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sábado, 16 de julho de 2016

Galos e Galinhas...



A equipe francesa composta de 11 jogadores mais o seu treinador foram derrotados e perderam para Portugal o Campeonato Europeu de 2016. Viva PORTUGAL!

Serie de selos franceses de 2016 com galos.




por António Curado .

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Museu do Xadrez em Figueiró dos Vinhos




Amigos
Finalmente foi inaugurado o Museu do Xadrez em  Figueiró dos Vinhos.


Foi na sexta feira dia 26 pelas 18 h 00.

Não esteve muita gente presente mas isso não era o mais importante.

Há presentemente duas salas cheias com material exposto com muito cuidado e
gosto que até me surpreendeu e há material para encher mais 3 o 4 salas.

Já se ficou a questionar a expansão do Museu.

Já tem site e visita virtual.

http://www.museudoxadrez.pt/portal/


um abraço

António Curado







quarta-feira, 7 de abril de 2010

Todos os Presidentes da FPX


Com o mesmo interesse e no seguimento do último artigo, também da autoria do Sr. António Curado, segue-se a relação de todos os presidentes da F.P.X. desde a sua constituição com excepção do já referido lapso de tempo.


1927 – Dr. João Maria da Costa

1936 – Engº Eduardo Maldonado Pellen

1939 – António Maria Pires

1944 – Engº Eduardo Maldonado Pellen

1951 - Prof. Manuel Lopes de Almeida

1953 – Dr. José Jardim

1954 – ???

1956 – Engº Claudino Sousa e Faro

1957 – Engº Jorge Gonçalves

1963 – Engº António Cardoso

1964 - Dr. Rodolfo Lavrador

1966 – Engº Luís Cordovil

1968 – Joaquim Leal Durão

1971 – Arqº Fernando Lima

1974 – Dr. V. Corregedor da Fonseca

1975 – Eduardo Melin Vasconcelos

1975 – António Simões Nunes

1977 – Gonçalo Leal

1979 – Tomás de Almeida

1980 - Engº Horácio Neto

1989 – Joaquim Leal Durão

1997 – Dr. José Armando Silva

2000 – Dr. Luís Miguel Canongia Ferreira da Costa



As fotos dos presidentes estão ainda a ser preparadas por António Curado, mas está a ser um trabalho muito difícil...


Assim, tentando ajudar, pedia a quem tiver fotos de algum destes senhores que queira ter a amabilidade de enviar para se preparar um artigo semelhante mas com todas as fotos, desde já, obrigado!


Podem envia-las para o email da Casa do Xadrez, sff: casadoxadrezkabab@gmail.com


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Fundação da FPX - Acta nº 1 (22-01-1927)




Fui às catacumbas da Lusoxadrez procurar um artigo que tinha em mente colocar aqui há já muito tempo. Como o tempo não chega para tudo e passa a correr, não tem sido possível...
Também devido ao facto de haverem sempre notícias frescas e recentes, às quais tento dar maior relevo.

Não só pelo interesse histórico do artigo, mas também por envolver de uma pessoa da terra - Alpiarça - e por se tratar do avô de um sócio, jogador e amigo de sempre do Grupo de Xadrez de Santarém o já falecido Malhou da Costa.
Estamos a falar do Dr. João Maria da Costa, de Alpiarça e 1º Presidente da FPX..

Assim, aqui fica o post nº 184 da Lusoxadrez, preparado pelo Grande Mestre (em história do xadrez e coleccionismo) e amigo António Curado sobre a fundação da FPX.


É de referir que o "post" original tinha reprodução fotográfica da acta, mas devido a ter havido uma reestruturação no servidor onde a Lusoxadrez estava alojado, parece que esta foto desapareceu. Pode ser que o Sr. Curado queira nos enviar novamente a mesma para complementar este Post ? Fica aqui o repto...


De: curado@******
Data: Qua Jul 4, 2001 10:47 pm

Assunto: Acta nº um...


Amigo António Russo.


