Um antigo jogador do Grupo de Xadrez de Santarém e amigo de longa data do pessoal do Xadrez de Santarém e arredores é o atual presidente da direção da A.E.D.P.H.C.S. .
Parabéns e boa sorte Eduardo !

Os cidadãos valem, hoje em dia, menos que os cães! O Grupo de Xadrez de Santarém há décadas tenta arranjar um espaço na cidade onde possa praticar. Durante muitos anos a sede era no degradado pavilhão do Inatel. Depois, o Sr. António Rola – Delegado Distrital do Inatel - com o argumento de que iriam fazer obras, despejou o grupo que teve de levar os seus poucos pertences para Alpiarça. Um verdadeiro Xeque-Mate! Convém notar que o Xadrez é o único desporto em que o Inatel é campeão do Mundo!
Mas que interessa isso? Siga o futebol...!
O Grupo de Xadrez de Santarém teve a promessa de vários espaços, que por esta ou aquela razão iam sendo sucessivamente adiados ou dados a outras entidades. Agora fomos surpreendidos pela notícia de que as habitações da Escola Prática de Cavalaria estão a albergar simpáticos caninos.
Vou sugerir aos praticantes de xadrez que aguardem pelo Carnaval, se mascarem de cães e depois, por gestos ou latidos, digam aos poderes instituídos que gostariam de praticar xadrez na EPC, num dos muitos locais que ficaram vagos por via da sua transferência. Entretanto e como O MIRANTE noticiou, os 2 clubes de xadrez Escalabitanos continuam a jogar em Alpiarça.
António Russo
http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=54&id=33531&idSeccao=541&Action=noticia
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O Grupo de Xadrez de Santarém (GXS) ganhou esta temporada todas as competições distritais em que participou. Começando pelos mais novos: a Joana
Fidalgo é a campeã distrital de sub-12; o Pedro Cordeiro de sub-18; o Ricardo Lopes de sub-20; o Luís António (perdão, o Sr. Dr. Luís António) é o campeão dos mais crescidos; e, por fim, o Grupo venceu o campeonato distrital por equipas, pelo que passará a disputar em Maio a 2ª divisão. Não será exagero afirmar que o xadrez é a única modalidade desportiva (excluindo talvez o ping pong até há algum tempo atrás) em que a cidade teve uma expressão a nível nacional. A não ser claro, é claro, que se considere também a picaria como desporto... Poder-se-ia pois esperar que a Câmara de Santarém apoiasse uma modalidade que até sai relativamente barata. O xadrez é o jogo mais democrático que há: com 1000$00 pode-se comprar na Federação um campo de jogo. O que evidentemente não tem comparação possível com os campos de outras modalidades em que a referida Câmara tem investido... sem muito proveito, aliás. Seria talvez mais «estratégico» investir naquilo em que somos realmente bons, e que até nem sai muito caro.
Não vamos entrar aqui em números, até porque os subsídios atribuídos pela Câmara
são do domínio público. Nem em pedinchices: não é porque o subsídio dura quinze dos trezentos e sessenta e cinco dias que o ano tem que o Grupo vai acabar. Agora, que é pena que os jovens que vão jogar, defendendo o nome da cidade, tenham de pagar do seu bolso as deslocações (para além do almoço), ou que nessas condições não possam ir a mais torneios para além das provas oficiais, isso é pena.Como é pena que o esforço desses jovens não encontre um apoio decidido para as muitas ideias que têm. Porque o xadrez, para além de desporto, é cultura. Câmaras há que já perceberam que o xadrez é uma maneira de terem os jovens ocupados de forma continuada, desenvolvendo mesmo PDXs (Plano de Desenvolvimento do Xadrez): será isso para desprezar numa cidade com uma oferta tão limitada em termos de actividades de ocupação de tempos livres ? À falta de apoio, bons jogadores que já fizeram parte do GXS «emigraram» para Rio Maior, elevando a cidade à primeira divisão nacional: é
que essa Câmara não lhes regateou apoios, tendo mesmo atribuído ao Grupo a medalha de ouro da cidade. Inicialmente, o objectivo desta crónica, para além da difusão do interesse pelo xadrez, foi também o de dar ao Grupo uma voz para defender junto da autarquia a valorização desta modalidade. Esperando que o «Bingo» desta temporada desperte finalmente um autêntico interesse da autarquia pelo Grupo e renda alguma coisa aos seus depauperados cofres.
