sábado, 16 de novembro de 2013
Campeonato Nacional Individual Absoluto 2011/2012
sábado, 26 de outubro de 2013
GM António Fernandes: Carta aberta à F.P.X.
Lisboa, 18 de Outubro de 2013
Assunto: Protesto em relação à tomada de decisão da Direção da Federação Portuguesa
de Xadrez no seu Comunicado Dir-020-2013, relativamente ao Campeonato
Nacional Individual Absoluto 2011/2012 – Título.
Penso que fica tudo um pouco mais claro e cada um poderá tirar as ilações que muito bem entender acerca do grande prejuízo que os jogadores supostamente empatados tiveram nas partidas disputadas com o Luís Galego.
Com os melhores cumprimentos,
GM António Fernandes
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Protesto do GM António Fernandes: Carta aberta à F.P.X.
Lisboa, 18 de Outubro de 2013
Assunto: Protesto em relação à tomada de decisão da Direção da Federação Portuguesa
de Xadrez no seu Comunicado Dir-020-2013, relativamente ao Campeonato
Nacional Individual Absoluto 2011/2012 – Título.
A pergunta que se põe é: É aceitável manter um critério de desempate que também ele, pelo mesmo juízo de valor efetuado para a anulação de todos os jogos disputados com o Luís Galego, passou a beneficiar determinados jogadores, quando supostamente o critério de desempate deve ser aplicado a uma competição dita normal, disputada em igualdade de circunstâncias, tudo menos o que esta passou a ser?
Penso que fica tudo um pouco mais claro e cada um poderá tirar as ilações que muito bem entender acerca do grande prejuízo que os jogadores supostamente empatados tiveram nas partidas disputadas com o Luís Galego.
Com os melhores cumprimentos,
GM António Fernandes
domingo, 26 de dezembro de 2010
Lástimas, Tristezas: Sublinhando Arlindo Vieira...
Lástimas, Tristezas

"Eu, retiro-me, e esta será provavelmente a última vez que ouvirão falar num tipo chamado António Russo, que era federado, que sempre gostou muito de xadrez, mas que se fartou de todo o cenário dantesco que o envolvia."
António Russo
Vou quebrar uma regra que a mim próprio tinha imposto quando criei este blogue: só falar de xadrez longe da esfera do xadrez português actual tal como o vejo e sinto. E o que aqui vai, é uma resposta ao António Russo, amigo de Xadrez de longa data e, alguém que ao longo dos anos, quer na Luso-Xadrez, quer noutros Fórum da modalidade, tem lançado ideias, propostas, sugestões que visavam a melhoria organizativa e o progresso do nosso amado xadrez, quase sempre em vão, diga-se.
Esta resposta pelo seu exagerado número de caracteres não entrou na caixa de comentários do Blogue da Casa do Xadrez. Assim , isto foi escrito de rajada, de raiva, e antes de mais nada, deixem que escreva o que sinto do Xadrez Português a nível organizativo e competitivo: Uma Lástima!
E mais não digo, dizendo o óbvio: antes da organização, é preciso renovar o tecido pessoal do dirigismo que anda há demasiado tempo no xadrez. Há comodismo, rotineirice, mais do mesmo no xadrez português. É preciso com urgência gente nova, novas dinâmicas de pensar e ver o xadrez, novas formas de estar no dirigismo no xadrez português, independência em relações a "Masters Voices" que nos cadeirões do poder, ou por trás deles, mexem cordelinhos, impõem vontades, muitas vezes numa democracia de valor muitíssimo duvidoso, por não serem ouvidos os xadrezistas, ou mesmo os clubes. Depois, depois são os acordos de ocasião, os interesses mesquinhos unipessoais ou conjecturais a sobreporem-se ao interesse do xadrez português.
O que se vê de objectivo? Um xadrez estagnado, a passo de caracol, uma competitividade que não existe, uma falta gritante de progresso ( a crise de 2200) por não aposta nos jovens a partir de determinada altura ( e se há algum, casos do Ruben e de um outro que não digo o nome, para não ferir susceptibilidades, mas que adivinham, do bolso dos Pais lhes saiu-sai, com treino particular), um Nacional da 1ª Divisão que é das competições mais falsas e manhosas do xadrez Português, mostrando um verniz que estala no primeiro "beliscão", subsidiário de "tetas" camarárias de alguns, que quando secam, levam à extinção do Clube, os resultados pouco afamados de xadrezistas portugueses, que não se analisam, ou quando analisados são sempre "alindados" para a fotografia, sites de xadrez associativos ou da própria Federação que são aquilo que se pode chamar o grau Zero da insanidade xadrezista-aquilo parece feito para "atrasados mentais" (com o respeito que tenho pelos mesmos), ou se quiserem, este ambiente de xadrez requentado, banho-maria, "tá-se bem" em que vive o xadrez português vai para décadas.
Depois, depois sempre as mesmas queixas, os mesmo problemas, mas também os mesmos rostos, as mesmas caras, as mesmas metodologias de dirigir, de pensar, de ver o xadrez, mesmo que sejam as mais bacocas que existam. E ainda depois, esta questão para a qual ainda não encontrei resposta: Mas não aparece e gente nova para o dirigismo do xadrez, porque não quer, ou....uma certa instalação no poder de alguns, não deixa, ou não quer que se destape certas caixas de pandora de más gestões?
Não sei!
Sei que conheço o António Russo e sei que o percebo. Sei o que este homem trouxe ao Xadrez, sei o que foi (é) o Luso Xadrez, sei o quanto ama o xadrez, na mesma proporção que sei aqueles que sempre viveram na sombra, nas manobras, na ambição de, ou no "bem-bom" de viver com o "cú virado para o céu", xadrezisticamente falando, de ter a sorte-grande e terminação subsidiária, que outros nunca tiveram, ou mesmo de ocupar cargos que sempre ambicionaram.
Tudo bem, agora o que não suporto é depois o discurso do "ir empurrado", o de estar a prestar um grande serviço, o sacrifício na cruz! Não! Conheço muito bem certa gente listável federativa os associativa. Vão para lá sempre contrariadas, sempre perfiláveis, mesmo sem ter perfil nenhum , nem a mínima ideia do que pretendem, de estratégia a impulsionar. Depois, depois, até se adere porque sim, porque se é amigo, camarada, porque é preciso completar lista. Depois e ainda, perante enormidades, envergonhados, abanam-se ombros, abdicam-se ideias próprias e como Erasmo no Elogio da Loucura, passam-se a cortesãos rastejantes de omnipotente príncipe.
Nunca, mas nunca hei-de perceber nas organizações o que fazem vice-presidentes, secretários, Conselhos disto e daquilo perante ditadorzecos-estalicas de meia-tigela! Como nas actas das direcções ou dos órgãos ( isso ainda existirá?) é tudo tão cordato, tudo tão anémico, ou talvez, tudo deva parecer assim , mesmo que se tenha de dar volta ao texto!
