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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Carta Resposta da Dª Rosa Maria Durão...

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A "conversa" que deixou muitos preplexos e de que se falou muito - AQUI - continua.

Agora temos a resposta da Sra. Dª. Rosa Maria Durão à chefe da delegação da FPX Maria Armanda Plácido.





Tirem a Vossas conclusões... se ainda não o tinham feito.

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

É a bomba: Cartas polémicas que envolvem as ultimas Olimpíadas em Dresden!

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Durante a tarde recebi o seguinte email-bomba:

« Olá a todos,


Sinto-me na obrigação de divulgar estas cartas que envolvem a selecção
feminina nas ultimas olimpíadas realizadas em Dresden!

Como podem comprovar o Xadrez Nacional anda neste estado e como
jogadores e dirigentes temos que tentar dar a volta por cima!

Para alem disso poderão dar a vossa opinião para este e-mail...

Aqui vão as cartas, e por favor leiam-nas... »


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D. Rosa Maria Durão escreveu,

Exmos. Senhores,

Em anexo envio-vos um documento onde relato alguns factos ocorridos na Olimpíada de Dresden que considero muito graves e ultrajantes, quer para o bom nome de Portugal como para a minha dignidade e para o respeito que merecem todos os presentes na Olimpíada. Os actos presenciados e aqui relatados são tanto mais graves quanto foram praticados no exercício de funções de representação nacional para as quais foi nomeada a vice-presidente da FPX, Maria Armanda Plácido, pelo senhor Presidente e pela Direcção da FPX. Dado que os actos foram praticados em público e afectam directa ou indirectamente a comunidade do xadrez português e o país, não considero estas revelações privadas.
Envio-vos a vós, dirigentes nacionais e distritais para que tomem as medidas que considerarem adequadas.

Com os melhores cumprimentos,
Rosa Maria Durão


--- x ---


Exmº senhor presidente da Federação Portuguesa de Xadrez
Exmºs senhores directores da Federação Portuguesa de Xadrez
Exmº senhor presidente do Conselho Fiscal da Federação Portuguesa de Xadrez
Exmº senhor presidente da Mesa da Assembleia Geral da Federação
Portuguesa de Xadrez

C/c
Associações Distritais de Xadrez
Associação Portuguesa de Mestres de Xadrez
Maria Armanda Plácido

Exmo. senhor António Bravo,

Como lhe disse à nossa chegada ao aeroporto de Lisboa escrevo-lhe a carta sobre os incidentes muito graves que ocorreram em Dresden.

Logo no dia da chegada fomos jantar a uma pizzaria, no hotel onde ficámos alojados. Estava-se a falar sobre as posições tomadas pelo António Fernandes sobre o processo de convocação para esta Olimpíada quando a Maria Armanda interveio dizendo com prepotência: "eu, como chefe da delegação, não autorizo que se fale sobre esse tema". Os demais presentes, todos os outros elementos da delegação, revoltaram-se respondendo que tinham o direito de conversarem sobre os temas que entendessem tendo mesmo um dos presentes classificado a intervenção como um acto de censura.

No dia seguinte, após o pequeno-almoço, estávamos preparados, o meu marido e eu, que o acompanhava, a fim de nos dirigirmos para a reunião de capitães que se realizava na Câmara Municipal, quando a Maria Armanda pediu para esperarmos 3 ou 4 minutos enquanto ela ia buscar um casaco. Depois de uma espera de 15 minutos, sem justificação, fomos embora para não chegarmos atrasados acompanhados do presidente da Federação da Guatemala. Chegados à Câmara Municipal, perante a sala cheia fomos sentar-nos na 1ª fila, nuns lugares que se pensava que estavam reservados, em frente ao GM espanhol e capitão da equipa feminina sueca, Juan Bellon. Cerca de 20 minutos a meia hora depois chegou a Maria Armanda que se dirigiu ao meu marido ironizando por não terem esperado por ela e dizendo que tinha chegado a tempo e que só
não tinha ficado na 1ª fila. Pelo contrário, a reunião de capitães já tinha começado há cerca de meia hora.

Finda a reunião voltamos para o hotel separadamente. Ao chegarmos ao hotel tentei uma acção pacificadora explicando, à Maria Armanda, o sucedido e por que razão tivemos que partir sem esperarmos mais.
Afinal, os alemães são conhecidos pela sua organização e pontualidade, e não ficava bem chegar atrasado à reunião de capitães. A Maria Armanda estava reunida com os restantes elementos da equipa feminina e, no fim da reunião, dirigi-me a ela e disse-lhe que tinha que falar com ela para explicar o sucedido ao que a Maria Armanda respondeu dizendo que não falava comigo. Retorqui que tinha mesmo que explicar o sucedido. A Maria Armanda dirigiu-se-me nos termos "você aqui não é ninguém" e ainda me ofendeu com os termos "vai para a merda" expressão que utilizou mais do que uma vez. Respondi-lhe com a expressão "você acaba de ratificar a ideia que tinha da sua pessoa". A atitude desordeira da senhora Maria Armanda, imprópria de quem foi a Dresden
representar o país com as funções de elemento da selecção, capitã da equipa feminina e delegada ao congresso da Federação Internacional, continuou ao perguntar-me "quer que lhe diga em inglês?". E dirigiu-se-me com a expressão "fuck you". Ainda lhe disse que podia dizê-lo também em espanhol. A Maria Armanda voltou a repetir a expressão "vai para a merda" e virou as costas e foi-se embora com o marido perante a observação de toda a selecção feminina. Uma atitude
que reputo de profundamente ofensiva, insultuosa, e de um profundo baixo nível. Estas expressões foram proferidas no átrio do hotel perante várias pessoas sendo, também, um desrespeito pelos elementos da selecção nacional feminina. Uma atitude própria de quem não tem o mínimo perfil para ocupar as funções que lhe foram entregues, nem para representar o país nem para estar simplesmente em ambientes e ocasiões deste nível.

Descrevi o sucedido ao meu marido o que motivou, desde logo, um corte de relações com a Maria Armanda. Refiro, para atestar a minha credibilidade e a confiança e respeito com que sou tratada pelas organizações do xadrez internacional, reconheço que em parte devido aos cargos desempenhados pelo meu marido, o MI Joaquim Durão, que o Director da Olimpíada me entregou um cartão de livre trânsito, a pedido de alguns membros da FIDE que me permitiu transitar pela sala onde se realizavam as partidas e que só podia ser cruzada com autorização. Esta autorização foi muito benéfica pois permitiu-me prestar o auxílio, que se veio a mostrar indispensável, à equipa feminina perante a quase total ausência da capitã da equipa.

Saliento ainda mais um caso de total desrespeito por Portugal que foi a introdução do marido no recinto de jogo com um cartão, que é pessoal e intransmissível, que pertencia a um xadrezista da selecção absoluta e que era suplente nesse dia. Esta atitude poderia ter trazido consequências muito graves para toda a comitiva caso tivesse sido descoberta conhecendo-se como são os métodos e disciplina alemãs. Não denunciei este caso por respeito a Portugal. Afinal eles não olham aos meios para atingirem os fins.

