Serie de selos franceses de 2016 com galos.
por António Curado .
1927 – Dr. João Maria da Costa
1936 – Engº Eduardo Maldonado Pellen
1939 – António Maria Pires
1944 – Engº Eduardo Maldonado Pellen
1951 - Prof. Manuel Lopes de Almeida
1953 – Dr. José Jardim
1954 – ???
1956 – Engº Claudino Sousa e Faro
1957 – Engº Jorge Gonçalves
1963 – Engº António Cardoso
1964 - Dr. Rodolfo Lavrador
1966 – Engº Luís Cordovil
1968 – Joaquim Leal Durão
1971 – Arqº Fernando Lima
1974 – Dr. V. Corregedor da Fonseca
1975 – Eduardo Melin Vasconcelos
1975 – António Simões Nunes
1977 – Gonçalo Leal
1979 – Tomás de Almeida
1980 - Engº Horácio Neto
1989 – Joaquim Leal Durão
1997 – Dr. José Armando Silva
2000 – Dr. Luís Miguel Canongia Ferreira da Costa
As fotos dos presidentes estão ainda a ser preparadas por António Curado, mas está a ser um trabalho muito difícil...
Assim, tentando ajudar, pedia a quem tiver fotos de algum destes senhores que queira ter a amabilidade de enviar para se preparar um artigo semelhante mas com todas as fotos, desde já, obrigado!
Olá a todos os frequentadores do blog. O Miguel continua a lembrar-me as obrigações assumidas e a solicitar colaborações aqui, nem que a título pontual. Cá vai portanto. Por causa da ideia da filatelia (selos e xadrez) como motivo gerador deste meu cronicar (alguém que esteja a ler em voz alta ainda pensam que é asneira), lembrei-me de vos escrever uma crónica com base numa conversa que tive com o Gamelas.
Durante muitos anos, o Gamelas, por causa da sua queda para o xadrez, coleccionou selos de xadrez, chegando a ter uma avença com o negociante em filatelia SSS (de quem o Manuel Martinho, néofito nestas andanças, também é actualmente cliente), Sérgio Sousa Simões, das Caldas da Rainha, para receber as novidades em selos do mundo inteiro relacionados com a temática do xadrez; naquela altura considerava o dinheiro que gastava por gosto, também como um investimento; actualmente, o Luís Frazão segue-lhe os passos, ainda há pouco tempo o vi no Sr. Joaquim, no Largo Padre Chiquito, onde aos quartos sábados de cada mês se realiza uma feira de antiguidades e coleccionismo, a adquirir uma carta circulada relacionada com este tema.
Comentei com o Gamelas que o «valor» dos selos de colecção tinha também sofrido um rude golpe com a crise, embora já tenham sido considerados como valores de refúgio. Por exemplo: agora que estou a escrever esta crónica 17h30, fui ao Ebay, um site de leilões, escolhi a categoria «Stamps» e fiz uma pesquisa por xadrez. Ordenando por «ending soonest», os próximos a fechar, obtive uma peça dos primórdios da temática, que, nos tempos «fortes» valeria sempre para cima de 5 a 10 euros. Com dois licitadores, a peça nem sequer tinha atingido o dólar, ou seja, fica por menos de oitenta cêntimos!

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Com a revista SÁBADO, está a ser distribuido e pelo preço simbólico de 1.00 euro, vários livros com muito interesse. O segundo dessa colecção, tem o nome de SAMARCANDA de Amin Maalouf, ex-jornalista nascido em Beirute, refugiado em Paris, foi correspondente de guerra como enviado especial em conflitos em várias partes do globo. Conhecedor da cultura islâmica e cristã dá-nos uma visão diferente do mundo árabe e uma prespetiva mais verdadeira de como os muçulmanos vêm os povos ocidentais.
Samarcanda pertence actualmente ao Uzbequistão ou Usbequistão (capital Tashkent em português - Tasquente) que é uma ex-república soviética da Asia Central. Mas já esteve ligada à Persia, à Turquia, ao Afganistão e à Mongolia. Foi fundada em 700 A.C. Foi conquistada por gregos no tempo de Alexandro Magno, pelos mongois, no tempo de Gengis Khan, pelos turcomanos no tempo de Tamerlão, pelos iranianos, sunitas, xiitas, árabes, uzebeques, ucranianos e russos. Samarcanda significa em persa antigo “ lugar do encontro, ou lugar de conflito” tendo sido destruida por varias vezes e sempre reconstruida.
Este livro não mereceria a minha especial atenção, se não tratasse da vida romanceada de Omar Khayyam - Seu nome completo era Ghiyath Al Din Abul Fateh Omar Ibn Ibrahim Al Khayyam, nasceu em Nishapur, Pérsia a 18 de Maio de 1048 e morreu na mesma cidade a 4 de Dezembro de 1131. Ficou conhecido como um iminente matemático, filósofo, astrónomo e poeta iraniano. A sua principal obra no dominio da poesia são as chamada quadras ou Rubaiyat que ficaram famosas no Ocidente a partir de tradução do poeta e escritor inglês Edward Marlborough Fitzgerald em 1839, (31 de Março de 1809 – 14 de Junho de 1883)
http://www.islam.org.br/al_khayyam.htm
Versão e tradução para o português por Alfredo Braga em...
http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/rubayat.html
50
Com a tua face como a rosa, com o teu rosto belo,
como o de um ídolo chinês, não sabes
o que o teu olhar faz do rei da Babilônia?
