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sábado, 16 de novembro de 2013

Campeonato Nacional Individual Absoluto 2011/2012



Boa tarde,

Como jogador de xadrez gosto que as coisas fiquem bem esclarecidas principalmente quanto aos Títulos Nacionais.

Como sabem e já vos enviei o ano passado tenho ficheiros com os Títulos Nacionais Individuais, Equipas, Femininos, Veteranos e Jovens.
Neste momento ainda não estou filiado, portanto também neste momento não sou colega do António Fernandes (o ano passado éramos jogadores do mesmo clube, o S.L. Benfica).

Não estou a defender o António Fernandes mas sim o Título Nacional. Não estou a favor nem contra ninguém individualmente.

Acompanhei o que se passou em relação à questão de Doping de um xadrezista (espero que dê a volta por cima), que até ganhou o referido Campeonato Nacional e a sua desclassificação e perca do referido Título.

Não estou a colocar em causa a decisão de efectuar o match a 3 para apuramento do campeão, mas como vi publicado na Casa do Xadrez um protesto do jogador António Fernandes, em que ele dizia que não participava no match nas referidas condições, porque é que ele é emparceirado?

O Match só devia ter sido efectuado a 2 jogadores e portanto a duas voltas. Estarei a ver mal?
 Para termos um campeão, não tinha que haver 2 jogos?

Se for possível gostava de um esclarecimento da situação em causa, pois para mim parece-me que ainda não há campeão.


Com os melhores cumprimentos,

João Pacheco

sábado, 26 de outubro de 2013

GM António Fernandes: Carta aberta à F.P.X.


A pedido de várias pessoas, aqui fica o artigo novamente em destaque.

Há 4 comentários publicados mais alguns que nós resolvemos não publicar porque eram ofensivos ou parvos o suficiente para não se lhes dar importância. Não adiantavam nada à conversa.

Para verem os comentários é só simularem que vão fazer um novo comentário clicando no link. Todos os comentários até à data ficaram disponíveis.

Outra opção e sublinhar com o rato a parte escura a seguir à palavra 'disse...' em cada comentário.

Bom fim de semana !
 




Lisboa, 18 de Outubro de 2013


Para: Direção da Federação Portuguesa de Xadrez



Assunto: Protesto em relação à tomada de decisão da Direção da Federação Portuguesa
               de Xadrez no seu Comunicado Dir-020-2013, relativamente ao Campeonato
               Nacional Individual Absoluto 2011/2012 – Título.



Exmos Srs. Diretores da Federação Portuguesa de Xadrez, após uma análise mais cuidada que tive oportunidade de efetuar à vossa tomada de decisão, tenho a comunicar o seguinte.



• Passou-se mais de um ano desde a realização da final do Campeonato Nacional Individual 2011/2012 sem que tivessem tomado qualquer decisão sobre a referida situação “Caso de Doping”, com essa atitude Portugal deixou de se fazer representar no Campeonato Europeu Individual, prova disputada em Legnica na Polónia de 4 a 17 de Maio de 2013. Agora, passado mais de um ano, sou informado pela primeira vez, por mail, no dia 18 do passado mês de Setembro que acabavam de tomar uma decisão sobre o processo que estava a decorrer sobre o jogador Luís Galego.


• Embora nunca nenhum elemento da FPX me tenha sequer informado do incidente que, infelizmente, o Luís Galego fora protagonista e apesar de ter tomado conhecimento por terceiros do seu infortúnio, nunca em tempo algum, apesar de ter ficado em 2º lugar e inclusive de o ter vencido, repito, nunca me quis aproveitar de tal situação, por isso mesmo jamais questionei qualquer dirigente desta federação acerca desse assunto, contrariamente à posição assumida por outras pessoas.


• Devo dizer que fiquei algo perplexo com a decisão por vocês tomada, mas tudo se torna um pouco mais claro ao compreender a insistência e a pressa na obtenção de uma resposta minha no agendamento da prova para a atribuição do título nacional, tanto por parte dos dirigentes como pelos próprios intervenientes para a realização da mesma, e o mais rápido possível, entre os jogadores classificados em 2º, 3º e 4º lugar da fase final.
Percebe-se nessa insistência o quererem resolver agora, à pressão, em dias, aquilo que deixaram de resolver durante toda uma época. Devo dizer-vos que não sendo profissional da modalidade e não estando dedicado à mesma direta ou indiretamente como os outros jogadores, pois trabalho por conta de outrem em uma atividade que nada tem que ver com a modalidade, e não dispondo de mais dias de férias este ano, é-me completamente impossível disputar uma prova nestas condições sem o mínimo de preparação para a mesma e em completa desigualdade perante os outros intervenientes.
A situação ainda se torna mais caricata, quando ao receber um dos últimos mails enviados pelo tesoureiro da Federação Portuguesa de Xadrez, posteriormente a ter sido informado da dificuldade que eu teria por parte da minha entidade patronal no agendamento da prova, me informa que os jogos serão realizados às 20h00, propondo para me facilitar na disponibilidade da minha entidade patronal que o seu início até poderia ser às 21h00, com o acordo dos outros dois jogadores, ou mesmo serem realizados eventualmente a um fim-de-semana caso surjam propostas para tal.


• Infelizmente só posso lamentar e até mesmo desculpar a ignorância das pessoas que sendo dirigentes e não tendo qualquer experiência, ou de outros que muito pouco ou nada têm, em termos de competição e de alta competição, se permitem fazer propostas nestas condições. Desde já passo a informar que a minha presença, numa qualquer prova deste género, estará sempre condicionada com a disponibilidade que tenha ou possa vir a ter em dias disponíveis que antecedam a mesma por forma a permitir-me ter um mínimo de preparação, técnica e física para a mesma. À que ter consciência que
foram vocês que demoraram todo este tempo para a tomada de uma decisão, a qual podiam e deviam ter tomado à vários meses a esta parte, na altura em que as pessoas ainda poderiam gerir os seus dias de férias.


• Contudo e voltando ao cerne da questão, relativamente à decisão da Direção da Federação Portuguesa de Xadrez, devo dizer-vos que tal decisão abrirá certamente um precedente, o qual num futuro ocorrerá pondo em causa a verdade desportiva da prova, tal e qual como no presente caso. Não se entende e eu próprio não posso entender a decisão de serem anuladas todas as partidas disputadas pelo Luís Galego, pois ao ler o artigo do controlo antidoping da Federação Internacional de Xadrez, a mesma diz que a penalização a jogadores nessas circunstâncias é a desqualificação automática dos seus resultados individuais e não a sua anulação, pelo que obviamente isso acarreta apenas a desqualificação automática da prova de qualquer jogador nessa situação e não a anulação das suas partidas. Evidentemente que esta decisão que a Direção da FPX pretendeu tomar é tudo menos justa em termos desportivos, há que ter um pouco de bom senso, senão, suponhamos que um jogador que até fica em último lugar numa determinada prova, acusa resultado positivo no controlo antidoping, a tomar-se uma decisão destas o jogador que ficara em 1º lugar poderá perder o título em virtude das partidas disputadas por esse jogador serem todas anuladas.


