domingo, 23 de outubro de 2011
sábado, 22 de outubro de 2011
Conferência na Associação
Pacto Roerich
Protecção de Instituições Artísticas e Científicas e Monumentos Históricos
Texto curto, assinado no âmbito da Sociedade das Nações, equivalente da ONU entre as duas Grandes Guerras. A Sociedade das Nações, criada para evitar outra Grande Guerra, mostraria a sua inoperância nos anos seguintes… O Pacto é muito generalista, prevê apenas a sinalização dos locais com distintivos próprios, de forma a tornar bem visível a sua presença. É adoptado o conceito de «neutralidade» do património, associado à inibição, pelos beligerantes, de o utilizarem para quaisquer fins militares. As peças mais valiosas do Museu do Louvre (cujo espólio, diga-se em abono da verdade, é constituído por muitas peças «pilhadas») foram transportadas para fora de Paris, para evitar danos ou pilhagem, um mês antes do início da II Guerra Mundial, ao abrigo deste Pacto.
1954
Conferência de Haia - Convenção para a protecção dos bens culturais em caso de conflito armado
No decurso da Conferência, foi evidente a preocupação com o aumento assustador da capacidade destrutiva do armamento, mas a Convenção pouco evolui relativamente a 1935, sendo simplesmente mantido o princípio da sinalização. É designada a UNESCO como entidade responsável pela protecção do património a nível mundial, estipulando que esta se aplica a todos os casos de ocupação, seja ela total ou parcial.
1970
Convenção: relativa às medidas a adoptar para proibir e impedir a importação, a exportação e a transferência ilícitas da propriedade de bens culturais
Considerando que a importação, a exportação e a transferência ilícitas da propriedade dos bens culturais dificultam a compreensão mútua das nações, os Estados partes comprometem-se a combater essas práticas com os meios de que dispõem, sobretudo suprimindo as suas causas, detendo o seu curso e ajudando a efectuar as reparações que se imponham.
1989
Acordo Vermillion
Ética arqueológica e tratamento devido aos mortos
Defende que a ganância não se deve sobrepor à contextualização: os arqueólogos sabem bem como o real valor das peças só se consegue apreender nos contextos culturais e civilizacionais originais. Estipula ainda que o respeito pelos restos mortais é devido a todos, independentemente da sua origem, raça, religião, nacionalidade, costumes e tradição.
1995
Convenção
Sobre objectos culturais roubados ou ilegalmente exportados
Estabelece o princípio de que o proprietário actual de um objecto cultural que tenha sido roubado deve restituí-lo, independentemente da sua boa fé no momento da compra.
1999
Segundo protocolo à Convenção de Haia de 1954
Para a protecção da propriedade cultural em caso de conflito armado
As regras regendo a protecção da propriedade cultural em caso de conflito armado devem reflectir os desenvolvimentos na lei e na política internacional. Ora desde este Segundo Protocolo que não há qualquer actualização destas regras, face a um mundo em mudança rápida e profunda.
Feito um pequeno resumo das convenções internacionais mais importantes relativas ao património, falámos precisamente do que mudou com a passagem do milénio. Com a queda do muro de Berlim gerou-se uma dinâmica de colapso sistémico do império soviético; os Estados Unidos ficavam assim vencedores da Guerra Fria, assumindo-se como única potência mundial.
Nesse mesmo ano, o Iraque invadiu o Kuwait; a comunidade internacional condenou a agressão numa atitude firme. Depois do sucesso da operação Tempestade no Deserto, quando alguns generais americanos sugeriram a destruição do exército iraquiano em retirada, o bom-senso prevaleceu na Administração Norte-Americana: as suas tropas pararam na fronteira do Iraque. O objectivo não era a mudança de regime no Iraque mas a reposição da Ordem Internacional. O entendimento era de que a derrota do ditador provocaria uma luta fratricida pelo poder, senão mesmo uma guerra civil e a fragmentação do Iraque, sendo portanto contrária à ordem mundial e à estabilidade da zona.
A partir desta atitude, revelando comedimento e equilíbrio, a tendência parece ter sido para os Estados Unidos assumirem um papel cada vez mais prepotente e arrogante. Já sem rival à altura, as suas decisões deixaram de ser negociadas, passando a ser cada vez mais impostas, recorrendo para isso ao seu poder financeiro, diplomático e militar. Esta situação criou uma animosidade e uma aversão crescentes, junto de identidades que se julgavam severamente humilhadas, como a muçulmana em particular.
A 11 de Setembro de 2001, os Estados Unidos, que nunca tinham sido atingidos no seu território, sofreram um devastador atentado terrorista conduzido por uma pequena célula, o qual superou, na escala do «orgulho» ferido americano, o de Pearl Harbor, sessenta anos antes. Este facto condicionou fortemente esta última década, com uma forte paranóia securitária a tomar conta não só dos aeroportos, mas também das relações internacionais, com a «invenção» pelos Estados Unidos de sucessivos inimigos, continuando assim a alimentar os ciclos do ódio, da vingança e do medo, sob a bandeira genérica de «Guerra ao Terror».Mas voltando ao património: em 2003, a Tempestade no Deserto II foi, tal como a primeira, um sucesso militar. Rapidamente as forças americanas ocuparam Bagdad, a capital do Iraque; o património pouco sofreu durante essa fase. O saque do Iraque começou depois. Arqueólogos, funcionários e universitários ficaram escandalizados com a falta de resposta americana aos seus apelos para proteger os tesouros do Museu de Bagdad: foi roubado um enorme espólio, incluindo peças com mais de 6 000 anos, «nas barbas» das forças anglo-americanas; muitas das peças roubadas nunca mais serão encontradas.
