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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Dresden: Grande prestação de Ana Baptista para título WIM

Segundo o Blog - Xadrezices - do amigo Russo, Ana Baptista com a vitória na ronda 11 sobre a "boa" jogadora Canadiana WFM Dina Kagramanov (2118) , terá obtido dupla norma de WIM (Mestre Internacional feminina), e fez ainda uma performance de pontos muito boa ! Como explicado pelo "Xadrezices"...

A Ana está numa forma fantástica.

PARANS !!!



A adversária da Ana: a Canadiana
WFM Dina Kagramanov.

Round 11 Women: CAN Canada (CAN) - Portugal (POR) POR


Reveja a
partida ...



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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

E gajas ?? Não há gajas ????

Para começarem bem o dia...

Proooooooooooooonto... a pedido de muitas famílias, sobre se não haveriam "boas" jogadoras no Xadrez, aqui ficam dois exemplos.

A primeira é a GM Alexandra Kosteniuk - campeã do mundo feminina de xadrez 2008



SEP-2008: A evening in Nalchik, where the Closing Ceremony of the Women's World Chess Championship took place. On the photo you see Alexandra with her crown made of 46 diamonds and 3 blue sapphires, holding her gold world champion medal.





SEP-2008 match final contra Hou Yifan , onde ganhou o título de Campeã do Mundo 2008. Alexandra é agora a 12ª campeã do mundo feminina.





Sim senhor! Boa jogadora boa... a Kosteniuk...


Alexandra Kosteniuk comments in detail her blitz game played in Moscow at the World Blitz Championships Qualifiers against one of the world’s top experts on the Berlin Wall defence.






E mais um momento de desconcentração... com outra "boa" jogadora...






Isto é que são muito boas jogadoras boas !!! ;)

Já chega por hoje senão... ninguém vai trabalhar! :))

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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Comunicado da Associação Portuguesa de Mestres de Xadrez

Após discussão interna, a APMX publicou a sua posição quanto às recentes convocatórias para Dresden.



Associação Portuguesa de Mestres de Xadrez

Comunicado

Assunto: Selecções Nacionais para as Olimpíadas de Dresden

Este comunicado surge da verificação de um sentimento de discórdia bastante generalizado nos membros da APMX face às recentes escolhas para as selecções nacionais para as olimpíadas de xadrez que decorrerão em Dresden.

Este comunicado tem por objectivo apontar os pontos principais que estão na base dessa discórdia frisando dessa maneira o profundo desacordo da APMX em relação a todo o processo que levou às ditas escolhas.

Antes de apontar as razões referidas, é importante realçar que a
APMX defendeu e continua a defender a existência de um bom, objectivo e conhecido com considerável antecedência regulamento de representações nacionais. Bom no sentido em que permita tanto quanto possível a escolha dos melhores jogadores à data da prova. Objectivo no sentido em que permita uma relativamente simples compreensão do seu teor. Conhecido com considerável antecedência para que permita a qualquer jogador saber como fazer para tentar a sua selecção. Sabendo que a melhoria dos regulamentos não deve ser discutida nem efectuada perto da data de convocatórias, frisamos que não é neste sentido que decorre a nossa posição. O que dizemos é que, mesmo com o regulamento em vigor, o processo de selecções foi muito mal conduzido pela Direcção da FPX.

A escolha dos seleccionados foi efectuada com base em critérios
conhecidos e já utilizados no passado. No entanto, o prazo para aplicação dos ditos critérios deixou muito a desejar. Segundo esclarecimento oficial, assinado pelo Presidente da FPX, o prazo e razão para as escolhas foram as seguintes:

«De acordo com o regulamento, descrito no boletim nº1, publicado

na página oficial das Olimpíadas, as inscrições terminavam a 12 de
Julho. Assim ficou decidido que só se considerariam competições
até ao 31 de Maio (prazo estabelecido para a contabilização de
provas para a lista de elo FIDE de Julho), para efeitos dos critérios
das selecções olímpicas. Foi considerada uma excepção para os
torneios de Mestres e de Honra, que estando inicialmente
calendarizados para Maio e tendo sido adiados por questões
organizativas, não deveriam penalizar os jogadores pelo facto da
prova não se ter realizado na data prevista, uma vez que seria a
última oportunidade para alguns jogadores conseguirem a sua
selecção.»

Embora se verificasse o conhecimento de outro prazo limite imposto
pela organização, o dia 12 de Setembro de 2008 (já conhecido desde início de Junho), a Direcção da FPX manifestou no mesmo documento de esclarecimento o seu receio de penalizações financeiras e a consequente não consideração desta data limite como referência para a escolha do prazo de aplicação dos critérios.

