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terça-feira, 18 de agosto de 2015

“Meu sonho é fazer uma partida de xadrez com o presidente”



Erikson Roberto Maurício Soares conhecido entre os jogadores de xadrez como Tubarão, é o campeão africano da modalidade, que com apenas 13 anos, sagrou-lhe o mais novo campeão júnior em Angola.
Actualmente com os 23 anos, Tubarão ostenta na sua galeria 31 taças e 19 medalhas. O atleta que está a preparar-se para ser o primeiro mestre de xadrez no país, tem ainda um projecto denominado Xeque Mate, programa que visa formar crianças na prática da modalidade, o que segundo Erikson Soares, vai contribuir no desenvolvimento mental dos formandos.
A iniciativa desenvolvida há três anos, já está implementada em 14 escolas de Luanda. “Visa aumentar o nível cultural dos nossos jovens de modo a desenvolver as suas capacidades cognitivas, atenção, memória e concentração, que possa compor de certa forma o melhoramento de quadros que o nosso país precisa”, diz.
“Os responsáveis das mesmas escolas têm louvado o trabalho que temos feito, pois é notável a evolução dos miúdos. Com este projecto vamos formar a Academia os Tubarõezinhos de modo a dar continuidade na área, porque a base é fundamental. Vê que antes de eu ganhar o campeonato africano, Angola estava há uma década sem ganhar, e eu quebrei o jejum e acho que devemos trabalhar para dar continuidade da obra”, coloca.
O jogador, que acabou de trocar o seu clube Primeiro de Agosto pelo Progresso do Sambizanga, diz que não há grande motivos nesta mudança de equipa. “A vida é feita de escolhas e eu fiz a minha. Não é o dinheiro, também não são as propostas, é apenas uma escolha que decidi fazer”, justificou Tubarão que também está a escrever um livro de auto-motivação, com o titulo de “Meu Eu”.
“É um livro que estou a trabalhar em parceria com um amigo, Gelson Félix, vai ser um livro de auto-motivação”, adiantou.

As escolhas de Erikson Soares

Livro –  A Lei da Atracção, de Michael J. Losier. “O livro aborda exactamente até onde a mente humana pode chegar. Foi uma oferta de um atleta moçambicano durante um campeonato em Moçambique, ele ficou admirado com a minha capacidade de análise e ofertou-me. O livro ajudou-me a ter pensamentos positivos”.
Lugar – Cairo. “Estive lá duas vezes, em 2008 e 2011, em jogos, tive a oportunidade de entrar nas pirâmides e aprendi muito sobre o passado do Egipto. Penso que os nossos antepassados foram mais inteligentes. Por exemplo, tu olhas para a pirâmide, aquela construção feita há longos anos por pedra e sem arquitectos naquela altura, é algo inexplicável”, diz admirado e completa: “Tem um povo que acredita bastante naquilo que fazem. E tu quando acreditas, é a chave de tudo”.
Personalidade –  José Eduardo dos Santos . “Admiro bastante o nosso presidente, engenheiro José Eduardo dos Santos, primeiro por ser o arquitecto da paz, depois por controlar e gerir o país durante este tempo. Penso que não é fácil ter esta calma na tomada de decisões. Tal como no xadrez, penso que os mesmos erros que cometes no xadrez são os mesmos que cometes na vida. Há posições em que tens de fazer escolhas e estas escolhas podem ser boas ou más. Mas tens de fazer. Considero-o uma pessoa estrategicamente muito forte e, sinceramente, é um dos meus sonhos fazer uma partida de xadrez com o Presidente da República”, idealiza.

in Rede Angola

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Chovem dólares!



Quero partilhar convosco uma dica para o Forex. Parece que agora o bode expiatório para a crise são os «short sellers»... Eu nunca achei muita piada a estes aprendizes de feiticeiro (ou melhor, de cambista), jogadores inveterados que, munidos de uma grande alavanca (e expostos a um grande risco), volatilizam o mercado para uma desmesurada dimensão financeira e «mental», numa especulação desenfreada sem quaisquer contrapartidas económicas reais em trocas comerciais. Mas não é esta uma das consequências da comunicação imediata que tanto gabámos? Deveríamos talvez agradecer-lhes, pois, segundo a teoria económica mais liberal, reduzem a incerteza dos mercados, actualizam instantaneamente expectativas que antes se podiam manter latentes por muito tempo dando origem a correcções bruscas de grande amplitude.

O actual Presidente dos Estados Unidos, politicamente encurralado e em fim de carreira, pretende agora fugir para a frente. Para fazer face à crise, nada mais fácil que ligar a impressora. Num gesto maravilhoso, prepara-se para fazer um novo Plano Marshall para a Europa: inundá-la com dólares, salvando a banca, toda rota. Sim, assim sem mais nem menos; tudo o que precisarmos. Estaremos no dealbar de uma nova era de crescimento sem precedentes? Segundo os seus conselheiros, isso vai criar imensas oportunidades para os seus empresários e criar o emprego que a sua economia precisa, para poder ganhar as próximas eleições. Que cenário idílico. Bucólico, mesmo. Parece que estou a ver o quadro, com florzinhas e borboletas a esvoaçar.

Perdoem o deslize para a ironia: a mim parece-me que há gente que não se enxerga. São esses especuladores, agora tão criticados, que se vão encarregar de responder ao senhor presidente. O dólar está a 1,37 agora, que estou a escrever. Desafio-vos, para os leigos no Forex, a verificarem, no fim desta semana, e da seguinte, a resposta antecipada dos especuladores a esta proposta de novo New Deal. Em Outubro os bancos poderão aceder a estas linhas de crédito em dólares indiscriminadas; em Novembro e em Dezembro repetem a dose. Para o ano logo se vê.


Para quem tem Forex, já sabe o que fazer (e não sejam glutões, que vai haver grandes flutuações, nada de grandes alavancagens nem do abominado short selling, isto tem de ser à semana); para quem tem acesso a futuros, o limite é a sua imaginação, com encadeamentos regulares. Aceitam-se apostas:

1,50$/€?

1,60$/€?



P.S. Todas as tentativas da actual administração americana para criar emprego têm caído rapidamente em saco roto. Porque é que haveríamos de acreditar que esses dólares vão permitir comprar alguma coisa de útil, se a América está em crise e já pouco sabe produzir? Se distribuissem yuans ou yenes ainda me punha na fila, assim parece-me que não vale a pena. Faz-me lembrar aquele célebre album dos Taxi que vinha numa lata. «Cidade internacional, joga-se o Xadrez mundial». Basta substituir Cairo por NY.