Uma das xadrezistas da selecção adoeceu logo no 2º dia da Olimpíada tendo eu tirado informações, junto da organização da prova, sobre um médico. Numa situação em que era imperativo utilizar a 5ª jogadora seleccionada, esta não se mostrou disponível para jogar uma única partida o que fez com que Portugal alinhasse, em todas as partidas com uma xadrezista em inferioridade por motivos de saúde. Ao longo da prova foi assistida por um médico por 3 vezes e teve que dirigir-se uma vez ao hospital onde fez análises e recebeu tratamento. A capitã da equipa, a senhora Maria Armanda Plácido, ignorou a xadrezista e
nunca acompanhou a sua situação. A atitude e comportamento da Maria Armanda foram de atropelo completo das suas funções e das mais elementares regras de humanidade.

Em algumas ocasiões escusou-se a estar com a equipa alegando reuniões do Congresso da FIDE, que decorria em paralelo com a Olimpíada. Eu tenho o programa do Congresso que comprova que só havia sobreposição de horários em duas jornadas.

Outro facto havido e onde a presença da capitã era fundamental pelas funções que desempenhava teve a ver com 2 situações de arbitragem que envolveram a xadrezista Ana Baptista. As situações decorreram sem que Portugal estivesse representado pela sua capitã estando as adversárias assistidas pelas respectivas capitãs. Eu presenciei estes dois episódios.

No acompanhamento do desempenho individual das xadrezistas da selecção a capitã também esteve sempre ausente. Foi a Ariana Pintor quem avisou a Ana Baptista que tinha conseguido os pontos necessários para a Norma de Mestre Internacional feminina.

Já no final de Olimpíada, quando, numa noite, me dirigi ao quarto das jogadoras, encontrei a Ana num estado de extremo nervosismo. Perguntei-lhe o que se passava e a Ana respondeu-me que tinha sido insultada pela capitã e colega de equipa, a Maria Armanda.

Por tudo isto ficou sem explicação a razão por que, havendo possibilidade de levar uma 5ª jogadora na selecção, se convocou uma xadrezista, que acumulou diversas funções que não cumpriu, que, à partida, não se mostrou disponível para participar nem mesmo depois de
saber que uma das 4 xadrezistas efectivas estava em manifesta inferioridade física que a levou ao ponto de ter que abandonar a última partida tendo que ser assistida por um médico e, à noite, eu, a Margarida Coimbra e a Ana Baptista acompanhámo-la ao hospital. Quero salientar a grande amizade, carinho e companheirismo que existiu entre estas jogadoras.

Afinal, eu, que paguei a minha viagem e estadia com o intuito de passar alguns dias de férias, acabei por fazer funções de capitã da equipa feminina e a Maria Armanda é que tirou férias sem pagar nada!

Quero salientar que não estou arrependida pelo que fiz pela equipa feminina e que voltaria a repeti-lo. Só espero que acontecimentos destes não se voltem a repetir e que a federação tenha mais cuidado em futuras convocatórias com os xadrezistas, capitães de equipa e
dirigentes que convocar.

Com os melhores cumprimentos,

Rosa Maria Durão


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2008/12/13 Armanda Plácido

Caros Senhores,

A carta da D. Rosa Maria Durão, apesar de algumas imprecisões, comprova tudo o que foi dito no meu relatório (versão resumida) de 17 páginas, ilustrado com fotografias e cerca de 500 páginas de anexos. Ela não foi uma acompanhante, foi uma pessoa que se intrometeu em todos os assuntos da delegação e criou as situações de que se considera agora vitima. Também diz que pagou a estadia o que é falso. Obtive cópia do documento que a organização juntou ao processo de Portugal quando procurei saber se Portugal tinha algo em dívida.

A sua carta além desta, contem várias incorreções. Ao contrário do que diz, acompanhei de perto todos os jogos e todas as folhas dos encontros foram assinadas por mim, excepto nos dias, 19, 22, 23 e 25.
No dia 19 estive no início da partida e depois participei nos trabalhos do Comité Anti-Doping que tiveram inicio às 17 horas, tentando resolver os actuais problemas com que nos debatemos e nos outros dias estive no Congresso da Fide e da Ecu. O árbitro chefe foi avisado por escrito que a Capitã nesses dias seria a jogadora Margarida Coimbra.

Aliás, aquela senhora que diz ter dado assistência às jogadoras, assim como o marido, também estiveram presentes no Congresso da Fide, conforme pode ser facilmente provado, até tenho fotos, (devem ter dado assistência aos jogadores por telepatia). Esta sua presença foi mais uma prova da sua intromissão a todos os níveis.

Nunca lhe disse que "ela ali não é ninguém"... pelo contrário foi sempre alguém a chatear-me, até que a calei. Defendeu a posição do António Fernandes contra a FPX e estava contra a minha nomeação, conforme pode ser confirmado pelas suas próprias palavras na carta que redigiu:...
Por tudo isto ficou sem explicação a razão por que, havendo possibilidade de levar uma 5ª jogadora na selecção, se convocou uma xadrezista, que acumulou diversas funções que não cumpriu, que, à partida, não se mostrou disponível para participar nem mesmo depois de saber que uma das 4 xadrezistas efectivas estava em manifesta inferioridade física.
Repare-se na sofisma desta frase, quem é a D. Rosa Maria para ter de receber explicações da Direcção sobre a nomeação da 5ª jogadora?...
Além disso, a jogadora adoeceu no último dia durante o jogo, quando já não é possível haver qualquer substituição. Como é óbvio a senhora, deve desconhecer o que estava acordado (por escrito) entre mim e as jogadoras antes da partida.

A Ariana Pintor adoeceu não no 2ª dia mas sim no último. Na 2ª jornada as jogadoras bateram o País de Gales por 3 - 1 com todas as jogadoras a pontuarem e de boa saúde. Confusões da D. Rosa, que só podem ser prova de senilidade ou de sua invenção por falta de factos.

É evidente que a D. Rosa Maria queria ter sido a Capitã da equipa feminina e não se importa e terá muito prazer de vir a ser no futuro próximo... é que isto das "BORLAS" da Fide estão mesmo a acabar.

O meu trabalho foi feito de acordo com as directrizes que recebi da Direcção. "As minhas férias", como a senhora lhe chama, deram origem a um relatório completo e que pode servir de ferramenta de trabalho para esta e para as próximas Direcções. Dele podem tirar-se ilações e compreender o porquê da dificuldade de se resolverem certos assuntos com a Fide.

Apesar do meu desempenho ter sido dificultado, estou muito orgulhosa do meu trabalho, dos contactos conseguidos e espero que a Direcção possa desenvolve-los e colher os frutos de que tantos necessitamos.

Factos são factos e contra factos não há argumentos. A D. Rosa Maria com a idade que tem já devia saber que quem semeia ventos colhe tempestades. Espero que lhe sirva de lição para não ser tão intrometida, ser mais respeitadora e especialmente a escolher as pessoas com quem se mete ... Eu fui uma má escolha, porque nunca deixei, nem deixarei que me faltem ao respeito e respondo sempre à letra... Aqui, em Dresden e onde for preciso.

Sem outro assunto
Armanda Plácido


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Ariana Pintor respondeu,

Boa noite a todos.