http://www.baghdadmuseum.org/
http://www.youtube.com/watch?v=w81x7WfGilI&feature=related
Rapidamente a zona de exclusão aérea se transformou em apoio aéreo, consistindo na destruição sistemática de um país, incluindo infraestruturas de comunicações e de abastecimento de energia e de água; para não falar de um apoio traduzido em todo o género de logística a favor dos «rebeldes», desde simples mantimentos até armas e munições. Vejam o que foi feito da resolução da ONU, prostituída até ao inimaginável.Mas voltando ao Património: neste momento, é a situação na Líbia que preocupa a UNESCO. Sem autoridade legal, o país encontra-se nas mãos de bandos armados, muitas vezes guerreando-se pelo poder e pelo saque. Com a situação no terreno muito confusa, o papel das instituições internacionais tem sido duro, com a Cruz Vermelha, tal como outras organizações humanitárias, impedida pelos «rebeldes» de aceder às zonas adversárias, onde está em curso uma tragédia humanitária sem precedentes, com claros indícios de Crimes de Guerra denunciados pela Amnistia Internacional.
Uma representante da UNESCO chegou há dias ao sítio de Leptis Magna, Património da Humanidade considerado o mais imponente da Antiguidade, onde nasceu o imperador romano Septimius Severus. Situa-se a norte de Bani Walid, onde continuam a decorrer violentos combates, eternizando-se uma situação de insegurança. A população local deu o exemplo, organizando milícias para defesa do património. A presidente da UNESCO deu, há menos de uma semana, uma conferência de imprensa na qual afirmou que muito se tem feito, com as convenções em vigor, no sentido de dissuadir o tráfico de património cultural, dando como exemplo o estabelecimento de acordos contra a receptação com as grandes casas de leilões como a Christie’s e a Sotheby’s. Será suficiente?
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Magnus Carlsen venceu o Grand Slam de Xadrez 2011

O GM Magnus Carlsen venceu o Grand Slam de Xadrez 2011 depois de ganhar nas partidas de desempate o ucraniano Vassily Ivanchuk.
O Grand Slam de Xadrez 2011, foi disputado em duas fases, nos seguintes locais:
- a primeira fase foi disputada no final de Setembro na cidade brasileira de São Paulo;
- a segunda e última fase foi jogada de 05 a 11 de Outubro, em Bilbao.
O norueguês saiu vitorioso nas partidas de desempate contra o ucraniano Vassily Ivanchuk, jogado em partidas rápidas.
Na última ronda ocorreram dois empates nos jogos Nakamura vs. Carlsen e Ivanchuck vs. Aronian , o que resultou num empate nas duas primeiras posições entre Magnus Carlsen e Vassily Ivanchuk com 15 pontos ganhos cada.
Depois, no desempate, Carlsen e Ivanchuk empataram o primeiro jogo, mas no segundo o norueguês superou a resistência do ucraniano e venceu a partida e o campeonato. De notar que Ivanchuk tinha saído de São Paulo com uma significativa vantagem de pontos mas depois de perder duas partidas em Bilbao acabou por ser alcançado por Carlsen.
A classificação final foi encabeçada pelo campeão, Carlsen, com 15 pontos, empatado com Ivanchuk. Atrás deles, o terceiro, quarto e quinto lugares foram, com 12 pontos, Hikaru Nakamura, Levon Aronian e o atual campeão mundial Viswanathan Anand. O espanhol Francisco Vallejo fechou a classificação com 10 pontos.
Com esse resultado o número 1 do ranking mundial está classificado para o Torneio de Candidatos 2013 que decide o adversário do actual Campeão Mundial de Xadrez.
Todas as partidas em formato PGN
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Legalidade dos Estatutos da FPX
Estabelece a alinea a), nº 1, artº 8º do Dec-lei nº 248/2008, de 31/12, que deverá ser apresentada uma «versão consolidada e actualizada dos estatutos, com menção expressa das deliberações que aprovaram as diferentes redacções das normas constantes». A verdade é que do corpo da última acta não ressalta a versão consolidada, pelo que foi necessário verificar da sua consolidação.
Algumas das normas podem continuar a ser questionadas como parece evidente, para além de algumas outras, com a designação de «técnicos em vez de treinadores», procurando integrar a figura de monitores que agora não é reconhecida.
O Presidente da FPX, na qualidade de seu representante legal, fez hoje (17/10/2011) o registo dos estatutos da FPX, através de escritura lavrada em Cartório Notarial de Lisboa Marta Chalaça.
A DFPX chama a atenção da comunidade xadrezística para as graves consequências que podem advir da falta de suporte institucional, nomeadamente tendo em atenção o Regime Jurídico em vigor, na relação com a transição do anterior. Em breve a DFPX voltará a esta abordagem, tanto mais que quando se passa à via judicial, ficam evidentes alguns factos que até então poderiam passar despercebidos-é muito evidente a questão do regime de incompatibilidades, com todas as gravosas consequências do seu não cumprimento e dos conflitos de interesses que fazem emergir. Para além de porem em causa as deliberações tomadas.
Estatutos hoje registados.
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