Não sei. Nem quero saber. Sei apenas que em relação ao dirigismo do xadrez ( e obviamente não me estou a referir às pessoas, "porreiras", "fixes", venerandas que sejam), algumas-muitas, não as convidada sequer para organizar as refeições diárias dos meus dois gatos! Matavam-me os bichos a comida seca por rotina, por dado adquirido que é assim! Mas o extraordinário, é que se calhar matavam-me a gataria e continuariam a matar a tartaruga, o hamster, o cachorro, com o mesmo método, porque eles acham que é assim que a bicharada deve estar entregue! Persistência, resiliência à mudança, auto-mentalização da sua imprescindibilidade. Sem nós era o caos!
E chega. Aqui a minha resposta ao mail do António Russo. Amargo e rude, que jeito, só para Kupreichik,Spassky, memórias, ternuras e afins.
Como não estar de acordo com tudo o que escreve? Ver os saltos mortais de companheiros meus que antes eram lúcidos no que escavavam de ossário do xadrez português, agora cordatos, submissos, quase envergonhados pelo xadrez "estar a norte", nem sequer me chateia, deprime-me, mas...tiro-lhes a bissectriz ética e guardo para mim o resultado.
Dizia vai para um ano o Galego que assim o Xadrez Português, não ia a lado nenhum, acabava salvo erro em 2012!
Mas o xadrez Português está acabado desde o passado recente putrefacto no presente e nado-morto no futuro! Tenho para mim que todos estes "cotas" monumentos recentes que vão governando o xadrez português, de forma escondida, velada, de poderes e micro-poderes subreptícios, de cu-cadeiral associativo, ou federativo, do ontem degrau superior, onde escadote inferior, "desde que"...toda essa gente deveria deixar o xadrez, o fazer mal ao xadrez!
Desapareçam, abandonem, vão para o Tibete fazer meditação sobre a arte de amar o xadrez, porque uma grande maioria, não gosta do xadrez,da sua essência, da sua intrínseca beleza, gostam sim do a jusante e montante do xadrez, do poder (tristes figuras!), de ambições para, do pavonear-se nos salões onde outros gastam neurónios (neles, os Mandatários, vão rareando!) num dos grandes amores das suas vidas-o xadrez!
António Russo, Eu, farto desta gente, que faz de Leis, Actas, Assembleias-Gerais, autênticos rituais de poderzinhos feudais, do ontem verdade-hoje verdade-assim-assim-amanhã mentira, farto de todos estes coitados (dizem-se, sentem-se eles) que carregam o xadrez português às costas, que se sacrificam tanto por nós, que nem vida pessoal ou sexual têm devido ao desvelo com que nos tratam, ao afinco com que têm conduzido o xadrez à glória,ao "estrelado"-estatelado, à sua afirmação social!
Um "Rafael-Bordalo Pinheiro" para todos vocês!
Ai se não fossem os jogadores, alguns clubes, meia dúzia de dirigentes-resistentes de alguns clubes, algumas "personalidades" que amam mesmo no xadrez, no seu silêncio, no canto dos seus blogues, naqueles que pagam do bolso para ter o prazer de jogar xadrez...e vocês mandatários do xadrez português, vocês... nem existiam! Lá se ia a vossa visibilidade, os vossas aspirações "acaciozinhas"!
Pois não? Não jogais nada, não percebeis peta do xadrez, culturalmente falando, uma espécie de "Tony Carreira" da modalidade, o que vos resta? O desmando do mando e em bicos de pés uns, furtivamente de esquina outros, aí estais! Parabéns!
Mas apesar da área de História, não gosto lá muito de "dinossaurios", fósseis!
Assim, António Russo, como me admirar com a tua atitude?! Valeu pena teres ideias, lançares sugestões para a melhoria do Xadrez Português!? Aquilo não entra no mofo intelectual de muita gente do Xadrez que tem levado a modalidade ao estado em que ela está! Chega a uma altura em que isto cansa, dói, deprime!
E depois lá vem a ladainha de que só se ataca, que quem critica deveria ir para lá fazer melhor, que não havendo melhor que remédio, que as pessoas até são “porreiras”, good guys-girls”, como se não percebessem que não são as pessoas que estão em causa, mas o que miseravelmente vão não fazendo pelo xadrez, pelo que de anafado têm de visão da modalidade, e sobretudo pelo que não entendem do xadrez, querendo dele servir-se, não o servindo, mas pensando que sim!
Assim António Russo, solidário contigo! Sei que não abandonarás nunca o Xadrez, porque amador a sério, intrínseco na tua personalidade.
Pode ser, pode ser que gente nova venha insuflar ar fresco no xadrez Português e algum dia nos encontremos frente a frente num tabuleiro num torneio de veteranos!
Um Grande Abraço e um Natal cheinho de Ternura do Teu Sempre Amigo:
Arlindo Vieira "
Só um pequeno aviso: Este blogue é meu, a minha casa xadrezista virtual. Não responderei a provocações, nem alimentarei polémicas. Tenho esta opinião que é minha, contestável que seja. Afastei-me do xadrez competitivo por motivos relacionados com a minha vida pessoal, mas também por uma certa náusea de um certo dirigismo federativo que chegou a ser ofensivo à minha inteligência quando fui vice-Presidente do meu GXP. Sabe-se a Luta nem sempre compreendida do GXP contra determinadas situações na FPX da altura, sabem os meus colegas de Clube que não aprecio minimamente como dirigentes certas pessoas que estão na actual FPX (e bem pressagiamos na Direcção do meu GXP,que algumas queriam chegar onde chegaram!), bem como todo o processo inacreditável como se chegou a esta equipa, mesmo que dela façam parte um ou outro elemento do meu Clube.
Quebrei a regra, está quebrada.
in http://xadrezmemoria.blogspot.com/2010/12/lastimas-tristezas.html
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
António Russo abandona...
Tive sérias dúvidas se deveria ou não escrever este texto...
Confesso que tenho muito pouca paciência para discutir regulamentos, associações, federações, legalismos bacocos, e demais atentados contra a liberdade no xadrez.
Os regulamentos e legislação devem existir para servir uma comunidade e nunca o contrário.
Entendo as diversas organizações como forma de aglutinar TODOS os xadrezistas e não como matéria de divisão.
Confesso ainda que li na diagonal todos os mails que me foram endereçados pelo Rúben Elias, e que a maioria são coincidentes com a minha posição desde o primeiro momento.
Quero esclarecer apenas que me fartei do xadrez de cordel em que a FPX se transformou após a saída do Dr. Luís Costa.
Sobre este presidente, quero esclarecer que admito que tenha cometido inúmeras ilegalidades, que por vezes o tomasse como tendo ideias megalómanas, mas de uma coisa nunca duvidei: o homem gostava de xadrez (à sua maneira) e procurou elevar dentro das suas possibilidades o xadrez a um patamar superior.
Se o conseguiu ou não, não me compete analisar. Haverá certamente pessoas muito mais habilitadas do que eu.
