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sábado, 16 de novembro de 2013

Campeonato Nacional Individual Absoluto 2011/2012



Boa tarde,

Como jogador de xadrez gosto que as coisas fiquem bem esclarecidas principalmente quanto aos Títulos Nacionais.

Como sabem e já vos enviei o ano passado tenho ficheiros com os Títulos Nacionais Individuais, Equipas, Femininos, Veteranos e Jovens.
Neste momento ainda não estou filiado, portanto também neste momento não sou colega do António Fernandes (o ano passado éramos jogadores do mesmo clube, o S.L. Benfica).

Não estou a defender o António Fernandes mas sim o Título Nacional. Não estou a favor nem contra ninguém individualmente.

Acompanhei o que se passou em relação à questão de Doping de um xadrezista (espero que dê a volta por cima), que até ganhou o referido Campeonato Nacional e a sua desclassificação e perca do referido Título.

Não estou a colocar em causa a decisão de efectuar o match a 3 para apuramento do campeão, mas como vi publicado na Casa do Xadrez um protesto do jogador António Fernandes, em que ele dizia que não participava no match nas referidas condições, porque é que ele é emparceirado?

O Match só devia ter sido efectuado a 2 jogadores e portanto a duas voltas. Estarei a ver mal?
 Para termos um campeão, não tinha que haver 2 jogos?

Se for possível gostava de um esclarecimento da situação em causa, pois para mim parece-me que ainda não há campeão.


Com os melhores cumprimentos,

João Pacheco

sábado, 26 de outubro de 2013

GM António Fernandes: Carta aberta à F.P.X.


A pedido de várias pessoas, aqui fica o artigo novamente em destaque.

Há 4 comentários publicados mais alguns que nós resolvemos não publicar porque eram ofensivos ou parvos o suficiente para não se lhes dar importância. Não adiantavam nada à conversa.

Para verem os comentários é só simularem que vão fazer um novo comentário clicando no link. Todos os comentários até à data ficaram disponíveis.

Outra opção e sublinhar com o rato a parte escura a seguir à palavra 'disse...' em cada comentário.

Bom fim de semana !
 




Lisboa, 18 de Outubro de 2013


Para: Direção da Federação Portuguesa de Xadrez



Assunto: Protesto em relação à tomada de decisão da Direção da Federação Portuguesa
               de Xadrez no seu Comunicado Dir-020-2013, relativamente ao Campeonato
               Nacional Individual Absoluto 2011/2012 – Título.



Exmos Srs. Diretores da Federação Portuguesa de Xadrez, após uma análise mais cuidada que tive oportunidade de efetuar à vossa tomada de decisão, tenho a comunicar o seguinte.



• Passou-se mais de um ano desde a realização da final do Campeonato Nacional Individual 2011/2012 sem que tivessem tomado qualquer decisão sobre a referida situação “Caso de Doping”, com essa atitude Portugal deixou de se fazer representar no Campeonato Europeu Individual, prova disputada em Legnica na Polónia de 4 a 17 de Maio de 2013. Agora, passado mais de um ano, sou informado pela primeira vez, por mail, no dia 18 do passado mês de Setembro que acabavam de tomar uma decisão sobre o processo que estava a decorrer sobre o jogador Luís Galego.


• Embora nunca nenhum elemento da FPX me tenha sequer informado do incidente que, infelizmente, o Luís Galego fora protagonista e apesar de ter tomado conhecimento por terceiros do seu infortúnio, nunca em tempo algum, apesar de ter ficado em 2º lugar e inclusive de o ter vencido, repito, nunca me quis aproveitar de tal situação, por isso mesmo jamais questionei qualquer dirigente desta federação acerca desse assunto, contrariamente à posição assumida por outras pessoas.


• Devo dizer que fiquei algo perplexo com a decisão por vocês tomada, mas tudo se torna um pouco mais claro ao compreender a insistência e a pressa na obtenção de uma resposta minha no agendamento da prova para a atribuição do título nacional, tanto por parte dos dirigentes como pelos próprios intervenientes para a realização da mesma, e o mais rápido possível, entre os jogadores classificados em 2º, 3º e 4º lugar da fase final.
Percebe-se nessa insistência o quererem resolver agora, à pressão, em dias, aquilo que deixaram de resolver durante toda uma época. Devo dizer-vos que não sendo profissional da modalidade e não estando dedicado à mesma direta ou indiretamente como os outros jogadores, pois trabalho por conta de outrem em uma atividade que nada tem que ver com a modalidade, e não dispondo de mais dias de férias este ano, é-me completamente impossível disputar uma prova nestas condições sem o mínimo de preparação para a mesma e em completa desigualdade perante os outros intervenientes.
A situação ainda se torna mais caricata, quando ao receber um dos últimos mails enviados pelo tesoureiro da Federação Portuguesa de Xadrez, posteriormente a ter sido informado da dificuldade que eu teria por parte da minha entidade patronal no agendamento da prova, me informa que os jogos serão realizados às 20h00, propondo para me facilitar na disponibilidade da minha entidade patronal que o seu início até poderia ser às 21h00, com o acordo dos outros dois jogadores, ou mesmo serem realizados eventualmente a um fim-de-semana caso surjam propostas para tal.


• Infelizmente só posso lamentar e até mesmo desculpar a ignorância das pessoas que sendo dirigentes e não tendo qualquer experiência, ou de outros que muito pouco ou nada têm, em termos de competição e de alta competição, se permitem fazer propostas nestas condições. Desde já passo a informar que a minha presença, numa qualquer prova deste género, estará sempre condicionada com a disponibilidade que tenha ou possa vir a ter em dias disponíveis que antecedam a mesma por forma a permitir-me ter um mínimo de preparação, técnica e física para a mesma. À que ter consciência que
foram vocês que demoraram todo este tempo para a tomada de uma decisão, a qual podiam e deviam ter tomado à vários meses a esta parte, na altura em que as pessoas ainda poderiam gerir os seus dias de férias.