Um bispo do xadrez, que foge da rainha.
89
Somos os peões deste jogo do xadrez
que Deus trama. Ele nos move, lança-nos
uns contra os outros, nos desloca, e depois
nos recolhe, um a um, à Caixa do Nada.
Manuscrito e selo holandês de 1966

Ludmilla Vladimirovna Rudenko, (27-07-1904-04-03-1986) foi uma jogadora de xadrez da ex-União Soviética (CCCP) e a segunda Campeã Mundial de Xadrez, entre 1950 e 1953. Foi Mestre Internacional e Grande Mestre Feminino.
Nasceu em Lubny na região de Poltava, actual Ucrânia, aprendeu a jogar xadrez com o pai, com a idade de 10 anos. Além da prática do xadrez, era excelente na natação e finalizou os seus estudos em economia, em Odessa. Foi campeã de natação e uma excelente profissional usando o xadrez unicamente como passatempo. Iniciou-se na competição xadrezista em 1925 em Moscovo e casou com o cientista Lev Davidovich Goldstein, de quem teve um filho em 1931. Foi aluna do G.M. Peter Romanowski e só se iniciou nas competições internacionais com a idade de 40 anos. Os seus serviços a favor da evacuação de crianças durante a Segunda Guerra Mundial, foi uma das coisas mais importantes que fez na vida, na sua modesta opinião.
Vera Menchick morreu durante os bombardeamentos de Londres em 1944, e só depois da Guerra terminada no Inverno de 1949-1950, a F.I.D.E. organizou um torneio em Moscovo, para determinar a nova Campeã Mundial. Sessenta mulheres de doze países competiram entre si e os quatro primeiro lugares foram para a União Soviética. Ludmilla Rudenko viria a perder o ceptro de Campeã Mundial para a sua compatriota Elisabeth Bikova em 1953, durante o novo ciclo de apuramento. Depois da Grande Guerra ainda foi treinada por Alexander Tolush e Grigory Levenfish
Uma pequena homenagem às jogadoras femininas, que disputam o Campeonato Nacional
António Mendes Curado 2008-07-15
Aqui fica um jogo desta Campeã Mundial para inspirar as Damas que jogam xadrez :)
Já nos dias atuais, a pátria de Damiano aparece novamente reivindicando a paternidade de uma interessante contribuição teórica. Com base nos lances iniciais 1 e4 e5 2 Bb5!?, uma plêiade de jogadores portugueses efectuou um obstinado trabalho de pesquisa, compreendendo a sistematização dessa curiosas variante e culminando em 1990 com a edição do livro” A Abertura Portuguesa”, elaborada a quatro mão por António Ferreira e Pedro Paulo Sampaio.
Sem pretender tiara o brilho de tão louvável iniciativa, mas movido unicamente pelo intuito de estabelecer a real origem desta inusitada ideia, empreendemos uma viagem no túnel do tempo e encontramos na vetusta revista alemã ” Deutsche Schachzeitung”, em seu número de Fevereiro de 1904, a transcrição de uma partida jogada em 20.01.1904, no Campeonato do Clube de Xadrez de Viana, entre Carlos Schlechter x Ricardo Teichmann, com o seguinte comentário elucidativo referente ao lance 2 Bb5: “ Naturlich von Alapin vorgeschlagen; Weiss beabsichtigte, even. Se2 nebst f4 zu spilen” (Naturalmente, uma continuação devida a Alapin; as Brancas planejam jogar eventualmente Ce2, seguido de f4”).
Diante desta constatação, verifica-se que a glória de ter idealizado a continuação-chave 2 b5!? Cabe ao teórico e mestre russo Simão Alapin( 1856-1923), enquanto que os méritos do estudo , prática e divulgação dessa interessante linha de jogo pertencem aos engenhosos xadrezistas lusitanos. Uma prova evidente disso é a seguinte partida disputada entre o mestre português Rui Dâmaso d’Almeida e o seu colega brasileiro Herman Clausdius van Riemsdijk, por ocasião do Torneio Internacional do Clube de Xadrez São Paulo, em maio de 1989.
1. Introdução retirada do livro de Ronaldo Câmara, “ NO MUNDO DOS TRABELHOS” edição de 1996, UFC CASA DE JOSÉ DE ALECAR PROGRAMA EDITORIAL.
2. LIVRO PARA APRENDER A JOGAR XADREZ, edição CAMPO DAS LETRAS, Introdução e tradução de Nuno Sá, 2008 – ISBN 978-989-625-298-4
António Mendes Curado, Coimbra, 2008-07-13
[1] A presente transcrição segue na íntegra, o texto em português do Brasil.
[2] Pietro Damiano” arcebispo de Óstia, que 1061 numa carta dirigida ao Papa Alexandre II condenou os eclesiásticos nomeadamente o Bispo de Florença por jogarem xadrez e este, ser considerado um jogo de azar, muitas vezes confundido com o autor Damiano Portugese.
[3] LIVRO PARA APRENDER A JOGAR XADREZ, edição CAMPO DAS LETRAS, Introdução e tradução de Nuno Sá, 2008 – ISBN 978-989-625-298-4
Jogue com todo o Mundo !