Este é um trabalho da Comissão de História da Federação Portuguesa de
Xadrez, que te dedico.

Ver página da constituição da comissão.


http://www.terravista.pt/Enseada/2502/CHFPX.htm (link desactivado)

Perguntaste há tempos se não teriam sido jogadores do Ribatejo a
terem um papel preponderante na fundação da Federação Portuguesa de Xadrez.

Solicitei à Federação, informações sobre a fundação, os jogadores, e
os presidentes. Infelizmente, não há arquivos consultáveis, porque:
  1. A Federação esteve em várias cidades, Lisboa, Coimbra, e mudou várias vezes de sede, até que de momento já tem sede própria, comprada na anterior presidência;
  2. Na Federação há caixas de documentação, mas infelizmente não estão disponíveis, pois em tempos, quando foi mudada a sede, toda a papelada levou um tratamento e foi encaixotada;
  3. De momento não há pessoas com tempo e disposição, para levar a cabo algo, sobre a História do Xadrez em Portugal e que residam em Lisboa.
Mas, quando se quer algo, desde que se saiba onde se deve ir procurar, sempre conseguimos alguma coisa. Assim recorri aos préstimos de alguém que há muito tempo, vem fazendo arquivo particular de todas as notícias que saem nos jornais, nas revistas, nas publicações ou nos comunicados da Federação.
Só tem... cerca de 800 folhas dactilografadas, arquivadas em 6
pastas, com as notícias de tudo o que há ou houve sobre xadrez, desde o tempo de Damiano, até ao Campeonato Nacional de Equipas, que encerrou no fim de semana, no Barreiro. Claro poderá faltar-lhe algo, meia dúzias de coisas que outros terão, mas mesmo assim é o mais completo trabalho organizado, que até agora vi. Tenho o privilégio de tal como ele, fazer parte da Comissão da História do Xadrez.
O seu nome é Mário da Silva Araújo.

Na relação dos presidentes da Federação Portuguesa de Xadrez, há um
iato de tempo, que o Mário da Silva Araújo me solicitou averiguar. Como é um acontecimento relacionado com Coimbra, penso que eu e o Alexandre Monteiro, o vamos deslindar.

Entre 1951 e 1954, a presidência da Federação Portuguesa de Xadrez, esteve durante uns tempos em Coimbra, pensa-se que durante 6 meses.
Foi presidente da F.P.X. o dr. Campos Coroa (pai do actual
presidente da A.A.C.- futebol). Só que não há escritos desse tempo, nem noticias em nenhuma das revistas de xadrez conhecidas.
Vamos a ver como vamos deslindar o caso.


Agora em versão integral, para todos os amigos (...), a
primeira acta da constituição da F.P.X.


ACTA Nº 1

Acta da Assembleia Geral de Amadores de Xadrez Portugueses, realizada no dia 22 de Janeiro de 1927, pelas 22 horas, no Grémio Literário de Lisboa.

ORDEM DO DIA – Fundação da Federação Portuguesa de Xadrez (F.P.X.).