• Mas, como dizia eu, há que ter bom senso e se o que se pretende numa competição desportiva é que sejam criadas um conjunto de condições de igualdade entre todos os participantes envolvidos na competição, não nos podemos esquecer que esta decisão tem tudo menos de igualdade de condições e de critérios. Efetivamente durante uma competição, cada um dos participantes delineia a sua estratégia de acordo com os seus objetivos pessoais e essa estratégia definida é implementada ou alterada partida a partida, de acordo com o desenrolar da prova e dos planos individuais de cada um.
Daí que no caso concreto, final do Campeonato Nacional Individual 2011/2012, em determinada altura da prova e em virtude de ter uma desvantagem pontual, em relação ao Luís Galego, resolvi arriscar na partida que disputava com o Carlos Carneiro acabando por vir a perder a mesma. Claro que não serve de desculpa, mas foi de facto um erro estratégico da minha parte, o qual pelos vistos veio a sair bastante caro. É lógico e compreensível que tal situação, possivelmente, não se verificaria se se soubesse de antemão que as partidas com o Luís Galego não seriam contabilizadas. Sendo esta uma condição de estratégia individual, e até discutível, outras situações existem que provocam total desigualdade na própria competição. Pretendo com isto tornar claro que ao ser retirado um jogador da prova, neste caso concreto, passaram a ser disputadas apenas 8 partidas e contrariamente aos critérios de igualdade estabelecidos à priori, a partir desse momento e nessas 8 partidas disputadas entre os restantes 9 participantes da prova, passou a haver vários jogadores que jogaram 4 partidas com as peças brancas e 4 partidas com as peças pretas, outros jogadores jogaram 5 partidas com as peças pretas e 3 partidas com as peças brancas e ainda outros jogaram 5 partidas com as peças brancas e 3 com as peças pretas, como é o caso de um dos 3 jogadores que a Federação diz terem ficado empatados. A minha pergunta é muito simples: Consideram haver igualdade de condições entre os 9 participantes nesta competição?


• Se efetivamente há que ter bom senso na interpretação dos regulamentos, é lógico e por demais evidente a aplicação dos seus critérios, ora nestas circunstâncias: É admissível que um jogador perca, por exemplo, o título de Campeão da Europa Individual pelo simples facto de ter tido a infelicidade de jogar na 1ª sessão com um jogador que se classificou, suponhamos, em 189º lugar entre 200 participantes e acusou positivo no controlo antidoping? Certamente que não, nem a FIDE jamais o faria. Inclusivamente nessa competição pelo simples facto de o torneio ser disputado em sistema suíço, tornar-se-ia ridículo de que haveria 9 jogadores que teriam disputado menos uma partida em relação aos outros 190 e por infelicidade do 1º classificado este perderia o título pois ser-lhe-ia retirado o ponto contra o jogador dopado, desse modo ele apenas contaria com 8 partidas disputadas.


• Mais ridículo se tornaria a seguinte situação: suponhamos que, na prova em questão, 4 jogadores acusavam positivo no controlo antidoping, seria então possível haver jogadores dessa prova que teriam disputado todas as 5 partidas de brancas e outros que teriam jogado todas as 5 partidas de pretas. Faz isto algum sentido? Que critério de desempate seria justo aqui aplicar? Pela vossa lógica, mantem-se os mesmos critérios.
Erradamente como se pode comprovar pelo seguinte exemplo, no qual supomos que os jogadores estariam empatados em todas as quatro primeiras alíneas do critério de desempate, então ao chegar-se à alínea e) maior número de partidas jogadas com as peças pretas, o jogador que jogou as 5 partidas de brancas perde o título no desempate, pois nessa prova não lhe foi permitido jogar uma única partida com as peças pretas.
Impõe-se então a pergunta: É justo manter-se esses critérios de desempate em uma prova que foi adulterada?


• Por fim e ainda mais gravosa a situação se torna, quando ao tomarem uma decisão destas, repito, totalmente injusta e incorreta, se pretende que seja disputado um torneio entre 3 jogadores, supostamente empatados, mas mantendo-se um critério de desempate que foi totalmente adulterado por força das circunstâncias, retirada de um jogador da prova. Ora se se entende que um jogador prejudicou os demais e por isso é retirado da prova e todos os seus resultados anulados, porque não são também excluídos de uma suposta final, onde se pretende atribuir o título, os critérios de desempate os quais também eles estão a prejudicar jogadores pela inexistência desse jogador. Acontece que os critérios de desempatem existem para ser aplicados numa competição dita normal, contrariamente a esta, que foi totalmente alterada, a qual passou a beneficiar determinados jogadores que passaram significativamente a ter melhores condições em comparação com outros participantes na prova, como já referido anteriormente. Nestas condições de desigualdade, não é nada sensato aplicar-se um critério de desempate que passou a estar viciado e nada tem em termos de igualdade desportiva para com todos os intervenientes na prova. Deste modo, eu pessoalmente, passo a ser duplamente penalizado, pois primeiro retiram um jogador a quem eu venci, independentemente de ele estar ou não dopado, e posteriormente para as várias alíneas do critério de desempate, passo a ser o único jogador da prova a quem é retirado o jogador que venci e que fez mais de 50% dos pontos ( b) sistema Koya), o único a quem são retirados todos os pontos do jogador que venci ( c) sistema Sonnenborg-Berger), o único a quem é retirado mais uma vitória ( d) maior número de partidas ganhas). A pergunta que se põe é: É aceitável manter um critério de desempate que também ele, pelo mesmo juízo de valor efetuado para a anulação de todos os jogos disputados com o Luís Galego, passou a beneficiar determinados jogadores, quando supostamente o critério de desempate deve ser aplicado a uma competição dita normal, disputada em igualdade de circunstâncias, tudo menos o que esta passou a ser?


• Por forma a minimizar estas situações será preferível e possivelmente fará sentido que em provas deste género, seja exigido que todos os participantes do campeonato façam um controlo antidoping antes do início e outro no final da mesma, pois dessa forma cada um poderá melhor confiar em adoptar determinado tipo de estratégias, contribuindo também para uma disputa com maior igualdade de condições.