A minha opinião pessoal é que com todas as vicissitudes de forma, esse presidente procurou o que achava melhor para o xadrez, e mais importante, ouviu os xadrezistas e as suas propostas, independentemente do mais absurdas que pareciam ser.
Relembro a discussão que na altura tive com ele, acerca da forma de comunicar os resultados dos encontros dos nacionais por equipas.
Esgrimimos argumentos, eventuais problemas, e no final reconheceu que a minha proposta era a correcta, e ainda hoje está em vigor.
A partir daí, comecei a ver a Direcção da FPX como uma dança de cadeiras ocupadas por autistas que se julgavam estar muito acima dos xadrezistas e dos clubes!
Grupos de interesses, pessoas bem intencionadas que foram “nokauteadas” e abandonaram a modalidade, e muitos bajuladores com interesses directos e que adaptam os regulamentos e as iniciativas, aos seus interesses pessoais/grupais.
Por diversas vezes, e através de diversos meios fiz chegar propostas do que deveria ser a competição em Portugal.
Na maior parte das vezes, o que consegui foi animosidade como se o meu interesse fosse apenas dizer mal.
Disso fui acusado, e de muitas outras coisas, inclusivé de procurar protagonismo...
Só quem não me conhece, e que não faz ideia do meu perfil pessoal o pode dizer.
Mas tudo valeu! De tudo fui acusado, e tudo serviu, inclusivé atacar, e prejudicar um clube que tenta sobreviver sem qualquer apoio estatal ou privado.
Mas passemos ao que interessa que a introdução já vai longa...
Há 3 ou 4 anos fui provavelmente a primeira e única pessoa a insurgir-me contra um regulamento feito em cima do joelho e que nada tinha a ver com os legítimos interesses da maioria dos xadrezistas ou dos clubes.
Procurei numa 1ª abordagem chamar os responsáveis à razão de uma forma divertida e que não melindrasse ninguém.
O humor é talvez a única forma que conheço do fazer...
Fiquei a falar sózinho e nessa altura nem reacções negativas sofri. Simplesmente fui ignorado!
Depois, passei a demonstrar a forma como o famigerado artigo 36º foi aprovado (à boa forma partidária) , quais os votos a favor, quais os votos contra (Zero!!!) e os votos “nim”.
Aí, já a coisa piou mais fino!
A “golpada” foi desmascarada e alguns já saltaram da toca. Os interesses tinham sido postos em causa! Os responsáveis nunca deram a cara e mandaram os seus lacaios como tropa de choque.
A FPX em nome “dos jovens” passou a alimentar uma série de pessoas e os resultados financeiros e competitivos estão à vista!
Muito haveria a dizer sobre a relação custo/benefício,mas isso ficará para outros...
Relembro apenas que foi proposto um modelo de competição que não só resolveria a actual situação de polémica em que ninguém se entende, como, no futuro seria um modelo adaptado à situação portuguesa.
Faço só notar que o modelo “futeboleiro”, com 3 divisões e distritais só deveria ser aplicado com centenas/milhares de equipas.
Num panorama como o nosso, a pirâmide não se justifica.
Não temos equipas suficientes e com qualidade que alimentem o modelo.
Mas, acredito que a situação ainda irá piorar.
A partir de agora, além da claúsula polémica, vamos ter mais torpedos para afundar o xadrez!
Com a exigência de que todos os clubes apresentem estatutos e publicações em Diário da República, vamos assistir a que mais umas dezenas de clubes com situação irregular desapareçam da competição.
É o custo da subsidio-dependência deste Estado irracional.
Para concluir, quero apenas dizer-vos que escusam de me responder, ou de procurar envolver-me em qualquer tipo de polémica.
Para esse “peditório” já dei! Não quero protagonismo, nem pretendo continuar a ser um “Quixote do xadrez”.
Espero apenas que reflictam, que pensem no interesse de toda uma comunidade: xadrezistas semi-profissionais, amadores, clubes semi-profissionais e clubes totalmente amadores.
Este nobre jogo, ou desporto, merece que não o deixem morrer. O xadrez está muito acima de FPX’s, IDP’s, APMX’s e outras siglas que pouco me dizem.
Eu, retiro-me, e esta será provavelmente a última vez que ouvirão falar num tipo chamado António Russo, que era federado, que sempre gostou muito de xadrez, mas que se fartou de todo o cenário dantesco que o envolvia.
Deixo de ser federado, e por isso não tenho o direito de opinar sobre os meandros federativos.
A todos os que verdadeiramente gostam de xadrez, e que sei que são muitos, aqui vai o meu abraço.
António Russo
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Para quando uma resposta Sr. Presidente da FPX ?
O texto é de 15 de Julho e merecia, no mínimo, uma resposta do Sr. Presidente.
Afinal a razão de existir uma FPX e o seu Presidente assenta na existência de praticantes e Clubes.
A desgraçada confusão que agora se gerou poderia muito bem evitar-se se a minha sugestão na reunião de Leiria tivesse tido acolhimento.
Criação de um Camp. Nacional por Equipas com um figurino que vigoraria apenas na presente época, garantindo assim a transição para os novos regulamentos.
Assim todas as equipas despromovidas ao abrigo do incumprimento do famigerado artº 36 na época 2009/2010, seriam de novo acolhidas nas divisões de onde foram despromovidas, disputando-se assim um campeonato com um maior número de equipas. Penso que viria nenhum mal ao mundo xadrezístico e repor-se-ia a verdade desportiva.
![]() | Caro Sr....doc 35K View |
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Magnus Carlsen abandona...
O nº1 do Mundo durante quase todo o ano de 2010, o jovem GM de 19 anos Carlsen, decidiu abandonar o lugar que conquistou como candidato ao titulo de Campeão Mundial. Este match entre os candidatos que começa em Março 2011, apura quem irá defrontar o Campeão do Mundo, GM Viswanathan Anand.
Entretanto, como esta decisão de Carlsen já tem uns dias, já se sabe quem o irá substituir como Candidato: Grischuk
Com certeza que o Torneio de Candidatos perdeu o seu jogador mais mediático.
A carta de Carlsen à FIDE:
To: FIDE President Kirsan Ilyumzhinov & FIDE World Championship Committee.
Reference is made to the ongoing World Championship cycle.
The purpose of this letter is to inform you of my decision not to take part in the planned Candidate Matches between March and May 2011.
After careful consideration I’ve reached the conclusion that the ongoing 2008–2012 cycle does not represent a system, sufficiently modern and fair, to provide the motivation I need to go through a lengthy process of preparations and matches and to perform at my best.
Reigning champion privileges, the long (five year) span of the cycle, changes made during the cycle resulting in a new format (Candidates) that no World Champion has had to go through since Kasparov, puzzling ranking criteria as well as the shallow ceaseless match-after-match concept are all less than satisfactory in my opinion.