Compareceram os senhores Dr. João Maria da Costa, representando os amadores de xadrez de Alpiarça; Carlos Rombert representando os amadores de xadrez de Grémio Lisbonense (Lisboa); Dr. António Joyce representando os amadores de xadrez do Grémio Literário (Lisboa); Dr. Mário Pereira Machado representando os amadores de xadrez do Clube Portuense (Porto) e os senhores Vicente Cipriano Rodrigues Mendonça, Martinho da Rocha, Artur Pereira da Silva e Aurélio Sanches de Miranda e A. V. Ferreira.
Serviu de Presidente o Dr. João Maria da Costa e de Secretário o Dr. Mário Pereira Machado promotor da reunião.
Aberta a sessão, o presidente deu a palavra ao Dr. Mário Pereira Machado. Este, expoz os motivos que o levaram a promover a reunião de delegados dos agrupamentos de xadrez organizados em Portugal: o xadrez é um passatempo superior que pelas suas características deve ser considerado como arte e ciência: esplêndida ginástica de espírito é porventura uma boa escola para a educação da memória e de outras faculdades intelectuais. Da sua propaganda e desenvolvimento só pode resultar benefício para um País. O Torneio de Londres que vai realizar-se em Julho, por ocasião do Congresso da Federação Internacional de Xadrez (FIDE) revela-nos muito claramente que para sempre seremos afastados do convívio internacional dos cultores do nobre jogo se não fundarmos uma Federação que nos represente nas Assembleias Internacionais de Xadrezistas.
É agora uma óptima ocasião para a crearmos porque a poderemos inscrever na FIDE, no Congresso de Londres. Uma Federação Portuguesa de Xadrez, terá evidentemente, uma existência difícil, pelo menos nos seus primeiros passos, e a sua acção interna ficará limitada, talvez, durante longo período, a uma manifestação platónica de boa vontade de alguns amadores entusiastas; serão, porém, internacionalmente reconhecidos e os resultados práticos d'aí colhidos constituirão certamente o maior estimulo para o seu desenvolvimento, interno. Nesta convicção propõe que os delegados e amadores do grupo de Xadrez presentes, fundem imediatamente entre as sociedades que representam, a Federação Portuguesa de Xadrez.
Posto o assunto em discussão foi, por votação, aprovado por unanimidade.
Continuando no uso da palavra o secretário apresentou um projecto de "estatutos" elaborado por uma comissão para esse fim constituída em Novembro de 1926 pelos senhores Dr. António Maria Pires, Dr. Mário Pereira Machado, Dr. António de Sarmento Mouton Osório, Dr. António Joyce, Dr.Mendes de Bragança, Carlos Rombert e A. Pereira da Silva; este projecto foi redigido de acordo com os Estatutos da "Federacion Française de E'checs", "Unione Schachistica" italiana, e "Deutchen Schachmatch". Propõe que esses Estatutos sejam discutidos ou imediatamente aprovados.
Como todos declararam concordar com a doutrina desses Estatutos foram eles considerados como unanimemente aprovados. Pelo que o Dr. Mário Pereira Machado, tomando de novo a palavra propõe que fosse eleita a Direcção para o 1º Biénio, de acordo com a doutrina dos Estatutos. Procedendo-se à respectiva votação foram eleitos os seguintes senhores para Directores Efectivos:
Dr. João Maria da Costa (G.X. de Alpiarça)
Martinho R. da Rocha (G.X. de Grémio Lisbonense)
Carlos Romberte (G.X. de Grémio Lisbonense)
Marques de Ficalho (G.X. do Clube Portuense)
Dr. António Maria Pires (G.X. do Grémio Literário)
Dr. António Joyce (G.X. do Grémio Literário)
Dr. Mário Pereira Machado (G.X. do Grémio Literário)

e para Directores substitutos:
Vicente Cipriano Rodrigues Mendonça (G.X. Grémio Lisbonense)
João Torres Ramos de Magalhães (G.X. Clube Portuense)
A.G. Pereira da Silva (G.X. Grémio Lisbonense)
após o que em conformidade com a doutrina do art. 38º dos Estatutos o senhor Presidente declarou fundada em Portugal a Federação Portuguesa de Xadrez.
E como não houvesse nada mais a tratar-se foi encerrada a sessão, depois de lida e aprovada esta acta.

Lisboa, 22 de Janeiro de 1927

aa) - João Maria da Costa
Carlos Rombert
Martinho R. da Rocha
Vicente Cipriano Rodrigues de Mendonça
Artur Cipriano Rodrigues de Mendonça
Artur J. Pereira da Silva
A. V. Ferreira
Aurélio Sanches de Miranda
Dr. António Joyce
Dr. Mário Pereira Machado
a) está conforme
Mário Pereira Machado (assinatura)

Arquivado o original com o número 0 juntamente com o original dos Estatutos.