• Analisando o quadro conjunto dos resultados entre os 3 jogadores que a Direção da Federação Portuguesa de Xadrez diz estarem empatados, conjuntamente com o jogador Luís Galego, ao qual a mesma pretende anular todas as suas partidas, verificamos o seguinte quadro de resultados:




Penso que fica tudo um pouco mais claro e cada um poderá tirar as ilações que muito bem entender acerca do grande prejuízo que os jogadores supostamente empatados tiveram nas partidas disputadas com o Luís Galego.
Como disse anteriormente, embora não me tendo querido aproveitar da situação ao longo deste tempo passado, e não havendo outra forma de contornar o tema sem ser com a desqualificação do jogador Luís Galego, neste caso, considero obviamente uma total injustiça que o título não me seja atribuído a mim e antes pelo contrário seja atribuído a qualquer outro jogador. Pois se a Direção da Federação entende que o facto do jogador Luís Galego ter jogado nas condições descritas, prejudicou os restantes 9 jogadores que estiveram presentes na fase final do Campeonato Nacional Individual 2011/2012, convém referir que todos esses 9 jogadores, tiveram exactamente as mesmas oportunidades e as mesmas condições cada vez que defrontaram o Luís Galego, no entanto e com esta atitude a Direção da Federação toma uma decisão, por entender que os 9 jogadores foram prejudicados, e dessa forma passa a prejudicar deliberadamente 1 jogador, eu próprio, por ter sido o único jogador a vencer o Luís Galego, diga-se nas mesmas condições e igualdades que todos os restantes 8 jogadores tiveram.
Analisando todos os pontos mencionados, é muito fácil compreender-se que o único jogador prejudicado do torneio, não contando obviamente com o jogador Luís Galego, fui eu próprio em todas e digo todas as decisões que entenderam tomar, no que diz respeito à anulação das partidas disputadas com o Luís e a questão de se manter um conjunto de critérios de desempate, totalmente adulterados, para a poule que entendem realizar.


Deste modo, após a análise sistematizada que acabei de efetuar, da qual como se depreende discordo em absoluto da tomada de posição da Direção da FPX, sinto-me portanto na obrigação de tomar a seguinte posição:

Não estou interessado em disputar essa prova nas referidas condições.



Com os melhores cumprimentos,
GM António Fernandes


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Protesto do GM António Fernandes: Carta aberta à F.P.X.




Lisboa, 18 de Outubro de 2013


Para: Direção da Federação Portuguesa de Xadrez



Assunto: Protesto em relação à tomada de decisão da Direção da Federação Portuguesa
               de Xadrez no seu Comunicado Dir-020-2013, relativamente ao Campeonato
               Nacional Individual Absoluto 2011/2012 – Título.



Exmos Srs. Diretores da Federação Portuguesa de Xadrez, após uma análise mais cuidada que tive oportunidade de efetuar à vossa tomada de decisão, tenho a comunicar o seguinte.



• Passou-se mais de um ano desde a realização da final do Campeonato Nacional Individual 2011/2012 sem que tivessem tomado qualquer decisão sobre a referida situação “Caso de Doping”, com essa atitude Portugal deixou de se fazer representar no Campeonato Europeu Individual, prova disputada em Legnica na Polónia de 4 a 17 de Maio de 2013. Agora, passado mais de um ano, sou informado pela primeira vez, por mail, no dia 18 do passado mês de Setembro que acabavam de tomar uma decisão sobre o processo que estava a decorrer sobre o jogador Luís Galego.


• Embora nunca nenhum elemento da FPX me tenha sequer informado do incidente que, infelizmente, o Luís Galego fora protagonista e apesar de ter tomado conhecimento por terceiros do seu infortúnio, nunca em tempo algum, apesar de ter ficado em 2º lugar e inclusive de o ter vencido, repito, nunca me quis aproveitar de tal situação, por isso mesmo jamais questionei qualquer dirigente desta federação acerca desse assunto, contrariamente à posição assumida por outras pessoas.


• Devo dizer que fiquei algo perplexo com a decisão por vocês tomada, mas tudo se torna um pouco mais claro ao compreender a insistência e a pressa na obtenção de uma resposta minha no agendamento da prova para a atribuição do título nacional, tanto por parte dos dirigentes como pelos próprios intervenientes para a realização da mesma, e o mais rápido possível, entre os jogadores classificados em 2º, 3º e 4º lugar da fase final.
Percebe-se nessa insistência o quererem resolver agora, à pressão, em dias, aquilo que deixaram de resolver durante toda uma época. Devo dizer-vos que não sendo profissional da modalidade e não estando dedicado à mesma direta ou indiretamente como os outros jogadores, pois trabalho por conta de outrem em uma atividade que nada tem que ver com a modalidade, e não dispondo de mais dias de férias este ano, é-me completamente impossível disputar uma prova nestas condições sem o mínimo de preparação para a mesma e em completa desigualdade perante os outros intervenientes.
A situação ainda se torna mais caricata, quando ao receber um dos últimos mails enviados pelo tesoureiro da Federação Portuguesa de Xadrez, posteriormente a ter sido informado da dificuldade que eu teria por parte da minha entidade patronal no agendamento da prova, me informa que os jogos serão realizados às 20h00, propondo para me facilitar na disponibilidade da minha entidade patronal que o seu início até poderia ser às 21h00, com o acordo dos outros dois jogadores, ou mesmo serem realizados eventualmente a um fim-de-semana caso surjam propostas para tal.


• Infelizmente só posso lamentar e até mesmo desculpar a ignorância das pessoas que sendo dirigentes e não tendo qualquer experiência, ou de outros que muito pouco ou nada têm, em termos de competição e de alta competição, se permitem fazer propostas nestas condições. Desde já passo a informar que a minha presença, numa qualquer prova deste género, estará sempre condicionada com a disponibilidade que tenha ou possa vir a ter em dias disponíveis que antecedam a mesma por forma a permitir-me ter um mínimo de preparação, técnica e física para a mesma. À que ter consciência que
foram vocês que demoraram todo este tempo para a tomada de uma decisão, a qual podiam e deviam ter tomado à vários meses a esta parte, na altura em que as pessoas ainda poderiam gerir os seus dias de férias.


• Contudo e voltando ao cerne da questão, relativamente à decisão da Direção da Federação Portuguesa de Xadrez, devo dizer-vos que tal decisão abrirá certamente um precedente, o qual num futuro ocorrerá pondo em causa a verdade desportiva da prova, tal e qual como no presente caso. Não se entende e eu próprio não posso entender a decisão de serem anuladas todas as partidas disputadas pelo Luís Galego, pois ao ler o artigo do controlo antidoping da Federação Internacional de Xadrez, a mesma diz que a penalização a jogadores nessas circunstâncias é a desqualificação automática dos seus resultados individuais e não a sua anulação, pelo que obviamente isso acarreta apenas a desqualificação automática da prova de qualquer jogador nessa situação e não a anulação das suas partidas. Evidentemente que esta decisão que a Direção da FPX pretendeu tomar é tudo menos justa em termos desportivos, há que ter um pouco de bom senso, senão, suponhamos que um jogador que até fica em último lugar numa determinada prova, acusa resultado positivo no controlo antidoping, a tomar-se uma decisão destas o jogador que ficara em 1º lugar poderá perder o título em virtude das partidas disputadas por esse jogador serem todas anuladas.