By providing you with four months notice before the earliest start of the Candidates as well as in time before you have presented player contracts or detailed regulations, I rest assured that you will be able to find an appropriate replacement.
Although the purpose of this letter is not to influence you to make further changes to the ongoing cycle, I would like to take the opportunity to present a few ideas about future cycles in line with our input to FIDE during the December 27th 2008 phone conference between FIDE leaders and a group of top-level players.
In my opinion privileges should in general be abolished and a future World Championship model should be based on a fair fight between the best players in the World, on equal terms. This should apply also to the winner of the previous World Championship, and especially so when there are several players at approximately the same level in the world elite. (Why should one player have one out of two tickets to the final to the detriment of all remaining players in the world? Imagine that the winner of the 2010 Football World Cup would be directly qualified to the 2014 World Cup final while all the rest of the teams would have to fight for the other spot.)
One possibility for future cycles would be to stage an 8-10 player World Championship tournament similar to the 2005 and 2007 events.
The proposal to abolish the privileges of the World Champion in the future is not in any way meant as criticism of, or an attack on, the reigning World Champion Viswanathan Anand, who is a worthy World Champion, a role model chess colleague and a highly esteemed opponent.
Rest assured that I am still motivated to play competitive chess. My current plan is to continue to participate in well-organised top-level tournaments and to try to maintain the no 1 spot on the rating list that I have successfully defended for most of 2010.
Best regards,
IGM Magnus Carlsen
.
sábado, 24 de abril de 2010
Carta Aberta ao Eng. Jorge Antão
Parece que as "cartas abertas" estão na moda e eu acho bem! A bem da transparência! Mas parece que ainda fazem muita "comichão" a alguns.... especialmente aqueles que têm o "rabo preso"...
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Carta Resposta da Dª Rosa Maria Durão...
.
Agora temos a resposta da Sra. Dª. Rosa Maria Durão à chefe da delegação da FPX Maria Armanda Plácido.
Comprovativo de pagamento 1
Comprovativo de pagamento 2
Convites da FIDE para o casal Durão 1
Convites da FIDE para o casal Durão 2
.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
É a bomba: Cartas polémicas que envolvem as ultimas Olimpíadas em Dresden!
Durante a tarde recebi o seguinte email-bomba:
« Olá a todos,
Sinto-me na obrigação de divulgar estas cartas que envolvem a selecção
feminina nas ultimas olimpíadas realizadas em Dresden!
Como podem comprovar o Xadrez Nacional anda neste estado e como
jogadores e dirigentes temos que tentar dar a volta por cima!
Para alem disso poderão dar a vossa opinião para este e-mail...
Aqui vão as cartas, e por favor leiam-nas... »
--- x ---
Exmos. Senhores,
Em anexo envio-vos um documento onde relato alguns factos ocorridos na Olimpíada de Dresden que considero muito graves e ultrajantes, quer para o bom nome de Portugal como para a minha dignidade e para o respeito que merecem todos os presentes na Olimpíada. Os actos presenciados e aqui relatados são tanto mais graves quanto foram praticados no exercício de funções de representação nacional para as quais foi nomeada a vice-presidente da FPX, Maria Armanda Plácido, pelo senhor Presidente e pela Direcção da FPX. Dado que os actos foram praticados em público e afectam directa ou indirectamente a comunidade do xadrez português e o país, não considero estas revelações privadas.
Envio-vos a vós, dirigentes nacionais e distritais para que tomem as medidas que considerarem adequadas.
Com os melhores cumprimentos,
Rosa Maria Durão
--- x ---
Exmºs senhores directores da Federação Portuguesa de Xadrez
Exmº senhor presidente do Conselho Fiscal da Federação Portuguesa de Xadrez
Exmº senhor presidente da Mesa da Assembleia Geral da Federação
Portuguesa de Xadrez
C/c
Associações Distritais de Xadrez
Associação Portuguesa de Mestres de Xadrez
Maria Armanda Plácido
Exmo. senhor António Bravo,
Como lhe disse à nossa chegada ao aeroporto de Lisboa escrevo-lhe a carta sobre os incidentes muito graves que ocorreram em Dresden.
Logo no dia da chegada fomos jantar a uma pizzaria, no hotel onde ficámos alojados. Estava-se a falar sobre as posições tomadas pelo António Fernandes sobre o processo de convocação para esta Olimpíada quando a Maria Armanda interveio dizendo com prepotência: "eu, como chefe da delegação, não autorizo que se fale sobre esse tema". Os demais presentes, todos os outros elementos da delegação, revoltaram-se respondendo que tinham o direito de conversarem sobre os temas que entendessem tendo mesmo um dos presentes classificado a intervenção como um acto de censura.
No dia seguinte, após o pequeno-almoço, estávamos preparados, o meu marido e eu, que o acompanhava, a fim de nos dirigirmos para a reunião de capitães que se realizava na Câmara Municipal, quando a Maria Armanda pediu para esperarmos 3 ou 4 minutos enquanto ela ia buscar um casaco. Depois de uma espera de 15 minutos, sem justificação, fomos embora para não chegarmos atrasados acompanhados do presidente da Federação da Guatemala. Chegados à Câmara Municipal, perante a sala cheia fomos sentar-nos na 1ª fila, nuns lugares que se pensava que estavam reservados, em frente ao GM espanhol e capitão da equipa feminina sueca, Juan Bellon. Cerca de 20 minutos a meia hora depois chegou a Maria Armanda que se dirigiu ao meu marido ironizando por não terem esperado por ela e dizendo que tinha chegado a tempo e que só
não tinha ficado na 1ª fila. Pelo contrário, a reunião de capitães já tinha começado há cerca de meia hora.
Finda a reunião voltamos para o hotel separadamente. Ao chegarmos ao hotel tentei uma acção pacificadora explicando, à Maria Armanda, o sucedido e por que razão tivemos que partir sem esperarmos mais.
Afinal, os alemães são conhecidos pela sua organização e pontualidade, e não ficava bem chegar atrasado à reunião de capitães. A Maria Armanda estava reunida com os restantes elementos da equipa feminina e, no fim da reunião, dirigi-me a ela e disse-lhe que tinha que falar com ela para explicar o sucedido ao que a Maria Armanda respondeu dizendo que não falava comigo. Retorqui que tinha mesmo que explicar o sucedido. A Maria Armanda dirigiu-se-me nos termos "você aqui não é ninguém" e ainda me ofendeu com os termos "vai para a merda" expressão que utilizou mais do que uma vez. Respondi-lhe com a expressão "você acaba de ratificar a ideia que tinha da sua pessoa". A atitude desordeira da senhora Maria Armanda, imprópria de quem foi a Dresden
representar o país com as funções de elemento da selecção, capitã da equipa feminina e delegada ao congresso da Federação Internacional, continuou ao perguntar-me "quer que lhe diga em inglês?". E dirigiu-se-me com a expressão "fuck you". Ainda lhe disse que podia dizê-lo também em espanhol. A Maria Armanda voltou a repetir a expressão "vai para a merda" e virou as costas e foi-se embora com o marido perante a observação de toda a selecção feminina. Uma atitude
que reputo de profundamente ofensiva, insultuosa, e de um profundo baixo nível. Estas expressões foram proferidas no átrio do hotel perante várias pessoas sendo, também, um desrespeito pelos elementos da selecção nacional feminina. Uma atitude própria de quem não tem o mínimo perfil para ocupar as funções que lhe foram entregues, nem para representar o país nem para estar simplesmente em ambientes e ocasiões deste nível.