Infelizmente vejo-me obrigada a pronunciar-me sobre este assunto mais cedo do que desejava. A nossa equipa irá escrever uma carta à FPX a relatar a nossa versão dos acontecimentos. Mas neste momento penso que é importante clarificar imediatamente alguns factos:

1. A carta da D. Rosa Maria Durão foi vista por mim e também por mais duas jogadoras da equipa feminina antes de a enviar aos dirigentes, por isso nada do que se encontra na sua carta é falso.

2. Eu adoeci no 2º dia de prova e não no último (isto pode ser comprovado por muita gente). Foi a D. Rosa que me acompanhou ao médico da Olimpíada por três vezes, ao hospital no último dia, e inclusive me comprou um medicamento, oferecendo-me assim o seu apoio, o que lhe agradeço mesmo muito. Parece-me natural que depois disso, e também por ter um grande carinho pela D. Rosa Maria, que me ofereceu sempre muito apoio, tenha recorrido a ela em momentos de que precisava de auxílio e não à Maria Armanda. Ainda assim, o que está aqui em causa é que a Maria Armanda nunca mostrou interesse em saber das condições das suas jogadoras enquanto capitã de equipa. E mais grave até do que isso a não existência de uma 5ª jogadora quando esse lugar estava coberto pelas despesas da organização, custando apenas à FPX uma passagem de avião extra, e que me poderia ter substituído quando me encontrava mais frágil.
Nunca pedi à Maria Armanda que me substituísse, fui sempre tentando "um bocadinho mais", porque sabia ser o melhor para a equipa, porque a Maria Armanda não tinha ido a Dresden para jogar. Mas se estivesse uma jogadora para me substituir como a Bianca Jeremias ou a Ana Ferreira é obvio que teria pedido para descansar.

3. Não posso falar sobre as presenças nos Congressos da FIDE porque não estive presente. Mas houve situações em que a D. Rosa Maria esteve presente durante a partida o que me ofereceu alguma segurança, e a Maria Armanda não estava presente, agora se foi em dias de Congresso ou não já não sei dizer porque não me recordo.

4. Não percebo como pode afirmar que a D. Rosa Maria Durão não pagou a sua estadia em Dresden quando o próprio MI Joaquim Durão me garante que tem documentos que podem provar o contrário. Isto é uma acusação muito grave e que não pode ser feita de forma leviana.
Para além disso, se a Maria Armanda é da Direcção da FPX e a FPX não pagou a estadia à D. Rosa Maria, não estou a perceber como é que poderia a estadia ser paga de forma "obscura" sem o conhecimento da Direcção.

5. Nem nós nem a D. Rosa Maria queremos que ela venha a ser capitã da equipa feminina. Nós queremos um capitão que nos possa oferecer para além do apoio logístico, também apoio técnico. Já nos cansamos de sugerir à FPX que o fizesse, não percebemos porque é que o nosso pedido nunca foi respondido. Ainda assim gostaria de frisar que a D. Rosa Maria ao ser capitã da equipa feminina daria pelo menos o apoio moral e logístico de que as jogadoras precisam.

Não tenho mais nada a dizer por enquanto. Mas estou aberta (bem como, penso, as minhas colegas de equipa, embora não queira falar em nome delas) a quaisquer perguntas ou esclarecimentos que a FPX ou alguns dirigentes necessitem. Infelizmente cada vez mais vejo que vivemos num pequeno mundo do xadrez com muitas "guerrinhas" que não beneficiam em nada nem o desempenho dos jogadores nem a evolução da nossa modalidade.
Por isso penso que devemos cultivar um espírito de abertura no qual os assuntos mais importantes do xadrez nacional devem ser discutidos com o conhecimento de todos. Infelizmente neste caso houve muita coisa que eu não gostaria de discutir "em praça pública" mas que não se pode deixar passar em branco.
As coisas também não se irão resolver com acusações inúteis e especulações pelo que também não estou a perceber qual o intuito da Maria Armanda de chamar a D. Rosa Maria de "intrometida" e algo do género. A D. Rosa Maria nunca se intrometeu em nada onde a sua presença não foi requerida, no que se refere à nssa equipa; quanto aos Congressos da FIDE uma vez mais não posso falar de coisas onde não estive presente, mas pelo que me pareceu a D. Rosa Maria foi smpre bem vinda em eventos da FIDE sendo amiga de muitos que participam e presidem nestes eventos, pelo que nunca vi ninguém cuja atitude demonstrasse que a presença da D. Rosa Maria significasse uma "intromissão" desadequada.
Sendo assim por muito que a presença da D. Rosa Maria não agradasse à Maria Armanda, gostaria de saber que factos então possui que permitem classificar a sua presença de "intrometida", visto que penso que o facto de a "chatear" ou defender posições contrárias às suas não é motivo suficiente, pelo menos enquanto vivemos em democracia.

Cumprimentos

Ariana Pintor


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Maria Armanda respondeu,

Ariana,

Lamento que tenhas adoecido no segundo dia e ainda lamento mais que não me tenhas dito nada. Falei contigo mais do que uma vez nesse dia e até te tirei fotografias não me apercebi de nada.

Porque algumas das expressaram preocupação ou receio que eu retirasse alguma de vós para eu jogar, ficou combinado que eu só jogaria se alguma adoecesse ou não se sentisse em condições de jogar. O segundo dia em que referes ter estado doente e seguintes, eram dias que eu teria de jogar adversárias sem elo ou com elo de 1400, pelo que até teria sido uma experiência boa para mim.

Percebi que havia uma boa e antiga relação entre ti a Ana e a Rosa Maria quando as vi andar sempre juntas, o que achei ser benéfico para vocês. No entanto, foi para mim sempre muito difícil contactar convosco, tanto mais que nos eléctricos, se me encontrasse numa carruagem vocês iam para outra; no restaurante se me sentasse numa mesa vocês procuravam outra que estivesse mais afastada. Por isso e depois de várias tentativas, optei por esperar que fossem vocês a vir ter comigo quando precisassem de alguma coisa. E foi o que aconteceu, mais do que uma vez!
É pois muito injusta a tua afirmação de dizer que não me preocupei em saber o estado das jogadoras.

Agora, não me comunicar que te encontravas doente, não pedir para ser substituída conforme estava combinado, para depois a Rosa Maria utilizar isso e vir dizer:
... Numa situação em que era imperativo utilizar a 5ª jogadora seleccionada, esta não se mostrou disponível para jogar uma única partida o que fez com que Portugal alinhasse, em todas as partidas com uma xadrezista em inferioridade por motivos de saúde...
Tens razão... não é uma imprecisão é uma distorção grave dos factos com intenção manipulativa da opinião das pessoas que não se encontravam em Dresden.