• Mas, como dizia eu, há que ter bom senso e se o que se pretende numa competição desportiva é que sejam criadas um conjunto de condições de igualdade entre todos os participantes envolvidos na competição, não nos podemos esquecer que esta decisão tem tudo menos de igualdade de condições e de critérios. Efetivamente durante uma competição, cada um dos participantes delineia a sua estratégia de acordo com os seus objetivos pessoais e essa estratégia definida é implementada ou alterada partida a partida, de acordo com o desenrolar da prova e dos planos individuais de cada um.
Daí que no caso concreto, final do Campeonato Nacional Individual 2011/2012, em determinada altura da prova e em virtude de ter uma desvantagem pontual, em relação ao Luís Galego, resolvi arriscar na partida que disputava com o Carlos Carneiro acabando por vir a perder a mesma. Claro que não serve de desculpa, mas foi de facto um erro estratégico da minha parte, o qual pelos vistos veio a sair bastante caro. É lógico e compreensível que tal situação, possivelmente, não se verificaria se se soubesse de antemão que as partidas com o Luís Galego não seriam contabilizadas. Sendo esta uma condição de estratégia individual, e até discutível, outras situações existem que provocam total desigualdade na própria competição. Pretendo com isto tornar claro que ao ser retirado um jogador da prova, neste caso concreto, passaram a ser disputadas apenas 8 partidas e contrariamente aos critérios de igualdade estabelecidos à priori, a partir desse momento e nessas 8 partidas disputadas entre os restantes 9 participantes da prova, passou a haver vários jogadores que jogaram 4 partidas com as peças brancas e 4 partidas com as peças pretas, outros jogadores jogaram 5 partidas com as peças pretas e 3 partidas com as peças brancas e ainda outros jogaram 5 partidas com as peças brancas e 3 com as peças pretas, como é o caso de um dos 3 jogadores que a Federação diz terem ficado empatados. A minha pergunta é muito simples: Consideram haver igualdade de condições entre os 9 participantes nesta competição?


• Se efetivamente há que ter bom senso na interpretação dos regulamentos, é lógico e por demais evidente a aplicação dos seus critérios, ora nestas circunstâncias: É admissível que um jogador perca, por exemplo, o título de Campeão da Europa Individual pelo simples facto de ter tido a infelicidade de jogar na 1ª sessão com um jogador que se classificou, suponhamos, em 189º lugar entre 200 participantes e acusou positivo no controlo antidoping? Certamente que não, nem a FIDE jamais o faria. Inclusivamente nessa competição pelo simples facto de o torneio ser disputado em sistema suíço, tornar-se-ia ridículo de que haveria 9 jogadores que teriam disputado menos uma partida em relação aos outros 190 e por infelicidade do 1º classificado este perderia o título pois ser-lhe-ia retirado o ponto contra o jogador dopado, desse modo ele apenas contaria com 8 partidas disputadas.


• Mais ridículo se tornaria a seguinte situação: suponhamos que, na prova em questão, 4 jogadores acusavam positivo no controlo antidoping, seria então possível haver jogadores dessa prova que teriam disputado todas as 5 partidas de brancas e outros que teriam jogado todas as 5 partidas de pretas. Faz isto algum sentido? Que critério de desempate seria justo aqui aplicar? Pela vossa lógica, mantem-se os mesmos critérios.
Erradamente como se pode comprovar pelo seguinte exemplo, no qual supomos que os jogadores estariam empatados em todas as quatro primeiras alíneas do critério de desempate, então ao chegar-se à alínea e) maior número de partidas jogadas com as peças pretas, o jogador que jogou as 5 partidas de brancas perde o título no desempate, pois nessa prova não lhe foi permitido jogar uma única partida com as peças pretas.
Impõe-se então a pergunta: É justo manter-se esses critérios de desempate em uma prova que foi adulterada?


• Por fim e ainda mais gravosa a situação se torna, quando ao tomarem uma decisão destas, repito, totalmente injusta e incorreta, se pretende que seja disputado um torneio entre 3 jogadores, supostamente empatados, mas mantendo-se um critério de desempate que foi totalmente adulterado por força das circunstâncias, retirada de um jogador da prova. Ora se se entende que um jogador prejudicou os demais e por isso é retirado da prova e todos os seus resultados anulados, porque não são também excluídos de uma suposta final, onde se pretende atribuir o título, os critérios de desempate os quais também eles estão a prejudicar jogadores pela inexistência desse jogador. Acontece que os critérios de desempatem existem para ser aplicados numa competição dita normal, contrariamente a esta, que foi totalmente alterada, a qual passou a beneficiar determinados jogadores que passaram significativamente a ter melhores condições em comparação com outros participantes na prova, como já referido anteriormente. Nestas condições de desigualdade, não é nada sensato aplicar-se um critério de desempate que passou a estar viciado e nada tem em termos de igualdade desportiva para com todos os intervenientes na prova. Deste modo, eu pessoalmente, passo a ser duplamente penalizado, pois primeiro retiram um jogador a quem eu venci, independentemente de ele estar ou não dopado, e posteriormente para as várias alíneas do critério de desempate, passo a ser o único jogador da prova a quem é retirado o jogador que venci e que fez mais de 50% dos pontos ( b) sistema Koya), o único a quem são retirados todos os pontos do jogador que venci ( c) sistema Sonnenborg-Berger), o único a quem é retirado mais uma vitória ( d) maior número de partidas ganhas).
A pergunta que se põe é: É aceitável manter um critério de desempate que também ele, pelo mesmo juízo de valor efetuado para a anulação de todos os jogos disputados com o Luís Galego, passou a beneficiar determinados jogadores, quando supostamente o critério de desempate deve ser aplicado a uma competição dita normal, disputada em igualdade de circunstâncias, tudo menos o que esta passou a ser?


• Por forma a minimizar estas situações será preferível e possivelmente fará sentido que em provas deste género, seja exigido que todos os participantes do campeonato façam um controlo antidoping antes do início e outro no final da mesma, pois dessa forma cada um poderá melhor confiar em adoptar determinado tipo de estratégias, contribuindo também para uma disputa com maior igualdade de condições.