• Contudo e voltando ao cerne da questão, relativamente à decisão da Direção da Federação Portuguesa de Xadrez, devo dizer-vos que tal decisão abrirá certamente um precedente, o qual num futuro ocorrerá pondo em causa a verdade desportiva da prova, tal e qual como no presente caso. Não se entende e eu próprio não posso entender a decisão de serem anuladas todas as partidas disputadas pelo Luís Galego, pois ao ler o artigo do controlo antidoping da Federação Internacional de Xadrez, a mesma diz que a penalização a jogadores nessas circunstâncias é a desqualificação automática dos seus resultados individuais e não a sua anulação, pelo que obviamente isso acarreta apenas a desqualificação automática da prova de qualquer jogador nessa situação e não a anulação das suas partidas. Evidentemente que esta decisão que a Direção da FPX pretendeu tomar é tudo menos justa em termos desportivos, há que ter um pouco de bom senso, senão, suponhamos que um jogador que até fica em último lugar numa determinada prova, acusa resultado positivo no controlo antidoping, a tomar-se uma decisão destas o jogador que ficara em 1º lugar poderá perder o título em virtude das partidas disputadas por esse jogador serem todas anuladas.


• Mas, como dizia eu, há que ter bom senso e se o que se pretende numa competição desportiva é que sejam criadas um conjunto de condições de igualdade entre todos os participantes envolvidos na competição, não nos podemos esquecer que esta decisão tem tudo menos de igualdade de condições e de critérios. Efetivamente durante uma competição, cada um dos participantes delineia a sua estratégia de acordo com os seus objetivos pessoais e essa estratégia definida é implementada ou alterada partida a partida, de acordo com o desenrolar da prova e dos planos individuais de cada um.
Daí que no caso concreto, final do Campeonato Nacional Individual 2011/2012, em determinada altura da prova e em virtude de ter uma desvantagem pontual, em relação ao Luís Galego, resolvi arriscar na partida que disputava com o Carlos Carneiro acabando por vir a perder a mesma. Claro que não serve de desculpa, mas foi de facto um erro estratégico da minha parte, o qual pelos vistos veio a sair bastante caro. É lógico e compreensível que tal situação, possivelmente, não se verificaria se se soubesse de antemão que as partidas com o Luís Galego não seriam contabilizadas. Sendo esta uma condição de estratégia individual, e até discutível, outras situações existem que provocam total desigualdade na própria competição. Pretendo com isto tornar claro que ao ser retirado um jogador da prova, neste caso concreto, passaram a ser disputadas apenas 8 partidas e contrariamente aos critérios de igualdade estabelecidos à priori, a partir desse momento e nessas 8 partidas disputadas entre os restantes 9 participantes da prova, passou a haver vários jogadores que jogaram 4 partidas com as peças brancas e 4 partidas com as peças pretas, outros jogadores jogaram 5 partidas com as peças pretas e 3 partidas com as peças brancas e ainda outros jogaram 5 partidas com as peças brancas e 3 com as peças pretas, como é o caso de um dos 3 jogadores que a Federação diz terem ficado empatados. A minha pergunta é muito simples: Consideram haver igualdade de condições entre os 9 participantes nesta competição?


• Se efetivamente há que ter bom senso na interpretação dos regulamentos, é lógico e por demais evidente a aplicação dos seus critérios, ora nestas circunstâncias: É admissível que um jogador perca, por exemplo, o título de Campeão da Europa Individual pelo simples facto de ter tido a infelicidade de jogar na 1ª sessão com um jogador que se classificou, suponhamos, em 189º lugar entre 200 participantes e acusou positivo no controlo antidoping? Certamente que não, nem a FIDE jamais o faria. Inclusivamente nessa competição pelo simples facto de o torneio ser disputado em sistema suíço, tornar-se-ia ridículo de que haveria 9 jogadores que teriam disputado menos uma partida em relação aos outros 190 e por infelicidade do 1º classificado este perderia o título pois ser-lhe-ia retirado o ponto contra o jogador dopado, desse modo ele apenas contaria com 8 partidas disputadas.


• Mais ridículo se tornaria a seguinte situação: suponhamos que, na prova em questão, 4 jogadores acusavam positivo no controlo antidoping, seria então possível haver jogadores dessa prova que teriam disputado todas as 5 partidas de brancas e outros que teriam jogado todas as 5 partidas de pretas. Faz isto algum sentido? Que critério de desempate seria justo aqui aplicar? Pela vossa lógica, mantem-se os mesmos critérios.
Erradamente como se pode comprovar pelo seguinte exemplo, no qual supomos que os jogadores estariam empatados em todas as quatro primeiras alíneas do critério de desempate, então ao chegar-se à alínea e) maior número de partidas jogadas com as peças pretas, o jogador que jogou as 5 partidas de brancas perde o título no desempate, pois nessa prova não lhe foi permitido jogar uma única partida com as peças pretas.
Impõe-se então a pergunta: É justo manter-se esses critérios de desempate em uma prova que foi adulterada?


