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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Semi-Rápidas: Campeonato Nacional e Damiano...

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Quanto ao Campeonato Nacional de Semi-Rápidas por Equipas, que vai ter lugar na Marinha Grande nos dias 24 e 25 próximos, é claro que a Casa do Xadrez de Alpiarça vai estar presente!

Vamos levar duas equipas e já andamos a fazer as malas...





Em primeira mão e para começarem a pensar nele também, aqui fica o Regulamento Prévio do XXII OPEN DAMIANO DE ODEMIRA 2009.


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sábado, 10 de janeiro de 2009

A RPX acabou ?



Sou só eu ou desde Agosto que não saiu um novo número desta revista ?

Será que acabou sem aviso ? Houve um aviso no Editorial da RPX nº3, que "isto estava mal", mas que iam continuar para não defraudar as pessoas e os seus assinantes. Afinal... parece que não passou disso mesmo - de uma intenção. É pena...

Estava a ser um projecto "com pés e cabeça". Muito bem feito e com qualidade. Não devia acabar assim. é a minha opinião.

Aqui fica um extracto desse Editorial, onde é alertado para o facto de que não está a correr bem MAS... que vão continuar.

« Esta é já a quarta rpx de 2008 e é agora obrigatório fazer um balanço sobre as vantagens e desvantagens da existência da Revista. Com pouco mais de 300 assinantes e poucas vendas para além das assinaturas, é preciso referir que estes números estão muito abaixo das expectativas de todos os seus responsáveis. Também a publicidade na Revista é praticamente nula, isto torna o projecto inviável financeiramente e que se tem mantido apenas porque os assinantes que temos o merecem e na esperança que contribua para a divulgação do Xadrez. Obviamente, as responsabilidades deste insucesso têm de ser por nós assumidas.
Boris Gelfand, 3º classificado do último campeonato mundial, já conhece a rpx e ofereceu-se para comentar alguns dos seus jogos para a Revista, infelizmente, como poderemos aceitar e viabilizar esta hipótese sem um expressivo retorno da comunidade em Portugal?
O esquecimento dos mais importantes órgãos de comunicação para com o Xadrez torna-o mediaticamente marginal, por esse motivo, temos poucos torneios, poucos mestres e poucos jogadores, além disso, temos investido bastante na formação de jogadores jovens e de facto apareceram alguns resultados. O problema é ser socialmente difícil para esses jogadores explicar a familiares e amigos um forte interesse e dedicação ao Xadrez. Esse é o principal factor a ultrapassar, é preciso tornar o Xadrez numa tradição cultural. Uma Revista de Xadrez parece ser uma boa contribuição para isso, mas não se pode ignorar a realidade dos factos. Apesar de estarmos felizes com algumas manifestações de agrado dos nossos assinantes, os números são escassos, muito escassos.
Neste número, reduzimos para 48 páginas a Revista, acima de tudo por motivos financeiros, lamentamos mas prometemos fazer um esforço adicional para compensar esta perda pela qualidade. (...) »



Para além do mais, todas as pessoas com assinaturas anuais, vai ficar defraudados.
Deviam esforçar-se por fazer as 10 revistas, cumprindo assim a assinatura tipo B (de maior duração e volumes) e ninguém se podia queixar por causa de "dinheiros".


Outro assunto que apurei e que ainda não está resolvido, foi o tabuleiro de xadrez que saiu ao amigo Russo no inicio deste projecto. Lembram-se ? Quando para angariar assinantes, sortearam um belíssimo tabuleiro, cópia do Campeonato do Mundo, entre todos os assinantes ? Pois bem... o amigo Russo ainda não recebeu esse tabuleiro !
A explicação ao principio foi que ainda não tinham recebido o tabuleiro da parte do fornecedor. Mas passados uns meses, quando houve nova tentativa de os contactar, ninguém respondeu...
Até hoje, nunca mais ninguém disse nada nem se incomodaram a responder, por uma questão de educação pelo menos.


Era bom que as pessoas à frente deste projecto, pelo menos, pensassem em resolver estes dois assuntos que ficam pendentes... Antes de abandonarem o projecto da RPX.
Assim todos ficávamos tristes mas não ficava nada por assinalar ao vosso trabalho.


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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

É a bomba: Cartas polémicas que envolvem as ultimas Olimpíadas em Dresden!

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Durante a tarde recebi o seguinte email-bomba:

« Olá a todos,


Sinto-me na obrigação de divulgar estas cartas que envolvem a selecção
feminina nas ultimas olimpíadas realizadas em Dresden!

Como podem comprovar o Xadrez Nacional anda neste estado e como
jogadores e dirigentes temos que tentar dar a volta por cima!

Para alem disso poderão dar a vossa opinião para este e-mail...

Aqui vão as cartas, e por favor leiam-nas... »


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D. Rosa Maria Durão escreveu,

Exmos. Senhores,

Em anexo envio-vos um documento onde relato alguns factos ocorridos na Olimpíada de Dresden que considero muito graves e ultrajantes, quer para o bom nome de Portugal como para a minha dignidade e para o respeito que merecem todos os presentes na Olimpíada. Os actos presenciados e aqui relatados são tanto mais graves quanto foram praticados no exercício de funções de representação nacional para as quais foi nomeada a vice-presidente da FPX, Maria Armanda Plácido, pelo senhor Presidente e pela Direcção da FPX. Dado que os actos foram praticados em público e afectam directa ou indirectamente a comunidade do xadrez português e o país, não considero estas revelações privadas.
Envio-vos a vós, dirigentes nacionais e distritais para que tomem as medidas que considerarem adequadas.