Descrevi o sucedido ao meu marido o que motivou, desde logo, um corte de relações com a Maria Armanda. Refiro, para atestar a minha credibilidade e a confiança e respeito com que sou tratada pelas organizações do xadrez internacional, reconheço que em parte devido aos cargos desempenhados pelo meu marido, o MI Joaquim Durão, que o Director da Olimpíada me entregou um cartão de livre trânsito, a pedido de alguns membros da FIDE que me permitiu transitar pela sala onde se realizavam as partidas e que só podia ser cruzada com autorização. Esta autorização foi muito benéfica pois permitiu-me prestar o auxílio, que se veio a mostrar indispensável, à equipa feminina perante a quase total ausência da capitã da equipa.
Saliento ainda mais um caso de total desrespeito por Portugal que foi a introdução do marido no recinto de jogo com um cartão, que é pessoal e intransmissível, que pertencia a um xadrezista da selecção absoluta e que era suplente nesse dia. Esta atitude poderia ter trazido consequências muito graves para toda a comitiva caso tivesse sido descoberta conhecendo-se como são os métodos e disciplina alemãs. Não denunciei este caso por respeito a Portugal. Afinal eles não olham aos meios para atingirem os fins.
Uma das xadrezistas da selecção adoeceu logo no 2º dia da Olimpíada tendo eu tirado informações, junto da organização da prova, sobre um médico. Numa situação em que era imperativo utilizar a 5ª jogadora seleccionada, esta não se mostrou disponível para jogar uma única partida o que fez com que Portugal alinhasse, em todas as partidas com uma xadrezista em inferioridade por motivos de saúde. Ao longo da prova foi assistida por um médico por 3 vezes e teve que dirigir-se uma vez ao hospital onde fez análises e recebeu tratamento. A capitã da equipa, a senhora Maria Armanda Plácido, ignorou a xadrezista e
nunca acompanhou a sua situação. A atitude e comportamento da Maria Armanda foram de atropelo completo das suas funções e das mais elementares regras de humanidade.
Em algumas ocasiões escusou-se a estar com a equipa alegando reuniões do Congresso da FIDE, que decorria em paralelo com a Olimpíada. Eu tenho o programa do Congresso que comprova que só havia sobreposição de horários em duas jornadas.
Outro facto havido e onde a presença da capitã era fundamental pelas funções que desempenhava teve a ver com 2 situações de arbitragem que envolveram a xadrezista Ana Baptista. As situações decorreram sem que Portugal estivesse representado pela sua capitã estando as adversárias assistidas pelas respectivas capitãs. Eu presenciei estes dois episódios.
No acompanhamento do desempenho individual das xadrezistas da selecção a capitã também esteve sempre ausente. Foi a Ariana Pintor quem avisou a Ana Baptista que tinha conseguido os pontos necessários para a Norma de Mestre Internacional feminina.
Já no final de Olimpíada, quando, numa noite, me dirigi ao quarto das jogadoras, encontrei a Ana num estado de extremo nervosismo. Perguntei-lhe o que se passava e a Ana respondeu-me que tinha sido insultada pela capitã e colega de equipa, a Maria Armanda.
Por tudo isto ficou sem explicação a razão por que, havendo possibilidade de levar uma 5ª jogadora na selecção, se convocou uma xadrezista, que acumulou diversas funções que não cumpriu, que, à partida, não se mostrou disponível para participar nem mesmo depois de
saber que uma das 4 xadrezistas efectivas estava em manifesta inferioridade física que a levou ao ponto de ter que abandonar a última partida tendo que ser assistida por um médico e, à noite, eu, a Margarida Coimbra e a Ana Baptista acompanhámo-la ao hospital. Quero salientar a grande amizade, carinho e companheirismo que existiu entre estas jogadoras.
Afinal, eu, que paguei a minha viagem e estadia com o intuito de passar alguns dias de férias, acabei por fazer funções de capitã da equipa feminina e a Maria Armanda é que tirou férias sem pagar nada!
Quero salientar que não estou arrependida pelo que fiz pela equipa feminina e que voltaria a repeti-lo. Só espero que acontecimentos destes não se voltem a repetir e que a federação tenha mais cuidado em futuras convocatórias com os xadrezistas, capitães de equipa e
dirigentes que convocar.
Com os melhores cumprimentos,
Rosa Maria Durão
--- x ---
Caros Senhores,
A carta da D. Rosa Maria Durão, apesar de algumas imprecisões, comprova tudo o que foi dito no meu relatório (versão resumida) de 17 páginas, ilustrado com fotografias e cerca de 500 páginas de anexos. Ela não foi uma acompanhante, foi uma pessoa que se intrometeu em todos os assuntos da delegação e criou as situações de que se considera agora vitima. Também diz que pagou a estadia o que é falso. Obtive cópia do documento que a organização juntou ao processo de Portugal quando procurei saber se Portugal tinha algo em dívida.
A sua carta além desta, contem várias incorreções. Ao contrário do que diz, acompanhei de perto todos os jogos e todas as folhas dos encontros foram assinadas por mim, excepto nos dias, 19, 22, 23 e 25.
No dia 19 estive no início da partida e depois participei nos trabalhos do Comité Anti-Doping que tiveram inicio às 17 horas, tentando resolver os actuais problemas com que nos debatemos e nos outros dias estive no Congresso da Fide e da Ecu. O árbitro chefe foi avisado por escrito que a Capitã nesses dias seria a jogadora Margarida Coimbra.
Aliás, aquela senhora que diz ter dado assistência às jogadoras, assim como o marido, também estiveram presentes no Congresso da Fide, conforme pode ser facilmente provado, até tenho fotos, (devem ter dado assistência aos jogadores por telepatia). Esta sua presença foi mais uma prova da sua intromissão a todos os níveis.
Nunca lhe disse que "ela ali não é ninguém"... pelo contrário foi sempre alguém a chatear-me, até que a calei. Defendeu a posição do António Fernandes contra a FPX e estava contra a minha nomeação, conforme pode ser confirmado pelas suas próprias palavras na carta que redigiu:...
Por tudo isto ficou sem explicação a razão por que, havendo possibilidade de levar uma 5ª jogadora na selecção, se convocou uma xadrezista, que acumulou diversas funções que não cumpriu, que, à partida, não se mostrou disponível para participar nem mesmo depois de saber que uma das 4 xadrezistas efectivas estava em manifesta inferioridade física.
