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terça-feira, 26 de agosto de 2008

Cantinho de Mestre Antonio Curado [ 002 ]

"Amigo António Russo. Tenho-me divertido muito com os teus "postes". Tenho sido um visitante constante do teu Blog. Como gosto de colaborar aqui te mando mais um para acrescentares aos outros. Espero que gostes."

Claro que gosto! Não só eu, como certamente todos os nossos anónimos leitores.Ficamos à espera do nº 003 para o "Cantinho de Mestre Antonio Curado".

O poste antecedente, fez-me lembrar um livro que possuo e pelo qual já não passava os olhos, há tempos.

O lado obscuro de um bom jogador de xadrez

O seu browser pode não suportar a apresentação desta imagem.

Shady Side

The Life and Crimes of Norman Tweed Whitaker Chess Master

Por John S. Hilbert com a cooperação de Dale Brandreth

Publicado no ano 2000, por Caissa Editions, Yorklyn, USA-ISBN 0-939433-57-5

O Lado Obscuro

A vida e os Crimes, do Mestre de Xadrez, Norman Tweed Whitaker .

Norman Tweed Whitaker (09-04-189

0/20-05-1975) nasceu em Philadelphia a 9 de Abril de 1890. Aprendeu a jogar xadrez com o pai com a idade de 14 anos, e rapidamente se um dos talentos mais jovem dos Estados Unidos da América. Foi escolhido para jogar um “match” para o campeonato nacional Americano com Frank James Marshall, mas faltou. Em 1927 ganhou um torneio no Michigan com doze jogadores, ficando à frente do prodígio americano Samuel Reshevsky.

O seu lado negro começou em 1921 com roubo e falsificação de viaturas automóveis, mas ganhou notabilidade, em 1932 durante o rapto Lindbergh. Foi envolvido no resgate, no valor de $104,000 por ter contacto amistoso com o raptor.

Whitaker e o parceiro foram presos e condenados à prisão, cumprindo a pena em Alcatraz onde contactou com Alcapone e outros “gangsters” dos anos 30. Durante a sua estada naquela prisão famosa, só, em 1936, três presos foram mortos violentamente pelos outros presos e segundo rumores postos a correr, um dos cabecilhas da greve de 1936, na dita prisão, foi Norman Tweed Whitaker.

Norman Tweed Whitaker percorreu outras prisões de alta segurança nos Estados Unidos até 1941, tendo sido condenados por chantagem, rapto, violação, roubo e violência física e só a partir de 1950 teve uma actividade mais competitiva no domínio do jogo do xadrez, vindo a receber o titulo de MI, pela FIDE em 1965.

Coimbra, 2008-08-25 António Mendes Curado

Poderão ver alguns dos jogos deste criminoso/jogador AQUI
AQUI pode ver toda a história (em inglês) deste jogador, enquadrada por uma foto do jogador enquanto jovem.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Ouvi contar que Outrora


Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia
Tinha não sei qual guerra,
Quando a invasão ardia na cidade
E as mulheres gritavam,
Dois jogadores de xadrez jogavam
O seu jogo contínuo.

À sombra de ampla árvore fitavam
O tabuleiro antigo,
E, ao lado de cada um, esperando os seus
Momentos mais folgados,
Quando havia movido a pedra, e agora
Esperava o adversário.
Um púcaro com vinho refrescava
Sobriamente a sua sede.

Ardiam casas, saqueadas eram
As arcas e as paredes,
Violadas, as mulheres eram postas
Contra os muros caídos,
Traspassadas de lanças, as crianças
Eram sangue nas ruas…
Mas onde estavam, perto da cidade,
E longe do seu ruído,
Os jogadores de xadrez jogavam
O jogo de xadrez.

Inda que nas mensagens do ermo vento
Lhes viessem os gritos,
E, ao refletir, soubessem desde a alma
Que por certo as mulheres
E as tenras filhas violadas eram
Nessa distância próxima,
Inda que, no momento que o pensavam,
Uma sombra ligeira
Lhes passasse na fronte alheada e vaga,
Breve seus olhos calmos
Volviam sua atenta confiança
Ao tabuleiro velho.