P.S.: A Roda da Carroça, que se joga às quartas-feiras à noite no café Kabab tem feito bastante sucesso: já vamos para a sétima semana e sempre com um forte nível competitivo. Está cada vez mais difícil chegar à Roda: na última sessão chegou-se a ter de fazer bicha mais de uma hora para entrar na Roda.
by José Fernando in jornal "O Ribatejo", Abril 1998


Olá,
É com tristeza q vos comunico o desaparecimento de mais uma figura “histórica” do xadrez scalabitano, faleceu esta semana Eurico Sêco, vitima de pneumonia…
Entristece-me não só por ser uma pessoa próxima de todos nós, mas tb pq foi ele quem me recebeu da 1ª vez q me dirigi ao Inatel para começar a jogar xadrez…
Tinha muitas características, mas penso q ninguém q o tenha conhecido esquecerá o inesquecível assobio da marselhesa enquanto abanava o dente da frente e pensava no próximo lance, ou da sua iniciativa de colocar os recém chegados à sala a jogar com alguém, nem q para isso cedesse o seu lugar…
Podia ter defeitos como toda a gente, e não ter feito sempre o melhor pelo xadrez, mas uma coisa ninguém pode negar, se houve uma sala aberta em Santarém onde se podia jogar xadrez durante tantos anos a ele se deve…pode não ter feito o melhor, mas fez o melhor q podia…pode não ter feito o melhor, mas ele estava lá…!!! E isso e muito mais do q muita gente pode dizer…
Agora que estás entre os grandes de outrora, q eles te recebam, agora q viraste imortal
Adeus e até sempre
2 - (Dinis Lameira - Amadora)
Condolências à família e amigos. Um abraço. Dinis
3 - (Miguel Barriga - Santarém)
Bom... eu ontem à noite quando soube, nem queria acreditar. Fiquei em choque...
Após uma noite muito mal dormida, só agora estou capaz de escrever umas palavras... Umas palavras a alguém que me ensinou a jogar. Sempre com um sorriso e um assobio. Quem jogava contra o Sr. Seco já sabia que ia ter “de gramar” a Marselhesa. Não me esqueço da primeira tarde em que entrei na sala do G.X.S. pela primeira vez. Era um Setembro e eu tinha chegado de férias grandes com os meus pais. Tinha para ai 16 anos. A novidade era uma sala nova de Xadrez que tinha aberto perto das nossas casas. Assim, para alem de ir-mos jogar à bola no campo da União Desportiva de Santarém (U.D.S.), também lá iamos antes e depois da bola, havia sempre tempo para lá ir jogar uma partida. Isto foi ao inicio, é claro.
O ambiente era espetacular. Imaginem putos de 14, 15 e 16 anos a entrar numa sala onde havia só malta acima dos 45; claro que tinha de haver algo que nos prendesse lá senão... era uma seca ! O jogo tornou-se engraçado de ver e de ser jogado e as pessoas ajudavam. Eram as piadas, os sorrisos, as pessoas divertidissimas a jogar e a mandar piadas... Enfim, os dias foram passando e eu e outros fomos ficando.
Ainda há uns anos eu ia lá à tarde não para jogar, mas para ouvir as piadas durante uma partida de Xadrez.... É verdade !
O Sr. Seco entava sempre presente e conversávamos muito... Afinal, ensinou-me o jogo, a gostar do jogo e a joga-lo só pelo jogo. Para ele estava sempre tudo bem. Perdia vários jogo com putos novos quando sentia necessidade de os cativar. Quando percebia que eles se estavam mesmo a esforçar... Claro que quando se tratavam de jogos por equipes, eu não gostava do resultado. Mas... era o Sr. Seco... e quem podia dizer-lhe que não ? « Okay Sr. Seco...»