• Por fim e ainda mais gravosa a situação se torna, quando ao tomarem uma decisão destas, repito, totalmente injusta e incorreta, se pretende que seja disputado um torneio entre 3 jogadores, supostamente empatados, mas mantendo-se um critério de desempate que foi totalmente adulterado por força das circunstâncias, retirada de um jogador da prova. Ora se se entende que um jogador prejudicou os demais e por isso é retirado da prova e todos os seus resultados anulados, porque não são também excluídos de uma suposta final, onde se pretende atribuir o título, os critérios de desempate os quais também eles estão a prejudicar jogadores pela inexistência desse jogador. Acontece que os critérios de desempatem existem para ser aplicados numa competição dita normal, contrariamente a esta, que foi totalmente alterada, a qual passou a beneficiar determinados jogadores que passaram significativamente a ter melhores condições em comparação com outros participantes na prova, como já referido anteriormente. Nestas condições de desigualdade, não é nada sensato aplicar-se um critério de desempate que passou a estar viciado e nada tem em termos de igualdade desportiva para com todos os intervenientes na prova. Deste modo, eu pessoalmente, passo a ser duplamente penalizado, pois primeiro retiram um jogador a quem eu venci, independentemente de ele estar ou não dopado, e posteriormente para as várias alíneas do critério de desempate, passo a ser o único jogador da prova a quem é retirado o jogador que venci e que fez mais de 50% dos pontos ( b) sistema Koya), o único a quem são retirados todos os pontos do jogador que venci ( c) sistema Sonnenborg-Berger), o único a quem é retirado mais uma vitória ( d) maior número de partidas ganhas). A pergunta que se põe é: É aceitável manter um critério de desempate que também ele, pelo mesmo juízo de valor efetuado para a anulação de todos os jogos disputados com o Luís Galego, passou a beneficiar determinados jogadores, quando supostamente o critério de desempate deve ser aplicado a uma competição dita normal, disputada em igualdade de circunstâncias, tudo menos o que esta passou a ser?


• Por forma a minimizar estas situações será preferível e possivelmente fará sentido que em provas deste género, seja exigido que todos os participantes do campeonato façam um controlo antidoping antes do início e outro no final da mesma, pois dessa forma cada um poderá melhor confiar em adoptar determinado tipo de estratégias, contribuindo também para uma disputa com maior igualdade de condições.


• Analisando o quadro conjunto dos resultados entre os 3 jogadores que a Direção da Federação Portuguesa de Xadrez diz estarem empatados, conjuntamente com o jogador Luís Galego, ao qual a mesma pretende anular todas as suas partidas, verificamos o seguinte quadro de resultados:




Penso que fica tudo um pouco mais claro e cada um poderá tirar as ilações que muito bem entender acerca do grande prejuízo que os jogadores supostamente empatados tiveram nas partidas disputadas com o Luís Galego.
Como disse anteriormente, embora não me tendo querido aproveitar da situação ao longo deste tempo passado, e não havendo outra forma de contornar o tema sem ser com a desqualificação do jogador Luís Galego, neste caso, considero obviamente uma total injustiça que o título não me seja atribuído a mim e antes pelo contrário seja atribuído a qualquer outro jogador. Pois se a Direção da Federação entende que o facto do jogador Luís Galego ter jogado nas condições descritas, prejudicou os restantes 9 jogadores que estiveram presentes na fase final do Campeonato Nacional Individual 2011/2012, convém referir que todos esses 9 jogadores, tiveram exactamente as mesmas oportunidades e as mesmas condições cada vez que defrontaram o Luís Galego, no entanto e com esta atitude a Direção da Federação toma uma decisão, por entender que os 9 jogadores foram prejudicados, e dessa forma passa a prejudicar deliberadamente 1 jogador, eu próprio, por ter sido o único jogador a vencer o Luís Galego, diga-se nas mesmas condições e igualdades que todos os restantes 8 jogadores tiveram.
Analisando todos os pontos mencionados, é muito fácil compreender-se que o único jogador prejudicado do torneio, não contando obviamente com o jogador Luís Galego, fui eu próprio em todas e digo todas as decisões que entenderam tomar, no que diz respeito à anulação das partidas disputadas com o Luís e a questão de se manter um conjunto de critérios de desempate, totalmente adulterados, para a poule que entendem realizar.


Deste modo, após a análise sistematizada que acabei de efetuar, da qual como se depreende discordo em absoluto da tomada de posição da Direção da FPX, sinto-me portanto na obrigação de tomar a seguinte posição:

Não estou interessado em disputar essa prova nas referidas condições.



Com os melhores cumprimentos,
GM António Fernandes


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Protesto do GM António Fernandes: Carta aberta à F.P.X.




Lisboa, 18 de Outubro de 2013


Para: Direção da Federação Portuguesa de Xadrez



Assunto: Protesto em relação à tomada de decisão da Direção da Federação Portuguesa
               de Xadrez no seu Comunicado Dir-020-2013, relativamente ao Campeonato
               Nacional Individual Absoluto 2011/2012 – Título.



Exmos Srs. Diretores da Federação Portuguesa de Xadrez, após uma análise mais cuidada que tive oportunidade de efetuar à vossa tomada de decisão, tenho a comunicar o seguinte.



• Passou-se mais de um ano desde a realização da final do Campeonato Nacional Individual 2011/2012 sem que tivessem tomado qualquer decisão sobre a referida situação “Caso de Doping”, com essa atitude Portugal deixou de se fazer representar no Campeonato Europeu Individual, prova disputada em Legnica na Polónia de 4 a 17 de Maio de 2013. Agora, passado mais de um ano, sou informado pela primeira vez, por mail, no dia 18 do passado mês de Setembro que acabavam de tomar uma decisão sobre o processo que estava a decorrer sobre o jogador Luís Galego.