Com os melhores cumprimentos,
Rosa Maria Durão


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Exmº senhor presidente da Federação Portuguesa de Xadrez
Exmºs senhores directores da Federação Portuguesa de Xadrez
Exmº senhor presidente do Conselho Fiscal da Federação Portuguesa de Xadrez
Exmº senhor presidente da Mesa da Assembleia Geral da Federação
Portuguesa de Xadrez

C/c
Associações Distritais de Xadrez
Associação Portuguesa de Mestres de Xadrez
Maria Armanda Plácido

Exmo. senhor António Bravo,

Como lhe disse à nossa chegada ao aeroporto de Lisboa escrevo-lhe a carta sobre os incidentes muito graves que ocorreram em Dresden.

Logo no dia da chegada fomos jantar a uma pizzaria, no hotel onde ficámos alojados. Estava-se a falar sobre as posições tomadas pelo António Fernandes sobre o processo de convocação para esta Olimpíada quando a Maria Armanda interveio dizendo com prepotência: "eu, como chefe da delegação, não autorizo que se fale sobre esse tema". Os demais presentes, todos os outros elementos da delegação, revoltaram-se respondendo que tinham o direito de conversarem sobre os temas que entendessem tendo mesmo um dos presentes classificado a intervenção como um acto de censura.

No dia seguinte, após o pequeno-almoço, estávamos preparados, o meu marido e eu, que o acompanhava, a fim de nos dirigirmos para a reunião de capitães que se realizava na Câmara Municipal, quando a Maria Armanda pediu para esperarmos 3 ou 4 minutos enquanto ela ia buscar um casaco. Depois de uma espera de 15 minutos, sem justificação, fomos embora para não chegarmos atrasados acompanhados do presidente da Federação da Guatemala. Chegados à Câmara Municipal, perante a sala cheia fomos sentar-nos na 1ª fila, nuns lugares que se pensava que estavam reservados, em frente ao GM espanhol e capitão da equipa feminina sueca, Juan Bellon. Cerca de 20 minutos a meia hora depois chegou a Maria Armanda que se dirigiu ao meu marido ironizando por não terem esperado por ela e dizendo que tinha chegado a tempo e que só
não tinha ficado na 1ª fila. Pelo contrário, a reunião de capitães já tinha começado há cerca de meia hora.

Finda a reunião voltamos para o hotel separadamente. Ao chegarmos ao hotel tentei uma acção pacificadora explicando, à Maria Armanda, o sucedido e por que razão tivemos que partir sem esperarmos mais.
Afinal, os alemães são conhecidos pela sua organização e pontualidade, e não ficava bem chegar atrasado à reunião de capitães. A Maria Armanda estava reunida com os restantes elementos da equipa feminina e, no fim da reunião, dirigi-me a ela e disse-lhe que tinha que falar com ela para explicar o sucedido ao que a Maria Armanda respondeu dizendo que não falava comigo. Retorqui que tinha mesmo que explicar o sucedido. A Maria Armanda dirigiu-se-me nos termos "você aqui não é ninguém" e ainda me ofendeu com os termos "vai para a merda" expressão que utilizou mais do que uma vez. Respondi-lhe com a expressão "você acaba de ratificar a ideia que tinha da sua pessoa". A atitude desordeira da senhora Maria Armanda, imprópria de quem foi a Dresden
representar o país com as funções de elemento da selecção, capitã da equipa feminina e delegada ao congresso da Federação Internacional, continuou ao perguntar-me "quer que lhe diga em inglês?". E dirigiu-se-me com a expressão "fuck you". Ainda lhe disse que podia dizê-lo também em espanhol. A Maria Armanda voltou a repetir a expressão "vai para a merda" e virou as costas e foi-se embora com o marido perante a observação de toda a selecção feminina. Uma atitude
que reputo de profundamente ofensiva, insultuosa, e de um profundo baixo nível. Estas expressões foram proferidas no átrio do hotel perante várias pessoas sendo, também, um desrespeito pelos elementos da selecção nacional feminina. Uma atitude própria de quem não tem o mínimo perfil para ocupar as funções que lhe foram entregues, nem para representar o país nem para estar simplesmente em ambientes e ocasiões deste nível.

Descrevi o sucedido ao meu marido o que motivou, desde logo, um corte de relações com a Maria Armanda. Refiro, para atestar a minha credibilidade e a confiança e respeito com que sou tratada pelas organizações do xadrez internacional, reconheço que em parte devido aos cargos desempenhados pelo meu marido, o MI Joaquim Durão, que o Director da Olimpíada me entregou um cartão de livre trânsito, a pedido de alguns membros da FIDE que me permitiu transitar pela sala onde se realizavam as partidas e que só podia ser cruzada com autorização. Esta autorização foi muito benéfica pois permitiu-me prestar o auxílio, que se veio a mostrar indispensável, à equipa feminina perante a quase total ausência da capitã da equipa.

Saliento ainda mais um caso de total desrespeito por Portugal que foi a introdução do marido no recinto de jogo com um cartão, que é pessoal e intransmissível, que pertencia a um xadrezista da selecção absoluta e que era suplente nesse dia. Esta atitude poderia ter trazido consequências muito graves para toda a comitiva caso tivesse sido descoberta conhecendo-se como são os métodos e disciplina alemãs. Não denunciei este caso por respeito a Portugal. Afinal eles não olham aos meios para atingirem os fins.

Uma das xadrezistas da selecção adoeceu logo no 2º dia da Olimpíada tendo eu tirado informações, junto da organização da prova, sobre um médico. Numa situação em que era imperativo utilizar a 5ª jogadora seleccionada, esta não se mostrou disponível para jogar uma única partida o que fez com que Portugal alinhasse, em todas as partidas com uma xadrezista em inferioridade por motivos de saúde. Ao longo da prova foi assistida por um médico por 3 vezes e teve que dirigir-se uma vez ao hospital onde fez análises e recebeu tratamento. A capitã da equipa, a senhora Maria Armanda Plácido, ignorou a xadrezista e
nunca acompanhou a sua situação. A atitude e comportamento da Maria Armanda foram de atropelo completo das suas funções e das mais elementares regras de humanidade.