• Analisando o quadro conjunto dos resultados entre os 3 jogadores que a Direção da Federação Portuguesa de Xadrez diz estarem empatados, conjuntamente com o jogador Luís Galego, ao qual a mesma pretende anular todas as suas partidas, verificamos o seguinte quadro de resultados:




Penso que fica tudo um pouco mais claro e cada um poderá tirar as ilações que muito bem entender acerca do grande prejuízo que os jogadores supostamente empatados tiveram nas partidas disputadas com o Luís Galego.
Como disse anteriormente, embora não me tendo querido aproveitar da situação ao longo deste tempo passado, e não havendo outra forma de contornar o tema sem ser com a desqualificação do jogador Luís Galego, neste caso, considero obviamente uma total injustiça que o título não me seja atribuído a mim e antes pelo contrário seja atribuído a qualquer outro jogador. Pois se a Direção da Federação entende que o facto do jogador Luís Galego ter jogado nas condições descritas, prejudicou os restantes 9 jogadores que estiveram presentes na fase final do Campeonato Nacional Individual 2011/2012, convém referir que todos esses 9 jogadores, tiveram exactamente as mesmas oportunidades e as mesmas condições cada vez que defrontaram o Luís Galego, no entanto e com esta atitude a Direção da Federação toma uma decisão, por entender que os 9 jogadores foram prejudicados, e dessa forma passa a prejudicar deliberadamente 1 jogador, eu próprio, por ter sido o único jogador a vencer o Luís Galego, diga-se nas mesmas condições e igualdades que todos os restantes 8 jogadores tiveram.
Analisando todos os pontos mencionados, é muito fácil compreender-se que o único jogador prejudicado do torneio, não contando obviamente com o jogador Luís Galego, fui eu próprio em todas e digo todas as decisões que entenderam tomar, no que diz respeito à anulação das partidas disputadas com o Luís e a questão de se manter um conjunto de critérios de desempate, totalmente adulterados, para a poule que entendem realizar.


Deste modo, após a análise sistematizada que acabei de efetuar, da qual como se depreende discordo em absoluto da tomada de posição da Direção da FPX, sinto-me portanto na obrigação de tomar a seguinte posição:

Não estou interessado em disputar essa prova nas referidas condições.



Com os melhores cumprimentos,
GM António Fernandes

domingo, 26 de dezembro de 2010

Lástimas, Tristezas: Sublinhando Arlindo Vieira...

Lástimas, Tristezas



"Eu, retiro-me, e esta será provavelmente a última vez que ouvirão falar num tipo chamado António Russo, que era federado, que sempre gostou muito de xadrez, mas que se fartou de todo o cenário dantesco que o envolvia."
António Russo

Vou quebrar uma regra que a mim próprio tinha imposto quando criei este blogue: só falar de xadrez longe da esfera do xadrez português actual tal como o vejo e sinto. E o que aqui vai, é uma resposta ao António Russo, amigo de Xadrez de longa data e, alguém que ao longo dos anos, quer na Luso-Xadrez, quer noutros Fórum da modalidade, tem lançado ideias, propostas, sugestões que visavam a melhoria organizativa e o progresso do nosso amado xadrez, quase sempre em vão, diga-se.

Esta resposta pelo seu exagerado número de caracteres não entrou na caixa de comentários do Blogue da Casa do Xadrez. Assim , isto foi escrito de rajada, de raiva, e antes de mais nada, deixem que escreva o que sinto do Xadrez Português a nível organizativo e competitivo: Uma Lástima!

E mais não digo, dizendo o óbvio: antes da organização, é preciso renovar o tecido pessoal do dirigismo que anda há demasiado tempo no xadrez. Há comodismo, rotineirice, mais do mesmo no xadrez português. É preciso com urgência gente nova, novas dinâmicas de pensar e ver o xadrez, novas formas de estar no dirigismo no xadrez português, independência em relações a "Masters Voices" que nos cadeirões do poder, ou por trás deles, mexem cordelinhos, impõem vontades, muitas vezes numa democracia de valor muitíssimo duvidoso, por não serem ouvidos os xadrezistas, ou mesmo os clubes. Depois, depois são os acordos de ocasião, os interesses mesquinhos unipessoais ou conjecturais a sobreporem-se ao interesse do xadrez português.

O que se vê de objectivo? Um xadrez estagnado, a passo de caracol, uma competitividade que não existe, uma falta gritante de progresso ( a crise de 2200) por não aposta nos jovens a partir de determinada altura ( e se há algum, casos do Ruben e de um outro que não digo o nome, para não ferir susceptibilidades, mas que adivinham, do bolso dos Pais lhes saiu-sai, com treino particular), um Nacional da 1ª Divisão que é das competições mais falsas e manhosas do xadrez Português, mostrando um verniz que estala no primeiro "beliscão", subsidiário de "tetas" camarárias de alguns, que quando secam, levam à extinção do Clube, os resultados pouco afamados de xadrezistas portugueses, que não se analisam, ou quando analisados são sempre "alindados" para a fotografia, sites de xadrez associativos ou da própria Federação que são aquilo que se pode chamar o grau Zero da insanidade xadrezista-aquilo parece feito para "atrasados mentais" (com o respeito que tenho pelos mesmos), ou se quiserem, este ambiente de xadrez requentado, banho-maria, "tá-se bem" em que vive o xadrez português vai para décadas.

Depois, depois sempre as mesmas queixas, os mesmo problemas, mas também os mesmos rostos, as mesmas caras, as mesmas metodologias de dirigir, de pensar, de ver o xadrez, mesmo que sejam as mais bacocas que existam. E ainda depois, esta questão para a qual ainda não encontrei resposta: Mas não aparece e gente nova para o dirigismo do xadrez, porque não quer, ou....uma certa instalação no poder de alguns, não deixa, ou não quer que se destape certas caixas de pandora de más gestões?
Não sei!


Sei que conheço o António Russo e sei que o percebo. Sei o que este homem trouxe ao Xadrez, sei o que foi (é) o Luso Xadrez, sei o quanto ama o xadrez, na mesma proporção que sei aqueles que sempre viveram na sombra, nas manobras, na ambição de, ou no "bem-bom" de viver com o "cú virado para o céu", xadrezisticamente falando, de ter a sorte-grande e terminação subsidiária, que outros nunca tiveram, ou mesmo de ocupar cargos que sempre ambicionaram.


Tudo bem, agora o que não suporto é depois o discurso do "ir empurrado", o de estar a prestar um grande serviço, o sacrifício na cruz! Não! Conheço muito bem certa gente listável federativa os associativa. Vão para lá sempre contrariadas, sempre perfiláveis, mesmo sem ter perfil nenhum , nem a mínima ideia do que pretendem, de estratégia a impulsionar. Depois, depois, até se adere porque sim, porque se é amigo, camarada, porque é preciso completar lista. Depois e ainda, perante enormidades, envergonhados, abanam-se ombros, abdicam-se ideias próprias e como Erasmo no Elogio da Loucura, passam-se a cortesãos rastejantes de omnipotente príncipe.