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segunda-feira, 27 de abril de 2009

A subjectividade do valor

Olá a todos os frequentadores do blog. O Miguel continua a lembrar-me as obrigações assumidas e a solicitar colaborações aqui, nem que a título pontual. Cá vai portanto. Por causa da ideia da filatelia (selos e xadrez) como motivo gerador deste meu cronicar (alguém que esteja a ler em voz alta ainda pensam que é asneira), lembrei-me de vos escrever uma crónica com base numa conversa que tive com o Gamelas.


Durante muitos anos, o Gamelas, por causa da sua queda para o xadrez, coleccionou selos de xadrez, chegando a ter uma avença com o negociante em filatelia SSS (de quem o Manuel Martinho, néofito nestas andanças, também é actualmente cliente), Sérgio Sousa Simões, das Caldas da Rainha, para receber as novidades em selos do mundo inteiro relacionados com a temática do xadrez; naquela altura considerava o dinheiro que gastava por gosto, também como um investimento; actualmente, o Luís Frazão segue-lhe os passos, ainda há pouco tempo o vi no Sr. Joaquim, no Largo Padre Chiquito, onde aos quartos sábados de cada mês se realiza uma feira de antiguidades e coleccionismo, a adquirir uma carta circulada relacionada com este tema.



Comentei com o Gamelas que o «valor» dos selos de colecção tinha também sofrido um rude golpe com a crise, embora já tenham sido considerados como valores de refúgio. Por exemplo: agora que estou a escrever esta crónica 17h30, fui ao Ebay, um site de leilões, escolhi a categoria «Stamps» e fiz uma pesquisa por xadrez. Ordenando por «ending soonest», os próximos a fechar, obtive uma peça dos primórdios da temática, que, nos tempos «fortes» valeria sempre para cima de 5 a 10 euros. Com dois licitadores, a peça nem sequer tinha atingido o dólar, ou seja, fica por menos de oitenta cêntimos!


Tecemos depois vários comentários sobre a subjectividade do valor… fizemos uma analogia com o mercado imobiliário: tal como nos selos, há uma espécie de valor de catálogo; só que, se a pressão fica do lado da oferta (por efeito dominó dos muitos deficits acumulados em todo o sistema), o preço baixa, com tendência agravante muito para baixo da barreira do seu «valor», devendo ser multiplicados os factores que se prendem com a «confiança» em torno do conceito. O dinheiro encarece... ou as coisas baixam? Por outro lado, a considerar o tempo como factor, nunca o dinheiro esteve tão barato! Que aparentes contradições. Por isso, se tiverem poupanças, não as entreguem aos bancos! Façam-se mercadores da pechincha, façam negócios da China!

P.S. Mas não pensem que todas as temáticas estão pela hora da morte. Tal como tudo, depende de modas. Que o diga o António Curado, que investiu bem, porque acertou na onda: Aves de Rapina!
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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Nunca lá estive, mas conheço alguém que já lá foi...

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Um amigo, meu conterrâneo, pessoa muito simpática e afável, bom conversador, amante das coisa boas da vida, jogador de xadrez nas horas livres, quando novo, tal como muitos de nós, leu os livros de Emilio Salgari e sobretudo as aventuras de Sandokan, assim como as viagens de Marco Polo (1254-1324) e idealizou que um dia havia de ir a Samarcanda conhecer essa cidade da Asia Central, passagem obrigatória da rota da seda. Se o idealizou, em 1972 concretizou-o. Essa aventura e o relato dessa epopeia, no tempo da União Soviética e antes do 25 de Abril de 1974, deliciaram alguns repastos e tertúlias com inúmeros ouvintes e admidradores. Assim o recordei com o livro que agora li.

Com a revista SÁBADO, está a ser distribuido e pelo preço simbólico de 1.00 euro, vários livros com muito interesse. O segundo dessa colecção, tem o nome de SAMARCANDA de Amin Maalouf, ex-jornalista nascido em Beirute, refugiado em Paris, foi correspondente de guerra como enviado especial em conflitos em várias partes do globo. Conhecedor da cultura islâmica e cristã dá-nos uma visão diferente do mundo árabe e uma prespetiva mais verdadeira de como os muçulmanos vêm os povos ocidentais.