Em algumas ocasiões escusou-se a estar com a equipa alegando reuniões do Congresso da FIDE, que decorria em paralelo com a Olimpíada. Eu tenho o programa do Congresso que comprova que só havia sobreposição de horários em duas jornadas.

Outro facto havido e onde a presença da capitã era fundamental pelas funções que desempenhava teve a ver com 2 situações de arbitragem que envolveram a xadrezista Ana Baptista. As situações decorreram sem que Portugal estivesse representado pela sua capitã estando as adversárias assistidas pelas respectivas capitãs. Eu presenciei estes dois episódios.

No acompanhamento do desempenho individual das xadrezistas da selecção a capitã também esteve sempre ausente. Foi a Ariana Pintor quem avisou a Ana Baptista que tinha conseguido os pontos necessários para a Norma de Mestre Internacional feminina.

Já no final de Olimpíada, quando, numa noite, me dirigi ao quarto das jogadoras, encontrei a Ana num estado de extremo nervosismo. Perguntei-lhe o que se passava e a Ana respondeu-me que tinha sido insultada pela capitã e colega de equipa, a Maria Armanda.

Por tudo isto ficou sem explicação a razão por que, havendo possibilidade de levar uma 5ª jogadora na selecção, se convocou uma xadrezista, que acumulou diversas funções que não cumpriu, que, à partida, não se mostrou disponível para participar nem mesmo depois de
saber que uma das 4 xadrezistas efectivas estava em manifesta inferioridade física que a levou ao ponto de ter que abandonar a última partida tendo que ser assistida por um médico e, à noite, eu, a Margarida Coimbra e a Ana Baptista acompanhámo-la ao hospital. Quero salientar a grande amizade, carinho e companheirismo que existiu entre estas jogadoras.

Afinal, eu, que paguei a minha viagem e estadia com o intuito de passar alguns dias de férias, acabei por fazer funções de capitã da equipa feminina e a Maria Armanda é que tirou férias sem pagar nada!

Quero salientar que não estou arrependida pelo que fiz pela equipa feminina e que voltaria a repeti-lo. Só espero que acontecimentos destes não se voltem a repetir e que a federação tenha mais cuidado em futuras convocatórias com os xadrezistas, capitães de equipa e
dirigentes que convocar.

Com os melhores cumprimentos,

Rosa Maria Durão


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2008/12/13 Armanda Plácido

Caros Senhores,

A carta da D. Rosa Maria Durão, apesar de algumas imprecisões, comprova tudo o que foi dito no meu relatório (versão resumida) de 17 páginas, ilustrado com fotografias e cerca de 500 páginas de anexos. Ela não foi uma acompanhante, foi uma pessoa que se intrometeu em todos os assuntos da delegação e criou as situações de que se considera agora vitima. Também diz que pagou a estadia o que é falso. Obtive cópia do documento que a organização juntou ao processo de Portugal quando procurei saber se Portugal tinha algo em dívida.

A sua carta além desta, contem várias incorreções. Ao contrário do que diz, acompanhei de perto todos os jogos e todas as folhas dos encontros foram assinadas por mim, excepto nos dias, 19, 22, 23 e 25.
No dia 19 estive no início da partida e depois participei nos trabalhos do Comité Anti-Doping que tiveram inicio às 17 horas, tentando resolver os actuais problemas com que nos debatemos e nos outros dias estive no Congresso da Fide e da Ecu. O árbitro chefe foi avisado por escrito que a Capitã nesses dias seria a jogadora Margarida Coimbra.

Aliás, aquela senhora que diz ter dado assistência às jogadoras, assim como o marido, também estiveram presentes no Congresso da Fide, conforme pode ser facilmente provado, até tenho fotos, (devem ter dado assistência aos jogadores por telepatia). Esta sua presença foi mais uma prova da sua intromissão a todos os níveis.

Nunca lhe disse que "ela ali não é ninguém"... pelo contrário foi sempre alguém a chatear-me, até que a calei. Defendeu a posição do António Fernandes contra a FPX e estava contra a minha nomeação, conforme pode ser confirmado pelas suas próprias palavras na carta que redigiu:...
Por tudo isto ficou sem explicação a razão por que, havendo possibilidade de levar uma 5ª jogadora na selecção, se convocou uma xadrezista, que acumulou diversas funções que não cumpriu, que, à partida, não se mostrou disponível para participar nem mesmo depois de saber que uma das 4 xadrezistas efectivas estava em manifesta inferioridade física.
Repare-se na sofisma desta frase, quem é a D. Rosa Maria para ter de receber explicações da Direcção sobre a nomeação da 5ª jogadora?...
Além disso, a jogadora adoeceu no último dia durante o jogo, quando já não é possível haver qualquer substituição. Como é óbvio a senhora, deve desconhecer o que estava acordado (por escrito) entre mim e as jogadoras antes da partida.

A Ariana Pintor adoeceu não no 2ª dia mas sim no último. Na 2ª jornada as jogadoras bateram o País de Gales por 3 - 1 com todas as jogadoras a pontuarem e de boa saúde. Confusões da D. Rosa, que só podem ser prova de senilidade ou de sua invenção por falta de factos.

É evidente que a D. Rosa Maria queria ter sido a Capitã da equipa feminina e não se importa e terá muito prazer de vir a ser no futuro próximo... é que isto das "BORLAS" da Fide estão mesmo a acabar.

O meu trabalho foi feito de acordo com as directrizes que recebi da Direcção. "As minhas férias", como a senhora lhe chama, deram origem a um relatório completo e que pode servir de ferramenta de trabalho para esta e para as próximas Direcções. Dele podem tirar-se ilações e compreender o porquê da dificuldade de se resolverem certos assuntos com a Fide.