É o que tenho a dizer sobre isto, neste momento.
Armanda Plácido


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Ana Baptista, Ariana Pintor, Margarida Coimbra escreveram,


Caros Dirigentes da FPX,

Escrevemos esta carta para relatar algumas situações que se passaram na última Olimpíada em Dresden e que pensamos que devem tomar conhecimento.
Antes de partirmos para Dresden em Novembro, já nos tínhamos pronunciado desfavoravelmente à escolha da nossa capitã de equipa, lugar que foi preenchido pela Maria Armanda Plácido. Infelizmente, episódios que ocorreram durante a Olimpíada vieram reforçar esta opinião.
A Maria Armanda Plácido pode ter desempenhado as funções de representante da FPX no Congresso da FIDE mas não desempenhou as funções de capitã de equipa, pois não fez um acompanhamento próximo das suas jogadoras.
Infelizmente, uma das jogadoras da equipa feminina, a Ariana Pintor, sentiu-se mal no 2º dia, facto que foi presenciado pelas colegas de equipa, a Margarida Coimbra e a Ana Baptista. Em conversa com a D. Rosa Maria Durão, a Margarida e a Ana referiram que a Ariana não estava bem, e a D. Rosa Maria prontificou-se a ajudar no que fosse preciso.
A partir deste momento, a Ariana passou a pedir auxílio à D. Rosa Maria sempre que se sentiu pior, tendo pedido em algumas ocasiões que estivesse presente durante as partidas para se fosse preciso alguma coisa. A D. Rosa Maria ajudou a Ariana sempre que foi preciso, inclusive acompanhou-a ao médico da Olimpíada por três vezes e ao hospital no último dia, também na companhia da Margarida e da Ana.
Por tudo isto, e por também ter estado presente em inúmeras vezes em que foi preciso apoio moral e logístico, e por ter partilhado muitos bons momentos em Dresden com a nossa equipa, estamos muito agradecidas à D. Rosa Maria pela sua generosidade e disponibilidade.
No entanto, nunca a D. Rosa Maria expressou vontade de se tornar nossa capitã de equipa, apesar de ter sido ela a acompanhar a nossa equipa como se fosse tal. Também não tínhamos uma amizade anterior com a D. Rosa Maria, éramos apenas conhecidas de alguns torneios.
Infelizmente, a Maria Armanda Plácido interessou-se pouco pelas jogadoras, não tendo convivido com elas e procurado saber as suas condições físicas e psicológicas, bem como fornecer todo o apoio moral e logístico que se espera de uma capitã de equipa (já para não falar
do apoio técnico xadrezístico que seria esperado de um capitão, mas que aqui não se aplicaria). Nós (Ariana, Margarida e Ana), costumávamos andar juntas, por vezes acompanhadas da D. Rosa Maria e a Maria Armanda alega que nós "fugimos" da sua presença em variadas
ocasiões (eléctrico, sala de jantar), no entanto isto nunca aconteceu.
O que aconteceu foi um distanciamento natural após termos presenciado alguns episódios que não foram do nosso agrado, contudo nunca rejeitámos qualquer tentativa de aproximação da nossa capitã de equipa, estas tentativas não chegaram a acontecer.
Os episódios que nos desagradaram ocorreram logo nos primeiros dias.
No dia de chegada, como referiu a D. Rosa Maria na carta que endereçou à FPX, a Maria Armanda ordenou aos restantes membros da comitiva que não falassem sobre o assunto da reclamação do António Fernandes relativamente à constituição da equipa masculina. Se muitos de nós já não estavam de acordo com a presença da Maria Armanda na comitiva, esta atitude não favoreceu de todo as relações da Maria Armanda com os jogadores e com a D. Rosa Maria e o MI Joaquim Durão.
No dia seguinte, logo de manhã, enquanto a Maria Armanda falava connosco sobre alguns assuntos da equipa feminina, a D. Rosa Maria aproximou-se e disse-lhe que precisava de esclarecer alguns assuntos.
Após isto a Maria Armanda tomou uma atitude incompreensível, na nossa opinião, pois disse que não falaria com a D. Rosa Maria. Depois de a D. Rosa Maria insistir que conversassem, a Maria Armanda pegou nos seus papéis para se ir embora, mas antes de sair disse à D. Rosa Maria
que ela ali "não era ninguém" e ainda a insultou com expressões como "vá à merda" e "fuck you". Não consideramos que este seja um comportamento digno de alguém que representa um país numa Olimpíada como chefe de delegação. Para além da óbvia ofensa à D. Rosa Maria,
ainda revelou falta de respeito para connosco (equipa feminina) que estávamos a presenciar a situação. Naturalmente depois deste incidente as nossas relações com a Maria Armanda ficaram frias, mas também nunca houve interesse da Maria Armanda em reverter a situação.
Quando começou o Congresso da FIDE houve ainda maior distanciamento pois a nossa capitã deixou de estar presente durante os jogos e houve duas ocasiões em que a Ana necessitou da capitã por problemas de arbitragem e a Maria Armanda não estava presente para ajudar.
Posteriormente, já perto do fim do torneio, a Maria Armanda voltou a ter uma atitude ofensiva incompreensível, desta vez com a Ana.
Quando à 9ª jornada a Ana se inteirou de que tinha completado uma norma para Mestre Internacional Feminina através da Ariana, ela informou a Maria Armanda de que seria necessário confirmar se podia continuar a jogar sem comprometer a norma. Também referiu que, caso pudesse comprometer a norma, não quereria jogar as duas últimas jornadas, por forma a garantir este resultado. A Maria Armanda apenas concordou com esta situação após alguma insistência das jogadoras.
No dia seguinte de manhã, a Ana foi ter com a Maria Armanda para confirmar a situação da sua norma. Verificaram junto da organização que a Ana poderia continuar a jogar que a sua norma não ficaria comprometida. Ainda assim, a Ana desabafou com a Maria Armanda que estava "um pouco cansada", no entanto a Maria Armanda informou a Ana de que se nós conseguíssemos um lugar no primeiro terço da tabela, teríamos acesso ao estatuto de alta competição. A Ana respondeu "Por acaso já tenho [direito ao estatuto de alta competição], mas vou jogar
pela equipa." (A Ana poderá vir a ter o estatuto de alta competição devido ao 3º lugar obtido no Montenegro, no Campeonato Europeu de sub-18 Feminino de semi rápidas.)
Aparentemente a Maria Armanda só ouviu que a Ana disse "Por acaso já tenho [direito ao estatuto] " e insistiu com isto, levando a crer que a Ana teria uma atitude de indiferença perante a restante equipa, coisa que nós, colegas de equipa, sabemos bem que não é verdade.
Quando a Ana tentou esclarecer a situação com a Maria Armanda, dizendo-lhe que não tinha ouvido bem a frase e captado o sentido correcto, a Maria Armanda recusou-se a acreditar, chamando-lhe de "mentirosa" e dirigindo-se a outras jogadoras da equipa que presenciaram a discussão, a Margarida e a Ariana, tentando criar discórdia, dizendo "Agora acreditem em quem quiserem."
Por todos estes motivos gostaríamos que a FPX reflectisse sobre a actuação da Maria Armanda Plácido enquanto capitã de equipa da selecção feminina, e que mostrasse mais respeito sobre a nossa participação em provas internacionais no futuro, seleccionando capitães que estejam à altura do cargo.

Atenciosamente,
Ana Baptista
Ariana Pintor
Margarida Coimbra


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D. Rosa Maria Durão escreveu,

Exmo. Senhor Presidente da
Federação Portuguesa de Xadrez


C/C às Associações de Xadrez
Assunto: Olimpíadas de Dresden.
Data: 23 de Dezembro de 2008.