Samarcanda pertence actualmente ao Uzbequistão ou Usbequistão (capital Tashkent em português - Tasquente) que é uma ex-república soviética da Asia Central. Mas já esteve ligada à Persia, à Turquia, ao Afganistão e à Mongolia. Foi fundada em 700 A.C. Foi conquistada por gregos no tempo de Alexandro Magno, pelos mongois, no tempo de Gengis Khan, pelos turcomanos no tempo de Tamerlão, pelos iranianos, sunitas, xiitas, árabes, uzebeques, ucranianos e russos. Samarcanda significa em persa antigo “ lugar do encontro, ou lugar de conflito” tendo sido destruida por varias vezes e sempre reconstruida.

Este livro não mereceria a minha especial atenção, se não tratasse da vida romanceada de Omar Khayyam - Seu nome completo era Ghiyath Al Din Abul Fateh Omar Ibn Ibrahim Al Khayyam, nasceu em Nishapur, Pérsia a 18 de Maio de 1048 e morreu na mesma cidade a 4 de Dezembro de 1131. Ficou conhecido como um iminente matemático, filósofo, astrónomo e poeta iraniano. A sua principal obra no dominio da poesia são as chamada quadras ou Rubaiyat que ficaram famosas no Ocidente a partir de tradução do poeta e escritor inglês Edward Marlborough Fitzgerald em 1839, (31 de Março de 1809 – 14 de Junho de 1883)


http://www.islam.org.br/al_khayyam.htm

Versão e tradução para o português por Alfredo Braga em...

http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/rubayat.html

50
Com a tua face como a rosa, com o teu rosto belo,
como o de um ídolo chinês, não sabes

o que o teu olhar faz do rei da Babilônia?
Um bispo do xadrez, que foge da rainha.

89
Somos os peões deste jogo do xadrez
que Deus trama. Ele nos move, lança-nos
uns contra os outros, nos desloca, e depois
nos recolhe, um a um, à Caixa do Nada.



Coimbra, 2009-02-07, António Mendes Curado

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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Cantinho de Mestre Antonio Curado [ 005 ]

Sergei Tiviakov


Uma pequena homenagem a um GM, que provavelmente virá a Portugal, pela primeira vez, jogar o XIX Torneiro de Vale Cambra, Memorial Pedro Parcerias. Além de ser um dos 100 melhores jogadores do planeta, tem a particularidade de fazer boas e interessantes reportagens pelos lugares onde tem jogado, com paladino e cavaleiro itinerante, em prol da defesa da sua dama, o xadrez.
Sergei Tiviakov, nasceu a 14 de Fevereiro de 1973 em Krasnodar, antiga União Soviética e está naturalizado holandês, é Grande Mestre e foi campeão mundial de sub-16 e sub-18. Actualmente é o Campeão Europeu, ocupa o 79 lugar do “ranking” FIDE, tendo já ocupado o 27º posto. Tem duas publicações sobre xadrez.
  • Sicilian Defence with 2.c3 - Alapin Variation
  • The Maroczy System
Entre as lendas da cavalaria da Idade Média e num universo das melhores gestas arturianas, todos nós, nos recordamos das aventuras do Rei Artur e os Cavaleiros da Tavola, de Sir Lancelote e a Dama do Lago, Percifal e a demanda do Graal, heróis e histórias de venturosos cavaleiros que povoaram a nossa adolescência. No entanto poucos deverão ter lidos as aventuras de Sir Gwdaine e o Cavaleiro Verde, e muito menos as versões holandesas da gesta arturiana com grande relevo para os romances de cavalaria onde o principal heroi, foi Roman van Walenweise, pela pena de Penninc e Pieter Vostaert, que utilizando referências do século XIV, na língua nativa, construíram verdadeiras epopeias sobre a cavalaria da Tavola Redonda com três historias em 11202 versos, em holandês antigo chamado diets(ch) ou duits(ch); Walenweise e o Xadrez Voador, Walenweise e a Dama Hororosa, Walenweise e a Espada dos dois Anéis. As versões, holandesa, francesa e inglesa, misturam por vezes o nome do cavaleiro, sendo conhecido por Walenweise, Walwanius, Gawain, Gauvan, Gawan, sempre precedido do titulo de Sir ...