Nunca, mas nunca hei-de perceber nas organizações o que fazem vice-presidentes, secretários, Conselhos disto e daquilo perante ditadorzecos-estalicas de meia-tigela! Como nas actas das direcções ou dos órgãos ( isso ainda existirá?) é tudo tão cordato, tudo tão anémico, ou talvez, tudo deva parecer assim , mesmo que se tenha de dar volta ao texto!

Não sei. Nem quero saber. Sei apenas que em relação ao dirigismo do xadrez ( e obviamente não me estou a referir às pessoas, "porreiras", "fixes", venerandas que sejam), algumas-muitas, não as convidada sequer para organizar as refeições diárias dos meus dois gatos! Matavam-me os bichos a comida seca por rotina, por dado adquirido que é assim! Mas o extraordinário, é que se calhar matavam-me a gataria e continuariam a matar a tartaruga, o hamster, o cachorro, com o mesmo método, porque eles acham que é assim que a bicharada deve estar entregue! Persistência, resiliência à mudança, auto-mentalização da sua imprescindibilidade. Sem nós era o caos!

E chega. Aqui a minha resposta ao mail do António Russo. Amargo e rude, que jeito, só para Kupreichik,Spassky, memórias, ternuras e afins.

"Só me admirei de o Russo ainda continuar! Nada surpreendido com a sua decisão, porque o Russo no xadrez, não é , nem nunca foi um peão de brega!! No Xadrez português, onde abundam Cavalos mais parecidos com burros, "Reis" de triste figura, enrocados em ambições mesquinhas, em "mamas" subsidiárias-camarárias e "Damas" pouco abispadas que se deixam pensar pelas cabeças oco-pensantes da masculinidade indigente que vai governando o xadrez, a peça vertical de madeira nobre que é o António Russo, nada tem a ver com este xadrez plastificado, anémico, quadrado e hipócrita que vai campeando neste tabuleiro carunchoso que se chama xadrez português!


Como não estar de acordo com tudo o que escreve? Ver os saltos mortais de companheiros meus que antes eram lúcidos no que escavavam de ossário do xadrez português, agora cordatos, submissos, quase envergonhados pelo xadrez "estar a norte", nem sequer me chateia, deprime-me, mas...tiro-lhes a bissectriz ética e guardo para mim o resultado.


Dizia vai para um ano o Galego que assim o Xadrez Português, não ia a lado nenhum, acabava salvo erro em 2012!

Mas o xadrez Português está acabado desde o passado recente putrefacto no presente e nado-morto no futuro! Tenho para mim que todos estes "cotas" monumentos recentes que vão governando o xadrez português, de forma escondida, velada, de poderes e micro-poderes subreptícios, de cu-cadeiral associativo, ou federativo, do ontem degrau superior, onde escadote inferior, "desde que"...toda essa gente deveria deixar o xadrez, o fazer mal ao xadrez!

Desapareçam, abandonem, vão para o Tibete fazer meditação sobre a arte de amar o xadrez, porque uma grande maioria, não gosta do xadrez,da sua essência, da sua intrínseca beleza, gostam sim do a jusante e montante do xadrez, do poder (tristes figuras!), de ambições para, do pavonear-se nos salões onde outros gastam neurónios (neles, os Mandatários, vão rareando!) num dos grandes amores das suas vidas-o xadrez!

António Russo, Eu, farto desta gente, que faz de Leis, Actas, Assembleias-Gerais, autênticos rituais de poderzinhos feudais, do ontem verdade-hoje verdade-assim-assim-amanhã mentira, farto de todos estes coitados (dizem-se, sentem-se eles) que carregam o xadrez português às costas, que se sacrificam tanto por nós, que nem vida pessoal ou sexual têm devido ao desvelo com que nos tratam, ao afinco com que têm conduzido o xadrez à glória,ao "estrelado"-estatelado, à sua afirmação social!

Um "Rafael-Bordalo Pinheiro" para todos vocês!

Ai se não fossem os jogadores, alguns clubes, meia dúzia de dirigentes-resistentes de alguns clubes, algumas "personalidades" que amam mesmo no xadrez, no seu silêncio, no canto dos seus blogues, naqueles que pagam do bolso para ter o prazer de jogar xadrez...e vocês mandatários do xadrez português, vocês... nem existiam! Lá se ia a vossa visibilidade, os vossas aspirações "acaciozinhas"!

Pois não? Não jogais nada, não percebeis peta do xadrez, culturalmente falando, uma espécie de "Tony Carreira" da modalidade, o que vos resta? O desmando do mando e em bicos de pés uns, furtivamente de esquina outros, aí estais! Parabéns!

Mas apesar da área de História, não gosto lá muito de "dinossaurios", fósseis!
Assim, António Russo, como me admirar com a tua atitude?! Valeu pena teres ideias, lançares sugestões para a melhoria do Xadrez Português!? Aquilo não entra no mofo intelectual de muita gente do Xadrez que tem levado a modalidade ao estado em que ela está! Chega a uma altura em que isto cansa, dói, deprime!


E depois lá vem a ladainha de que só se ataca, que quem critica deveria ir para lá fazer melhor, que não havendo melhor que remédio, que as pessoas até são “porreiras”, good guys-girls”, como se não percebessem que não são as pessoas que estão em causa, mas o que miseravelmente vão não fazendo pelo xadrez, pelo que de anafado têm de visão da modalidade, e sobretudo pelo que não entendem do xadrez, querendo dele servir-se, não o servindo, mas pensando que sim!


Assim António Russo, solidário contigo! Sei que não abandonarás nunca o Xadrez, porque amador a sério, intrínseco na tua personalidade.
Pode ser, pode ser que gente nova venha insuflar ar fresco no xadrez Português e algum dia nos encontremos frente a frente num tabuleiro num torneio de veteranos!

Um Grande Abraço e um Natal cheinho de Ternura do Teu Sempre Amigo:
Arlindo Vieira "

Só um pequeno aviso: Este blogue é meu, a minha casa xadrezista virtual. Não responderei a provocações, nem alimentarei polémicas. Tenho esta opinião que é minha, contestável que seja. Afastei-me do xadrez competitivo por motivos relacionados com a minha vida pessoal, mas também por uma certa náusea de um certo dirigismo federativo que chegou a ser ofensivo à minha inteligência quando fui vice-Presidente do meu GXP. Sabe-se a Luta nem sempre compreendida do GXP contra determinadas situações na FPX da altura, sabem os meus colegas de Clube que não aprecio minimamente como dirigentes certas pessoas que estão na actual FPX (e bem pressagiamos na Direcção do meu GXP,que algumas queriam chegar onde chegaram!), bem como todo o processo inacreditável como se chegou a esta equipa, mesmo que dela façam parte um ou outro elemento do meu Clube.

