a Guerra Colonial), ainda balbuciou algo como «não estarem previstas intervenções» e «tinha de começar o concerto». Face à debilidade da oposição, tomo-a por uma autorização, subo o degrau para o palco e sinto que alguém me agarra o braço: era José Niza que me convidava «a ir falar lá para fora»; sacudi-o veementemente. Eu fora ali para uma reparação pública e não para um duelo. Adquirido o direito de me dirigir à assistência, deixo aqui de memória o essencial do meu discurso, daquilo que me lembro de ter dito em alta voz, sempre virado para o visado:

«Há 3 anos, por ocasião das Comemorações do 25 de Abril, o jornal Mirante, cuja sede é aqui bem perto, publicou um livro de poesia de José Niza, que foi amplamente distribuído com o Semanário Expresso. O destaque de capa inteira ía para uma entrevista a José Niza, dando por título «Salgueiro Maia quis entregar 150 G3 na sede do PS em Santarém.» referindo-se ao dia 24 de Novembro de 1975.Infelizmente, Salgueiro Maia já cá não está para o contradizer. No entanto, tenho aqui as suas memórias, escritas pelo seu punho, das quais um excerto, páginas 86 a 87, acaba de ser citado por Joaquim Furtado. Passo a citar Salgueiro Maia, nesse mesmo livro, página 110: Num almoço com o coordenador da acção do 25 de Novembro, concordei em actuar nas condições referidas, tendo por especial preocupação evitar a distribuição de armas a civis, até para evitar uma guerra civil. _Sr. José Niza: a sua entrevista correspondeu a um momento menos feliz da sua carreira, compreensível no âmbito de uma saúde comprometida. Aproveito o ensejo de estar aqui presente nestas comemorações para lhe manifestar a minha indignação e lhe pedir humildemente para se retractar em público. Deve-o à história»

Um elemento da assistência levantou-se então com «maus modos» a dizer que lhe estava a adiar o concerto, pelo que abandonei a sala, infelizmente sem agradecer à audiência a atenção que tinha solicitado e recolhido. Desde já as minhas sinceras desculpas a todos os presentes, bem como o meu obrigado pela salva de palmas à qual a causa que julgo justa e soube apresentar teve direito. De dar que pensar ao Senhor José Niza.

sábado, 15 de novembro de 2008

«Al-Kasaba: a última cidadela» - A Casa do Xadrez critica...

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Fomos ver ! Fomos ver ! «Al-Kasaba: a última cidadela» (click para ver a introdução)

Desde já ficam muitas das imagens deste evento cinematográfico...


























Claro está que a Casa do Xadrez se fez acompanhar com muitos membros e ao seu mais alto nível. Éramos muitos principalmente.

Antes, foi o reunir como é hábito, ao jantar, por volta das 20h00m. Não foi no nosso restaurante de eleição em Alpiarça porque, como o Teatro era em Santarém, optámos - por uma questão de tempo e logística - por ficar em Santarém mesmo.








Chegámos ao Teatro Sá da Bandeira como estipulado, por volta das 21h30m. Após validação dos nossos convites, entrámos.

O ambiente já estava "composto". Muita gente de muitas idades. Dos 22 aos 70 anos. Uns conversavam e reviviam velhos amigos, outros simplesmente sentados ao balcão, observavam...


Haviam vários grupos de diferentes estratos sociais espalhados pelo pequeno espaço do café do Teatro. Um ambiente onde se respirava cultura, respeito e expectativas quanto à peça.
Tinha "enredo" para agradar a todos - gregos e troianos...

A peça começou a "rodar" por volta das 22h00m e acabou por volta das 23h00m. Seguiu-se um debate de ideias e criticas de como torna-la mais interessante, já que se tratava de uma ante-estreia.
Eu acho que foi muito boa.

Precisa de pequenas afinações para a estreia oficial ao público em geral, dia 18 de Dezembro, mas tem muito potencial. As criticas foram ouvidas, assentes pela Produção e Realização e penso que serão e estarão corrigidas a tempo de estreia !



Não quero "abrir o véu" - como se costuma dizer - mas trata-se de um documentário da história de Portugal e de Santarém em particular muito, muito interessante. Onde cidades e vilas tomaram aspectos fulcrais na história que eu nem sabia !
E Santarém ?... Bem... a importância que esta cidade teve. Pode mesmo dizer-se que foi a "capital" de Portugal e seu último reduto durante muitos anos e por várias vezes ! Incrível...


Nota: Isto é puro cinema amador. Não esperem milagres !

Venham ver. Vai valer a pena!

O preço ? Não sei... mas nunca será caro. 5 euros ?!


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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Longa-Metragem: «Al-Kasaba: a última cidadela»


Chamaram-lhe Real e Insigne Colegiada de Santa Maria da Alcáçova de Santarém, e desde Afonso Henriques que é considerada o último reduto da nacionalidade. À Sua protecção se acolheu Afonso Henriques, em 1184, contra um milhão de inimigos. Que segredos continua a ocultar esta misteriosa instituição herdeira dos Templários?

Quando a realidade ultrapassa a ficção…


Ante-Estreia dia 14 de Novembro no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém, pelas 21h30.

Todos os xadrezistas têm bilhetes VIP !


Longa-Metragem da autoria do sócio da Casa do Xadrez: José Fernando (7zé).

Podem "tentar" conhece-lo melhor no seu Blog: http://7ze.blogspot.com/

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