Provavelmente a BD – Príncipe Valente foi inspirada nas aventuras deste cavaleiro.
Nas versões portuguesas das histórias arturianas, era comum traduzir o nome da personagem para Galvão e precedê-lo pelo título Dom.
É no entanto desconhecido até agora, a existência de qualquer tradução de contos, onde o herói principal seja, Walenweise.
Este cavaleiro é muitas vezes descrito como sendo sobrinho do rei Artur filho de Morgause e irmão de Gaheris, Gareth, Agravaine e Mordred. Possuía um comportamento muito irritadiço e era muito belicoso e tem uma peculiaridade que lhe permite ganhar força física no período que vai das nove da manhã até ao meio-dia.

Sir Gawain é personagem da saga do Rei Arthur e a Távola Redonda, e seu nome é citado pela primeira vez na História regum Britanniae (História dos Reis da Bretanha) - 1136 -, de Geoffrey de Monmouth, onde é chamado Walwanius, e tido como sobrinho do próprio Rei Arthur, e na história de Guilherme de Malmesbury (por volta de 1120), onde se fala do descobrimento de seu túmulo no Castelo de Walwyn, em Pembrokeshire. Nas palavras de Chrétien de Troyes, um dos autores de livros sobre a Távola Redonda: \"À frente de todos os cavaleiros, deve ir o primeiro: Gawain\". Ou ainda, nas palavras de Wace, cronista da corte dos Plantagenetas: \"Grande foi sua nobreza e estatura; não houve nele presunção nem arrogância; fez mais do que contou e deu mais do que prometeu\". A edição canônica de \"Sir Gawain\" foi publicada por Tolkien (o mesmo de O Senhor dos Anéis) juntamente com E. V. Gordon (Oxford, 1952). Neste livro são apresentadas três histórias sobre Sir Gawain, da Távola Redonda, retiradas de edições modernas que seguem rigorosamente a essência dos originais, compiladas pelos mais criteriosos especialistas em história e literatura medieval.

.................................0

Manuscrito e selo holandês de 1966

Vem isto a propósito da última descoberta na temática de Xadrez de um selo holandês de 1966 sobre as referências literárias da Holanda, que apresenta um excerto de um pergaminho circa 1350, onde se vê um cavaleiro medieval. Procurando a imagem desse pergaminho deparei-me com o pormenor de um pouco acima do cavaleiro, haver um tabuleiro de xadrez com 6 x8 casas e mais tarde com as histórias de Roman van Walenweise. O primeiro dos contos, Walenweise e o Xadrez Voador, começa quando no castelo de Camelot, estando a corte do rei Artur reunida, entrou por uma janela, voando, um tabuleiro de xadrez com as respectivas peças dispostas para se iniciar uma partida. Pairando de modo desafiante em frente dos cavaleiros, convidava a iniciar uma partida de xadrez. Como nenhum dos cavaleiros ousasse aceitar o desfio, o tabuleiro voador esgueirou-se novamente pela janela, deixando os cavaleiros atónitos e incrédulos. O rei Artur depois do tabuleiro ter desaparecido, manifestou o desejo de possuir tão precioso conjunto e decretou que após a sua morte, seria rei no trono de Avalon, o cavaleiro que lhe trouxesse tão cobiçada joía, e assim se inicia a aventura.