Apesar do meu desempenho ter sido dificultado, estou muito orgulhosa do meu trabalho, dos contactos conseguidos e espero que a Direcção possa desenvolve-los e colher os frutos de que tantos necessitamos.

Factos são factos e contra factos não há argumentos. A D. Rosa Maria com a idade que tem já devia saber que quem semeia ventos colhe tempestades. Espero que lhe sirva de lição para não ser tão intrometida, ser mais respeitadora e especialmente a escolher as pessoas com quem se mete ... Eu fui uma má escolha, porque nunca deixei, nem deixarei que me faltem ao respeito e respondo sempre à letra... Aqui, em Dresden e onde for preciso.

Sem outro assunto
Armanda Plácido


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Ariana Pintor respondeu,

Boa noite a todos.

Infelizmente vejo-me obrigada a pronunciar-me sobre este assunto mais cedo do que desejava. A nossa equipa irá escrever uma carta à FPX a relatar a nossa versão dos acontecimentos. Mas neste momento penso que é importante clarificar imediatamente alguns factos:

1. A carta da D. Rosa Maria Durão foi vista por mim e também por mais duas jogadoras da equipa feminina antes de a enviar aos dirigentes, por isso nada do que se encontra na sua carta é falso.

2. Eu adoeci no 2º dia de prova e não no último (isto pode ser comprovado por muita gente). Foi a D. Rosa que me acompanhou ao médico da Olimpíada por três vezes, ao hospital no último dia, e inclusive me comprou um medicamento, oferecendo-me assim o seu apoio, o que lhe agradeço mesmo muito. Parece-me natural que depois disso, e também por ter um grande carinho pela D. Rosa Maria, que me ofereceu sempre muito apoio, tenha recorrido a ela em momentos de que precisava de auxílio e não à Maria Armanda. Ainda assim, o que está aqui em causa é que a Maria Armanda nunca mostrou interesse em saber das condições das suas jogadoras enquanto capitã de equipa. E mais grave até do que isso a não existência de uma 5ª jogadora quando esse lugar estava coberto pelas despesas da organização, custando apenas à FPX uma passagem de avião extra, e que me poderia ter substituído quando me encontrava mais frágil.
Nunca pedi à Maria Armanda que me substituísse, fui sempre tentando "um bocadinho mais", porque sabia ser o melhor para a equipa, porque a Maria Armanda não tinha ido a Dresden para jogar. Mas se estivesse uma jogadora para me substituir como a Bianca Jeremias ou a Ana Ferreira é obvio que teria pedido para descansar.

3. Não posso falar sobre as presenças nos Congressos da FIDE porque não estive presente. Mas houve situações em que a D. Rosa Maria esteve presente durante a partida o que me ofereceu alguma segurança, e a Maria Armanda não estava presente, agora se foi em dias de Congresso ou não já não sei dizer porque não me recordo.

4. Não percebo como pode afirmar que a D. Rosa Maria Durão não pagou a sua estadia em Dresden quando o próprio MI Joaquim Durão me garante que tem documentos que podem provar o contrário. Isto é uma acusação muito grave e que não pode ser feita de forma leviana.
Para além disso, se a Maria Armanda é da Direcção da FPX e a FPX não pagou a estadia à D. Rosa Maria, não estou a perceber como é que poderia a estadia ser paga de forma "obscura" sem o conhecimento da Direcção.

5. Nem nós nem a D. Rosa Maria queremos que ela venha a ser capitã da equipa feminina. Nós queremos um capitão que nos possa oferecer para além do apoio logístico, também apoio técnico. Já nos cansamos de sugerir à FPX que o fizesse, não percebemos porque é que o nosso pedido nunca foi respondido. Ainda assim gostaria de frisar que a D. Rosa Maria ao ser capitã da equipa feminina daria pelo menos o apoio moral e logístico de que as jogadoras precisam.

Não tenho mais nada a dizer por enquanto. Mas estou aberta (bem como, penso, as minhas colegas de equipa, embora não queira falar em nome delas) a quaisquer perguntas ou esclarecimentos que a FPX ou alguns dirigentes necessitem. Infelizmente cada vez mais vejo que vivemos num pequeno mundo do xadrez com muitas "guerrinhas" que não beneficiam em nada nem o desempenho dos jogadores nem a evolução da nossa modalidade.
Por isso penso que devemos cultivar um espírito de abertura no qual os assuntos mais importantes do xadrez nacional devem ser discutidos com o conhecimento de todos. Infelizmente neste caso houve muita coisa que eu não gostaria de discutir "em praça pública" mas que não se pode deixar passar em branco.
As coisas também não se irão resolver com acusações inúteis e especulações pelo que também não estou a perceber qual o intuito da Maria Armanda de chamar a D. Rosa Maria de "intrometida" e algo do género. A D. Rosa Maria nunca se intrometeu em nada onde a sua presença não foi requerida, no que se refere à nssa equipa; quanto aos Congressos da FIDE uma vez mais não posso falar de coisas onde não estive presente, mas pelo que me pareceu a D. Rosa Maria foi smpre bem vinda em eventos da FIDE sendo amiga de muitos que participam e presidem nestes eventos, pelo que nunca vi ninguém cuja atitude demonstrasse que a presença da D. Rosa Maria significasse uma "intromissão" desadequada.
Sendo assim por muito que a presença da D. Rosa Maria não agradasse à Maria Armanda, gostaria de saber que factos então possui que permitem classificar a sua presença de "intrometida", visto que penso que o facto de a "chatear" ou defender posições contrárias às suas não é motivo suficiente, pelo menos enquanto vivemos em democracia.

Cumprimentos

Ariana Pintor


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Maria Armanda respondeu,

Ariana,

Lamento que tenhas adoecido no segundo dia e ainda lamento mais que não me tenhas dito nada. Falei contigo mais do que uma vez nesse dia e até te tirei fotografias não me apercebi de nada.