Sou obrigada, perante o teor da carta que Armanda Plácido me remeteu e tornou pública, a regressar ao assunto da Olimpíada de Dresden e à participação na mesma da equipa feminina que aí foi representar Portugal. Digo "equipa feminina" e não "selecção feminina" porque a mesma integrava, nominalmente, Armanda Plácido – na dupla condição de capitã da equipa e de jogadora. Creio que nem ela acredita ser a quinta melhor jogadora nacional, mas isso não a demoveu de aceitar a incumbência. Diz-nos ela, em sua defesa neste aspecto, que tinha ficado combinado desde início com as restantes jogadoras que ela, Armanda Plácido, não iria jogar nenhum jogo. E Armanda Plácido, nisto, cumpriu: não se sentou uma única vez à frente do tabuleiro em representação da equipa portuguesa. Chama-me, mais de uma vez "intrometida", apenas porque havia alguém que se sentia obrigada a dar apoio, nem que fosse moral, às nossas jogadoras. Por ela, creio, estas teriam sido abandonadas à sua sorte.
É verdade que também nunca esteve perto, como deveria estar enquanto capitã da equipa. Diz ela que assinou todas as folhas dos encontros (excepto nos dias 19, 22, 23 e 25), o que significa que o seu trabalho como capitã se resumiu a sete assinaturas. Não diz, porque não pode fazê-lo, que colaborou na preparação das jogadoras para os encontros, por exemplo identificando as possíveis adversárias e coligindo colecções das suas partidas; ou então que acompanhou as jogadoras no dia-a-dia, assegurando-se que estavam bem de saúde – sobretudo quando sabia desde início que iriam ser todas elas obrigadas a jogar os jogos todos, estivessem de saúde ou estivessem, como a Ariana Pintor, doentes desde o segundo dia. E neste caso, o que ela deixa escrito sobre o assunto é simplesmente lamentável: primeiro que Ariana Pintor só ficou doente no último dia (o que foi desmentido pela própria); depois que deixou de acompanhar a equipa porque esta se sentava em mesas diferentes da sua à hora das refeições (não era ela quem tinha de tomar a iniciativa e determinar onde, quando e como a equipa tomava as refeições, se juntava, se preparava?). Isto é: toda a gente sabia que a Ariana Pintor estava doente desde o segundo dia da olimpíada, sendo obrigada a jogar o resto dos jogos incapacitada, menos a capitã da equipa (e esta não reparava nos resultados anómalos da Ariana?)!
Este facto deveria ser gravado numa lápide e afixado na fachada da sede da FPX para memória futura.
As posições públicas da Armanda Plácido sobre o assunto não se resumem, infelizmente, à sua lamentável actuação enquanto capitã da equipa e jogadora. E dou de barato, entretanto, que a Ariana Pintor, mesmo doente e com enorme sacrifício pessoal acabou por ser melhor opção para a equipa do que colocar-se a jogar a Armanda Plácido em sua substituição (não é para isso que serve um suplente?). Onde esta, a Armanda, me obriga realmente a responder-lhe, é quando me insulta, me chama de senil, e me difama, insinuando que deixei contas por pagar e que não fui eu quem pagou a minha estadia em Dresden. Sobre isto vai ter de se retractar ou prová-lo em tribunal que, como se diz em Portugal, "quem não se sente não é filho de boa gente". Quanto ao facto de eu me ter "intrometido" nos assuntos da equipa, remeto para o que as próprias jogadoras dizem, publicamente, sobre o assunto. Outro aspecto em que a Armanda Plácido falha vergonhosamente é a sua referência à minha presença nos trabalhos da FIDE: estive lá porque era uma sessão aberta ao público em geral (e mesmo que não fosse não teria de lhe dar satisfações, pelo que a minha presença não seria nunca uma "intromissão"); àquela hora não havia jogos, como tem obrigação de saber (pelo que a sua graçola sobre "telepatia" nem sequer é de mau gosto). Onde acaba por haver intromissão é na atitude da Maria Armanda, a opinar sobre onde devo e não devo estar.
Quanto ao resto, desde já desafio a FPX a colocar no seu site o relatório da Maria Armanda e toda a correspondência trocada sobre o assunto, assim como as contas da Olimpíada, incluindo a despesa de cada um dos elementos da comitiva e esclarecendo de uma vez por todas se alguém teve de pagar alguma despesa minha.

Com os melhores cumprimentos,
Rosa Maria Durão

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E assim vai... o Xadrez nacional ! Entregue não "aos bichos" mas "a bichos" !

Era esta a história que andava "escondida"...

Aqui fica toda a "telenovela" para comentarem se quiserem.


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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Associações, e FPX e agora ?



Carta à FPX sobre as Olimpíadas de Dresden


« Caros Dirigentes da FPX,

Escrevemos esta carta para relatar algumas situações que se passaram na última Olimpíada em Dresden e que pensamos que devem tomar conhecimento.

Antes de partirmos para Dresden em Novembro, já nos tinhamos pronunciado desfavoravelmente à escolha da nossa capitã de equipa, lugar que foi preenchido pela Maria Armanda Plácido. Infelizmente, episódios que ocorreram durante a Olimpíada vieram reforçar esta opinião. A Maria Armanda Plácido pode ter desempenhado as funções de representante da FPX no Congresso da FIDE mas não desempenhou as funções de capitã de equipa, pois não fez um acompanhamento próximo das suas jogadoras.

Infelizmente, uma das jogadoras da equipa feminina, a Ariana Pintor, sentiu-se mal no 2º dia, facto que foi presenciado pelas colegas de equipa, a Margarida Coimbra e a Ana Baptista. Em conversa com a D. Rosa Maria Durão, a Margarida e a Ana referiram que a Ariana não estava bem, e a D. Rosa Maria prontificou-se a ajudar no que fosse preciso.

A partir deste momento, a Ariana passou a pedir auxílio à D. Rosa Maria sempre que se sentiu pior, tendo pedido em algumas ocasiões que estivesse presente durante as partidas para se fosse preciso alguma coisa. A D. Rosa Maria ajudou a Ariana sempre que foi preciso, inclusive acompanhou-a ao médico da Olimpíada por três vezes e ao hospital no último dia, também na companhia da Margarida e da Ana.

Por tudo isto, e por também ter estado presente em inúmeras vezes em que foi preciso apoio moral e logístico, e por ter partilhado muitos bons momentos em Dresden com a nossa equipa, estamos muito agradecidas à D. Rosa Maria pela sua generosidade e disponibilidade.

No entanto, nunca a D. Rosa Maria expressou vontade de se tornar nossa capitã de equipa, apesar de ter sido ela a acompanhar a nossa equipa como se fosse tal. Também não tinhamos uma amizade anterior com a D. Rosa Maria, éramos apenas conhecidas de alguns torneios.