A nosso ver, em nome de uma melhor escolha, deveria ter sido
muito melhor indagada a possibilidade de utilização de um prazo mais tardio. Diz-nos a experiência passada que muito mais importante do que o acto de explicitar os nomes é o acto de explicitar o número de jogadores. Os nomes podem ser concretizados mais perto da data da prova. Tudo leva a crer que
uma simples argumentação junto da organização, junto com a indicação do número de pessoas a inscrever, resolveria o problema das penalizações. A escolha da data de 12 de Junho como referência para a escolha revelou-se um erro considerável com preço a pagar na qualidade das selecções escolhidas.

Outro ponto a realçar, de teor diferente, verificou-se na decisão relativa à selecção feminina. Um dos elementos escolhidos, a jogadora Maria Armanda Plácido, era na altura simultaneamente directora da FPX e seleccionada. Em princípio, este facto não levanta nenhum problema de incompatibilidade, não fosse o facto de os critérios só funcionarem na data em que foram utilizados, de a grande maioria da comunidade xadrezística desconfiar da sua força de jogo para esta representação e de colegas suas de selecção terem manifestado publicamente o mesmo tipo de desconfiança. Para mais, o Campeonato Nacional Feminino de 2008, um dos torneios mais relevantes para esta escolha não foi considerado excepção, por não terminar antes de 12 de Junho. Uma simples participação nesse campeonato já poderia alterar escolhas, independentemente dos pontos obtidos no campeonato. Gostaríamos de ver uma Direcção da FPX com capacidade de análise, com bom senso, com capacidade de dar primazia à qualidade da selecção. Neste sentido, o facto de a seleccionada ser simultaneamente directora importa. Pode não importar se se focar cegamente os critérios, aplicados numa data muito particular, mas interessa se contextualizarmos correctamente a questão.

Finalmente, também é importante realçar que a forma como se escolhem actualmente as selecções de xadrez e a forma como tudo está regulamentado não são totalmente coincidentes. O regulamento de representações nacionais foi aprovado em Assembleia-geral e está em vigor desde o dia 1 de Outubro de 2002. Nesse regulamento consta a figura do seleccionador que neste momento é o Presidente da FPX, António Bravo, acumulando duas funções, tal como pode ser lido no documento oficial da FPX anteriormente citado:

«Entrando em alguns detalhes: não sendo possível, por questões
financeiras, contratar seleccionador, assim a direcção da FPX decidiu
seguir os procedimentos das anteriores direcções para a
convocatória e o porta-voz da direcção, neste caso o Presidente,
assumiria a função de seleccionador cumprindo as decisões da
direcção.»

Acontece que o que é utilizado actualmente são os critérios de selecção conhecidos de todos e não o poder decisório de um seleccionador. Pensamos que estas questões formais devem ser revistas. A APMX aproveita este documento para manifestar o seu interesse na participação em futuros trabalhos desse tipo.

Por todos estes factores, a APMX reafirma o seu desacordo quanto ao processo que levou à escolha das seleccões nacionais para as olimpíadas de Dresden.


Assina:
Carlos Manuel Ferreira Pereira dos Santos

(Presidente da Associação Portuguesa de Mestres de Xadrez)





Pode ser consultado no site da própria APMX também.


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terça-feira, 26 de agosto de 2008

Cantinho de Mestre Antonio Curado [ 002 ]

"Amigo António Russo. Tenho-me divertido muito com os teus "postes". Tenho sido um visitante constante do teu Blog. Como gosto de colaborar aqui te mando mais um para acrescentares aos outros. Espero que gostes."

Claro que gosto! Não só eu, como certamente todos os nossos anónimos leitores.Ficamos à espera do nº 003 para o "Cantinho de Mestre Antonio Curado".

O poste antecedente, fez-me lembrar um livro que possuo e pelo qual já não passava os olhos, há tempos.

O lado obscuro de um bom jogador de xadrez

O seu browser pode não suportar a apresentação desta imagem.

Shady Side

The Life and Crimes of Norman Tweed Whitaker Chess Master

Por John S. Hilbert com a cooperação de Dale Brandreth

Publicado no ano 2000, por Caissa Editions, Yorklyn, USA-ISBN 0-939433-57-5

O Lado Obscuro

A vida e os Crimes, do Mestre de Xadrez, Norman Tweed Whitaker .