Quando o rei de marfim está em perigo,
Que importa a carne e o osso
Das irmãs e das mães e das crianças?
Quando a torre não cobre
A retirada da rainha branca,
O saque pouco importa.
E quando a mão confiada leva o xeque
Ao rei do adversário,
Pouco pesa na alma que lá longe
Estejam morrendo filhos.

Mesmo que, de repente, sobre o muro
Surja a sanhuda face
Dum guerreiro invasor, e breve deva
Em sangue ali cair
O jogador solene de xadrez,
O momento antes desse
(É ainda dado ao cálculo dum lance
Pra a efeito horas depois)
É ainda entregue ao jogo predileto
Dos grandes indif’rentes.

Caiam cidades, sofram povos, cesse
A liberdade e a vida.
Os haveres tranqüilos e avitos
Ardem e que se arranquem,
Mas quando a guerra os jogos interrompa,
Esteja o rei sem xeque,
E o de marfim peão mais avançado
Pronto a comprar a torre.

Meus irmãos em amarmos Epicuro
E o entendermos mais
De acordo com nós-próprios que com ele,
Aprendamos na história
Dos calmos jogadores de xadrez
Como passar a vida.

Tudo o que é sério pouco nos importe,
O grave pouco pese,
O natural impulso dos instintos
Que ceda ao inútil gozo
(Sob a sombra tranqüila do arvoredo)
De jogar um bom jogo.

O que levamos desta vida inútil
Tanto vale se é
A glória, a fama, o amor, a ciência, a vida,
Como se fosse apenas
A memória de um jogo bem jogado
E uma partida ganha
A um jogador melhor.

A glória pesa como um fardo rico,
A fama como a febre,
O amor cansa, porque é a sério e busca,
A ciência nunca encontra,
E a vida passa e dói porque o conhece…
O jogo do xadrez
Prende a alma toda, mas, perdido, pouco
Pesa, pois não é nada.

Ah! sob as sombras que sem qu’rer nos amam,
Com um púcaro de vinho
Ao lado, e atentos só à inútil faina
Do jogo do xadrez
Mesmo que o jogo seja apenas sonho
E não haja parceiro,
Imitemos os persas desta história,
E, enquanto lá fora,
Ou perto ou longe, a guerra e a pátria e a vida
Chamam por nós, deixemos
Que em vão nos chamem, cada um de nós
Sob as sombras amigas
Sonhando, ele os parceiros, e o xadrez
A sua indiferença.


Ricardo Reis - Odes de Ricardo Reis

Assassino do Xadrez

Podia muito bem ser a minha alcunha.É verdade que muitas vezes as minhas partidas são mal jogadas e especialmente estando com alguma vantagem. Depois de estar em vantagem e cometer uma "patada" que leve à derrota na partida é um bom motivo para ser designado como "assassino do xadrez".
No entanto, o artigo de hoje não tem a ver comigo, nem com ninguém que eu conheça pessoalmente.
Possivelmente ouviram uma breve alusão a Alexander Pichushkin, mas conforme entrou no vosso cérebro, da mesma forma se foi.
Estarão agora a pensar se o nome que indiquei é um GM da lista dos 10 mais cotados, ou se cometeu alguma proeza no xadrez uma vez que estamos num presumível blog de xadrez.