Infelizmente, a Maria Armanda Plácido interessou-se pouco pelas jogadoras, não tendo convivido com elas e procurado saber as suas condições físicas e psicológicas, bem como fornecer todo o apoio moral e logístico que se espera de uma capitã de equipa (já para não falar do apoio técnico xadrezístico que seria esperado de um capitão, mas que aqui não se aplicaria). Nós (Ariana, Margarida e Ana), costumávamos andar juntas, por vezes acompanhadas da D. Rosa Maria e a Maria Armanda alega que nós "fugimos" da sua presença em variadas ocasiões (eléctrico, sala de jantar), no entanto isto nunca aconteceu. O que aconteceu foi um distanciamento natural após termos presenciado alguns episódios que não foram do nosso agrado, contudo nunca rejeitámos qualquer tentativa de aproximação da nossa capitã de equipa, estas tentativas não chegaram a acontecer.

Os episódios que nos desagradaram ocorreram logo nos primeiros dias. No dia de chegada, como referiu a D. Rosa Maria na carta que endereçou à FPX, a Maria Armanda ordenou aos restantes membros da comitiva que não falassem sobre o assunto da reclamação do António Fernandes relativamente à constituição da equipa masculina. Se muitos de nós já não estavam de acordo com a presença da Maria Armanda na comitiva, esta atitude não favoreceu de todo as relações da Maria Armanda com os jogadores e com a D. Rosa Maria e o MI Joaquim Durão.

No dia seguinte, logo de manhã, enquanto a Maria Armanda falava connosco sobre alguns assuntos da equipa feminina, a D. Rosa Maria aproximou-se e disse-lhe que precisava de esclarecer alguns assuntos. Após isto a Maria Armanda tomou uma atitude incompreensível, na nossa opinião, pois disse que não falaria com a D. Rosa Maria. Depois de a D. Rosa Maria insistir que conversassem, a Maria Armanda pegou nos seus papéis para se ir embora, mas antes de sair disse à D. Rosa Maria que ela ali "não era ninguém" e ainda a insultou com expressões como "vá à merda" e "fuck you". Não consideramos que este seja um comportamento digno de alguém que representa um país numa Olimpíada como chefe de delegação. Para além da óbvia ofensa à D. Rosa Maria, ainda revelou falta de respeito para connosco (equipa feminina) que estávamos a presenciar a situação. Naturalmente depois deste incidente as nossas relações com a Maria Armanda ficaram frias, mas também nunca houve interesse da Maria Armanda em reverter a situação.

Quando começou o Congresso da FIDE houve ainda maior distanciamento pois a nossa capitã deixou de estar presente durante os jogos e houve duas ocasiões em que a Ana necessitou da capitã por problemas de arbitragem e a Maria Armanda não estava presente para ajudar.

Posteriormente, já perto do fim do torneio, a Maria Armanda voltou a ter uma atitude ofensiva incompreensível, desta vez com a Ana.

Quando à 9ª jornada a Ana se inteirou de que tinha completado uma norma para Mestre Internacional Feminina através da Ariana, ela informou a Maria Armanda de que seria necessário confirmar se podia continuar a jogar sem comprometer a norma. Também referiu que, caso pudesse comprometer a norma, não quereria jogar as duas últimas jornadas, por forma a garantir este resultado. A Maria Armanda apenas concordou com esta situação após alguma insistência das jogadoras.

No dia seguinte de manhã, a Ana foi ter com a Maria Armanda para confirmar a situação da sua norma. Verificaram junto da organização que a Ana poderia continuar a jogar que a sua norma não ficaria comprometida. Ainda assim, a Ana desabafou com a Maria Armanda que estava "um pouco cansada", no entanto a Maria Armanda informou a Ana de que se nós conseguíssemos um lugar no primeiro terço da tabela, teríamos acesso ao estatuto de alta competição. A Ana respondeu "Por acaso já tenho [direito ao estatuto de alta competição], mas vou jogar pela equipa." (A Ana poderá vir a ter o estatuto de alta competição devido ao 3º lugar obtido no Montenegro, no Campeonato Europeu de sub-18 Feminino de semi rápidas.)

Aparentemente a Maria Armanda só ouviu que a Ana disse "Por acaso já tenho [direito ao estatuto]" e insistiu com isto, levando a crer que a Ana teria uma atitude de indiferença perante a restante equipa, coisa que nós, colegas de equipa, sabemos bem que não é verdade. Quando a Ana tentou esclarecer a situação com a Maria Armanda, dizendo-lhe que não tinha ouvido bem a frase e captado o sentido correcto, a Maria Armanda recusou-se a acreditar, chamando-lhe de "mentirosa" e dirigindo-se a outras jogadoras da equipa que presenciaram a discussão, a Margarida e a Ariana, tentando criar discórdia, dizendo "Agora acreditem em quem quiserem."

Por todos estes motivos gostariamos que a FPX reflectisse sobre a actuação da Maria Armanda Plácido enquanto capitã de equipa da selecção feminina, e que mostrasse mais respeito sobre a nossa participação em provas internacionais no futuro, seleccionando capitães que estejam à altura do cargo.


Atenciosamente,

Ana Baptista

Ariana Pintor

Margarida Coimbra »


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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Nota de António Fernandes sobre a noticia no Expresso...


Venho por por este meio informar a comunidade xadrezista que enviei à jornalista do Expresso, responsável pela notícia saída naquele semanário no passado sábado, uma nota do seguinte teor.

Boa noite Isabel Paulo,


Li com agrado a notícia saída no Expresso, do passado sábado, a qual corresponde à situação actual da modalidade e sintetiza com clareza a forma como foram escolhidos os membros das selecções nacionais às Olimpíadas de Xadrez e, em especial, a forma incorrecta como todo o processo decorreu.


Gostaria no entanto de clarificar o texto da notícia. A expressão «tráfico de influência» deve ser enquadrada, até porque surge entre aspas e transmite a ideia de que eu formulei a acusação tal como vem referida. Ora, não foi minha intenção afirmar a certeza de que o Presidente da FPX exerce «tráfico de influência», muito menos com o sentido jurídico rigoroso que pode estar-lhe associado.


O que afirmei, e mantenho, foi que as irregularidades cometidas e a falta de transparência do processo fazem com que as pessoas se interroguem se, por detrás disto tudo não haverá mais do que mera ausência de bom senso e de incompetência na aplicação dos regulamentos, o que já não seria pouco! Espero ter contribuído para esclarecer a minha posição sobre este assunto.

Com os melhores cumprimentos,

António Fernandes


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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

No jornal RECORD: AG DA FPX FOGE À POLÉMICA DAS OLIMPÍADAS


O jornal RECORD volta a falar no Xadrez !


« Xadrez: Selecções sem debate


AG DA FPX FOGE À POLÉMICA DAS OLIMPÍADAS


A assembleia geral da Federação (FPX) aprovou o orçamento, mas sem contemplar o debate sobre regulamentos e critérios das Selecções para as Olimpíadas de Dresden, tal como pretendia a Associação de Mestres (APMX), que representa os jogadores mais cotados.


António Fernandes manifestou-se desapontado com o desfecho, porque a FPX alegou que a assembleia geral não reunia condições para debater a polémica, enquanto a tutela (IDP) continua a não dar resposta à contestação do grande mestre e campeão nacional, que ficou fora da eq
uipa das quinas. O xadrezista disse de sua justiça: “As irregularidades cometidas e a falta de transparência do processo fazem com que as pessoas se interroguem se por trás disto tudo não haverá mais do que mera ausência de bom senso e de incompetência na aplicação dos regulamentos.”