Repare-se na sofisma desta frase, quem é a D. Rosa Maria para ter de receber explicações da Direcção sobre a nomeação da 5ª jogadora?...
Além disso, a jogadora adoeceu no último dia durante o jogo, quando já não é possível haver qualquer substituição. Como é óbvio a senhora, deve desconhecer o que estava acordado (por escrito) entre mim e as jogadoras antes da partida.
A Ariana Pintor adoeceu não no 2ª dia mas sim no último. Na 2ª jornada as jogadoras bateram o País de Gales por 3 - 1 com todas as jogadoras a pontuarem e de boa saúde. Confusões da D. Rosa, que só podem ser prova de senilidade ou de sua invenção por falta de factos.
É evidente que a D. Rosa Maria queria ter sido a Capitã da equipa feminina e não se importa e terá muito prazer de vir a ser no futuro próximo... é que isto das "BORLAS" da Fide estão mesmo a acabar.
O meu trabalho foi feito de acordo com as directrizes que recebi da Direcção. "As minhas férias", como a senhora lhe chama, deram origem a um relatório completo e que pode servir de ferramenta de trabalho para esta e para as próximas Direcções. Dele podem tirar-se ilações e compreender o porquê da dificuldade de se resolverem certos assuntos com a Fide.
Apesar do meu desempenho ter sido dificultado, estou muito orgulhosa do meu trabalho, dos contactos conseguidos e espero que a Direcção possa desenvolve-los e colher os frutos de que tantos necessitamos.
Factos são factos e contra factos não há argumentos. A D. Rosa Maria com a idade que tem já devia saber que quem semeia ventos colhe tempestades. Espero que lhe sirva de lição para não ser tão intrometida, ser mais respeitadora e especialmente a escolher as pessoas com quem se mete ... Eu fui uma má escolha, porque nunca deixei, nem deixarei que me faltem ao respeito e respondo sempre à letra... Aqui, em Dresden e onde for preciso.
Sem outro assunto
Armanda Plácido
--- x ---
Boa noite a todos.
Infelizmente vejo-me obrigada a pronunciar-me sobre este assunto mais cedo do que desejava. A nossa equipa irá escrever uma carta à FPX a relatar a nossa versão dos acontecimentos. Mas neste momento penso que é importante clarificar imediatamente alguns factos:
1. A carta da D. Rosa Maria Durão foi vista por mim e também por mais duas jogadoras da equipa feminina antes de a enviar aos dirigentes, por isso nada do que se encontra na sua carta é falso.
2. Eu adoeci no 2º dia de prova e não no último (isto pode ser comprovado por muita gente). Foi a D. Rosa que me acompanhou ao médico da Olimpíada por três vezes, ao hospital no último dia, e inclusive me comprou um medicamento, oferecendo-me assim o seu apoio, o que lhe agradeço mesmo muito. Parece-me natural que depois disso, e também por ter um grande carinho pela D. Rosa Maria, que me ofereceu sempre muito apoio, tenha recorrido a ela em momentos de que precisava de auxílio e não à Maria Armanda. Ainda assim, o que está aqui em causa é que a Maria Armanda nunca mostrou interesse em saber das condições das suas jogadoras enquanto capitã de equipa. E mais grave até do que isso a não existência de uma 5ª jogadora quando esse lugar estava coberto pelas despesas da organização, custando apenas à FPX uma passagem de avião extra, e que me poderia ter substituído quando me encontrava mais frágil.
Nunca pedi à Maria Armanda que me substituísse, fui sempre tentando "um bocadinho mais", porque sabia ser o melhor para a equipa, porque a Maria Armanda não tinha ido a Dresden para jogar. Mas se estivesse uma jogadora para me substituir como a Bianca Jeremias ou a Ana Ferreira é obvio que teria pedido para descansar.
3. Não posso falar sobre as presenças nos Congressos da FIDE porque não estive presente. Mas houve situações em que a D. Rosa Maria esteve presente durante a partida o que me ofereceu alguma segurança, e a Maria Armanda não estava presente, agora se foi em dias de Congresso ou não já não sei dizer porque não me recordo.
4. Não percebo como pode afirmar que a D. Rosa Maria Durão não pagou a sua estadia em Dresden quando o próprio MI Joaquim Durão me garante que tem documentos que podem provar o contrário. Isto é uma acusação muito grave e que não pode ser feita de forma leviana.
Para além disso, se a Maria Armanda é da Direcção da FPX e a FPX não pagou a estadia à D. Rosa Maria, não estou a perceber como é que poderia a estadia ser paga de forma "obscura" sem o conhecimento da Direcção.
5. Nem nós nem a D. Rosa Maria queremos que ela venha a ser capitã da equipa feminina. Nós queremos um capitão que nos possa oferecer para além do apoio logístico, também apoio técnico. Já nos cansamos de sugerir à FPX que o fizesse, não percebemos porque é que o nosso pedido nunca foi respondido. Ainda assim gostaria de frisar que a D. Rosa Maria ao ser capitã da equipa feminina daria pelo menos o apoio moral e logístico de que as jogadoras precisam.
Não tenho mais nada a dizer por enquanto. Mas estou aberta (bem como, penso, as minhas colegas de equipa, embora não queira falar em nome delas) a quaisquer perguntas ou esclarecimentos que a FPX ou alguns dirigentes necessitem. Infelizmente cada vez mais vejo que vivemos num pequeno mundo do xadrez com muitas "guerrinhas" que não beneficiam em nada nem o desempenho dos jogadores nem a evolução da nossa modalidade.
Por isso penso que devemos cultivar um espírito de abertura no qual os assuntos mais importantes do xadrez nacional devem ser discutidos com o conhecimento de todos. Infelizmente neste caso houve muita coisa que eu não gostaria de discutir "em praça pública" mas que não se pode deixar passar em branco.
As coisas também não se irão resolver com acusações inúteis e especulações pelo que também não estou a perceber qual o intuito da Maria Armanda de chamar a D. Rosa Maria de "intrometida" e algo do género. A D. Rosa Maria nunca se intrometeu em nada onde a sua presença não foi requerida, no que se refere à nssa equipa; quanto aos Congressos da FIDE uma vez mais não posso falar de coisas onde não estive presente, mas pelo que me pareceu a D. Rosa Maria foi smpre bem vinda em eventos da FIDE sendo amiga de muitos que participam e presidem nestes eventos, pelo que nunca vi ninguém cuja atitude demonstrasse que a presença da D. Rosa Maria significasse uma "intromissão" desadequada.
Sendo assim por muito que a presença da D. Rosa Maria não agradasse à Maria Armanda, gostaria de saber que factos então possui que permitem classificar a sua presença de "intrometida", visto que penso que o facto de a "chatear" ou defender posições contrárias às suas não é motivo suficiente, pelo menos enquanto vivemos em democracia.
Cumprimentos
Ariana Pintor
--- x ---
Ariana,
Lamento que tenhas adoecido no segundo dia e ainda lamento mais que não me tenhas dito nada. Falei contigo mais do que uma vez nesse dia e até te tirei fotografias não me apercebi de nada.