Alexander Pichuchkin, de 33 anos, conhecido como assassino do xadrez (Foto 2 : Kostya Smirnov)

Nada disso ! O Alexander Pichushkin é o senhor da foto, e é celebre não por jogar xadrez, mas porque foi julgado em Outubro de 2007 e declarado culpado de 48 assassínios, (embora afirmasse que foram 63) com a particularidade de por cada morte colocar 1 moeda , preenchendo assim as 64 casas de um tabuleiro de xadrez.
Por essa terrível particularidade ligada aos macabros crimes, passou de "maníaco de Bitsevski" a ser conhecido por "Assassino do Xadrez".
O Moscovita, ex-empregado de supermercado, na altura com 33 anos pretendia que o número dos seus assassínios igualassem o número de casas de um tabuleiro de xadrez, numa competição macabra com o maior serial-killer russo Andrei Chikatilo, condenado à morte e executado em 1994 pelo assassinato de 53 adolescentes e crianças.
Alexander Pichushkin costumava convidar as suas vítimas para beber uma vodka em memória do seu cão morto, e de seguida atirava-as aos esgotos ou espancava-as até à morte com um martelo.
Por cá, possivelmente teria o estatuto de arguido, aguardaria a decisão em liberdade porque seria membro da Sociedade Protectora dos Animais pelo amor que tinha aos canideos, e sendo assim, não representava um perigo para a sociedade. O seu advogado alegaria que era demente porque tinha tido uma infância dolorosa. Diria o Dr. que o seu cliente tinha ficado traumatizado porque tendo obtido o título de GM ninguém lhe ligava pêvea e tinha acabado a trabalhar no Modelo, do Tio Belmiro & filho como caixa de supermercado, facto que traumatizou o rapaz e o levou aos assassiníos.
Infelizmente, e ao que parece a pena de morte foi suspensa na Russia até 2010, pelo que "apenas" foi condenado a prisão perpétua, ficando a pesar nas finanças russas.

Se quiser saber mais, pode navegar AQUI, AQUI (donde retiramos um das fotos), ou AQUI

sábado, 23 de agosto de 2008

Um minuto é uma eternidade!



Que raiva! Estes gajos jogam melhor num minuto do que eu a pensar 2 horas.
Apreciem como os GM's Maxim Dlugy e Hikaru Nakamura jogam bom xadrez em apenas 1 minuto!
E ainda há quem diga que não joga rápidas de 5 minutos... Isso para estes tipos era uma lenta, muito lenta.

APRECIEM!!!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Sem comentários

Quando hoje se vê tantas alarvidades e intolerâncias no xadrez nacional, este post colocado numa caixa de comentários merece o nosso destaque. Não podia de forma alguma ficar esquecida lá para trás...!!!



Francisco Carapinha
disse...