A convocatória para as Selecções femininas também não é pacífica, dada a exclusão de algumas das atletas mais qualificadas. »

Autor: ALEXANDRE REIS

Data: Quarta-feira, 12 Novembro de 2008 - 04:32



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Continuação da Caldeirada...



Na continuação da confecção da nossa bela caldeirada
já aqui apresentada... Vamos "arrumar a bancada" da cozinha...

A receita, muito completa, já foi foi apresentada e tratada pelo "Ala de Rei" AQUI e pela Casa do Xadrez AQUI

A imprensa soube e teve de vir experimenta-la... AQUI

A APMX esteve até à ultima a ver se não "provava"... mas teve de lá ir ! AQUI

Mas houve quem não gostasse e colocasse mais pimenta... AQUI

Entretanto o "aroma" já passou mesmo as nossas fronteiras ! AQUI


É uma caldeirada internacional, sim senhor !


Não sabemos se isto vai ficar por aqui ou se o António Fernandes vai levar isto mesmo à justiça dos Tribunais... Esperamos "em lume brando" para ver...


Para já, a nossa "coxa" Selecção já está em Dresden... onde hoje há a cerimónia de abertura e amanhã já começam os jogos. O Blog do Xadrez Vigoroso fez uma boa apresentação do local do jogo e ambiente - AQUI

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domingo, 9 de novembro de 2008

Reacção A.X.Faro: Olimpíadas 2008 - AG da FPX de 9 de Nov. de 2008


From: Ramiro Lopes
Date: 2008/11/9



Subject: Olimpíadas 2008 - Assembleia Geral da FPX de 9 de Novembro de 2008





Bom Dia

Divulgo esta informação para Vosso conhecimento.
Cumprimentos
Pela Associação de xadrez do Distrito de Faro

Ramiro Lopes
Director


Em Anexo: Carta da AX Faro para Assembleia Geral da FPX 9nov2008.doc
(clickar na Carta anexa acima)



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sábado, 8 de novembro de 2008

Jornal Expresso - Xadrez: Olimpíadas com comitiva em guerra

Escreve assim o jornal EXPRESSO deste Sábado, dia 8 de Novembro de 2008...

« Campeão nacional e o melhor xadrezista do «ranking» foram excluídos da selecção pelo presidente da federação

O xadrez é um jogo frio e cer
ebral mas os xadrezistas nacionais estão com o sangue quente e a viver um autêntico clima de guerra. O Grande Mestre (GM) António Fernandes acusa António Bravo, presidente da Federação Portuguesa de Xadrez (FPX) e simultaneamente seleccionador nacional, de "tráfico de influência" por ter deixado de fora das Olimpíadas os melhores xadrezistas portugueses.

As convocatórias para as Olimpíadas de Xadrez, a disputar de 12 a 25 em Dresden, estão a gerar a maior controvérsia nos meandros da modalidade. Fora da selecção, além de António Fernandes, campeão nacional, 5º do «
ranking» e um dos dois G
M portugueses (título máximo), ficou ainda Diogo Fernando, Mestre Internacional (MI), vice-campeão absoluto e nº1 do «ranking» português. Em femininos, Bianca Jeremias, 5ª do «ranking», também não foi convocada, apesar de acumular mais pontos do que Armanda Plácido, uma das cinco seleccionadas e vice-presidente da FPX.

Em defesa da sua lista de seleccionados, António Bravo alega que a convocatória foi em Junho - data de inscrição imposta pela organização -, "altura em que António Fernandes figurava em 6º lugar da lista" de «performances» da FPX. "No caso da Bianca e do Diogo , a exclusão deveu-se a não terem disputado até então as 30 partidas previstas no critérios de selecção, diz o líder da FPX, que acumula o cargo de seleccionador "por falta de verbas pa
rta um técnico".

António Fernandes, 46 anos,
único português a ganhar uma medalha (Bronze) em Olímpiadas, em 2002, acusa o presidente da FPX, e “autonomeado seleccionador, de manipular a verdade”, observando que “o prazo de inscrições para Dresden foi alargado para 12 de Setembro, prorogação que António Bravo sempre ignorou”.

Esta é também a opinião de Ramiro Lopes, presidente da Associação de Xadrez de Faro (AXF), que censura António Bravo por ter feito malabarismo nas convocatórias, “privilegiando amigos” em detrimento dos melhores. “É uma vergonha. A vice-presidente da Federação devia ter pudor de ir a Dresden e António Bravo devia saber que à mulher de César não basta ser séria”, alerta.

Em protesto contra a exclusão de Bianca e do campeão e vice-campeão nacionais, Ramiro Lopes solicitou uma assembleia-geral, recusada pelo presidente deste órgão. Tanto Fernandes como Lopes sustentam que a primeira data indicada pela organização das Olimpíadas, responsável pelo alojamento dos participantes, visava apenas que as federações indicassem o número de elementos das comitivas, “prova disto é que, até 19 de Setembro, federações como a espanhola substituíram alguns convocados”, referem. Segundo António Fernandes e Ramiro Lopes, a pressa na convocatória “não foi inocente”, ao impedir que o campeonato nacional masculino e feminino, disputado em Julho e Setembro, contasse para a lista de seleccionados.

A Associação de Mestres de Xadrez, liderada por Carlos Santos, sustenta que o processo foi mal conduzido pela FPX e que “a escolha feita revelou-se um erro com preço a pagar na qualidade das selecções”. Portugal, no «ranking» de 150 países, surge a meio do cima do meio da tabela. O Grande Mestre Luís Galego, em mensagem ao colega Fernandes e à FPX, frisou ser “um absurdo tudo o que se está a passar.” »

By Isabel Paulo ipaulo@expresso.pt

Recurso

  • António Fernandes já efectuou uma exposição sobre a convocatória para Dresden à Secretaria de Estado da Juventude e Desporto
  • Laurentino Dias remeteu a queixa para a o Instituto de Desporto de Portugal, que esta a analisar a questão
  • O campeão nacional, se não for às Olimpíadas, vai processar judicialmente da direcção da FPX e o seu presidente, alegando danos morais e desportivos

By Isabel Paulo ipaulo@expresso.pt




...........Armanda Plácido .........................António Bravo e Carlos P. Santos............................Bianca Jeremias.......................................Diogo Fernando e António Fernandes


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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Comunicado de António Fernandes