Porque algumas das expressaram preocupação ou receio que eu retirasse alguma de vós para eu jogar, ficou combinado que eu só jogaria se alguma adoecesse ou não se sentisse em condições de jogar. O segundo dia em que referes ter estado doente e seguintes, eram dias que eu teria de jogar adversárias sem elo ou com elo de 1400, pelo que até teria sido uma experiência boa para mim.

Percebi que havia uma boa e antiga relação entre ti a Ana e a Rosa Maria quando as vi andar sempre juntas, o que achei ser benéfico para vocês. No entanto, foi para mim sempre muito difícil contactar convosco, tanto mais que nos eléctricos, se me encontrasse numa carruagem vocês iam para outra; no restaurante se me sentasse numa mesa vocês procuravam outra que estivesse mais afastada. Por isso e depois de várias tentativas, optei por esperar que fossem vocês a vir ter comigo quando precisassem de alguma coisa. E foi o que aconteceu, mais do que uma vez!
É pois muito injusta a tua afirmação de dizer que não me preocupei em saber o estado das jogadoras.

Agora, não me comunicar que te encontravas doente, não pedir para ser substituída conforme estava combinado, para depois a Rosa Maria utilizar isso e vir dizer:
... Numa situação em que era imperativo utilizar a 5ª jogadora seleccionada, esta não se mostrou disponível para jogar uma única partida o que fez com que Portugal alinhasse, em todas as partidas com uma xadrezista em inferioridade por motivos de saúde...
Tens razão... não é uma imprecisão é uma distorção grave dos factos com intenção manipulativa da opinião das pessoas que não se encontravam em Dresden.

É o que tenho a dizer sobre isto, neste momento.
Armanda Plácido


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Ana Baptista, Ariana Pintor, Margarida Coimbra escreveram,


Caros Dirigentes da FPX,

Escrevemos esta carta para relatar algumas situações que se passaram na última Olimpíada em Dresden e que pensamos que devem tomar conhecimento.
Antes de partirmos para Dresden em Novembro, já nos tínhamos pronunciado desfavoravelmente à escolha da nossa capitã de equipa, lugar que foi preenchido pela Maria Armanda Plácido. Infelizmente, episódios que ocorreram durante a Olimpíada vieram reforçar esta opinião.
A Maria Armanda Plácido pode ter desempenhado as funções de representante da FPX no Congresso da FIDE mas não desempenhou as funções de capitã de equipa, pois não fez um acompanhamento próximo das suas jogadoras.
Infelizmente, uma das jogadoras da equipa feminina, a Ariana Pintor, sentiu-se mal no 2º dia, facto que foi presenciado pelas colegas de equipa, a Margarida Coimbra e a Ana Baptista. Em conversa com a D. Rosa Maria Durão, a Margarida e a Ana referiram que a Ariana não estava bem, e a D. Rosa Maria prontificou-se a ajudar no que fosse preciso.
A partir deste momento, a Ariana passou a pedir auxílio à D. Rosa Maria sempre que se sentiu pior, tendo pedido em algumas ocasiões que estivesse presente durante as partidas para se fosse preciso alguma coisa. A D. Rosa Maria ajudou a Ariana sempre que foi preciso, inclusive acompanhou-a ao médico da Olimpíada por três vezes e ao hospital no último dia, também na companhia da Margarida e da Ana.
Por tudo isto, e por também ter estado presente em inúmeras vezes em que foi preciso apoio moral e logístico, e por ter partilhado muitos bons momentos em Dresden com a nossa equipa, estamos muito agradecidas à D. Rosa Maria pela sua generosidade e disponibilidade.
No entanto, nunca a D. Rosa Maria expressou vontade de se tornar nossa capitã de equipa, apesar de ter sido ela a acompanhar a nossa equipa como se fosse tal. Também não tínhamos uma amizade anterior com a D. Rosa Maria, éramos apenas conhecidas de alguns torneios.
Infelizmente, a Maria Armanda Plácido interessou-se pouco pelas jogadoras, não tendo convivido com elas e procurado saber as suas condições físicas e psicológicas, bem como fornecer todo o apoio moral e logístico que se espera de uma capitã de equipa (já para não falar
do apoio técnico xadrezístico que seria esperado de um capitão, mas que aqui não se aplicaria). Nós (Ariana, Margarida e Ana), costumávamos andar juntas, por vezes acompanhadas da D. Rosa Maria e a Maria Armanda alega que nós "fugimos" da sua presença em variadas
ocasiões (eléctrico, sala de jantar), no entanto isto nunca aconteceu.