Porque algumas das expressaram preocupação ou receio que eu retirasse alguma de vós para eu jogar, ficou combinado que eu só jogaria se alguma adoecesse ou não se sentisse em condições de jogar. O segundo dia em que referes ter estado doente e seguintes, eram dias que eu teria de jogar adversárias sem elo ou com elo de 1400, pelo que até teria sido uma experiência boa para mim.
Percebi que havia uma boa e antiga relação entre ti a Ana e a Rosa Maria quando as vi andar sempre juntas, o que achei ser benéfico para vocês. No entanto, foi para mim sempre muito difícil contactar convosco, tanto mais que nos eléctricos, se me encontrasse numa carruagem vocês iam para outra; no restaurante se me sentasse numa mesa vocês procuravam outra que estivesse mais afastada. Por isso e depois de várias tentativas, optei por esperar que fossem vocês a vir ter comigo quando precisassem de alguma coisa. E foi o que aconteceu, mais do que uma vez!
É pois muito injusta a tua afirmação de dizer que não me preocupei em saber o estado das jogadoras.
Agora, não me comunicar que te encontravas doente, não pedir para ser substituída conforme estava combinado, para depois a Rosa Maria utilizar isso e vir dizer:
... Numa situação em que era imperativo utilizar a 5ª jogadora seleccionada, esta não se mostrou disponível para jogar uma única partida o que fez com que Portugal alinhasse, em todas as partidas com uma xadrezista em inferioridade por motivos de saúde...
Tens razão... não é uma imprecisão é uma distorção grave dos factos com intenção manipulativa da opinião das pessoas que não se encontravam em Dresden.
É o que tenho a dizer sobre isto, neste momento.
Armanda Plácido
--- x ---
Caros Dirigentes da FPX,
Escrevemos esta carta para relatar algumas situações que se passaram na última Olimpíada em Dresden e que pensamos que devem tomar conhecimento.
Antes de partirmos para Dresden em Novembro, já nos tínhamos pronunciado desfavoravelmente à escolha da nossa capitã de equipa, lugar que foi preenchido pela Maria Armanda Plácido. Infelizmente, episódios que ocorreram durante a Olimpíada vieram reforçar esta opinião.
A Maria Armanda Plácido pode ter desempenhado as funções de representante da FPX no Congresso da FIDE mas não desempenhou as funções de capitã de equipa, pois não fez um acompanhamento próximo das suas jogadoras.
Infelizmente, uma das jogadoras da equipa feminina, a Ariana Pintor, sentiu-se mal no 2º dia, facto que foi presenciado pelas colegas de equipa, a Margarida Coimbra e a Ana Baptista. Em conversa com a D. Rosa Maria Durão, a Margarida e a Ana referiram que a Ariana não estava bem, e a D. Rosa Maria prontificou-se a ajudar no que fosse preciso.
A partir deste momento, a Ariana passou a pedir auxílio à D. Rosa Maria sempre que se sentiu pior, tendo pedido em algumas ocasiões que estivesse presente durante as partidas para se fosse preciso alguma coisa. A D. Rosa Maria ajudou a Ariana sempre que foi preciso, inclusive acompanhou-a ao médico da Olimpíada por três vezes e ao hospital no último dia, também na companhia da Margarida e da Ana.
Por tudo isto, e por também ter estado presente em inúmeras vezes em que foi preciso apoio moral e logístico, e por ter partilhado muitos bons momentos em Dresden com a nossa equipa, estamos muito agradecidas à D. Rosa Maria pela sua generosidade e disponibilidade.
No entanto, nunca a D. Rosa Maria expressou vontade de se tornar nossa capitã de equipa, apesar de ter sido ela a acompanhar a nossa equipa como se fosse tal. Também não tínhamos uma amizade anterior com a D. Rosa Maria, éramos apenas conhecidas de alguns torneios.
Infelizmente, a Maria Armanda Plácido interessou-se pouco pelas jogadoras, não tendo convivido com elas e procurado saber as suas condições físicas e psicológicas, bem como fornecer todo o apoio moral e logístico que se espera de uma capitã de equipa (já para não falar
do apoio técnico xadrezístico que seria esperado de um capitão, mas que aqui não se aplicaria). Nós (Ariana, Margarida e Ana), costumávamos andar juntas, por vezes acompanhadas da D. Rosa Maria e a Maria Armanda alega que nós "fugimos" da sua presença em variadas
ocasiões (eléctrico, sala de jantar), no entanto isto nunca aconteceu.
O que aconteceu foi um distanciamento natural após termos presenciado alguns episódios que não foram do nosso agrado, contudo nunca rejeitámos qualquer tentativa de aproximação da nossa capitã de equipa, estas tentativas não chegaram a acontecer.
Os episódios que nos desagradaram ocorreram logo nos primeiros dias.
No dia de chegada, como referiu a D. Rosa Maria na carta que endereçou à FPX, a Maria Armanda ordenou aos restantes membros da comitiva que não falassem sobre o assunto da reclamação do António Fernandes relativamente à constituição da equipa masculina. Se muitos de nós já não estavam de acordo com a presença da Maria Armanda na comitiva, esta atitude não favoreceu de todo as relações da Maria Armanda com os jogadores e com a D. Rosa Maria e o MI Joaquim Durão.
No dia seguinte, logo de manhã, enquanto a Maria Armanda falava connosco sobre alguns assuntos da equipa feminina, a D. Rosa Maria aproximou-se e disse-lhe que precisava de esclarecer alguns assuntos.
Após isto a Maria Armanda tomou uma atitude incompreensível, na nossa opinião, pois disse que não falaria com a D. Rosa Maria. Depois de a D. Rosa Maria insistir que conversassem, a Maria Armanda pegou nos seus papéis para se ir embora, mas antes de sair disse à D. Rosa Maria
que ela ali "não era ninguém" e ainda a insultou com expressões como "vá à merda" e "fuck you". Não consideramos que este seja um comportamento digno de alguém que representa um país numa Olimpíada como chefe de delegação. Para além da óbvia ofensa à D. Rosa Maria,
ainda revelou falta de respeito para connosco (equipa feminina) que estávamos a presenciar a situação. Naturalmente depois deste incidente as nossas relações com a Maria Armanda ficaram frias, mas também nunca houve interesse da Maria Armanda em reverter a situação.
Quando começou o Congresso da FIDE houve ainda maior distanciamento pois a nossa capitã deixou de estar presente durante os jogos e houve duas ocasiões em que a Ana necessitou da capitã por problemas de arbitragem e a Maria Armanda não estava presente para ajudar.
Posteriormente, já perto do fim do torneio, a Maria Armanda voltou a ter uma atitude ofensiva incompreensível, desta vez com a Ana.