Assunto: Reavaliação da Convocatória da Selecção Absoluta à Olimpíada de Dresden


« Exmº Senhor Presidente da Federação Portuguesa de Xadrez

Exmª Direcção da Federação Portuguesa de Xadrez

Exmº Senhor Presidente do Conselho Fiscal da Federação Portuguesa de Xadrez

Como é do conhecimento de V. Exªs tenho vindo a defender, desde que venci o campeonato nacional de xadrez, o meu direito a ser convocado para a selecção nacional que irá representar o país na Olimpíada de Xadrez em Dresden. A minha
defesa tem como base as expectativas que criei, a meu ver legitimamente, de lutar por um lugar na selecção portuguesa, através da obtenção de um resultado irrefutável nas mais fortes provas que estavam previstas serem disputadas nos meses de verão de 2008. Refiro-me ao campeonato nacional por equipas, o único torneio oficial que permite a obtenção de normas de grande mestre internacional e ao campeonato nacional absoluto. No campeonato nacional obtive o título de campeão nacional que considero ser um resultado de mérito irrefutável. Dado que a Direcção da FPX havia informado intempestivamente, através da sua página da Internet, uma convocatória das selecções nacionais de xadrez que irão a Dresden para a qual não foram considerados estas duas importantes provas venho requerer a reapreciação das convocatórias para a Olimpíada. Esta minha insistência assenta designadamente:

a) Na convicção de que a razão me assiste em absoluto;
b) Na informação, em tempo útil, dada pela organização da prova sobre a prorrogação do prazo para informar a constituição das equipas até ao dia 12 de Setembro de 2008,
o que permitiria a consideração das provas antes referidas;
c) A tomada de conhecimento do parecer pedido, em 2004, ao senhor Presidente do Conselho Jurisdicional da FPX, Dr. António Ferreira, pelo então Presidente da Comissão
Administrativa da FPX, Dr. António Bravo, sobre a exclusão da então campeã nacional feminina da selecção nacional feminina;
d) Permito-me transcrever a parte do citado parecer que diz "Quanto ao princípio do respeito pela verdade desportiva, deve este levar à interpretação da norma no sentido de
assegurar a participação dos jogadores mais fortes na representação nacional e nunca de os excluir" pois é isso que se pretende seja apreciado;
e) O conhecimento de que houve países que alteraram nomes, inicialmente nomeados, após o dia 19 de Setembro e a convicção de que, mesmo actualmente, ainda se poderá,
proceder a alterações na constituição da Equipa.
Os dirigentes nacionais cumpririam de forma digna a sua função e prestariam um bom serviço à modalidade se cumprissem este princípio basilar e transversal a qualquer modalidade desportiva.
Adicionalmente poderão ter que considerar o caso da exclusão do xadrezista com melhor ranking actual na tabela da FIDE e também o caso da selecção da 5ª xadrezista da selecção nacional feminina à frente de xadrezistas jovens em progressão e com mais Elo, tendo uma delas quase 200 pontos mais do que a jogadora seleccionada.

A concluir permito-me remeter, com a devida autorização, a V. Exªs uma mensagem do seccionista do GCO, um documento do então presidente do Conselho Técnico da AXL e o parecer solicitado ao Dr. António Ferreira em 2004 e requerer que considerem esta minha pretensão ouvindo, se necessário, o senhor Presidente do Conselho Jurisdicional.


Sem mais sou,
Com consideração,

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Reacção da APMX á notícia do Jornal 'Record'


Ainda sobre a polémica com a Selecção Nacional de Xadrez e a exclusão do actual Campeão Nacional, a Associação Portuguesa de Mestres de Xadrez publicou, no seu site, esta "notícia do Record e um comentário:



Notícia no Record
http://www.record.pt/noticia.asp?id=809998&idCanal=313

António
Bravo, presidente da FPX, diz que foi aplicada a metodologia das
direcções anteriores em relação à Selecção, que nem sequer tem seleccionador,
alegadamente por falta de verbas: “Voltar atrás seria uma falta de respeito pelos
seleccionados. Cumprimos regulamentos. A Selecção não foi lesada porque os
valores são semelhantes. A Associação de Mestres, por exemplo, nada fez para
mudar os regulamentos. Sou presidente numa situação de recurso e não houve
listas al
ternativas nas eleições. Existem locais próprios para estes assuntos
serem debatidos.”


Nota: tanto quanto se saiba não houve desmentido quanto ao conteúdo e forma
desta notícia.


Comentário

a) Se tivermos em conta todos os aspectos formais, há seleccionador, tal como é
escrito n
o documento de esclarecimento da FPX:

“Entrando em alguns detalhes: não sendo possível, por questões financeiras,
contratar seleccionador, assim a direcção da FPX decidiu seguir os
procedimentos das anteriores direcções para a convocatória e o porta-voz da
direcção, neste caso o Presidente, assumiria a função de seleccionador

cumprindo as decisões da direcção.”

b) A afirmação de que a selecção não foi lesada porque os valores são
semelhantes é realmente muito infeliz, passando para a opinião pública u
ma
imagem de muito pouco rigor. Um processo de selecção é sempre
muito
delicado. No caso concreto, a selecção absoluta deixou de fora o jogador que
terá a melhor classificação Elo em Portugal e o actual campeão nacional. A
selecção feminina originou contestação imediata por parte de uma boa parte
das jogadoras dessa mesma selecção. Qualquer pessoa, mesmo sem estar por

dentro do xadrez, entenderá que o assunto não é fácil... Qual é a base
argumentativa que sustenta esta crença na semelhança de valores?

c) Talvez a APMX devesse ter proposto nova fórmula de seleccção há mais
tempo. Certamente que a APMX terá de estudar internamente o assunto num
futuro próximo. Mas é claro que o objectivo da afirmação feita não pode ser
responder ao comunicado feito pela APMX em relação às selecções para
Dresden. Leia-se a logo a primeira parte do dito comunicado:

“Antes de apontar as razões referidas, é importante realçar que a APMX
defendeu e continua a defender a existência de um bom, objectivo e conhecido
com considerável antecedência regulamento de representações nacionais. Bom
no sentido em que permita tanto quanto possível a escolha dos melhores

jogadores à data da prova. Objectivo no sentido em que permita uma
relativamente simples compreensão do seu teor. Conhecido com considerável
antecedência para que permita a qualquer jogador saber como fazer para tentar
a sua selecção. Sabendo que a melhoria dos regulamentos não deve ser
discutida nem efectuada perto da data de convocatórias, frisamos que não é
neste sentido que decorre a nossa posição. O que dizemos é que, mesmo com
o regulamento em vigor, o processo de selecções foi muito mal conduzido
pela Direcção da FPX.”

Ou seja, mesmo com o actual regulamento, nós discordámos do processo
realizado. Repare-se que a nossa vizinha Espanha escolheu a sua selecção há
pouco tempo. Veja-se aqui:

http://www.feda.org/circulares_detall.php?id=71&circular=Circular%2031/20
08


O que aconteceu para que o pdf espanhol tenha a data de 13 de Outubro de
2008 e nós em Portugal termos sido tão apressados? Respostas a este tipo de
questão é que deveriam estar no artigo do jornal Record.

d) Durante quanto tempo se é presidente de recurso? É claro que é louvável
pessoas ocupadas aceitarem utilizar uma grande parte do seu tempo em favor
do xadrez, nomeadamente ocupando muito difíceis cargos directivos. Não se
pense que a APMX não respeita esse tipo de atitude, compreendendo os
enormes sacrifícios por vezes implicados. Mas também é certo que quem
assume esses cargos tem de estar pronto para uma grande carga de
responsabilidades. É por isso que o cargo é difícil. No caso em causa, os
problemas inerentes ao processo de selecção não surgiram, nem das imposições
regulamentares, nem da APMX, nem de existência ou não de situações de
recurso. As decisões tomadas foram inteiramente da responsabilidade da
Direcção da FPX, quer se concorde quer se discorde.

Domingo, 2 de Novembro de 2008,

Assina: Carlos Manuel Ferreira Pereira dos Santos





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