O que aconteceu foi um distanciamento natural após termos presenciado alguns episódios que não foram do nosso agrado, contudo nunca rejeitámos qualquer tentativa de aproximação da nossa capitã de equipa, estas tentativas não chegaram a acontecer.
Os episódios que nos desagradaram ocorreram logo nos primeiros dias.
No dia de chegada, como referiu a D. Rosa Maria na carta que endereçou à FPX, a Maria Armanda ordenou aos restantes membros da comitiva que não falassem sobre o assunto da reclamação do António Fernandes relativamente à constituição da equipa masculina. Se muitos de nós já não estavam de acordo com a presença da Maria Armanda na comitiva, esta atitude não favoreceu de todo as relações da Maria Armanda com os jogadores e com a D. Rosa Maria e o MI Joaquim Durão.
No dia seguinte, logo de manhã, enquanto a Maria Armanda falava connosco sobre alguns assuntos da equipa feminina, a D. Rosa Maria aproximou-se e disse-lhe que precisava de esclarecer alguns assuntos.
Após isto a Maria Armanda tomou uma atitude incompreensível, na nossa opinião, pois disse que não falaria com a D. Rosa Maria. Depois de a D. Rosa Maria insistir que conversassem, a Maria Armanda pegou nos seus papéis para se ir embora, mas antes de sair disse à D. Rosa Maria
que ela ali "não era ninguém" e ainda a insultou com expressões como "vá à merda" e "fuck you". Não consideramos que este seja um comportamento digno de alguém que representa um país numa Olimpíada como chefe de delegação. Para além da óbvia ofensa à D. Rosa Maria,
ainda revelou falta de respeito para connosco (equipa feminina) que estávamos a presenciar a situação. Naturalmente depois deste incidente as nossas relações com a Maria Armanda ficaram frias, mas também nunca houve interesse da Maria Armanda em reverter a situação.
Quando começou o Congresso da FIDE houve ainda maior distanciamento pois a nossa capitã deixou de estar presente durante os jogos e houve duas ocasiões em que a Ana necessitou da capitã por problemas de arbitragem e a Maria Armanda não estava presente para ajudar.
Posteriormente, já perto do fim do torneio, a Maria Armanda voltou a ter uma atitude ofensiva incompreensível, desta vez com a Ana.
Quando à 9ª jornada a Ana se inteirou de que tinha completado uma norma para Mestre Internacional Feminina através da Ariana, ela informou a Maria Armanda de que seria necessário confirmar se podia continuar a jogar sem comprometer a norma. Também referiu que, caso pudesse comprometer a norma, não quereria jogar as duas últimas jornadas, por forma a garantir este resultado. A Maria Armanda apenas concordou com esta situação após alguma insistência das jogadoras.
No dia seguinte de manhã, a Ana foi ter com a Maria Armanda para confirmar a situação da sua norma. Verificaram junto da organização que a Ana poderia continuar a jogar que a sua norma não ficaria comprometida. Ainda assim, a Ana desabafou com a Maria Armanda que estava "um pouco cansada", no entanto a Maria Armanda informou a Ana de que se nós conseguíssemos um lugar no primeiro terço da tabela, teríamos acesso ao estatuto de alta competição. A Ana respondeu "Por acaso já tenho [direito ao estatuto de alta competição], mas vou jogar
pela equipa." (A Ana poderá vir a ter o estatuto de alta competição devido ao 3º lugar obtido no Montenegro, no Campeonato Europeu de sub-18 Feminino de semi rápidas.)
Aparentemente a Maria Armanda só ouviu que a Ana disse "Por acaso já tenho [direito ao estatuto] " e insistiu com isto, levando a crer que a Ana teria uma atitude de indiferença perante a restante equipa, coisa que nós, colegas de equipa, sabemos bem que não é verdade.
Quando a Ana tentou esclarecer a situação com a Maria Armanda, dizendo-lhe que não tinha ouvido bem a frase e captado o sentido correcto, a Maria Armanda recusou-se a acreditar, chamando-lhe de "mentirosa" e dirigindo-se a outras jogadoras da equipa que presenciaram a discussão, a Margarida e a Ariana, tentando criar discórdia, dizendo "Agora acreditem em quem quiserem."
Por todos estes motivos gostaríamos que a FPX reflectisse sobre a actuação da Maria Armanda Plácido enquanto capitã de equipa da selecção feminina, e que mostrasse mais respeito sobre a nossa participação em provas internacionais no futuro, seleccionando capitães que estejam à altura do cargo.

