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quinta-feira, 9 de março de 2017

Eduardo Tavares é o novo presidente da A.E.D.P.H.C.S






in Jornal O Ribatejo




Um antigo jogador do Grupo de Xadrez de Santarém e amigo de longa data do pessoal do Xadrez de Santarém e arredores é o atual presidente da direção da A.E.D.P.H.C.S. .

Parabéns e boa sorte Eduardo !


Eduardo Tavares

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Espuma dos dias – Manuel Martinho






Manuel Martinho Lopes em 2009




 





É uma figura de e em Santarém. Figura repleta de alacridade, contraponto das figuronas cinzentas, nos antípodas dos figurões interesseiros, manhosos e melífluos. Há mais de quarenta anos, depois de chegar à cidade, ouvi no recanto do café Portugal ressoarem formidáveis e escalonadas entonações; eram as gargalhadas do Manel. Abria os braços qual asas de águia em voo picado soltando às garfadas o riso de quem acabava de ganhar demorada partida de xadrez. Recordo o adversário, senhor de rosto severo, de olhar fundo, protegido por óculos de massa. Trabalhava no Governo Civil, jogava em posição Alekine, o Manel qual Capablanca fumava, bebia não mojitos, brandy, rasgava sorrisos, no fim a famosa gargalhada. Tropeçámos um no outro a propósito de livros, leituras, poetas, num repimpado desfile de nomes, por três vezes citei o Doutor Angélico. De chofre crismou-me São Tomás de Aquino para gáudio do ladino Cadima. Fui seu vizinho durante uns meses, fizemos séria amizade, soltei-me da capital do gótico, quando nos vemos repartimos motetos enquanto descreve pormenores pícaros do enfado citadino. Há largos meses encontrei-o no nosso benfeitor Gonçalves Izabelinha, não gostei do visto e observado a corroborar fugaz visão dando a ideia de estar doente. Na semana passada no campo do herói maneta voltámos a cair nos braços de um e do outro, vestia camisa azul bem passada, queixos escanhoados a preceito, olhar levantado, descontada a idade, seria o Manel da época de glabro oficial de cavalaria inventor de especial forma de bater o tacão dos militares do pelotão por ele comandado como um seu camarada me narrou. Falámos de tudo falando de nada, chistes, remoques disparados a esmo, uns aprazíveis minutos de felicidade. Ele deixou passar boas coisas ao alcança do braço dirão os especialistas de bagatelas, podia ter logrado mais vantagens dada a sua aptidão para as contas referirão outros, uma pena ser desprendido atalharão os frades do cinismo envernizado. Talvez tenham um nico de razão, apenas conjecturo a quão longe poderia ter chegado na condição de xadrezista. Ele é a sua circunstância como disse o outro. Nunca irá receber uma medalha de mérito a realçar a sua acção em prol do ensino do xadrez a inúmeros jovens, os zelotas não o permitiriam, mas que a merece, lá isso merece. Admiro-o tal como é, esbracejante a lembrar pássaro louco enamorado, no caso dele montado num cavalo a derrubar torres e prostrar bispos, dando xeque-mate aos mais pintados.

Armando Fernandes


in Jornal O Ribatejo








Link directo aqui, para quem quiser comentar online:   http://www.oribatejo.pt/2014/10/10/espuma-dos-dias-manuel-martinho/

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sábado, 9 de abril de 2011

Fedores da pátria cloaca




Fedores da pátria cloaca


Este País não anda: tresanda. Dia a dia, mais e mais chafurdamos na cloaca. Claro que os queixosos (as pessoas que trabalham mesmo, que descontam mesmo) só podiam ser – como são – acusados de negativismo antipatriótico. (Pois se até a mulher de Cavaco, recebendo uns míseros 800 euros de reforma, parece tão feliz na mesma, tão comprometida, tão empenhada (ou “engajada”, como no jargão francófilo-sartr’existencialista), tão activa, tão caritativa…)
Mas nem todos podemos ser cônjuges do Chefe de Estado. Não, a Parvónia tresanda, não anda. Exemplo: cheira-me que daqui a uns tempos o espectro cancerígeno-financeiro do BPN vai fulminar, por metástase, um tal BCP Millenium. Cheira, cheira. É que o furúnculo não é rosa, é só da cor dela. Outro exemplo: cheira-me que o famigerado “rating” das tentaculares “agências internacionais”, o tal “rating” que nos põe mais ainda de rastos para melhor nos desfechar um pontapé definitivo nos quartos traseiros, significa apenas isto: “ardil de ratos”. E este exemplo ainda: cheira-me que o decreto que alarga em milhões e milhares os limites de autorização de despesas pelos donos e pelos mastins dos cargos ditos públicos (primeiro-ministro e ministros, institutos, directores-gerais disto e daquilo, chefes de gabinete e demais pandilha, entre a qual avulta, valha-nos o Santíssimo, a autarcada toda) é um avia-clientelismos de última e desesperada hora. Mas já não me cheira que o Tribunal de Contas venha a conseguir (ou sequer a querer) fiscalizar, de facto e deveras, esta tripa-forra demencial.
Corrijo-me: isto não cheira – isto fede. (E ainda por cima, como se nada disto bastasse para colectiva desgraça, o antigamente grande Sporting Clube de Portugal está transformado numa rulote de bifanas, coisa que me cheira a preocupar mais, deveras e de facto, os portugueses do que os Portugueses.)


por Daniel Abrunheiro, em jornal "O Ribatejo"
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quarta-feira, 10 de março de 2010

Xadrez-Política...

Um dos nosso jogadores está este mês a disputar uma partida de Xadrez muito peculiar... com a Câmara Municipal de Santarém.

É o Xadrez-Política regional !


PS: não se esqueçam de fazer "pausa" na música ambiente. ;)