• Embora nunca nenhum elemento da FPX me tenha sequer informado do incidente que, infelizmente, o Luís Galego fora protagonista e apesar de ter tomado conhecimento por terceiros do seu infortúnio, nunca em tempo algum, apesar de ter ficado em 2º lugar e inclusive de o ter vencido, repito, nunca me quis aproveitar de tal situação, por isso mesmo jamais questionei qualquer dirigente desta federação acerca desse assunto, contrariamente à posição assumida por outras pessoas.


• Devo dizer que fiquei algo perplexo com a decisão por vocês tomada, mas tudo se torna um pouco mais claro ao compreender a insistência e a pressa na obtenção de uma resposta minha no agendamento da prova para a atribuição do título nacional, tanto por parte dos dirigentes como pelos próprios intervenientes para a realização da mesma, e o mais rápido possível, entre os jogadores classificados em 2º, 3º e 4º lugar da fase final.
Percebe-se nessa insistência o quererem resolver agora, à pressão, em dias, aquilo que deixaram de resolver durante toda uma época. Devo dizer-vos que não sendo profissional da modalidade e não estando dedicado à mesma direta ou indiretamente como os outros jogadores, pois trabalho por conta de outrem em uma atividade que nada tem que ver com a modalidade, e não dispondo de mais dias de férias este ano, é-me completamente impossível disputar uma prova nestas condições sem o mínimo de preparação para a mesma e em completa desigualdade perante os outros intervenientes.
A situação ainda se torna mais caricata, quando ao receber um dos últimos mails enviados pelo tesoureiro da Federação Portuguesa de Xadrez, posteriormente a ter sido informado da dificuldade que eu teria por parte da minha entidade patronal no agendamento da prova, me informa que os jogos serão realizados às 20h00, propondo para me facilitar na disponibilidade da minha entidade patronal que o seu início até poderia ser às 21h00, com o acordo dos outros dois jogadores, ou mesmo serem realizados eventualmente a um fim-de-semana caso surjam propostas para tal.


• Infelizmente só posso lamentar e até mesmo desculpar a ignorância das pessoas que sendo dirigentes e não tendo qualquer experiência, ou de outros que muito pouco ou nada têm, em termos de competição e de alta competição, se permitem fazer propostas nestas condições. Desde já passo a informar que a minha presença, numa qualquer prova deste género, estará sempre condicionada com a disponibilidade que tenha ou possa vir a ter em dias disponíveis que antecedam a mesma por forma a permitir-me ter um mínimo de preparação, técnica e física para a mesma. À que ter consciência que
foram vocês que demoraram todo este tempo para a tomada de uma decisão, a qual podiam e deviam ter tomado à vários meses a esta parte, na altura em que as pessoas ainda poderiam gerir os seus dias de férias.


• Contudo e voltando ao cerne da questão, relativamente à decisão da Direção da Federação Portuguesa de Xadrez, devo dizer-vos que tal decisão abrirá certamente um precedente, o qual num futuro ocorrerá pondo em causa a verdade desportiva da prova, tal e qual como no presente caso. Não se entende e eu próprio não posso entender a decisão de serem anuladas todas as partidas disputadas pelo Luís Galego, pois ao ler o artigo do controlo antidoping da Federação Internacional de Xadrez, a mesma diz que a penalização a jogadores nessas circunstâncias é a desqualificação automática dos seus resultados individuais e não a sua anulação, pelo que obviamente isso acarreta apenas a desqualificação automática da prova de qualquer jogador nessa situação e não a anulação das suas partidas. Evidentemente que esta decisão que a Direção da FPX pretendeu tomar é tudo menos justa em termos desportivos, há que ter um pouco de bom senso, senão, suponhamos que um jogador que até fica em último lugar numa determinada prova, acusa resultado positivo no controlo antidoping, a tomar-se uma decisão destas o jogador que ficara em 1º lugar poderá perder o título em virtude das partidas disputadas por esse jogador serem todas anuladas.


• Mas, como dizia eu, há que ter bom senso e se o que se pretende numa competição desportiva é que sejam criadas um conjunto de condições de igualdade entre todos os participantes envolvidos na competição, não nos podemos esquecer que esta decisão tem tudo menos de igualdade de condições e de critérios. Efetivamente durante uma competição, cada um dos participantes delineia a sua estratégia de acordo com os seus objetivos pessoais e essa estratégia definida é implementada ou alterada partida a partida, de acordo com o desenrolar da prova e dos planos individuais de cada um.
Daí que no caso concreto, final do Campeonato Nacional Individual 2011/2012, em determinada altura da prova e em virtude de ter uma desvantagem pontual, em relação ao Luís Galego, resolvi arriscar na partida que disputava com o Carlos Carneiro acabando por vir a perder a mesma. Claro que não serve de desculpa, mas foi de facto um erro estratégico da minha parte, o qual pelos vistos veio a sair bastante caro. É lógico e compreensível que tal situação, possivelmente, não se verificaria se se soubesse de antemão que as partidas com o Luís Galego não seriam contabilizadas. Sendo esta uma condição de estratégia individual, e até discutível, outras situações existem que provocam total desigualdade na própria competição. Pretendo com isto tornar claro que ao ser retirado um jogador da prova, neste caso concreto, passaram a ser disputadas apenas 8 partidas e contrariamente aos critérios de igualdade estabelecidos à priori, a partir desse momento e nessas 8 partidas disputadas entre os restantes 9 participantes da prova, passou a haver vários jogadores que jogaram 4 partidas com as peças brancas e 4 partidas com as peças pretas, outros jogadores jogaram 5 partidas com as peças pretas e 3 partidas com as peças brancas e ainda outros jogaram 5 partidas com as peças brancas e 3 com as peças pretas, como é o caso de um dos 3 jogadores que a Federação diz terem ficado empatados. A minha pergunta é muito simples: Consideram haver igualdade de condições entre os 9 participantes nesta competição?