Atenciosamente,
Ana Baptista
Ariana Pintor
Margarida Coimbra


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D. Rosa Maria Durão escreveu,

Exmo. Senhor Presidente da
Federação Portuguesa de Xadrez


C/C às Associações de Xadrez
Assunto: Olimpíadas de Dresden.
Data: 23 de Dezembro de 2008.

Sou obrigada, perante o teor da carta que Armanda Plácido me remeteu e tornou pública, a regressar ao assunto da Olimpíada de Dresden e à participação na mesma da equipa feminina que aí foi representar Portugal. Digo "equipa feminina" e não "selecção feminina" porque a mesma integrava, nominalmente, Armanda Plácido – na dupla condição de capitã da equipa e de jogadora. Creio que nem ela acredita ser a quinta melhor jogadora nacional, mas isso não a demoveu de aceitar a incumbência. Diz-nos ela, em sua defesa neste aspecto, que tinha ficado combinado desde início com as restantes jogadoras que ela, Armanda Plácido, não iria jogar nenhum jogo. E Armanda Plácido, nisto, cumpriu: não se sentou uma única vez à frente do tabuleiro em representação da equipa portuguesa. Chama-me, mais de uma vez "intrometida", apenas porque havia alguém que se sentia obrigada a dar apoio, nem que fosse moral, às nossas jogadoras. Por ela, creio, estas teriam sido abandonadas à sua sorte.
É verdade que também nunca esteve perto, como deveria estar enquanto capitã da equipa. Diz ela que assinou todas as folhas dos encontros (excepto nos dias 19, 22, 23 e 25), o que significa que o seu trabalho como capitã se resumiu a sete assinaturas. Não diz, porque não pode fazê-lo, que colaborou na preparação das jogadoras para os encontros, por exemplo identificando as possíveis adversárias e coligindo colecções das suas partidas; ou então que acompanhou as jogadoras no dia-a-dia, assegurando-se que estavam bem de saúde – sobretudo quando sabia desde início que iriam ser todas elas obrigadas a jogar os jogos todos, estivessem de saúde ou estivessem, como a Ariana Pintor, doentes desde o segundo dia. E neste caso, o que ela deixa escrito sobre o assunto é simplesmente lamentável: primeiro que Ariana Pintor só ficou doente no último dia (o que foi desmentido pela própria); depois que deixou de acompanhar a equipa porque esta se sentava em mesas diferentes da sua à hora das refeições (não era ela quem tinha de tomar a iniciativa e determinar onde, quando e como a equipa tomava as refeições, se juntava, se preparava?). Isto é: toda a gente sabia que a Ariana Pintor estava doente desde o segundo dia da olimpíada, sendo obrigada a jogar o resto dos jogos incapacitada, menos a capitã da equipa (e esta não reparava nos resultados anómalos da Ariana?)!
Este facto deveria ser gravado numa lápide e afixado na fachada da sede da FPX para memória futura.
As posições públicas da Armanda Plácido sobre o assunto não se resumem, infelizmente, à sua lamentável actuação enquanto capitã da equipa e jogadora. E dou de barato, entretanto, que a Ariana Pintor, mesmo doente e com enorme sacrifício pessoal acabou por ser melhor opção para a equipa do que colocar-se a jogar a Armanda Plácido em sua substituição (não é para isso que serve um suplente?). Onde esta, a Armanda, me obriga realmente a responder-lhe, é quando me insulta, me chama de senil, e me difama, insinuando que deixei contas por pagar e que não fui eu quem pagou a minha estadia em Dresden. Sobre isto vai ter de se retractar ou prová-lo em tribunal que, como se diz em Portugal, "quem não se sente não é filho de boa gente". Quanto ao facto de eu me ter "intrometido" nos assuntos da equipa, remeto para o que as próprias jogadoras dizem, publicamente, sobre o assunto. Outro aspecto em que a Armanda Plácido falha vergonhosamente é a sua referência à minha presença nos trabalhos da FIDE: estive lá porque era uma sessão aberta ao público em geral (e mesmo que não fosse não teria de lhe dar satisfações, pelo que a minha presença não seria nunca uma "intromissão"); àquela hora não havia jogos, como tem obrigação de saber (pelo que a sua graçola sobre "telepatia" nem sequer é de mau gosto). Onde acaba por haver intromissão é na atitude da Maria Armanda, a opinar sobre onde devo e não devo estar.
Quanto ao resto, desde já desafio a FPX a colocar no seu site o relatório da Maria Armanda e toda a correspondência trocada sobre o assunto, assim como as contas da Olimpíada, incluindo a despesa de cada um dos elementos da comitiva e esclarecendo de uma vez por todas se alguém teve de pagar alguma despesa minha.

Com os melhores cumprimentos,
Rosa Maria Durão

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E assim vai... o Xadrez nacional ! Entregue não "aos bichos" mas "a bichos" !

Era esta a história que andava "escondida"...

Aqui fica toda a "telenovela" para comentarem se quiserem.


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Xadrez nas Escolas – Academia de Xadrez Shevah-Mofet em Tel-Aviv

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Em muitos países o sistema educacional está em crise, com as médias a baixar em todas as Escolas e Academias.

Algumas escolas estão no entanto a descobrir que as aulas de Xadrez estão a mudar drasticamente a atitude dos estudantes, desenvolvendo a sua intuição e experiência em resolver casos-práticos na sua vida real. Uma escola de elite em Israel fundou uma Academia de Xadrez, dirigida por um GM - Boris Alterman .


Academia de Xadrez Shevah-Mofet

Por GM Boris Alterman...

« It’s no secret that today, when the education system in many countries faces huge problems of new materials and methodology, that students in school are having even more problems absorbing this new and rapidly changing material. Tests have shown that academic scores across the board went down dramatically in almost all countries. Unfortunately, the education systems are ignoring an important tool that could help students do better at school. Studies have proved that chess lessons improve students’ scores, help their social interaction, teach responsibility, and have a positive effect on their behavior.

According to my own experience, chess lessons dramatically change the attitude of students, and develop intuition and experience in modulating most practical solutions for similar tasks in their real lives. Chess lessons become the greatest tool for developing mind skills of students in the modern education systems.

In April 2008, I came with my middle son to an appointment at one of the most acclaimed high schools in Israel, “Shevah-Mofet” in Tel Aviv. The school is a result of a merger between Shevah, a vocational school, named after a relative of one of the founders, and Mofet, a night school for Russian immigrants, trying to assimilate in Israel.

The principal of the school, Dr. Dov Orbach, approached me and asked me to open the Shevah-Mofet Chess Academy. He promised me to do his best to bring chess lessons into the classes, build a special chess classroom for all levels, where the most gifted students will get the best opportunities to pursue the game intensively.

The Israeli Chess Federation and its chairman, Aviv Bushinsky, were pleased with the initiative and promised to support the Shevah Mofet Chess Academy.

The chess room is equipped with LCD screens, computers, an extensive library and, thanks to ChessBase’s generous contribution, plenty of the latest chess software.


ChessBase – sponsor of Shevah Mofet Chess Academy


There is a great chess atmosphere welcoming everyone who visits


A 42 inch flat screen showing top-of-the-line lessons by the best chess teacher – Garry Kasparov


On the first of September with the start of the new school year the Shevah-Mofet Chess Academy opened its doors, and every morning kids learn chess on a regular basis. The more advanced students work with professional chess coaches, and the top kids are offered a master class. Curiously, school enrollment went up thanks to the new program! Principal Dr. Orbach has a high aim, wanting to see chess in the Israeli ‘Bagrut’ exams (the high school matriculation exams). »



WFM Marsel Efromsky World under 12 Champion in the chess classroom



Em plena "zona de guerra", apesar de terem mais com que se preocupar, conseguiram PERCEBER que o Xadrez é fun-da-men-tal para o desenvolvimento do raciocínio... e apostaram forte nele.

Quantos mais anos vão ser precisos para se perceber isso em Portugal ? Este "cantinho à beira-mar plantado", que vive no "paraíso" comparado com Israel ?

Enfim...


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Ivanchuk derrotou Leko em Mukachevo

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Pela segunda vez este ano e meio, o Ukraniano GM Vassily Ivanchuk derrotou o GM Hungaro Peter Leko.