Norman Tweed Whitaker (09-04-189

0/20-05-1975) nasceu em Philadelphia a 9 de Abril de 1890. Aprendeu a jogar xadrez com o pai com a idade de 14 anos, e rapidamente se um dos talentos mais jovem dos Estados Unidos da América. Foi escolhido para jogar um “match” para o campeonato nacional Americano com Frank James Marshall, mas faltou. Em 1927 ganhou um torneio no Michigan com doze jogadores, ficando à frente do prodígio americano Samuel Reshevsky.

O seu lado negro começou em 1921 com roubo e falsificação de viaturas automóveis, mas ganhou notabilidade, em 1932 durante o rapto Lindbergh. Foi envolvido no resgate, no valor de $104,000 por ter contacto amistoso com o raptor.

Whitaker e o parceiro foram presos e condenados à prisão, cumprindo a pena em Alcatraz onde contactou com Alcapone e outros “gangsters” dos anos 30. Durante a sua estada naquela prisão famosa, só, em 1936, três presos foram mortos violentamente pelos outros presos e segundo rumores postos a correr, um dos cabecilhas da greve de 1936, na dita prisão, foi Norman Tweed Whitaker.

Norman Tweed Whitaker percorreu outras prisões de alta segurança nos Estados Unidos até 1941, tendo sido condenados por chantagem, rapto, violação, roubo e violência física e só a partir de 1950 teve uma actividade mais competitiva no domínio do jogo do xadrez, vindo a receber o titulo de MI, pela FIDE em 1965.

Coimbra, 2008-08-25 António Mendes Curado

Poderão ver alguns dos jogos deste criminoso/jogador AQUI
AQUI pode ver toda a história (em inglês) deste jogador, enquadrada por uma foto do jogador enquanto jovem.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Assassino do Xadrez

Podia muito bem ser a minha alcunha.É verdade que muitas vezes as minhas partidas são mal jogadas e especialmente estando com alguma vantagem. Depois de estar em vantagem e cometer uma "patada" que leve à derrota na partida é um bom motivo para ser designado como "assassino do xadrez".
No entanto, o artigo de hoje não tem a ver comigo, nem com ninguém que eu conheça pessoalmente.
Possivelmente ouviram uma breve alusão a Alexander Pichushkin, mas conforme entrou no vosso cérebro, da mesma forma se foi.
Estarão agora a pensar se o nome que indiquei é um GM da lista dos 10 mais cotados, ou se cometeu alguma proeza no xadrez uma vez que estamos num presumível blog de xadrez.

Alexander Pichuchkin, de 33 anos, conhecido como assassino do xadrez (Foto 2 : Kostya Smirnov)

Nada disso ! O Alexander Pichushkin é o senhor da foto, e é celebre não por jogar xadrez, mas porque foi julgado em Outubro de 2007 e declarado culpado de 48 assassínios, (embora afirmasse que foram 63) com a particularidade de por cada morte colocar 1 moeda , preenchendo assim as 64 casas de um tabuleiro de xadrez.
Por essa terrível particularidade ligada aos macabros crimes, passou de "maníaco de Bitsevski" a ser conhecido por "Assassino do Xadrez".
O Moscovita, ex-empregado de supermercado, na altura com 33 anos pretendia que o número dos seus assassínios igualassem o número de casas de um tabuleiro de xadrez, numa competição macabra com o maior serial-killer russo Andrei Chikatilo, condenado à morte e executado em 1994 pelo assassinato de 53 adolescentes e crianças.
Alexander Pichushkin costumava convidar as suas vítimas para beber uma vodka em memória do seu cão morto, e de seguida atirava-as aos esgotos ou espancava-as até à morte com um martelo.
Por cá, possivelmente teria o estatuto de arguido, aguardaria a decisão em liberdade porque seria membro da Sociedade Protectora dos Animais pelo amor que tinha aos canideos, e sendo assim, não representava um perigo para a sociedade. O seu advogado alegaria que era demente porque tinha tido uma infância dolorosa. Diria o Dr. que o seu cliente tinha ficado traumatizado porque tendo obtido o título de GM ninguém lhe ligava pêvea e tinha acabado a trabalhar no Modelo, do Tio Belmiro & filho como caixa de supermercado, facto que traumatizou o rapaz e o levou aos assassiníos.
Infelizmente, e ao que parece a pena de morte foi suspensa na Russia até 2010, pelo que "apenas" foi condenado a prisão perpétua, ficando a pesar nas finanças russas.

Se quiser saber mais, pode navegar AQUI, AQUI (donde retiramos um das fotos), ou AQUI