Quando à 9ª jornada a Ana se inteirou de que tinha completado uma norma para Mestre Internacional Feminina através da Ariana, ela informou a Maria Armanda de que seria necessário confirmar se podia continuar a jogar sem comprometer a norma. Também referiu que, caso pudesse comprometer a norma, não quereria jogar as duas últimas jornadas, por forma a garantir este resultado. A Maria Armanda apenas concordou com esta situação após alguma insistência das jogadoras.
No dia seguinte de manhã, a Ana foi ter com a Maria Armanda para confirmar a situação da sua norma. Verificaram junto da organização que a Ana poderia continuar a jogar que a sua norma não ficaria comprometida. Ainda assim, a Ana desabafou com a Maria Armanda que estava "um pouco cansada", no entanto a Maria Armanda informou a Ana de que se nós conseguíssemos um lugar no primeiro terço da tabela, teríamos acesso ao estatuto de alta competição. A Ana respondeu "Por acaso já tenho [direito ao estatuto de alta competição], mas vou jogar
pela equipa." (A Ana poderá vir a ter o estatuto de alta competição devido ao 3º lugar obtido no Montenegro, no Campeonato Europeu de sub-18 Feminino de semi rápidas.)
Aparentemente a Maria Armanda só ouviu que a Ana disse "Por acaso já tenho [direito ao estatuto] " e insistiu com isto, levando a crer que a Ana teria uma atitude de indiferença perante a restante equipa, coisa que nós, colegas de equipa, sabemos bem que não é verdade.
Quando a Ana tentou esclarecer a situação com a Maria Armanda, dizendo-lhe que não tinha ouvido bem a frase e captado o sentido correcto, a Maria Armanda recusou-se a acreditar, chamando-lhe de "mentirosa" e dirigindo-se a outras jogadoras da equipa que presenciaram a discussão, a Margarida e a Ariana, tentando criar discórdia, dizendo "Agora acreditem em quem quiserem."
Por todos estes motivos gostaríamos que a FPX reflectisse sobre a actuação da Maria Armanda Plácido enquanto capitã de equipa da selecção feminina, e que mostrasse mais respeito sobre a nossa participação em provas internacionais no futuro, seleccionando capitães que estejam à altura do cargo.
Atenciosamente,
Ana Baptista
Ariana Pintor
Margarida Coimbra
--- x ---
Exmo. Senhor Presidente da
Federação Portuguesa de Xadrez
C/C às Associações de Xadrez
Assunto: Olimpíadas de Dresden.
Data: 23 de Dezembro de 2008.
Sou obrigada, perante o teor da carta que Armanda Plácido me remeteu e tornou pública, a regressar ao assunto da Olimpíada de Dresden e à participação na mesma da equipa feminina que aí foi representar Portugal. Digo "equipa feminina" e não "selecção feminina" porque a mesma integrava, nominalmente, Armanda Plácido – na dupla condição de capitã da equipa e de jogadora. Creio que nem ela acredita ser a quinta melhor jogadora nacional, mas isso não a demoveu de aceitar a incumbência. Diz-nos ela, em sua defesa neste aspecto, que tinha ficado combinado desde início com as restantes jogadoras que ela, Armanda Plácido, não iria jogar nenhum jogo. E Armanda Plácido, nisto, cumpriu: não se sentou uma única vez à frente do tabuleiro em representação da equipa portuguesa. Chama-me, mais de uma vez "intrometida", apenas porque havia alguém que se sentia obrigada a dar apoio, nem que fosse moral, às nossas jogadoras. Por ela, creio, estas teriam sido abandonadas à sua sorte.
É verdade que também nunca esteve perto, como deveria estar enquanto capitã da equipa. Diz ela que assinou todas as folhas dos encontros (excepto nos dias 19, 22, 23 e 25), o que significa que o seu trabalho como capitã se resumiu a sete assinaturas. Não diz, porque não pode fazê-lo, que colaborou na preparação das jogadoras para os encontros, por exemplo identificando as possíveis adversárias e coligindo colecções das suas partidas; ou então que acompanhou as jogadoras no dia-a-dia, assegurando-se que estavam bem de saúde – sobretudo quando sabia desde início que iriam ser todas elas obrigadas a jogar os jogos todos, estivessem de saúde ou estivessem, como a Ariana Pintor, doentes desde o segundo dia. E neste caso, o que ela deixa escrito sobre o assunto é simplesmente lamentável: primeiro que Ariana Pintor só ficou doente no último dia (o que foi desmentido pela própria); depois que deixou de acompanhar a equipa porque esta se sentava em mesas diferentes da sua à hora das refeições (não era ela quem tinha de tomar a iniciativa e determinar onde, quando e como a equipa tomava as refeições, se juntava, se preparava?). Isto é: toda a gente sabia que a Ariana Pintor estava doente desde o segundo dia da olimpíada, sendo obrigada a jogar o resto dos jogos incapacitada, menos a capitã da equipa (e esta não reparava nos resultados anómalos da Ariana?)!
Este facto deveria ser gravado numa lápide e afixado na fachada da sede da FPX para memória futura.
As posições públicas da Armanda Plácido sobre o assunto não se resumem, infelizmente, à sua lamentável actuação enquanto capitã da equipa e jogadora. E dou de barato, entretanto, que a Ariana Pintor, mesmo doente e com enorme sacrifício pessoal acabou por ser melhor opção para a equipa do que colocar-se a jogar a Armanda Plácido em sua substituição (não é para isso que serve um suplente?). Onde esta, a Armanda, me obriga realmente a responder-lhe, é quando me insulta, me chama de senil, e me difama, insinuando que deixei contas por pagar e que não fui eu quem pagou a minha estadia em Dresden. Sobre isto vai ter de se retractar ou prová-lo em tribunal que, como se diz em Portugal, "quem não se sente não é filho de boa gente". Quanto ao facto de eu me ter "intrometido" nos assuntos da equipa, remeto para o que as próprias jogadoras dizem, publicamente, sobre o assunto. Outro aspecto em que a Armanda Plácido falha vergonhosamente é a sua referência à minha presença nos trabalhos da FIDE: estive lá porque era uma sessão aberta ao público em geral (e mesmo que não fosse não teria de lhe dar satisfações, pelo que a minha presença não seria nunca uma "intromissão"); àquela hora não havia jogos, como tem obrigação de saber (pelo que a sua graçola sobre "telepatia" nem sequer é de mau gosto). Onde acaba por haver intromissão é na atitude da Maria Armanda, a opinar sobre onde devo e não devo estar.
Quanto ao resto, desde já desafio a FPX a colocar no seu site o relatório da Maria Armanda e toda a correspondência trocada sobre o assunto, assim como as contas da Olimpíada, incluindo a despesa de cada um dos elementos da comitiva e esclarecendo de uma vez por todas se alguém teve de pagar alguma despesa minha.
Com os melhores cumprimentos,
Rosa Maria Durão
---- x ---
Era esta a história que andava "escondida"...
Aqui fica toda a "telenovela" para comentarem se quiserem.
.