Coimbra, 2008-09-21 ________António Mendes Curado


quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ludmilla Vladimirovna Rudenko

Mestre António Mendes Curado, nosso leitor , enviou-me um mail que pretende ser uma homenagem às jogadoras femininas que disputam o Nacional. O mail vinha acompanhado da imagem que reproduzimos. É um privilégio ter colaborações deste nível, de um homem que gosta muito de xadrez em todas as suas componentes.
O mail espera mais artigos ;) Obrigado Mestre!



Ludmilla Vladimirovna Rudenko, (27-07-1904-04-03-1986) foi uma jogadora de xadrez da ex-União Soviética (CCCP) e a segunda Campeã Mundial de Xadrez, entre 1950 e 1953. Foi Mestre Internacional e Grande Mestre Feminino.

Nasceu em Lubny na região de Poltava, actual Ucrânia, aprendeu a jogar xadrez com o pai, com a idade de 10 anos. Além da prática do xadrez, era excelente na natação e finalizou os seus estudos em economia, em Odessa. Foi campeã de natação e uma excelente profissional usando o xadrez unicamente como passatempo. Iniciou-se na competição xadrezista em 1925 em Moscovo e casou com o cientista Lev Davidovich Goldstein, de quem teve um filho em 1931. Foi aluna do G.M. Peter Romanowski e só se iniciou nas competições internacionais com a idade de 40 anos. Os seus serviços a favor da evacuação de crianças durante a Segunda Guerra Mundial, foi uma das coisas mais importantes que fez na vida, na sua modesta opinião.

Vera Menchick morreu durante os bombardeamentos de Londres em 1944, e só depois da Guerra terminada no Inverno de 1949-1950, a F.I.D.E. organizou um torneio em Moscovo, para determinar a nova Campeã Mundial. Sessenta mulheres de doze países competiram entre si e os quatro primeiro lugares foram para a União Soviética. Ludmilla Rudenko viria a perder o ceptro de Campeã Mundial para a sua compatriota Elisabeth Bikova em 1953, durante o novo ciclo de apuramento. Depois da Grande Guerra ainda foi treinada por Alexander Tolush e Grigory Levenfish

Uma pequena homenagem às jogadoras femininas, que disputam o Campeonato Nacional

António Mendes Curado 2008-07-15


Aqui fica um jogo desta Campeã Mundial para inspirar as Damas que jogam xadrez :)


[Event "ENG-URS radio"]
[Site "Soviet Union"]
[Date "1946.??.??"]
[EventDate "?"]
[Round "2"]
[Result "1-0"]
[White "Lyudmila Rudenko"]
[Black "Rowena Mary Bruce"]
[ECO "B13"]
[WhiteElo "?"]
[BlackElo "?"]
[PlyCount "55"]

1.e4 c6 2.d4 d5 3.exd5 cxd5 4.Bd3 Nc6 5.c3 Nf6 6.h3 e6 7.Nf3
Bd6 8.O-O h6 9.Re1 O-O 10.Ne5 Bxe5 11.dxe5 Nd7 12.Qh5 Re8
13.Bxh6 gxh6 14.Qxh6 Nf8 15.Re3 Ne7 16.Rg3+ Nfg6 17.h4 Nf5
18.Bxf5 exf5 19.h5 Qh4 20.Nd2 Re6 21.Nf3 Qe7 22.hxg6 Rxg6
23.Rxg6+ fxg6 24.Qxg6+ Kf8 25.Ng5 Qd7 26.Nh7+ Ke7 27.Qf6+ Ke8
28.Qf8# 1-0

Apreciem.. que o xadrez assim até parece fácil !

domingo, 13 de julho de 2008

(2ª parte. ) Abertura Portuguesa

Enviou-me o meu amigo António Mendes Curado este excelente artigo com o pedido de publicação. É um orgulho para este miserável blog receber material desta qualidade. Venha mais Mestre Curado!


UMA ABERTURA PORTUGUESA – TEM CERTEZA?!