• Se efetivamente há que ter bom senso na interpretação dos regulamentos, é lógico e por demais evidente a aplicação dos seus critérios, ora nestas circunstâncias: É admissível que um jogador perca, por exemplo, o título de Campeão da Europa Individual pelo simples facto de ter tido a infelicidade de jogar na 1ª sessão com um jogador que se classificou, suponhamos, em 189º lugar entre 200 participantes e acusou positivo no controlo antidoping? Certamente que não, nem a FIDE jamais o faria. Inclusivamente nessa competição pelo simples facto de o torneio ser disputado em sistema suíço, tornar-se-ia ridículo de que haveria 9 jogadores que teriam disputado menos uma partida em relação aos outros 190 e por infelicidade do 1º classificado este perderia o título pois ser-lhe-ia retirado o ponto contra o jogador dopado, desse modo ele apenas contaria com 8 partidas disputadas.


• Mais ridículo se tornaria a seguinte situação: suponhamos que, na prova em questão, 4 jogadores acusavam positivo no controlo antidoping, seria então possível haver jogadores dessa prova que teriam disputado todas as 5 partidas de brancas e outros que teriam jogado todas as 5 partidas de pretas. Faz isto algum sentido? Que critério de desempate seria justo aqui aplicar? Pela vossa lógica, mantem-se os mesmos critérios.
Erradamente como se pode comprovar pelo seguinte exemplo, no qual supomos que os jogadores estariam empatados em todas as quatro primeiras alíneas do critério de desempate, então ao chegar-se à alínea e) maior número de partidas jogadas com as peças pretas, o jogador que jogou as 5 partidas de brancas perde o título no desempate, pois nessa prova não lhe foi permitido jogar uma única partida com as peças pretas.
Impõe-se então a pergunta: É justo manter-se esses critérios de desempate em uma prova que foi adulterada?


• Por fim e ainda mais gravosa a situação se torna, quando ao tomarem uma decisão destas, repito, totalmente injusta e incorreta, se pretende que seja disputado um torneio entre 3 jogadores, supostamente empatados, mas mantendo-se um critério de desempate que foi totalmente adulterado por força das circunstâncias, retirada de um jogador da prova. Ora se se entende que um jogador prejudicou os demais e por isso é retirado da prova e todos os seus resultados anulados, porque não são também excluídos de uma suposta final, onde se pretende atribuir o título, os critérios de desempate os quais também eles estão a prejudicar jogadores pela inexistência desse jogador. Acontece que os critérios de desempatem existem para ser aplicados numa competição dita normal, contrariamente a esta, que foi totalmente alterada, a qual passou a beneficiar determinados jogadores que passaram significativamente a ter melhores condições em comparação com outros participantes na prova, como já referido anteriormente. Nestas condições de desigualdade, não é nada sensato aplicar-se um critério de desempate que passou a estar viciado e nada tem em termos de igualdade desportiva para com todos os intervenientes na prova. Deste modo, eu pessoalmente, passo a ser duplamente penalizado, pois primeiro retiram um jogador a quem eu venci, independentemente de ele estar ou não dopado, e posteriormente para as várias alíneas do critério de desempate, passo a ser o único jogador da prova a quem é retirado o jogador que venci e que fez mais de 50% dos pontos ( b) sistema Koya), o único a quem são retirados todos os pontos do jogador que venci ( c) sistema Sonnenborg-Berger), o único a quem é retirado mais uma vitória ( d) maior número de partidas ganhas).
A pergunta que se põe é: É aceitável manter um critério de desempate que também ele, pelo mesmo juízo de valor efetuado para a anulação de todos os jogos disputados com o Luís Galego, passou a beneficiar determinados jogadores, quando supostamente o critério de desempate deve ser aplicado a uma competição dita normal, disputada em igualdade de circunstâncias, tudo menos o que esta passou a ser?


• Por forma a minimizar estas situações será preferível e possivelmente fará sentido que em provas deste género, seja exigido que todos os participantes do campeonato façam um controlo antidoping antes do início e outro no final da mesma, pois dessa forma cada um poderá melhor confiar em adoptar determinado tipo de estratégias, contribuindo também para uma disputa com maior igualdade de condições.


• Analisando o quadro conjunto dos resultados entre os 3 jogadores que a Direção da Federação Portuguesa de Xadrez diz estarem empatados, conjuntamente com o jogador Luís Galego, ao qual a mesma pretende anular todas as suas partidas, verificamos o seguinte quadro de resultados:




Penso que fica tudo um pouco mais claro e cada um poderá tirar as ilações que muito bem entender acerca do grande prejuízo que os jogadores supostamente empatados tiveram nas partidas disputadas com o Luís Galego.
Como disse anteriormente, embora não me tendo querido aproveitar da situação ao longo deste tempo passado, e não havendo outra forma de contornar o tema sem ser com a desqualificação do jogador Luís Galego, neste caso, considero obviamente uma total injustiça que o título não me seja atribuído a mim e antes pelo contrário seja atribuído a qualquer outro jogador. Pois se a Direção da Federação entende que o facto do jogador Luís Galego ter jogado nas condições descritas, prejudicou os restantes 9 jogadores que estiveram presentes na fase final do Campeonato Nacional Individual 2011/2012, convém referir que todos esses 9 jogadores, tiveram exactamente as mesmas oportunidades e as mesmas condições cada vez que defrontaram o Luís Galego, no entanto e com esta atitude a Direção da Federação toma uma decisão, por entender que os 9 jogadores foram prejudicados, e dessa forma passa a prejudicar deliberadamente 1 jogador, eu próprio, por ter sido o único jogador a vencer o Luís Galego, diga-se nas mesmas condições e igualdades que todos os restantes 8 jogadores tiveram.
Analisando todos os pontos mencionados, é muito fácil compreender-se que o único jogador prejudicado do torneio, não contando obviamente com o jogador Luís Galego, fui eu próprio em todas e digo todas as decisões que entenderam tomar, no que diz respeito à anulação das partidas disputadas com o Luís e a questão de se manter um conjunto de critérios de desempate, totalmente adulterados, para a poule que entendem realizar.