Todos sabemos se há coisa certa, são a morte e os impostos, mas... quando são pessoas próximas que conhecemos há quase 20 anos.... nunca estamos preparados. EU não estava preparado apesar de saber da idade avançada do Sr. Seco...
Dessa malta só sobra um ou dois... Todos os outros já são imortais.
Agora foi a vez do Sr. Seco....
Passei a noite a pensar como é possivel... Imaginava uma cena tipo “Titanic” no final: Imaginava uma cena parada no tempo; o centro da cidade de Santarém a cinzento. O café Portugal cheio de movimento e fernesim em que uns bebiam café, uns diziam mal do regime e muitos outros jogavam Xadrez.... o Cabral, o Pimentel, o Malhou da Costa, etc... todos a jogar uns com os outros. E imaginava o Sr. Seco a chegar agora ao café com a sua pastinha na mão, o seu sorriso e a assobiar a Marselhesa... e imaginava toda a gente a bater palmas para ele... e a recebe-lo calorosamente, e o Malhou da Costa a perguntar-lhe se queria jogar uma partidinha... se era preciso alguma coisa... (como muitas vezes diziam um ao outro em tom de desafio para mais uma partida de Xadrez).
Um grande, grande abraço cheio de saudade e amizade Sr. Seco.
Até sempre...
4 (Bruno Moreira - Santarém )
É graças a ele que hoje jogo xadrez… Ele foi fazer uma simultânea à escola onde eu estudava, jogamos e depois convidou-me a jogar… e não se esqueceu de mim!!
Ele foi de propósito a Torres Novas só para eu jogar uma partida do distrital de sub-16.
A nossa geração de jogadores fica marcada por ele.
……e a ele muito obrigado por tudo!
Até lá Mestre
5 (Carlos Sirgado - Odivelas /Torres Novas )
Estive com o Sr. Eurico não mais que meia dúzia de vezes! Sempre a fazer de motorista de jovens ribatejanos, ávidos de jogar com outros jovens fora do 'circuito habitual'.
Aqueles torneios do circuito de Santarém (há quantos anos...) tinham a sua presença garantida.
Simpático, sempre atento às derrotas dos mais novos, caloroso, amigo de falar com outros, marcou-nos a todos: os que partlharam com ele dezenas de anos de jogo e aqueles (como eu) que se cruzaram apenas umas horitas da vida neste Mundo...
Se um dia pensarem fazer alguma coisa (torneio, memorial, 'and so on...') contem comigo e alguns colegas do Ginásio Clube de Odivelas para participarem.
Um Homem só morre quando nos esquecemos dele!
Até um dia!
6 (Pedro Diogo - Santarém )
Olá a todos,
Foi com grande tristeza que recebi a notícia do falecimento do “nosso“ eterno Sr. Seco.
Não há palavras suficientes para descrever o que ELE fez pelo xadrez scalabitano, mas era aos jovens, em particular, que mais dedicava a sua atenção, procurando sempre dar o impulso decisivo que os cativasse para a prática corrente da modalidade.
Ao deslocar-nos ao Inatel encontrava-mos sempre uma palavra amiga que cordialmente dizia “vai uma partidinha?”.
Nos meus tempos de escola, essencialmente nas férias grandes que era quando havia mais disponibilidade, passei tardes infindáveis na sua companhia.
Muito obrigado por tudo!
Descanse em paz e até sempre!
As minhas condolências à família.
7 (António Castanheira - Lisboa- G.X.Alekhine)
Não conheci o Sr. Eurico Seco mas quem, na hora em que parte, reúne o número e o tipo de comentários colocados neste post por quem o conheceu, de certeza teria o seu mérito, e isso deve servir de conforto à sua família...
Jogue com todo o Mundo !