Quebrei a regra, está quebrada.


por Arlindo Vieira
in http://xadrezmemoria.blogspot.com/2010/12/lastimas-tristezas.html

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

António Russo abandona...


Santarém, 20-12-2010

Tive sérias dúvidas se deveria ou não escrever este texto...

Confesso que tenho muito pouca paciência para discutir regulamentos, associações, federações, legalismos bacocos, e demais atentados contra a liberdade no xadrez.

Os regulamentos e legislação devem existir para servir uma comunidade e nunca o contrário.

Entendo as diversas organizações como forma de aglutinar TODOS os xadrezistas e não como matéria de divisão.

Confesso ainda que li na diagonal todos os mails que me foram endereçados pelo Rúben Elias, e que a maioria são coincidentes com a minha posição desde o primeiro momento.

Quero esclarecer apenas que me fartei do xadrez de cordel em que a FPX se transformou após a saída do Dr. Luís Costa.

Sobre este presidente, quero esclarecer que admito que tenha cometido inúmeras ilegalidades, que por vezes o tomasse como tendo ideias megalómanas, mas de uma coisa nunca duvidei: o homem gostava de xadrez (à sua maneira) e procurou elevar dentro das suas possibilidades o xadrez a um patamar superior.

Se o conseguiu ou não, não me compete analisar. Haverá certamente pessoas muito mais habilitadas do que eu.

A minha opinião pessoal é que com todas as vicissitudes de forma, esse presidente procurou o que achava melhor para o xadrez, e mais importante, ouviu os xadrezistas e as suas propostas, independentemente do mais absurdas que pareciam ser.

Relembro a discussão que na altura tive com ele, acerca da forma de comunicar os resultados dos encontros dos nacionais por equipas.

Esgrimimos argumentos, eventuais problemas, e no final reconheceu que a minha proposta era a correcta, e ainda hoje está em vigor.

A partir daí, comecei a ver a Direcção da FPX como uma dança de cadeiras ocupadas por autistas que se julgavam estar muito acima dos xadrezistas e dos clubes!

Grupos de interesses, pessoas bem intencionadas que foram “nokauteadas” e abandonaram a modalidade, e muitos bajuladores com interesses directos e que adaptam os regulamentos e as iniciativas, aos seus interesses pessoais/grupais.

Por diversas vezes, e através de diversos meios fiz chegar propostas do que deveria ser a competição em Portugal.

Na maior parte das vezes, o que consegui foi animosidade como se o meu interesse fosse apenas dizer mal.

Disso fui acusado, e de muitas outras coisas, inclusivé de procurar protagonismo...

Só quem não me conhece, e que não faz ideia do meu perfil pessoal o pode dizer.

Mas tudo valeu! De tudo fui acusado, e tudo serviu, inclusivé atacar, e prejudicar um clube que tenta sobreviver sem qualquer apoio estatal ou privado.

Mas passemos ao que interessa que a introdução já vai longa...

Há 3 ou 4 anos fui provavelmente a primeira e única pessoa a insurgir-me contra um regulamento feito em cima do joelho e que nada tinha a ver com os legítimos interesses da maioria dos xadrezistas ou dos clubes.

Procurei numa 1ª abordagem chamar os responsáveis à razão de uma forma divertida e que não melindrasse ninguém.

O humor é talvez a única forma que conheço do fazer...

Fiquei a falar sózinho e nessa altura nem reacções negativas sofri. Simplesmente fui ignorado!

Depois, passei a demonstrar a forma como o famigerado artigo 36º foi aprovado (à boa forma partidária) , quais os votos a favor, quais os votos contra (Zero!!!) e os votos “nim”.

Aí, já a coisa piou mais fino!

A “golpada” foi desmascarada e alguns já saltaram da toca. Os interesses tinham sido postos em causa! Os responsáveis nunca deram a cara e mandaram os seus lacaios como tropa de choque.

A FPX em nome “dos jovens” passou a alimentar uma série de pessoas e os resultados financeiros e competitivos estão à vista!

Muito haveria a dizer sobre a relação custo/benefício,mas isso ficará para outros...

Relembro apenas que foi proposto um modelo de competição que não só resolveria a actual situação de polémica em que ninguém se entende, como, no futuro seria um modelo adaptado à situação portuguesa.

Faço só notar que o modelo “futeboleiro”, com 3 divisões e distritais só deveria ser aplicado com centenas/milhares de equipas.

Num panorama como o nosso, a pirâmide não se justifica.

Não temos equipas suficientes e com qualidade que alimentem o modelo.

Mas, acredito que a situação ainda irá piorar.

A partir de agora, além da claúsula polémica, vamos ter mais torpedos para afundar o xadrez!

Com a exigência de que todos os clubes apresentem estatutos e publicações em Diário da República, vamos assistir a que mais umas dezenas de clubes com situação irregular desapareçam da competição.

É o custo da subsidio-dependência deste Estado irracional.

Para concluir, quero apenas dizer-vos que escusam de me responder, ou de procurar envolver-me em qualquer tipo de polémica.

Para esse “peditório” já dei! Não quero protagonismo, nem pretendo continuar a ser um “Quixote do xadrez”.

Espero apenas que reflictam, que pensem no interesse de toda uma comunidade: xadrezistas semi-profissionais, amadores, clubes semi-profissionais e clubes totalmente amadores.

Este nobre jogo, ou desporto, merece que não o deixem morrer. O xadrez está muito acima de FPX’s, IDP’s, APMX’s e outras siglas que pouco me dizem.

Eu, retiro-me, e esta será provavelmente a última vez que ouvirão falar num tipo chamado António Russo, que era federado, que sempre gostou muito de xadrez, mas que se fartou de todo o cenário dantesco que o envolvia.

Deixo de ser federado, e por isso não tenho o direito de opinar sobre os meandros federativos.

A todos os que verdadeiramente gostam de xadrez, e que sei que são muitos, aqui vai o meu abraço.

António Russo

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A FPX está ou não a cumprir os Regulamentos do C.N. EQUIPAS 2010-2011 ?


http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTl3cggdgRztHt_sbjs2yopoaZUNsBgdJBgfbq2RSTO23c3CWyndA


Transcrição do email do Rúben Elias à FPX - ainda sem ter recebido qualquer tipo de resposta. Nem que seja um "Estamos a analisar, obrigado" - NADA !



« Boa noite caros senhores da federação Portuguesa de xadrez.

Envio-vos este e-mail com o conhecimento anónimo de mais 414 pessoas diferentes ligadas ao xadrez.