O match a seis jogos terminou a 3,5 : 2,5 a favor de Ivanchuk, com 5 empates e uma única vitória na ronda 5. Mas foi merecida esta vitória.






Algumas partidas comentadas pelo GM Mikhail Golubev...

Leko,P (2751) - Ivanchuk,V (2779) [B90]
Rapid Rematch Mukachevo UKR (4), 04.01.2009
1.e4 c5 2.Nf3 d6 3.d4 cxd4 4.Nxd4 Nf6 5.Nc3 a6 6.Be3 e5 7.Nb3 Be6 8.f3 h5 9.Qd2 Nbd7 10.Nd5 Bxd5 11.exd5 g6 12.0-0-0 Nb6 13.Qa5 Bh6 14.Bxh6 Rxh6 15.h4 Kf8 16.g3 Kg7 17.Kb1 Rh8 18.c4 Re8 19.Be2 Rc8 20.Rc1 e4 21.f4 e3 22.Rhg1 Ne4 23.Ka1 Nd7 24.Qxd8 Rcxd8 25.Na5 Ndc5 26.Rc2 Rc8 27.b3 Rc7 28.Kb2 Rec8 29.Rcc1 Nd7 30.Bd3 Nf2 31.Be2 Nf6 32.Rge1 N6e4 33.Rg1 f5 34.Rc2 Kf6 35.Rcc1 Re7 36.Rc2 Rcc7 37.a3 Re8

38.Rg2 Nh1! Leko has lost a track in the middlegame and now overlooked this move, which lead to the loss of a pawn. 39.Bf3 Nhxg3 40.Rg1 Nd2 41.Rxg3 Nxf3 42.Re2 Nxh4 43.b4 Re4 44.c5 dxc5 45.d6 Rd7 46.bxc5 Rxf4 47.Rgxe3 Re4 48.Rxe4 fxe4 49.Rxe4 Nf5 50.Rb4 Nxd6 51.cxd6 Rxd6 52.Nxb7 Rd5 53.Kc3 Rb5 54.Kd3 Rxb4 55.axb4 h4 56.Ke3 h3 57.Kf2 Ke5 58.Nc5 Kd4 59.Nxa6 Kc4 60.Kg3 Kb5 61.Nc7+ Kxb4 62.Kxh3 ½-½.


Ivanchuk,V (2779) - Leko,P (2751) [A32]
Rapid Rematch Mukachevo UKR (5), 05.01.2009
1.Nf3 Nf6 2.c4 c5 3.d4 cxd4 4.Nxd4 e6 5.g3 Bb4+ 6.Bd2 Bc5 7.Nb3 Be7 8.Bg2 Nc6 9.Nc3 0-0 10.Rc1 b6 11.Nd5 exd5 12.cxd5 Bb7 13.dxc6 dxc6 14.0-0 Qc8 15.Nd4 c5 16.Bxb7 Qxb7 17.Nf5 Rfe8 18.Bc3 Qe4 19.Qc2 Qe6 20.b3 Bf8 21.Bxf6 Qxf6 22.Ne3 Rad8 23.Rfd1 Qe6 24.Qc4 Qe5 25.Qa6 Qb8 26.Nd5 h5 27.e3 Rd6 28.Nc3 Red8 29.Rxd6 Rxd6 30.h4 g6 31.Ne4 Rd8 32.a4 Qa8 33.Qc4 Bg7 34.b4 cxb4 35.Qxb4 Qd5 36.Qe7 Qd7 37.Rc7 Qxe7 38.Rxe7 a5 39.Kg2 Rd1 40.Re8+ Bf8 41.Rb8 Ra1 42.Rxb6 Rxa4 43.Nf6+ Kg7 44.Ra6 Ra1 45.Ne8+ Kg8 46.Ra7 a4 47.Nf6+ Kg7 48.Ne4 Kg8

Ivanchuk, rather amazingly managed to win this position – almost no one, including Leko, expected such an outcome. 49.Ng5 f6 50.Ne6 Bh6 51.Nd4 Bf8 52.Ne2 Bh6 53.Nc3 a3 54.Nd5 Bg7 55.Nf4 Bf8 56.Nxg6 Bc5 57.Ra8+ Kf7 58.Nf4 Rb1 59.Kf3 Rb3 60.Ra5 Bb6 61.Ra6 Bc5 62.Nd5 f5 63.Ra5 Bd6 64.Nf4 Rb2 65.Rxf5+ Ke8 66.Rxh5 Kd7 67.Ra5 Kc6 68.Ne2 Kb6 69.Ra4 Bb4 70.h5 Kb5 71.Ra8 a2 72.h6 Rxe2 73.Kxe2 Ba5 74.Rb8+ Bb6 75.h7 a1Q 76.h8Q Qa2+ 77.Kf1 1-0. Undoubtedly, Leko tried his best in Mukachevo, but Ivanchuk was overall a bit stronger this time and won the contest deservedly.


Resultado Final..

Name
Rating
R1
R2
R3
R4
R5
R6
Total
Vassily Ivanchuk
2779
1/2
1/2
1/2
1/2
1
1/2
3.5
Peter Leko
2751
1/2
1/2
1/2
1/2
0
1/2
2.5

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Problema de Xadrez: Final de Torres

Finais de Torre

As brancas jogam e ganham...

1. Rg7+! Kh4 2. h7 2. Rxb7? Kg5= 2... Re7+ 3. Kd3! 3. Kf3? Rf7+!
4. Rxf7 Kg5=
3... Rd7+ 4. Kc3!b4+ 5. Kb3 Rh3+ 6. Kxb4 Rb7+ 7. Kc4 Rc7+ 8. Kd4! Rd7+ 9. Ke4 Re7+ 10. Kf4 1-0

Para ver a solução selecionar as três linhas acima com o rato.
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