Deste modo, após a análise sistematizada que acabei de efetuar, da qual como se depreende discordo em absoluto da tomada de posição da Direção da FPX, sinto-me portanto na obrigação de tomar a seguinte posição:

Não estou interessado em disputar essa prova nas referidas condições.



Com os melhores cumprimentos,
GM António Fernandes

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Decisão final da FIDE: Ivanchuk não será penalizado !

Ivanchuk


Vassily Ivanchuk não será penalizado por ter faltado ao controlo anti-doping nas recentes Olimpíadas de Dresden.

Isto por causa de um erro de procedimento: um representante do Departamento de Controlo Anti-Dopagem não estava presente quando o Ivanchuk foi abordado para fazer o teste. Esta decisão foi tomada ontem pela Comissão para FIDE para este assunto, em Wijk aan Zee.

Esta decisão até me fez lembrar Portugal e alguns "imbróglios" que se "perdem" nos corredores dos nossos tribunais quando em processos onde existem "tubarões" arguidos...

Para mais detalhes sobre o que estamos a falar, consultar os Post's anteriores neste Blog: AQUI !

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Jornais europeus falam sobre "The Ivanchuck File" - « The Great Chess Doping Scandal »

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O semanário alemão Spiegel publicou um artigo de página inteira (!) sobre a tentativa falhada de levar Vassily Ivanchuk a submeter-se a um controlo anti-doping a seguir ao seu jogo final nas Olimpíadas de Dresden. Claro que logo a seguir, muito outros grandes jornais europeus também escreveram sobre o caso.

Extractos de alguns jornais onde pode ser lido sobre "The Ivanchuck File" :


Spiegel

The Great Chess Doping Scandal

By Maik Grossekathöfer

Grandmaster Vassily Ivanchuk refused to submit a urine sample for a drug test at the Chess Olympiad in Dresden and is now considered guilty of doping. The world of chess is outraged that he could face a two-year ban.

Professional chess player Vassily Ivanchuk, born in Berezhany, Ukraine in 1969, has been a grandmaster for the past 20 years and is currently ranked third in the world. The man with black hair and bedroom eyes is known as "Big Chucky" by his fellow chess players. Why? Because, after losing a game, he goes into the forest at night and howls at the moon to drive out the demons. Because he walks around in shorts in freezing temperatures. Because he likes to sit in dark rooms. Because he usually looks at the ceiling instead of the board during a chess match. Because he tries to fold the oversized winner's check handed out after a tournament down to pocket size. And because he, as World Champion Visvanathan Anand says, lives on "Planet Ivanchuk."

Who knows what was going through Ivanchuk's head when, on Nov. 25 in Dresden, the last day of the Chess Olympiad, he lost to Gata Kamsky? What we do know, however, is that when the game against the American ended, a judge asked Ivanchuk to submit to a drug test. Instead, he stormed out of the room in the conference center, kicked a concrete pillar in the lobby, pounded a countertop in the cafeteria with his fists and then vanished into the coatroom. Throughout this performance, he was followed by a handful of officials.

No one could convince Ivanchuk to provide a small amount of urine for the test. And because refusal is treated as a positive test result, he is now considered guilty of doping and could be barred from professional chess for two years.



Deadspin

Doping Scandal Threatens To Destroy The World Of ... Chess?

By Dashiell Bennett

Vassily Ivanchuk of the Ukraine is the third-ranked player in the world, but he faces a two-year ban from his game because he failed a drug test. A drug test. In chess.

Actually, to be precise, he didn't fail it—he refused to take it, which in the totally rational world of international drug testing, counts as a positive. Actually, to be more precise, he refused to take it, then "stormed out of the room in the conference center, kicked a concrete pillar in the lobby, pounded a countertop in the cafeteria with his fists and then vanished into the coatroom." Which also counts as a positive, because if that's not roid rage, I don't know what is.

The reason he was even asked is because chess is trying to become an Olympic sport and therefore, must submit to all the all the rules of the IOC, including their anti-doping program. The only problem is that almost none of the world's top players give a crap about the Olympics and most consider any comparison between their beautiful intellectual pursuit and silly baby games like soccer and badminton to be an insult. Many in the community are furious that one of the world's top players—who clearly wasn't cheating—could be denied the right to compete because of some crazy pipe dream about Olympic medals. (It's unlikely that chess will ever be included in the Games.)

Besides ... how the hell do you dope in chess?

By the way, part of the explanation for Ivanchuk's hissy fit is that they asked him to pee in a cup just moments after he lost a match in the prestigious Chess Olympiad ... to an American! That's like losing in ice hockey to ... well ... an American!



Sunday Mirror

Chess grandmaster banned in drug test row:
Plus the Top 10 doping scandals

By Chris Wilson, Mirror.co.uk

Chess, a sport usually associated with old, beady men, maverick Russians and super-computers, has hit the headlines this week after a top Ukrainian player got caught up in a doping scandal. Professional chess player and grandmaster Vassily Ivanchuk faces a two-year ban from the sport after refusing a drug test at Dresden's Chess Olympiad. He declined to provide a urine sample after losing to American Gata Kamsky. It’s an insult to his intelligence and honour, claims the chess community.