Mesmo que não me respondam e deixem a situação andar, pelo menos não poderão dizer que não foram contactados!
O numero de pessoas ligadas á modalidade que estão a receber este e-mail (de norte a sul do país e ainda do arquipélago dos Açores) ,dará pouco espaço para isso!


O que reclamo é que verifiquei com estranheza o escalonamento por divisões no campeonato nacional por equipas 2010-2011,quando sei de antemão que algumas equipas não cumprem o pressuposto no artigo 36ºdo regulamento de competições.

Também é muita estranha a frase escrita na página da federação (http://fpx.weebly.com/) que diz o seguinte:

"Solicita-se a todos os interessados que confiram as listas, e caso discordem de qualquer situação apresentem por escrito (fpx.competicoes@gmail.com), até ao dia 12 de Novembro de 2010 o seu parecer.
Findo este prazo não serão aceites quaisquer reclamações, passando as listas a ter carácter definitivo."

Parece que a partida sabem das ilegalidades que estão a cometer,mas se ninguem reclamar, elas "passam"!

Nos diversos anos que já levo desta modalidade,já vi jogadores ganharem partidas de semi-rápidas e de rápidas com lances ilegais.
Basta o adversário não ver e "passa"!

Mas como confio na seriedade dos actuais dirigentes federativos,não estou em crer que estejam a tentar fazer um lance ilegal,mas sim que toda esta situação seja fruto de "desatenções" (coloquei entre aspas esta palavra,porque foi exactamente o que um grande senhor ligado ao xadrez no norte do país me disse hoje mesmo via telefone para classificar esta situação).



Recordo alguns epísódios.

-Dia 1 de Outubro de 2008 entrou em vigor um novo regulamento de competições (que podem verificar aqui ) que dizia o seguinte nos pontos 5 e 6 do Artigo 36 (Inscrições de Equipas no Campeonato Nacional por Equipas):

"5. Para inscrição de um clube no Campeonato da 1ª Divisão existem as seguintes condicionantes:
participação em campeonatos nacionais, regionais ou distritais de jovens da época anterior, de 15
jovens diferentes pelo menos, filiados pelo clube nessa época. A contabilização dos participantes é
feita com base nos jogadores que concluíram a prova. (Regime transitório: Época de 2008-09: 0
jovens; época de 2009-10: 5 jovens; época de 2010-11: 10 jovens).

6. Para inscrição de um no Campeonato da 2ª Divisão existem as seguintes condicionantes:
participação em campeonatos nacionais, regionais ou distritais de jovens da época anterior de pelo
menos 8 jovens diferentes, filiados pelo clube nessa época. A contabilização dos participantes é feita
com base nos jogadores que concluíram a prova. (Regime transitório: Época de 2008-09: 0 jovens;
época de 2009-10: 4 jovens)."

Os sublinhados foram de minha responsabilidade,estando transcrito integralmente o regulamento como podem comprovar.

O regulamento é mais do que claro que para as equipas se inscreverem na I Divisão 2010-2011 tinham de ter tido 10 jovens diferentes a jogar os "nacionais, regionais ou distritais de jovens" na época passada, e para se inscreverem na II divisão 2010-2011 ,teriam de ter tido a jogar as mesmas provas 8 jovens diferentes (já não há qualquer regime transitório para a inscrição dos clubes nesta época).



-Posteriromente foi lançado um novo regulamento de competições que entrou em vigor dia 15-10-2010 ( como podem comprovar aqui ) em que o senhor engenheiro Antão (presidente da fpx) assinou (e até sublinhou!) as seguintes palavras:

"Nota Importante - Juridicamente não se pode retirar direitos às equipas que os obtiveram de acordo com o actual RC"

Inclusivé o ponto 3 do Artigo 55 (Transição para o novo quadro competitivo) diz (e eu sublinho pela importância que têm) o seguinte:

"3. Os efeitos de alteração do artº 36º do anterior Regulamento de Competições só se farão sentir na relação com a época 2011/2012"

Em suma,como estamos na época 2010-2011 (desde o dia 15 de Outubro) e como não se pode retirar os direitos às equipas que os obtiveram de acordo com o regulamento de competiçoes que estava em vigor na época passada (altura em que decorreram os nacionais por equipas e onde se efectuavam as descidas e subidas mediante as regras em vigor),questiono a federação Portuguesa de xadrez se todas as equipas que estão apuradas para a I e II Divisão em 2010-2011 cumprem as já expostas condicionantes ás inscrições.

Caso não estejam a ser respeitadas as condicionantes de acesso á I e II Divisão,então a federação Portuguesa de xadrez está a brincar com todo o trabalho que os clubes cumpridores tiveram de fazer para a obtenção de jovens,de forma a cumprir os regulamentos!

Se assim é,pode ser que futuros incumprimentos regulamentares sejam feitos nas provas da federação Portuguesa de xadrez e não haja mural depois para a federação os fazer cumprir!

A titulo de exemplo recordo na série em que joguei em 2009-2010,sei de várias equipas que não cumpriam os acessos á II Divisão,pelo que gostaria que reapreciassem a classificação que está aqui .

Recordo inclusivé que um certo dirigente de um clube desta referida série já inviabilizou no passado a inscrição de outros clubes devido ao não cumprimento regulamentar em vigor e desta vez mantêm o silêncio sobre esta situação!

Porque será?!

Que suba a equipa que se apurou mediante as regras em vigor,é o que desejo nesta e em todas as outras séries.





Para finalizar,esclareço o seguinte:

1ºEstou a efectuar este protesto a titulo pessoal (Rúben Elias,jogador filiado na federação Portuguesa de xadrez com o numero 22100) e não em representação de qualquer clube ou outro órgão.

Inclusivé a fpx diz no seu site que "Solicita-se a todos os interessados que confiram as listas, e caso discordem de qualquer situação apresentem por escrito (fpx.competicoes@gmail.com), até ao dia 12 de Novembro de 2010 o seu parecer."

Considerem-me então um "interessado" que conferiu as listas e reclamou dentro do prazo.

2º Sempre fui e sou totalmente contra as condicionantes impostas aos clubes no extinto artigo 36º do regulamento de competições e fico bastante satisfeito com a sua abolição nesta época que se repercutirá na época 2011-2012.

Os jovens é algo de salutar que os clubes tenham,mas em minha opinião, não devem ser obrigações para um clube se inscrever num campeonato nacional de equipas.

Mas temos de cumprir as regras em vigor quando estamos a jogar!

Ou será que não?

Que essa pergunta seja respondida pelos caros senhores da federação Portuguesa de xadrez!



Com os melhores cumprimentos a todos os membros da federação Portuguesa de xadrez e a todas as outras pessoas que recebem este e-mail em bcc