Fico duplamente triste ao saber do falecimento do Sr. Eurico Seco e do padecimento do Manel Martinho, dois bons amigos. Parece que ainda estou a ouvir as histórias do Manel, contadas entre duas baforadas de Português Suave sem filtro e com aquele seu sorriso próprio.
Um dia, de mochila às costas, apanhei o comboio em Santarém e rumei ao nacional de rápidas que se disputava em Alhandra, sem qualquer preocupação de alojamento, pois deveria ser fácil encontrar onde dormir, se não fosse em Alhandra certamente Vila Franca teria sitio para dormir. Como cheguei quase em cima da hora do fecho das inscrições, só tive tempo de fazer a inscrição e dar dois dedos de conversa com a malta que já não via há algum tempo (os nacionais de rápidas eram o local por excelência para rever os amigos, ouvir e contar as histórias das nossas “jogatanas”, enfim, a autêntica festa do xadrez), até se iniciar a competição individual que terminou para lá da meia noite, e eu sem alojamento e o pior é que já tinham anunciado que em Vila Franca estava tudo lotado, e só em Lisboa é que encontrava alojamento. Contei os tostões, e não davam para tanto. Já a pensar em dormir no banco de jardim, o Sr. Seco, provavelmente viu-me preocupado e perguntou-me se estava tudo bem. Lá contei a minha situação e ele respondeu-me: “Oh Carapinha, não esteja preocupado que a coisa resolve-se.” E resolveu, quando dei por mim, estava em Santarém na casa dele onde me instalou e pude assim bem pernoitar aquela noite.
Grande abraço para o Vitorino, e as sardinhas e febras eram em Ulme (a minha terra), Durante as Festas Populares, jogávamos ao ar livre. No local onde à noite o pessoal dançava, nós durante a manhã e a tarde, fazíamos grandes competições, com intervalos para as tais febras e sardinhas, que punham a massa cinzenta a raciocinar melhor.
Organizei vários torneios e simultâneas (muitas delas com o Manel Martinho como simultaneador), não só em Ulme, como em Vale de Cavalos, em Coruche, no Couço, na Lamarosa, eu sei lá onde mais. Sitio onde houvesse festa e estivesse sobre a minha “alçada”, eu organizava qualquer manifestação xadrezistica.
Estou aqui a viver em Cabo Verde desde 2001. Um dia chateei-me com as politiquices daí e decidi iniciar nova vida aqui, onde voltei a casar e onde tenho a minha empresa de comércio e serviços. Estou indigitado para ser o vice-presidente da Associação de Xadrez aqui de S. Vicente e se assim vier a acontecer, estou com ganas de por isto a mexer, por miúdos a jogar, como fiz nos locais por onde passei. Estou agora a lembrar-me que quando estava na Câmara de Coruche, tinha várias escolas de xadrez a funcionar (o Januário foi um bom professor que tive, para que me tornasse monitor nestas escolas), uma delas num lugar chamado Volta do Vale. A escola funcionava numa tasca, tipicamente tasca. Só que quando eu estava na minha prelecção, continuavam-se a servir e a beber copos de vinho, cervejas e afins, mas não se ouvia um único pio. Quando terminava era a algazarra total e eu lá tinha que acompanhar pelo menos numa rodada.
Quando for a Portugal, certamente que vos visitarei para aquele grande abraço e para recordarmos algumas das peripécias passadas.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

House of Chess in the World!




Cá está! O nosso amigo de Cabo Verde já nos disse na caixa de comentários o motivo que o levava a aceder quase diáriamente ao nosso blog. Conhece uma boa parte do pessoal. Agora ter um visitante de Moscovo!!!, mas na Pennsylvania, USA é que não é normal. Brasileiros, entendemos perfeitamente os seus acessos uma vez que existe outra Casa do Xadrez do outro lado do Atlântico. Agora Uruguaios, Argentinos ou Bulgaros é que é esquisito!
Desta vez conseguimos caçar umas imagens com os Países de acesso, mas os internautas que nos visitam têm vindo de sitios que nem sabia da sua existência. Podem continuar a visitar-nos. Nós gostamos ! ;)

P.S: Depois do post, mais estes..

Caracas, Distrito Federal arrived from blogger.com on "Casa do Xadrez"
Dublin, Dublin arrived from blogger.com on "Casa do Xadrez"3
Reykjavík, Gullbringusysla arrived from gxalekhine.blog.com on "Casa do Xadrez"
Barcelona, Cataluna arrived from blogger.com on "Casa do Xadrez"
Bangkok, Krung Thep arrived from blogger.com on "Casa do Xadrez"
Modesto, California arrived from blogger.com on "Casa do Xadrez"
Oslo, Oslo arrived from blogger.com on "Casa do Xadrez"
Kochi, Kerala arrived from blogger.com on "Casa do Xadrez"
Cumming, Georgia arrived from blogger.com on "Casa do Xadrez"
Moradabad, Uttar Pradesh arrived from blogger.com on "Casa do Xadrez"
Steinhausen, Zug arrived from by110w.bay110.mai l.live.com on "Casa do Xadrez: Não é sobre xadrez, mas tem piada !"
Germany arrived on "Casa do Xadrez: Camp. Nac. 2ª Div. - Zona B - Resultados 8ª Sessão"
Bombay, Maharashtra arrived from feedjit.com on "Casa do Xadrez: Dúvida: Posso saber exactamente quem está online neste Blog ?"
Oslo, Oslo arrived from google.pt on "Casa do Xadrez"