Ivanchuk may be the first chess player to be caught up in a doping row, but he's certainly not the first sports star to do so, as this rogue's gallery proves...

[Ten famous cases are listed, the last is the most interesting for chess players:]

10. Neil Foulds – Like chess, snooker isn’t really a sport where you’d think illegal substances could enhance a player’s performance, but during the early 1980s Neil Foulds was found to be taking beta blockers. The drugs are said to help steady the hand, which obviously helps with snooker. Foulds never recovered from the beta blockers scandal and dropped rapidly down the rankings.



The Hindu

Ivanchuk facing 2-year ban

After the Championship Cup being damaged and the diamond from its crown being stolen, world chess is in for another round of unsavoury controversies. Vasily Ivanchuk, Ukraine's leading player and World No. 3, could well be banned for two years for not taking a dope test after the final round of the Chess Olympiad last month at Dresden.

The FIDE president, Kirsan Ilyumshinov, himself has indicated that Ivanchuk could face a two-year ban. Also, all his games at the Olympiad could be annulled. That would not only put a big question mark on the career of one of the leading and talented chess players over the past decade and a half, but could also lead to a redistribution of medals won at Dresden.

Ukraine could also lose the prestigious Gaprindashvili Cup given to the team with the best combined score among men and women after the main championship. However, this was not the only controversy, which hit the chess Olympiad.




ChessBase report: Olympiad Dresden – the Ivanchuk Files

The events surrounding the failed attempt to get Vassily Ivanchuk to submit to a doping test have hit the broadsheets and news services. A number of chess players, most publicly Alexei Shirov, have expressed fears that Ivanchuk may be banned from competitive chess and the medals redistributed.



Da fama Ivanchuck já não se livra. Até pode estar inocente mas a sua "fuga" ao controlo não vai ser esquecida.

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Doping em Dresden: "The Ivanchuck File" - part II

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Enquanto o processo se desenrola, Ivanchuck pode e vai jogando outros torneios...

Aqui fica o "
status" da situação, em inglês, para não perder pitada da conversa e da situação actual.


« While his missed drug test in Dresden has become the subject of a heated discussion in the chess world, the main character in this story is simply continueing what he loves most: playing chess. Ivanchuk currenly stars in Benidorm, Spain, and will be one of the participants in the new super tournament in Nanjing, China, starting next week.

As reported by Chess Today, the current situation in the “Ivanchuk Case” is that FIDE will probably meet with Ivanchuk during the Corus Chess Tournament in Wijk aan Zee tournament. There and then the Ukrainian top player will have a chance to tell his side of the story, after which the FIDE Medical Commission will make a decision.

At the moment Ivanchuk is playing in Benidorm, Spain together with Alexei Shirov, Sergei Tiviakov, Kateryna Lahno, Xavi Vila and Sabrina Vega. The group is called the Grand Torneo de las Estrellas (grand tournament of the stars) and it’s part of the 7th annual festival which includes many side events like blitz and rapid opens, simuls, you name it. The link for the “Estrellas” live games should be this one although it currently shows some other games.

Next week a brand new super tournament will take off: the Pearl Spring Chess Tournament in Nanjing, China. The set-up is identical to the MTel Masters: a double, six-player round-robin. Ivanchuk, who won that last MTel with an amazing score, will face three other participants who were also in Sofia: Topalov, Aronian and Bu Xiangzhi. The other two are Peter Svidler and Sergei Movsesian. Much more on that tournament later; here’s the link to the official website. »

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Doping em Dresden: The Ivanchuck File

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Parece que o Sr. Ivanchuck foi convidado (ao acaso, claro e como sempre) para ir ao controlo anti-doping. O problema é que ele recusou !

Todos estes rumores chegaram a imprensa e o verniz à volta de Dresden e do Xadrez "estalou" !
Como diz Shirov, existe "no ar" o receio que o Ivancuck possa ser banido da competição e das medalhas tenham de ser redistribuidas.



Aqui ficam todos os detalhes do caso: ........... "The Ivanchuck File"




« The "Doping Affair" in Dresden

The events surrounding the final round match Ukraine vs USA and the failed attempt to get Vassily Ivanchuk to submit to a doping test have made the broadsheets and non-chess magazines. In Germany the newspapers Frankfurter Allgemeine and Berliner Zeitung carried stories, and the biggest illustrated weekly magazine, Stern, ran a report under the title: "Doping Scandal Shakes the Chess World". In the latter the tournament director of the Olympiad, Dr Dirk Jordan, is quoted as saying that he expected the medals to be redistributed after FIDE had examined the case.

Let us take another look at exactly what happened. After ten rounds, with one to go, the top teams in direct contention for the medals were:

Rk. SNo Team Team
Gms
+
=
-
TB1
TB2
TB3
TB4
1 9 Armenia ARM
10
8
1
1
17
339.0
128.0
28.5
2 2 Ukraine UKR
10
7
3
0
17
309.5
133.0
25.0
3 8 Israel ISR
10
7
2
1
16
315.5
123.0
25.5
4 3 China CHN
10
7
2
1
16
291.5
122.0
25.5
5 1 Russia RUS
10
7
1
2
15
309.0
127.0
25.0
6 20 Netherlands NED
10
7
1
2
15
292.0
116.0
26.0
7 12 Spain ESP
10
7
1
2
15
270.0
112.0
25.5
8 10 USA USA
10
7
1
2
15
266.0
114.0
25.5

For the second seed Ukrainian team everything was looking great: a victory over the tenth seed USA in the final round would give them Gold, a draw would secure Silver and even a 1:3 loss to the US would result in a Bronze medal. However, the final result was ½:3½ and subsequently Ukraine did not win any medal at all, losing Bronze to the US on tiebreak points. Here are the final standings:

Rk. SNo Team Team
Gms
+
=
-
TB1
TB2
TB3
TB4
1 9 Armenia ARM
11
9
1
1
19
400.5
152.0
31.0
2 8 Israel ISR
11
8
2
1
18
377.5
149.0
28.0
3 10 USA USA
11
8
1
2
17
362.0
146.0
29.0
4 2 Ukraine UKR
11
7
3
1
17
348.5
163.0
25.5
5 1 Russia RUS
11
7
2
2
16
375.0
156.0
27.0
6 4 Azerbaijan AZE
11
7
2
2
16
359.5
147.0
29.0
7 3 China CHN
11
7
2
2
16
357.5
150.0
27.0
8 5 Hungary HUN
11
7
2
2
16
341.5
140.0
27.5
9 37 Vietnam VIE
11
7
2
2
16
340.0
137.0
29.0
10 12 Spain ESP
11
7
2
2
16
337.5
142.0
27.5
11 17 Georgia GEO
11
8
0
3
16
321.0
138.0
28.0

For the Ukrainians this was the most traumatic turn of events possible. As we previously reported, Vassily Ivanchuk, who lost his game against Gata Kamsky, left the playing area in a highly emotional state, and began to vent his feelings. The Australian blogger Shaun Press describes the scene: "I was standing outside the playing hall, alongside New Zealand delegate Bob Gibbons, and witnessed Ivanchuk kick a large concrete pillar, then bang his fists on the food service counter a couple of times, before storming past where we were standing, into the cloak room area of the venue, all the time being followed by a couple of officials."

As fate would have it, FIDE had nominated the top Ukrainian player (not the entire team, as stated in our earlier report) for a doping control. This could not be implemented, since nobody was able to restrain Ivanchuk and convince him to participate. This put FIDE in a quandary. The FIDE Anti-Doping Regulations define doping violations as including:

2.3. Refusing, or failing without compelling justification, to submit to Sample collection after notification as authorized in these Anti-Doping Rules or otherwise evading Sample collection.

Article 6: Consequences of Doping of the FIDE Regulations give the punishment:

A. Automatic disqualification of individual results
B. Sanctions on individuals

For A the regulations specify that a violation may lead to "Disqualification of all of the Player’s individual results obtained in that Event with all consequences, including forfeiture of all medals, points and prizes." In B sanctions are defined as a two-year ban for a first violation and a life-long ban for a second violation.

Officials and participants at the Olympiad speculated that FIDE would be obliged to disqualify the Ukrainians, as they had done to other teams in the past. Shaun Press, who plays for Papua New Guinea, wrote ominously: "In 2004 both myself and Bobby Miller (Bermuda), refused to provide a sample to doping control at the Calvia Olympiad. We were then subject to a highly flawed disciplinary hearing (one member of the panel being a player I defeated earlier in the event), and at the end of the hearing we were both found guilty and had our points removed from the teams total (eg PNG went from 23 down to 15.5 points in the final standings). So faced with a higher profile name then either myself or Bobby, and the possibilty that the 4th place team would be effectively disqualified, FIDE finally did what they should have done all along. They simply ignored Ivanchuk's offence and declined to hold a hearing. I'm not sure how they will explain this to WADA (World Anti Drug Agency), but I'm sure they'll find a way."

We ourselves assumed that FIDE had taken a decision to ignore the offence, since four hours later the medals were distributed and the official web site carried all the results unchanged. We had witnessed Boris Spassky's passionate appeal to FIDE Vice President Israel Gelfer not to cancel the results of the Ukrainian side, but it turns out that this was not the reason why no on-the-spot action was taken. Gelfer was not involved in the decision, which was in the hands of others. The FIDE Treasurer Nigel Freeman explained it to us:

"The procedures are well known to Jana [Dr Jana Bellin], David [Jarrett, the Executive Director of FIDE] and myself, but probably not to other members of the Presidential Board. All matters have to go to the Medical Commission and there was no time for them to hold a Meeting in Dresden. They will hold it in due course and Ivanchuk will have the right to state his case should he wish to do so. They will then advise what action should be taken. I had no knowledge of any views that Boris Spassky had: they had no effect on the action taken."

Which was, quite wisely, to do nothing for the time being. If FIDE had penalised Ukraine – disqualified the top board or team and given all of Ivanchuk’s games to his opponents – the final medal distribution would have been different: Armenia would still have obtained Gold, and Israel Silver, but Hungary (!) would have taken Bronze. And a two-year ban from chess competition would be a disaster for Ivanchuk and for top-level chess as well (Ivanchuk is the third-highest rated player and one of the most active in the world).

The case is now pending: a five-man medical commission of FIDE has to convene and decide on the consequences, no later than three months after the incident. The quandary remains: FIDE can penalize a top player and redistribute the medals, or alienate the IOC Doping Commission and endanger recognition of FIDE as a IOC sport (which is why the rather nonsensical drug-testing for chess players was instituted in the first place).

However: there is a way out: in Article 6.1 (a) the FIDE Anti-Doping Regulations state: "If the Player establishes that he or she bears No Fault or Negligence for the violation, the Player’s individual results in the other Competition shall not be disqualified." One can only hope that Vassily Ivanchuk and FIDE will find a way to establish just this. »


Se fosse um "Zé da Esquina" qualquer já estava completamente lixado (para não dizer palavra pior). MAS... como foi o Sr. Ivanchuck... vamos todos perdoar, abafar e esquecer a situação...

Afinal... parece que também há vários "Pinto da Costa" e "Valetim Loureiro" ao alto nível do Xadrez ! Não é só na FPF que se passam "coisas" estranhas...

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