Num passado distante, Portugal ingressou nos anais enxadristicos



[1] graças ao trabalho pioneiro realizado pelo boticário Pedro Damião.Nascido na segunda metade do século XV, na localidade de Odemira, pertencente à província lusitana de Alentejo, esse personagem quase lendário, mais conhecido pela denominação italiana de Pietro Damiano
[2], saiu do anonimato para as páginas da história do xadrez, em decorrência do lançamento em Roma, no ano de 1512, da obra de sua autoria intitulada” Questro libro e da imparare giocare a scachi et de le partiti” (“Este livro é de aprender a jogar xadrez e ler partidas”).
[3]
Escrito em italiano e espanhol, contendo aberturas, finais, problemas, partidas e até mesmo recomendações estratégicas e táticas – este livro mereceu o reconhecimento dos principais estadistas da época, sobressaindo pelo seu ineditismo e valor didático. Há muitos anos, figura entre as mais cobiçadas raridades enxadristicas, constando existir apenas um exemplar na biblioteca Queriniana de Bréscia, na Itália.


Já nos dias atuais, a pátria de Damiano aparece novamente reivindicando a paternidade de uma interessante contribuição teórica. Com base nos lances iniciais 1 e4 e5 2 Bb5!?, uma plêiade de jogadores portugueses efectuou um obstinado trabalho de pesquisa, compreendendo a sistematização dessa curiosas variante e culminando em 1990 com a edição do livro” A Abertura Portuguesa”, elaborada a quatro mão por António Ferreira e Pedro Paulo Sampaio.

Sem pretender tiara o brilho de tão louvável iniciativa, mas movido unicamente pelo intuito de estabelecer a real origem desta inusitada ideia, empreendemos uma viagem no túnel do tempo e encontramos na vetusta revista alemã ” Deutsche Schachzeitung”, em seu número de Fevereiro de 1904, a transcrição de uma partida jogada em 20.01.1904, no Campeonato do Clube de Xadrez de Viana, entre Carlos Schlechter x Ricardo Teichmann, com o seguinte comentário elucidativo referente ao lance 2 Bb5: “ Naturlich von Alapin vorgeschlagen; Weiss beabsichtigte, even. Se2 nebst f4 zu spilen” (Naturalmente, uma continuação devida a Alapin; as Brancas planejam jogar eventualmente Ce2, seguido de f4”).

Diante desta constatação, verifica-se que a glória de ter idealizado a continuação-chave 2 b5!? Cabe ao teórico e mestre russo Simão Alapin( 1856-1923), enquanto que os méritos do estudo , prática e divulgação dessa interessante linha de jogo pertencem aos engenhosos xadrezistas lusitanos. Uma prova evidente disso é a seguinte partida disputada entre o mestre português Rui Dâmaso d’Almeida e o seu colega brasileiro Herman Clausdius van Riemsdijk, por ocasião do Torneio Internacional do Clube de Xadrez São Paulo, em maio de 1989.


1. Introdução retirada do livro de Ronaldo Câmara, “ NO MUNDO DOS TRABELHOS” edição de 1996, UFC CASA DE JOSÉ DE ALECAR PROGRAMA EDITORIAL.

2. LIVRO PARA APRENDER A JOGAR XADREZ, edição CAMPO DAS LETRAS, Introdução e tradução de Nuno Sá, 2008 – ISBN 978-989-625-298-4


António Mendes Curado, Coimbra, 2008-07-13



[1] A presente transcrição segue na íntegra, o texto em português do Brasil.

[2] Pietro Damiano” arcebispo de Óstia, que 1061 numa carta dirigida ao Papa Alexandre II condenou os eclesiásticos nomeadamente o Bispo de Florença por jogarem xadrez e este, ser considerado um jogo de azar, muitas vezes confundido com o autor Damiano Portugese.

[3] LIVRO PARA APRENDER A JOGAR XADREZ, edição CAMPO DAS LETRAS, Introdução e tradução de Nuno Sá, 2008 – ISBN 978-989-625-298-4